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E mais uma vez o Sukeroku de Olhos Vermelhos foi usado na abertura. De verdade, desde a primeira vez que isso aconteceu eu fico tenso durante a abertura esperando os olhos dele aparecerem. E vieram vermelhos de novo! E dessa vez não só na abertura! Quase que eu morro quando vi. De medo.

Mas desviando um pouco do assunto, acho que definitivamente fiquei chato. Não chato em um sentido ruim, entende? Um chato legal, eu acho. Sim, um chato legal. Acredito que finalmente entendo como algumas pessoas podem adorar cervejas amargas, vinhos ácidos, vodkas cheias de álcool e whiskys … e whiskys em geral. As minhas bebidas prefiro que continuem vindo todas cheias de gelo, ou em batidas docíssimas, ou geladíssimas. Mas acho que finalmente compreendo quem gosta dessas coisas.

Faz algum tempo já que eu tenho gosto por dramas – ou mesmo tragédias. Em algum momento da minha vida eu gostava de tragédias pelo mesmo motivo que gostava de comédias: por me darem um tipo de emoção em dose concentrada. Sem nuances. Isso não é nada diferente de quem só gosta de uma coisa ou de outra, e talvez passe a vida gostando só de uma coisa. Eu tenho quase certeza que vou passar a vida gostando só de cerveja pilsen ou qualquer outra cerveja leve, com baixo amargor e bem gelada. Não vejo problema nenhum com isso. Mas ter dois gostos bem distintos para minhas histórias fez com que eu experimentasse de tudo (já experimentei bastante cerveja também e não adiantou, ok) e, eventualmente, passei a gostar não do que os enredos tinham de concentrado, mas de toda sua estrutura, sua formação, suas nuances.

Acho que não consumo meus animes de forma muito diversa de um sommelier com seus vinhos (com a diferença que eu não tenho formação nenhuma, mas o importante é a ideia): uma experiência completa onde cada detalhe importa e tudo soma para a minha avaliação final. Meu gosto para vinhos é dantesco, sou capaz de colocar açúcar só pra melhorar aquele gosto se for obrigado a tanto, mas o açúcar que eu coloquei é o vinho? E o que dizer de um vinho que é simplesmente muito doce, e ah sei lá não entendo de vinhos quem entender faça uma metáfora aqui para mim por favor? Esse episódio inteiro – na verdade, todos os episódios da segunda temporada – desenharam a morte do Yakumo. Ok, no final das contas ela não queria mesmo morrer, isso era tão previsível que eu já imaginava isso, mas e daí? Ele não querer morrer e ele ser salvo no último segundo pelo Yotaro são coisas bem distintas.

Eu gosto do Yakumo, e por favor, de forma alguma eu “quero que ele morra”, mas o anime me preparou para isso. E pela segunda vez ele sobreviveu, nessa de uma forma ainda mais inacreditável, inesperada. E desnecessária. O Yotaro atravessando aquela porta e correndo em socorro ao seu mestre aqueceu meu coração, me deixou feliz pelos personagens, mas insatisfeito com a história. O Yotaro ali foi açúcar no vinho. Cerveja trincando de gelada. Leite condensado com morangos na vodka. Entende? Como eu disse, fiquei chato. Tão chato que gastei metade do artigo falando disso, hehe, me desculpe.

O Yakumo nesse episódio está tão certo de sua morte iminente que ele começa a se despedir das pessoas. A refazer seus passos. Há quanto tempo não se vê aquela casa de banho, hein? Acho que só havia aparecido na primeira temporada, com Yakumo e Sukeroku! A memória pode estar me faltando mas bom, de todo modo faz muito tempo. Ele se apresenta na penitenciária. Tudo bem que foi ideia do Yotaro, mas tenho certeza que foi uma ideia que já havia passado pela cabeça do próprio mestre – e talvez ele precisasse só de um pequeno empurrão mesmo. Não só ele retornou ao mesmo tipo de ambiente onde já esteve antes e onde o Yotaro o conheceu como ele pôde se apresentar para o chefe yakuza. E fez uma peça triste que trata sobre separação – algo um pouco cruel com detentos, não é? Mas quem se importa, eles gostaram.

Aliás, sobre essa peça, pode haver um paralelo entre ela e a própria vida do Yakumo, não é? Na verdade, um paralelo exatamente sobre o momento mais importante de sua vida. Ele contou a história de um homem e uma gueixa que se apaixonaram, mas foram separados por um longo período de tempo. Quando o homem enfim pôde voltar a procurá-la já era tarde demais. E se esse homem e essa mulher forem Yakumo e Miyokichi? Ela não morreu durante a ausência dele, não obstante a reunião deles era impossível quando ele voltou para ela. Por tudo o que se sabe, foi isso que levou aos eventos que culminaram na morte dela e do Sukeroku. Da qual ele se arrepende até hoje. Pela qual ele é assombrado até hoje.

Yakumo acha que merece morrer pelo que fez. Chega mesmo a achar que quer morrer, por vezes. Mas quanto mais a morte se aproxima dele, mais ele inventa para si mesmo que só não pode partir porque sente-se apegado aos viventes e porque eles também estão apegados a ele. Primeiro era só a Konatsu, mas depois a ela se acrescentaram o Yotaro e, por fim, o pequeno Shin. Mais de uma vez ele disse em alto e bom som que não pode partir porque eles o seguram. Mas é lógico que não é só isso. Ele tem é medo de morrer mesmo. É o bom e velho instinto de sobrevivência. Por isso as figuras que ele alucina, especialmente a do Sukeroku, são ambíguas.

A um só tempo Sukeroku está lá para aplaudi-lo, abraçá-lo, elogiá-lo, ser compreensivo com a vida que Yakumo teve e o rakugo que criou, e também é fantasmagórico, assustador, angustiante, lança contra ele um olhar frio e acusador. A culpa foi sua, Yakumo! Você merece morrer! Foram essas as palavras que ele sempre temeu escutar, e, no incêndio do teatro, finalmente ele ouviu a voz de Sukeroku a dizê-las. A dizer tudo, tanto os elogios quanto as ameaças. Provavelmente ele só pôde escutar a voz de Sukeroku agora pois estava sozinho. Pois já havia ouvido a voz de Miyokichi – através de Konatsu. Pois estava morrendo de medo de morrer e, talvez pela primeira vez na vida, apercebeu-se disso. Ou admitiu isso. Não por acaso Yakumo deixa de ver Sukeroku, um espírito vingativo, e passa a ver um shinigami genérico tão logo ele percebe ou admite que, no fundo, quer continuar vivendo mesmo.

E apesar de eu ter achado que a cena final com o Yotaro salvando o Yakumo fez mal ao episódio, não combinou, ela sozinha teve seus méritos também. Em particular, ela também imitou um momento do passado – esse do passado fictício inventado pelo próprio Yakumo: o momento em que Yakumo tenta segurar a mão de Sukeroku, mas seu irmão se solta para a morte. Isso nunca aconteceu de verdade entre eles, mas agora aconteceu entre ele e seu pupilo: Yotaro estendeu a mão e Yakumo, ao contrário do Sukeroku que só existe em sua cabeça, não quis morrer e aceitou a oferta de resgate.

O Yakumo é imortal. Ou um Deus da Morte.

  1. Antes de começar a tecer o meu comentário, sobre este episódio, só quero afirmar uma vez mais, que não compreendo a lógica dos japoneses em relação a animes bons e maus. Ontem estive a ver, em vários sites, as previsões de vendas, dos animes desta temporada e fiquei extremamente desapontado de ver Rakugo na linha da miséria, com previsões de venda em apenas 3000 unidades por volume. Enquanto lixo comercial como Granblue The Animation, típica adaptação cliché de um videojogo, história e personagens genéricos, tem previsões de vendas acima de vinte mil unidades por volume. É por estas e por outras que a indústria e a arte do anime está na hora da morte. Esta segunda temporada de Rakugo, humilha a 100% qualquer anime desta temporada de Inverno, a primeira temporada de Rakugo foi uma obra prima, mas esta segunda por este ritmo vai além de uma obra prima, posso mesmo dizer que vai terminar como o melhor anime dos últimos anos. É verdade que a animação de Rakugo não é das melhores, mas aquilo que perde em animação, ganha em termos de história, os personagens são excelentes, em termos de adaptação, pelo menos para mim, melhorou em muito em relação ao mangá, excelente roteiro e acima de tudo, uma dublagem lendária, que deixa no chinelo, a maioria dos animes das últimas temporadas. A dublagem de Shouwa já era épica na primeira temporada, mas nesta segunda temporada, está além de épica, é lendária. O dublador do Yakumo já mudou de voz pelo menos umas três vezes ao longo do anime, quando dublava o Yakumo jovem, ele usava uma voz mais forte e limpa, na meia idade, a voz foi perdendo a força e continuava limpa e agora na velhice e depois do enfarte a voz do Yakumo mudou completamente, este dublador merecia um prémio, pelo seu desempenho lendário em Shouwa. Este anime, sem dúvida alguma, deu-me esperança que a alma do anime ainda não morreu, Shouwa é um exemplo de humildade e dedicação a seguir, em futuras adaptações.

    Deixando o meu momento de indignação de lado, eu concordo com a tua opinião e ponto de vista, em relação aquela cena do Yotaro aparecer para salvar o Yakumo da morte eminente. A tua analogia com o vinho, foi muito boa, além de ser interessante de ler, eu não poderia estar mais de acordo. Eu gostei do facto do Yakumo ter sido salvo pelo Yotaro, a própria opening já nos tinha dado um pequeno spoiler em relação a isso. Como tu já chegaste a referir num dos artigos da segunda temporada de Shouwa, nada é mostrado ao acaso, tudo o que acontece no anime tem algum significado. Mas tenho que admitir, que o salvamento do Yakumo neste episódio, foi algo, que em termos de desenvolvimento da história, ficou meio de fora, se me permites usar as tuas palavras, tal salvamento não combinou e de certa forma prejudicou o episódio. Mas tal cena, também teve os seus méritos, como tu bem referiste no artigo e o mais evidente deles, é a notória preocupação e dedicação que o Yotaro tem pelo seu mestre, além do apego à vida que o Yakumo tem, graças às pessoas que o amam e ainda precisam dele.
    O começo do episódio, foi muito nostálgico para mim, já fazia um bom tempo, que o anime não mostrava a casa de banhos, onde o Yakumo e o Sukerou passaram tanto tempo na primeira temporada, tanto em trabalho, como em descanso. Não bastando isso, ver o mestre Yakumo com o seu discípulo e neto, foi algo muito gratificante, para este humilde espectador, que acompanha o percurso de vida do Yakumo deste quando ele era apenas Zenza. Cada vez mais se nota, o lado mais carinhoso do Yakumo, a forma como ele trata o Shin, é muito bonita, ele não consegue dizer não ao pedidos do neto. A decisão do Yakumo ir fazer uma apresentação de Rakugo na prisão, não foi surpresa nenhuma, ele de qualquer maneira ia fazê-la mais cedo ou mais tarde, por causa do chefe Yakuza, mas o empurrão do Yotaro acelerou o processo. A peça que ele decidiu apresentar na prisão, além de ser triste, foi um pouco cruel para a plateia, que eram reclusos. Não sei como o dublador do Yakumo consegue fazer tão bem o seu trabalho, ele é de longe o melhor dublador de Shouwa. A apresentação na prisão, deixou-me arrepiado, a maneira como ele contou a história de separação, foi muito boa, mas a certa altura tive pena dos reclusos que a certa altura começaram a chorar, pois identificavam-se muito com a história que o Yakumo estava a contar. Até os guardas se emocionaram com a actuação do Yakumo e aposto que o chefe Yakuza deve ter ficado muito agradecido pela actuação do seu amigo Yakumo. Aquela parte em que a Miyo aparece na frente do Yakumo enquanto este conta a história da separação de um homem e da sua amada (que era gueixa), foi tocante, pois a história entre o Yakumo e a Miyo foi tão parecida em tudo, menos na parte da morte da mulher, mas de resto foi bem semelhante. A partir dai, o ambiente da actuação do Yakumo ficou mais pesado, mas o que custou mais foi o Yakumo ouvir a Miyo a dizer que ele lhe tinha estragado a vida, com a voz da Konatsu. Não bastando isso a simbologia visual dessa parte, nem tenho palavras para a descrever.
    Aquela parte em que o Yakumo, vai a propósito ao teatro, vez a peça do seu discípulo, já foi um sinal, que o Yakumo aparentemente estava a dar sinais de despedida. Mas ainda assim, não se coibiu de tecer duras críticas à maneira como o seu discípulo faz as suas actuações. Aquela cena onde o Yakumo, agradece ao Higuchi, pela ajuda que ele lhe prestou, foi uma cena estranha no início, mas no final foi uma cena bonita, parecia que o Yakumo se estava a despedir do Higuchi.
    Agora a parte do episódio que mais me deu medo, arrepios, a parte onde o Yakumo estranhamente, vai passar um tempo no teatro, numa hora, em que quase ninguém estava lá, tal atitude já trazia atrás de si, ares de de tragédia. Os olhos vermelhos sangue do Sukerou na opening já nos alertava disso, mas nunca pensei que fosse ser uma parte tão assustadora. Nessa parte do episódio o Yakumo, fez a sua melhor actuação de Shinigami de sempre. As transições de uma personagem para outra foi excelente, por momentos já não sabia se aquilo era mesmo o Yakumo a contar a história ou alguma entidade sobrenatural. Tudo nesta actuação foi excelente, desde o set de Shinigami à forma como o Yakumo executou a peça onde actuava melhor. Quando ele acabou a actuação eu pensei que ele ia dar o seu último suspiro, já que ele queria morrer a fazer Rakugo, mas não ele continuou vivo. Eu a cada episódio que passa, começo a achar que o Sukerou, era uma pessoa que não prestava e que foi ele que destruiu a vida do Kikuiko e da Miyo. A forma como o espírito do Sukerou se comunicou com o Yakumo após este ter terminado a sua apresentação, soou-me debochada e desrespeitosa. Mas a parte que mais me chocou, foi quando o Yakumo depois de dizer, que já não aguentava fazer mais do que uma actuação, a sua voz já custava a sair e tal e o Sukerou de repente fica com os vermelhos e diz que a culpa daquela situação era dele, pois ele se preocupava demais com os outros. Esta afirmação, não estava 100% errada, mas o Sukerou não podia falar muito, se o Yakumo teve uma vida de sofrimento, grande parte da culpa foi dele. Aquela parte da vela, mesmo antes do Yakumo pegar ela, eu já sabia sabia que aquilo ia correr mal. Aliás quem no seu perfeito juízo tem velas e fuma cigarros dentro de um teatro que é praticamente todo de madeira, mais tarde ou mais cedo, o teatro ia acabar por sofrer um incêndio. Mas a parte que deu mesmo medo, foi quando o Sukerou se transformou num esqueleto, que mais parecia um Shinigami, mas que o Yakumo se referiu a ele como o Deus das artes. E este nome fez sentido, pois o Yakumo o Rakugo era o que o mantinha vivo e aquele Deus das artes, no sentido simbólico, que o Yakumo já não estava apto de fazer Rakugo e por esse mesmo motivo mais valia morrer. Ver o Yakumo a sofrer no meio do fogo, foi triste, até que o Yotaro apareceu para o salvar, de certeza que foi o Mangetsu que avisou o Yotaro da forma estranha que o seu mestre estava a agir. Nesse mesmo momento, quando o Yakumo ouve a voz do Yotaro, é que se nota mesmo, como o Yakumo ainda está apegado à vida, grande parte pelo facto de ele estar rodeado de pessoas que gostam e se preocupam com ele. Ver o Yakumo decido a viver, foi muito bonito, só tive pena que ele tivesse sofrido uma queimadura de 3 grau, queimaduras na terceira idade, custam muito a sarar. Antes que me esqueça, o filho do chefe Yakuza subiu muito na minha consideração, ele ficou muito abalado com a prisão do seu pai, tão abalado que até verteu umas lágrimas.
    Estou ansioso pelo próximo episódio, acho que vai ser nele, em que a Konatsu, diz para o Yakumo e para o Yotaro que está grávida. Já para não falar, que nesse mesmo preview, o Yakumo parece estar bem com a vida, feliz de estar junto da sua família e amigos. De certeza que o próximo episódio não nos vai desapontar.
    Como sempre mais um excelentíssimo, artigo de Shouwa Fábio.

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Olá!

      Sobre animes bons e maus, eu certamente gostaria que Rakugo Shinjuu vendesse mais também, mas número de vendas sozinho não significa que é bom ou ruim, não é? Talvez o público de Rakugo Shinjuu seja do tipo que compra menos produtos mesmo. De todo modo, 3 mil não é um número ruim, está se pagando pelo menos. Se além disso ajudar a vender o mangá e, quem sabe, popularizar um pouco o rakugo, melhor ainda, né? =)

      E concordo quando fala da dublagem do Yakumo – está impecável. Se existe um prêmio de dublagem no Japão, o senhor Akira Ishida merece-o com todos os louvores.

      E puxa vida, muito bem lembrado! A opening desde sempre mostra o Yakumo caindo e o Yotaro no teatro estendendo a mão pra ele. Mas no anime foi um pouco diferente né? Na abertura o Yakumo recusa, abaixa o rosto e afunda. No anime ele aceitou. Se bem que no momento em que o Yotaro o alcançou já era provável que o Yakumo aceitaria, ele já tinha deixado bem claro o seu medo da morte.

      Imagine a preocupação do Yotaro. O Yakumo mandou-lhe, através do Higuchi, seu leque (provavelmente o leque do Sukeroku). Depois lhe dizem que o Yakumo ficou sozinho no teatro, no palco, apresentando para ninguém. E o Yakumo já havia dito que gostaria de morrer fazendo rakugo, e já havia ido até a ponte no outro episódio com a suposta intenção de se suicidar. O Yotaro deve ter voado mais rápido que uma bala até o teatro! Quando o Yakumo saiu do teatro onde o Yotaro se apresentava eu já fiquei tenso (bom, mais tenso, porque tenso eu estava desde os olhos vermelhos do Sukeroku na abertura), e aí ele deu o leque para o Higuchi. Ali eu ainda não sabia o que ia acontecer, mas já tinha certeza que coisa boa não era. Para alguém que estudou (bisbilhotou) tanto a vida do Yakumo, o Higuchi foi bem desatento nesse momento, mas não dá para culpá-lo, lógico.

      A grande dúvida que fica é se foi acidente ou se o Yakumo é que ateou fogo no teatro – talvez durante um ataque de esquizofrenia que até onde entendo explicaria bem as visões que ele anda tendo.

      Mas quem sabe agora ele pare de enxergar o Sukeroku, não é? Se eu estiver certo em avaliar que ele via o irmão por achar que quer morrer, faria sentido. Não que enxergar shinigamis seja muito melhor na prática, mas o Sukeroku pode ser o vagabundo que você descreve sim, e eu acho que ele era mesmo, só que pelo menos maldoso eu acredito que ele nunca foi. Não acho que se ressentiria do irmão.

      Obrigado pela visita e pelo comentário! =)

      • Agora que tocaste no assunto das visões do Yakumo, como eu não pensei antes em ataques de esquizofrenia, é uma hipótese verossímil. Eu acho que o Yakumo ateou sim, fogo ao teatro, mas não de forma consciente, naquele momento ele devia estar sob demência temporária, a imaginar o seu irmão Sukerou dos olhos vermelhos a falar com ele. Aquela parte da aparição do Shinigami foi muito assustadora, eu sei que aquilo era apenas uma simbologia visual, da morte, mas ainda assim bastante assustadora, dava para sentir o medo do Yakumo à distância. Aquele Sukerou que o Yakumo vê, deve ser obra da sua culpa, pela morte dele e da Miyo, Yakumo tem medo da morte e este episódio mostrou bem isso, o sentido de culpa e a idade avançada dele, fizeram com que ele tivesse aquelas visões assustadoras.
        Em relação ao Higuchi, tens razão naquilo que disseste sobre ele, mas eu acho que a atitude do Higuchi mudou e muito quando ele descobriu a verdade sobre a morte da Miyo (Yurie para ele) e do Sukerou. Acho que a relação dos dois ficou bem melhor, por isso achei normal, ele não ter prestado atenção ao leque do Sukerou. O Yakumo deve ter muito orgulho do seu pupilo Yotaro, ele tem aquele jeito mais descontraído e leva tudo na brincadeira, mas preocupa-se muito com o Yakumo e com a sua família e amigos em geral.
        A minha opinião sobre o Sukerou, já divergiu tantas vezes, no avançar do anime, mas continuo a achar, que o Sukerou foi o calcanhar de Aquiles da vida do Yakumo. Além de ser vagabundo, nunca deu o devido valor, a tudo o que seu irmão de coração Kikuiko, fez e abdicou por ele. Ele não se coibiu de se relacionar, com a mulher que o Kikuiko amava, mesmo que a Miyo também tenha tido culpa disso (para magoar o Kikuiko), mas se ele fosse um homem com valores morais, não tinha feito isso. Já para não falar, que aquele estilo de vida boémio, só trouxe desgostos ao seu mestre Yakumo (da sétima geração) e ao Kikuiko. Ele tinha um dom para o Rakugo, o próprio Kiku chegou a admitir que o Sukerou era melhor que ele, se ele tivesse se esforçado e trabalhado ele teria e poderia ter sido o Yakumo da sétima geração. Mas para uma pessoa que não gosta de trabalhar, que prefere extorquir dinheiro ao próprio irmão para comprar bebida e tabaco e andar em casas de chá na má vida, era impossível tornar-se um mestre de Rakugo. Até hoje acho, que a atitude do mestre do Yakumo e do Sukerou teve razão em apontar o Kikuiko como seu sucessor, o Kikuiko além de ser trabalhador por natureza, ele era esforçado e tinha noção daquilo que fazia. Já o Sukerou era completamente o oposto, se o mestre Yakumo da sétima geração, tivesse apontado o Sukerou como seu sucessor, imagine-se a vergonha que ele ia trazer para o nome Yakumo,
        Eu já conhecia o dublador do Yakumo de outros animes, mas sempre que oiço a voz deste dublador, lembro-me sempre do Katsura de Gintama, é a primeira coisa que me vem à cabeça, quando a voz deste dublador se faz ouvir. Sem dúvida que ele merecia um prémio, para a sua perfomance em Rakugo. O dublador do Yotaro não é mau, o Tomokazu Seki, tem uma voz boa, mas geralmente é uma voz demasiado estridente em alguns momentos, esse tipo de voz é bom para personagens, como por exemplo o Gilgamesh de Fate Zero. A dubladora da Konatsu, também é muito boa, ela tem uma voz diferente mas bastante agradável. Aliás, neste anime, os dubladores foram escolhidos a dedo, todos eles são excelentes profissionais. Mas ainda assim o dublador do Yakumo e a dubladora da Miyo são os que mais gosto de ouvir.

      • Fábio "Mexicano" Godoy

        O Yakumo deve ter desenvolvido uma habilidade muito grande de visualização para fazer o seu rakugo, e agora, depois de velho e adoentado, isso está se voltando contra ele.

        O Sukeroku provavelmente era alguém divertido de se beber junto, e basicamente isso. Profissionalmente devia ser um saco lidar com ele, e as preocupações que ele dava para a família já sabemos muito bem. Mas mal intencionado não era. E irmãos são irmãos, né? Não bastasse ainda o vínculo que tinham por terem sido criados juntos e o fato do Yakumo enxergar nele alguém forte que o ajudou muito quando ele mais precisava, ainda por cima o Yakumo apreciava muito o rakugo do Sukeroku, para o qual ele tinha um dom natural.

        Não estamos lidando com nada desconhecido para a humanidade, não é? O que não faltam na história são gênios vadios e problemáticos.

      • Mas nada apaga, as porcarias que o Sukerou fez. O único génio que me lembre que era, um vadio e boémio, foi o Leonardo Da Vinci. Este mesmo sendo, um vadio, era um génio incompreendido para a sua época. Ele chegou a fazer esboços do primeiro tanque de combate do mundo, centenas de anos antes de nós. Além de ter feito a primeira máquina de voar. Já para não falar de que era um excelente pintor e arquitecto.

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