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Olá, sou o Kakeru17, e como tudo que é bom merece uma continuação, retorno ao blog de pé e orgulhoso para falar mais uma vez sobre o bizarro anime de Jojo. Nesse artigo contemplarei a primeira parte de seu terceiro arco: Stardust Crusaders, adaptado em um anime de 24 episódios. Comentarei da segunda parte – adaptada em outros 24 episódios exibidos com um intervalo de três meses – em um próximo artigo.

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Para começo de conversa é importante avisá-los que nesse arco o Hamon tem a sua importância relegada a segundo plano – afinal só Joseph o utiliza e ainda é bem pouco–, pois somos apresentados a um “poder” bastante peculiar que se tornou uma das marcas registradas de Jojo, as Stands – representações da força de vontade do usuário que se projetam a partir dele – que atuarão como o fator sobrenatural predominante a partir de agora.

KONO POWA!!!

A história desenrola-se cinco décadas após a derrota dos Pillar Men e foca em Jotaro Kujo, o neto rebelde de Joseph que se trancafia em uma cela de prisão sem querer sair de lá, pois alega estar possuído por um perigoso espírito maligno. Esse espírito nada mais é que uma Stand que Jotaro desenvolveu após o despertar de Dio que saiu das profundezas do mar de posse do corpo de Jonathan buscando vingança contra os Joestar. Logo após Jotaro tomar conhecimento desse fato, sua mãe se vê em risco de vida por causa de Dio e é aí que Jotaro e Joseph – juntos de outros companheiros – partem em uma aventura para cumprir o destino dos Joestar de impedir os malignos planos de seu algoz centenário.

O melhor vilão está de volta…

Logo no começo do anime descobrimos que Dio obteve uma Stand e que isso causou um desenvolvimento em cadeia de Stands nos integrantes da linhagem Joestar por causa da ligação sanguínea entre o corpo de Jonathan e seus descendentes. Em um primeiro momento Jotaro parece não se importar com isso, mas pouco tempo depois sua mãe se vê entre a vida e a morte por não suportar a manifestação de sua Stand, o que acarretará em seu fim se Dio não for morto em até cinquenta dias. É a partir desse ponto que a aventura começa e nossos heróis partem em uma viagem até o Egito para encontrar o vampiro e livrar Holy de seu terrível destino.

Porque aventura sem pose de despedida estilosa não é uma aventura de verdade!!!

Antes de falar mais sobre a história é importante comentar um pouco mais sobre as Stands – projeções que recebem esse nome por geralmente aparecerem em pé atrás do usuário – que agem como uma verdadeira extensão de seu portador e possuem habilidades particulares. O Hermit Purple de Joseph, por exemplo, é constituído por vinhas que ele pode usar para formar uma imagem daquilo que ele quer ver naquele momento, e é até usado para obter a localização de Dio. Já o Star Platinum de Jotaro possui forma humanoide e tem como pontos fortes sua velocidade, força e precisão.

STAND NAME: HERMIT PURPLE / STAND MASTER: O MELHOR JOJO

É importante salientar também que só quem pode ver as Stands são aqueles que possuem Stands e que nem todos têm condições de desenvolver uma – mais ou menos o caso da mãe de Jotaro –, só aqueles que tem grande força espiritual e aptidão natural. Isso até ocasiona muitas situações de estranheza para quem está ao redor dos personagens e não consegue ver as Stands, rendendo momentos bem peculiares e engraçados nos quais os humanos normais muitas vezes mal interpretam ou se surpreendem com as situações bizarras que presenciam.

Nem tudo é o que parece… será mesmo? Kkk

Nesse arco, infelizmente, não temos a presença de nenhum Zeppeli, mas de dois Joestar, Jotaro que age como protagonista e Joseph que atua como um personagem suporte importante, pois usa de seus recursos financeiros, das imagens que tira de Dio e de sua experiência para guiar o grupo de heróis ao longo da viagem.

Aliás, tenho que citar aqui também os outros três aventureiros apresentados no arco, sendo eles: Muhammad Avdol – sábio cartomante egípcio que é um velho amigo de Joseph –, Kakyoin Noriaki – colega de escola de Jotaro que a princípio foi controlado por Dio para matar Jotaro, mas depois se alia a ele – e Jean Pierre Polnareff – francês que também foi controlado por Dio para atacar os heróis, mas depois se alia a eles para derrotar o vilão e cumprir um objetivo pessoal em meio a viagem.

É com esse grupo e com esse objetivo principal que os heróis seguem sua viagem até o Egito, mas é claro que nem tudo são flores e pelo meio do caminho eles vão se deparando com capangas de Dio, outros usuários de Stand que se não conseguem acabar com os heróis ao menos tentam ao máximo atrapalhar a viagem. O ponto positivo disso é que gradativamente vemos mais e mais Stands com habilidades cada vez mais criativas e multifacetadas, além de lutas que não se baseiam só na força bruta, mas também na estratégia e na exploração das limitações que cada Stand possui.

Ter um nude do melhor vilão em mãos, quem nunca?!

Um ponto negativo – para alguns ao menos – é que boa parte dos episódios têm a dinâmica de “violãozinho do dia”, onde, geralmente, um ou dois dos viajantes têm que enfrentar um usuário que é derrotado em no máximo três episódios. Essa fórmula pode ser simples e clichê, mas faz sentido diante da premissa que nos é apresentada e, de certa forma, funciona – apesar de ser maçante e enfadonha para alguns. Tanto funciona que Stardust Crusaders é considerado a magnum opus – a grande obra – de Jojo, pois foi um divisor de águas para a série, lhe conferindo grande sucesso comercial no Japão e prestígio entre os fãs.

Stand up! Stand up! Stand up! Uchikomu no wa…

Vou reservar esse parágrafo para falar de Jotaro Kujo. O Jojo da vez é diferente dos anteriores, não é um gentleman e muito menos um malandro, mas um bad boy mal-encarado que geralmente é caladão e frio – isso de certa forma dificulta você gostar do personagem e se importar com ele –, mas se pensarmos que esse estereótipo de delinquente fazia sucesso na época, não é de se estranhar que o autor tenha usado desse “artifício” para atrair fãs. Por sorte, ele acabou criando um personagem que viria a ser muito conhecido por seu jeito cool apesar de meio inexpressivo, mas também por ser muito forte e sempre conseguir sair das situações por piores que fossem. A tradução literal de personagem overpower é Jotaro Kujo, tenham isso em mente ao ver o anime.

Nem é foda a criança…

Se Jotaro não funciona bem como ponto de apoio emocional para o fã, Polnareff está lá para roubar a cena e te fazer torcer por ele e se deixar cativar mais e mais pelo personagem que de coadjuvante vai ganhando cada vez mais importância na trama e entre os Brojos – os Zeppe–companheiros dos Jojos, quero dizer – é aquele que mais se destaca por ter desenvolvimento do seu background –a sua jornada de vingança que se cruza a jornada de seus companheiros –, evolução como personagem – já que ao longo da trama vai aprendendo com seus erros e amadurecendo – e protagonizar algumas das melhores lutas dessa primeira parte com sua Stand Silver Chariot que é dotada de uma esgrima afiada e alguns truques na manga.

Que homem… QUE HOMÃO DA PORRA!!!

É uma pena que a história nos deixe com a sensação amarga de que entre os protagonistas, só Polnareff brilha e tem um desenvolvimento claro, Kakyoin fica aquém nesse sentido – apesar de sua Stand Heriophant Green ter uma habilidade em potencial para usos criativos e de ele participar bem de algumas lutas –, Avdol nem se fale, ele até é útil em certas situações, mas não luta muito – o que é uma pena, pois a sua Stand Magician’s Red tem um poder de chamas bem legal – e rola algo no meio do arco que você pode odiar, mas tem boas chances de não se importar muito pelo fato do personagem ter sido pouco explorado em relação aos outros.

Trio Ternura dos Brojos!!!

Acho que não preciso nem citar que o Jotaro é na maior parte do tempo uma “porta”, sério kkk, e que é uma pena o Joseph não participar mais ativamente das lutas e servir mais só como alivio cômico – o que ele faz até muito bem diga-se de passagem –, na verdade, até entendo que ele já está velho – apesar de ser musculoso e parecer vender saúde kkk – e que teve que “ceder” seu lugar de protagonista para o neto, mas para quem é muito fã da figura fica um gostinho de quero mais quase que a história toda, infelizmente.

Nunca concordei tanto com uma frase! Apesar do autor, infelizmente, não mostrar muito isso…

Bem, mas há flores em meios a esses espinhos, e uma que sempre vale a pena citar é a qualidade com a qual é feita a série, a trilha sonora continua ótima e acompanha bem o clima do arco, a animação pode não ser espetacular, mas é bem satisfatória principalmente nos momentos de luta e os detalhes acerca dos cenários e das particularidades do mangá foram bem adaptados e contribuem para uma imersão do fã de longa data da obra. É o tipo de trabalho que você percebe que é feito com carinho e respeito e faz jus à fama da qual o mangá desfruta.

Deixo a imaginação de vocês fazer o serviço kkk…

Um ponto bem peculiar da história é que a massiva maioria das Stands apresentadas no arco – seja dos protagonistas ou dos vilões – representa uma carta de Tarot, o que dá uma ideia quase que literal de predestinação ao enredo – afinal isso faz parecer que os inimigos são na verdade “cartas marcadas” que inevitavelmente irão aparecer e causar problemas –, mas que é meio que compensada pela criatividade do autor em criar Stands com os mais diversos tipos de habilidades e aplicações e até surpreender em alguns momentos com as formas incomuns de se vencer os inimigos.

Porém, existem muitos momentos em que o Jotaro só solta seu bordão clássico “yare yare daze…”, dá uma puxadinha no boné, grita o seu battle cry icônico (ORA ORA ORA ORA…) e desce o sarrafo no vilão do dia. Isso é um ponto negativo? De certa forma é, pois em algumas lutas parece que é apenas ele ficar puto que consegue resolver a parada, mas se vermos que se trata de um Shounen cheio de clichês por natureza, dá para relevar isso tendo em mente que faz parte do esqueleto da história construir um personagem protagonista que precisa ser extremamente forte e que consiga sair do sufoco de uma forma legal.

Depois de ver o anime você nunca mais verá um “Ora” com os mesmos olhos…

Nesse artigo, como podem perceber, não me ative a citar vilões específicos e nem lutas ou momentos mais marcantes, pois acho que vale a pena descobrir por si mesmo o que acontece e fazer seu próprio julgamento, se gostou ou não, se acha que há protagonismo exagerado ou não, se acha repetitivo ou não, se acha chato ou não, etc.

Vale lembrar que essa é só a primeira parte da história, e que mostra somente a saída deles do Japão – sim, esse é o primeiro arco em que o protagonista é japonês e se passa em parte no país – até a chegada no Egito. O que ocorre no Egito em si é adaptado na segunda metade. Essa primeira parte tem mais o objetivo de apresentar o novo poder, explorá-lo e habituar o telespectador a essa nova situação, a esses novos personagens e a esse novo enredo. É apenas uma preparação de terreno para algo maior e como tal é satisfatória, criando até certo hype para o embate com Dio que, infelizmente, aparece muito pouco nessa primeira metade e mais aguardada pacientemente pela chegada dos heróis.

É o fim do começo e o começo do fim!

Para finalizar só tenho a dizer que se você viu os dois primeiros arcos de Jojo, ver o terceiro é essencial, e se como eu se apegou ao Hamon e torce o nariz para a ideia de outro poder dominar a cena, indico dar uma chance para o anime, pois deve mudar de opinião já que o conceito das Stands é interessante e com o tempo é difícil não gostar delas e das enormes possibilidades que elas proporcionam. E para você que ainda não viu Jojo, é sério, o que ainda está esperando? Corra e vá ver essa obra única que apesar de ser um macaco velho dos clichês sempre consegue se reciclar e mostrar truques novos!

Macaco ou Orangotango? Kkk

Para o anime dou um 8 – pois é um Shounen de batalha que se dá bem em explorar coisas diferentes e apresentar boas lutas apesar de possuir um ritmo questionável e ter todo os problemas que citei mais acima –, mas com um envolvimento emocional de 9,5, pois apesar de ter gostado muito fiquei com um gostinho de quero mais que… será recompensado na outra metade(?).

Usem as suas Stands ou esperem pelo próximo artigo para descobrir!

Momento WTF: O que o autor tem contra pessoas com 194 centímetros de altura, hein? ‘-‘ Kkk

 

P.S.: No quesito poses e memes Jojo sempre será GENIAL kkk…

A melhor pose desse arco, sim ou claro?

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