[sc:review nota=3]

Assistiu a primeira temporada? Se não assistiu, está esperando o quê? Talvez queira saber através desse artigo se vale a pena, certo? Então tá, vou falar bastante sobre a primeira temporada nesse artigo, então se eu estiver enganado e você for do tipo que não gosta de spoiler, vou tentar convencê-lo apenas com esse parágrafo, não continue lendo depois dele, ok? Knights of Sidonia é um anime baseado em mangá de Tsutomu Nihei, um autor japonês de ficção científica dura, que escreveu excelentes mangás como Blame, Biomega e Noise. No Brasil, um trabalho mais curto seu (Abara) já foi lançado pela Panini. Mas enquanto Blame (para mim, sua obra prima) e Noise são sem dúvida ficção científica dura, além de serem bastante fatalistas e projetarem um futuro árido para uma humanidade tecnologicamente muito mais avançada do que a nossa, Sidonia é um anime de mechas espaciais lutando contra alienígenas colossais que em um passado já remoto destruíram o planeta Terra. Há muito rigor e detalhes nos aspectos tecnológicos de Sidonia, e os efeitos de uma tecnologia avançada na humanidade são explorados, mas acho que apesar desses elementos essa obra não pode ser classificada como ficção científica dura porque o foco dela está mais na sobrevivência da humanidade após o apocalipse – ou seja, um gênero de história completamente diferente e que pode empregar os mais diversos cenários. O que pessoalmente não posso dizer que me agrade, mas não me incomoda também, e o mais importante: torna a obra muito mais acessível. Blame é lindo, é incrível, é filosófico, mas é uma leitura pesada e difícil. Eu confesso que demorei para entender o final. E com “demorei” quero dizer: uma semana depois eu ainda não sabia o que tinha acontecido. Sidonia é um adolescente entrando em um mecha e lutando contra alienígenas. Fácil, né?

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[sc:review nota=4]

 

 

Eu e o Fábio andamos conversando sobre Ore Monogatari. Explanamos sobre a personalidade do Takeo, do Suna, sobre como a história poderia se desenvolver e o que esperamos que aconteça nos episódios seguintes. Mas pelo visto surgiu um fator que altera completamente a equação: o comportamento surpreendente da Yamato-chan. Nem em uma temporada inteira eu esperei que ela fosse assim tão direta, mesmo para os padrões de conquista brasileiros. Aplausos. Terei de refazer boa parte das minhas expectativas, mas o farei com o maior prazer.Sabe, nos animes que não são battle sounens clássicos, em geral eu acabo me identificando com algum garoto. Se não com o protagonista ou antagonista, com o melhor amigo. Inclusive, o personagem com quem mais tenho empatia dentre todos os mangás que li na vida é o Hideki, protagonista de Chobits. Então, não foi diferente com o Takeo. Só quem já foi, diversas vezes, preterido em prol [email protected] [email protected] mais [email protected] que você entende. Chega um ponto em que se torna simplesmente impossível acreditar que determinada pessoa está, sim, interessada em você e não no suposto melhor partido que está ao seu lado. Mesmo com todas as indiretas. E diretas. E cartazes dizendo “Fulano te ama!”. E às vezes com o próprio fulano dizendo que te ama. Mas é apenas um mecanismo de defesa criado pela mente da pessoa, tentando evitar uma nova desilusão amorosa, outra cicatriz no coração. E é pensado nisso que eu aceitava a ingenuidade de Takeo. Mas aí chega a Yamato e acabou com tudo o que eu imaginava e para a qual eu torcia. E eu fico feliz e impaciente ao mesmo tempo.

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