Essa semana, o que se esperava de Saredo Tsumibito wa Ryuu to Odoru era um desfecho para seu primeiro grande clímax e respostas para as múltiplas perguntas que ficaram entre abertas no final do episódio passado. O público ganhou isso? Ganhou uma boa parte das respostas, contudo teve um final de clímax apenas suficiente, que não emplacou muito bem, os detalhes disso vou comentar agora na analise do episódio 5.

Vamos lá, a primeira parte já resolveu uma das questões levantadas no artigo passado, o que era aquele dragão com um humano na cabeça? A resposta veio com Gayus que citou algo bem curto, porém conclusivo: Aquele humano era uma espécie de poliforme, pode ser uma especialidade Jushiki, tornando aquele um pseudo-dragão, comandado por um dos irmãos Livet.

Esse pseudo-dragão foi eliminado por aquele que foi chamado de ultimo ator (pelo Cardeal Mouldeen), essa “pessoa” era Nidvork a assassina de Jushikis, a qual em episódios anteriores tentou matar Gigina e Gayus. O que acontece a seguir é o grande poder de Nidvork sendo exposto. Ela derrotou facilmente os irmãos Livet, o que por si só já é um grande feito, já que Gayus e Gigina não conseguiram isso.

Anteriormente, usei a palavra pessoa com aspas para referir-me a Nidvork, essa foi à faísca para o estopim da revelação. Na verdade ela era um dragão que se disfarçou de humana para vingar a morte de seu marido (aquele dragão negro morto no primeiro episódio). Então com isso da para se tirar muito pontos: Dragões então podem se disfarçar de humanos, falar o idioma nativo e ter a mesma racionalidade… Essencialmente é isso que fica claro que os dragões podem fazer. Em outras histórias de fantasias dragões costumam ser os seres mais inteligentes, por conta disso não há pelo menos aqui incoerência, é apenas um elemento alegórico da obra.

Agora se referindo a o duelo entre Nidvork e nossos protagonistas, que termina com a vitória de Gayus e Gigina, sim a certo protagonismo. Ela derrotou os irmãos Livet, um de nível 13 e outro 14 de forma fácil, matou Gayus varias vezes e o reviveu apenas para fazê-lo sofrer mais . Lembrando Gigina é nível 13 e Gayus 12. E após todos os seus feitos e uma força absurda, ela foi derrotada por um golpe simples de Gayus… É houve protagonismo, mas o que fazer ali? Era matar ou morrer, Saredo não aparenta ser a obra que se reconstituirá após a morte de um de seus protagonistas. Sendo assim, foi um protagonismo necessário.

Ela chegou num nível de poder muito alto.

Posteriormente a isso tivemos a tentativa de um final honroso a Nidvork. Realmente ela morre lutando para vingar seu marido, fez tudo que estava no seu alcance, apesar de acabar sendo derrotada de uma maneira tão inconsistente, enfim… Vou parar de falar do final dela, vai que da aqui alguns episódios ela apareça viva novamente.

A beira da morte Nidvork

Bom, após esses momentos de finalização do grande clímax da obra, chegasse ao momento que Saredo valoriza muito, que são as discussões meticulosas dos planos arquitetados pelo grande cérebro por de trás de tudo, o grande Cardeal Mouldeen. Ele novamente tentar mostrar seu grande jogo político, suas grandes armações, e dizer que o que parece uma derrota na verdade não é nada além de algo planejado por ele (esse se daria bem aqui no Brasil). Fica nítido que o regime dele é muito opressor, pois ele diz querer o bem de todos, porém não se importa com o que tiver que fazer para isso, seja matar, enganar, tramar e muitos outros atos maliciosos que o cardeal já figurou na obra e que deverá continuar figurando. Inclusive nesse episódio falou em matar os dragões, os chamando de aberrações, porém ele é de um partido que defende o acordo Tienlun, o qual seria um acordo de vivência em paz de ambas as raças.

Cardeal Mouldeen e seus discursos.

Esse cardeal é um personagem interessante, sempre jogando com todos, como se tudo fossem apenas peças para chegar aonde ele quer. Nessa ideia ele inclusive tentou contratar Gayus e Gigina para os doze generais alados, o que traria esses fortes aliados para sua consolidação. Só que mostrando a honra de um dançarino de espadas, Gigina recusa prontamente e Gayus o segue. Para sua ultima cartada o cardeal resolve deixar aquele anel como forma de pagamento, o qual no próximo episódio nossos protagonistas devem decidir se ficaram com ele.

Será que há algo mais por trás desse anel ?

Agora vou buscar o discurso de Nidvork, para poder entrar em uma questão bastante importante. Gayus perguntou a ela por que não matar a namorada dele, assim pagaria na mesma moeda… Mas ela disse que não atacaria outro humano sabendo que o verdadeiro culpado era ele, só matou outros humanos em busca do culpado pela morte de seu amado. Sendo assim, generalizando o pensamento dela, os dragões não fazem mal aos humanos por serem monstros ou algo sim, mas sim os humanos que aguçam a ira deles. A maioria dos figurões políticos da obra tenta passar a figura dos dragões como vilões, no entanto é eminente a culpa humana nessa história. Para defender os humanos pode-se dizer que a uma “regra”, há um limite de onde dragões podem transitar sem ser atacados, porém será que eles são cientes desse acordo, isso realmente foi posto em pratos limpos? Com toda a sujeira que ronda o regime político dessa obra é bem possível que não.

Esse episódio era para ser a consolidação de Saredo, para se configurar entre um dos melhores animes da temporada atualmente, porém ficou na casa do suficiente, não foi marcante, não se destacou, não inovou, não conquistou. Isso que falei faz muita referência ao fechamento do seu primeiro clímax de batalha, que poderia ter sido mais bem trabalhado. Para mudar esse cenário, não será difícil (pelo menos eu espero que não), é desenvolver essas sujeiras políticas que a obra faz tão bem, entregar um clímax de batalha melhor trabalhado, e quem sabe entregar, uma grande reviravolta na história (essa indireta é para quem leu o artigo do episódio 2).

Enfim, essa foi à análise do quinto episódio de Saredo Tsumibito wa Ryuu to Odoru. Que teve sua grande chance de mostrar ao que veio (não a desperdiçou por completo ainda manteve a chama da esperança acesa para com a obra), mas o roteiro poderia ter sido mais bem trabalhado, sendo mais impactante e marcando o público, mas quem sabe no futuro haja melhoras. Por falar em futuro, a preview trouxe o que aparenta ser mais um grupo político em busca de vingança, e um pouco mais do desenvolvimento de Gayus com Ziv.

Que a dança política, dos dragões e dos humanos continue!!!

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