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Eu não tinha a intenção de escrever sobre continuações porque acabei de criar esse blog e, portanto, nunca escrevi sobre as prequelas. Mas para Psycho-Pass 2 eu tenho que abrir uma exceção. Se você não assistiu não assistiu Psycho-Pass, faça um favor a si mesmo e assista o quanto antes à melhor obra de Gen Urobuchi (me desculpe, Madoka). Não quer assistir? Vai ler esse artigo mesmo assim? Não se importa com spoilers? Então um breve resumo:

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As inspetoras. Tsunemori em primeiro plano, e a novata dirigindo o carro

As inspetoras. Tsunemori em primeiro plano, e a novata dirigindo o carro

Psycho-Pass se passa em um futuro distópico. É uma sociedade muito parecida com a nossa, em uma cidade com algumas tecnologias futuristas mas não assim tão distante das nossas cidades modernas. Mas nessa cidade todos têm suas saúdes mentais constantemente monitoradas, e àqueles que estejam estressados demais são recomentados tratamentos para melhorarem seu estado mental, enquanto os que estejam predispostos a cometer crimes ou de qualquer forma perturbar de forma grave a ordem são presos (mesmo sem terem de fato cometido qualquer crime ou contravenção) para tratamento, e se estiverem além de um limiar considerado irrecuperável são sumariamente executados. Tudo isso é operado por um sistema computadorizado central chamado Sibyl, e colocado em prática por funcionários do departamento de segurança pública, cujos agentes de rua são divididos em dois cargos: inspetores e justiceiros. Os últimos trabalham sob ordem dos primeiros, e são na prática prisioneiros (escolhidos entre aquelas pessoas presas para cuidar e melhorar seu estado mental, que embora nem sempre acima de níveis que ensejam a execução, sempre em níveis praticamente irrecuperáveis para o retorno à sociedade).

Os justiceiros. Os dois do fundo são novos, e o que está em primeiro plano foi inspetor na temporada anterior

Os justiceiros. Os dois do fundo são novos, e o que está em primeiro plano foi inspetor na temporada anterior

Sibyl é também mais que um sistema de segurança pública: ele também determina as carreiras que as pessoas podem seguir, baseado em suas competências e potenciais. A sociedade de Psycho-Pass é próspera e bastante segura, mas vive na prática sob um sistema opressivo que inibe várias das liberdades mais fundamentais de uma pessoa, tudo em nome de uma ordem supostamente perfeita. Se quiser dar um nome para isso, é um formigueiro controlado por computador. Durante a primeira temporada acompanhamos uma equipe de inspetores e justiceiros em sua caçada contra um criminoso que, estranhamente, apesar de todas as atrocidades que comete nunca piora seu estado mental, sendo portanto inalcançável pelo sistema instituído, e descobrimos que na verdade o sistema Sibyl é um supercomputador autônomo composto por uma grande quantidade de cérebros humanos. No final, o tal criminoso é morto, o justiceiro que protagonizava a série foge, um dos inspetores cai para justiceiro, alguns justiceiros morrem, e a inspetora protagonista participa de tudo isso e é nosso ponto de identificação com a série. No lugar dela, como você agiria? Como reagiria?

Ataque à bomba

Ataque à bomba

Nessa segunda temporada, Tsunemori (a inspetora protagonista) já está muito mais experiente. De certa forma, ela cumpriu a “profecia de Sibyl”, no sentido de que ela atendeu plenamente as expectativas do Sistema quando esse indicou que ela era adequada para uma carreira como inspetora no departamento de segurança pública. Adicionou experiência e conhecimento adquiridos em ação à competência e inteligências inatas, além de seu estado mental (matiz, como chamam em Psycho-Pass) praticamente inabalável que a torna adequada para uma tarefa que lida com tanto estresse e pressão. Mas sabendo a verdade sobre o sistema Sibyl, por que ela ainda trabalha para ele? Parece que ela acredita que a ordem e a paz são objetivos maiores e que os defeitos do sistema podem ser corrigidos, contornados ou ignorados.

O criminoso do episódio

O criminoso do episódio

Tenho que discordar dela, Sibyl é por natureza desumano e opressor, e espero que ela realize isso antes que seja tarde demais. Ou talvez ela guarde alguma surpresa ainda e agir como um braço de Sibyl seja apenas uma etapa para algo maior que ela está planejando. Porém não parece ser o caso, dado que ao final do episódio ouvimos sua voz em off dizendo que está em uma jornada para descobrir quem ela é.

A inspetora rígida e conservadora de outra equipe

A inspetora rígida e conservadora de outra equipe

Entre as novidades e personagens novos, Ginoza (ex-inspetor na primeira temporada, agora justiceiro) parece confiar e acreditar cegamente em Tsunemori, contrastando completamente com sua atitude na temporada anterior, quando ele era o inspetor mais velho e rígido, que dava bronca nela sempre que cometia um erro ou que pensava demais antes de agir. Há agora uma inspetora de outra equipe para ocupar esse lugar que ele deixou vago, e criticar o comportamento da protagonista de uma posição superior e conservadora. Há ainda uma inspetora novata e dois justiceiros novatos. Sobre os justiceiros não deu para saber muito ainda, mas a inspetora parece ter o mesmo tipo de crítica conservadora contra a atitude de Tsunemori, mesmo depois de vê-la tendo sucesso em ação. Claro que como ela é mais nova que a protagonista, ela não está em posição para criticá-la abertamente ou contrariar suas ordens.

A primeira face do novo inimigo

A primeira face do novo inimigo

O novo vilão, de todo modo, parece ser o próprio Sistema. Não ficou muito claro, mas é apenas o esperado após a primeira temporada. Parece que ele está empregando “inspetores de inspetores” para expurgar seus próprios quadros de problemas em potencial.

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