Desde o início o episódio já dava sinais de que ia enrolar, ia “encher linguiça” sem pudor algum e foi o que ocorreu. Não houve tempo de adaptar mais nada de interessante além de terminar a luta que culminou no resgate da Nozomi e no verdadeiro despertar do protagonista – para ser honesto, nem isso foi tão interessante assim. Um final morno para um anime que não foi tão ruim e nem tão bom.

Sou contra encher linguiça com cena feia de algo que já aconteceu, só que por outro ângulo.

Por incrível que pareça, com o avanço da batalha os inimigos passaram a me incomodar menos, mas nem isso foi o suficiente para fazer com que eu visse algo de proveitoso nos personagens, ou melhor, nas “ferramentas de roteiro” que usaram para concluir o anime.

Talvez eles sejam vilões que possam ser levados a sério na light novel, mas tirando aquelas guildas sacanas da primeira parte do anime, os antagonistas foram todos os mais esquecíveis o possível. Nesse sentido a Gnosis foi bem mal mesmo.

Eu acho que introduzir aquele que deve ser o big boss nem foi ruim, só que a ínfima possibilidade de uma segunda temporada – se você acompanha o mercado sabe como é difícil lançarem continuação de anime que não foi sucesso de vendas de blu-ray ou é bancado por uma emissora de televisão – a tornou útil só para mostrar aos garotos que os senses podem ser usados no mundo real. Como eles lidarão com essa informação, e com a ameaça que é a Gnosis, o anime não se importou em mostrar.

Enfim, quanto ao que ocorreu nesse episódio, o Haruto não morrer já era óbvio, ao menos dessa vez a Satsuki fez uns “primeiros socorros” e a Elicia entrou na luta para ganhar tempo até a Asahi acordar e usar o seu poder de protagonista.

Cutucões à parte, ela conseguir direta ou indiretamente ajudar o Haruto a não morrer não foi um problema, se assemelhou ao que tinha ocorrido há alguns episódios atrás, o que me incomodou foi parecer que ele também se levantou devido as suas próprias forças, o que é meio difícil de engolir para quem parecia à beira da morte. Mas não é como se Subaru fosse se prender a lógica quando aquela era uma cena emocionante e clichê a ser “enfeitada” ao máximo, né.

“Se mexer com a minha mina eu viro o saiyajin!” Lispector, Haruto.

No final, ele aparece mais poderoso, varre os bandidos do jogo e a guilda Subaru se reúne mais uma vez, agora em sua plenitude. Se contarmos que a Elicia é uma sétima integrante simbólica – às vezes ela vai estar lá e às vezes não –, o título internacional da obra está mais que justificado, assim como a simbologia envolvendo a espada do protagonista.

Sendo seis ou sete estrelas, eles foram vitoriosos e perpetuaram a sua lenda, seguindo em frente para se tornar ainda mais lendários do que eles já são.

“Gosto muito de te ver, leãozinho. Caminhando sob o sol…”

Como final de arco foi razoavelmente bom sim, resolveu o problema da Nozomi, restabeleceu o laço dos integrantes da guilda e definiu muita coisa relacionada a vida da Asahi e sua “importância” para o avanço dos senses no mundo real.

Não apontaram formas práticas de resolver o problema da Asahi e nem foi confirmado que ela ainda está viva no mundo real – apesar de haver 99.9% de chances de ela estar –, é verdade, mas acabou e fiquei com a sensação de que não estava muito longe de um fim possível.

Contudo, não iam esperar pelo fim da light novel para fazer o anime, ao menos não se fosse um “anime propaganda”, que é feito mais para tentar vender o original e uns produtos relacionados do que para adaptar uma história fechada com preciosismo. Tanto é que acabou sem ter “acabado”.

Como Shichisei no Subaru é o tipo de anime que tem uma temporada e nunca mais deve ter outra, só posso lamentar por não saber como a história acaba e torcer para que um dia a novel seja lançada no exterior e eu tenha condições de comprar para matar minha curiosidade – porque aqui não deve sair.

Se o anime fosse mais bonitão assim e tivesse dois cours eu ficaria bem mais feliz!

É verdade, não poderia esquecer de comentar que gostei da forma como os casais se formaram ou foram encaminhados, pois uma pitadinha de romance quase sempre torna a trama mais agradável de ser acompanhada, né, principalmente se a definição desses romances contribui de alguma forma para a trama principal – caso de Subaru.

Gostaria de comentar também que acho que o anime teve alguns momentos bons ou ótimos e outros apenas razoáveis ou ruins, mas no geral foi equilibrado, ou se fizermos um ponto “compensar” o outro, o saldo acaba sendo, na medida do possível, positivo.

Qual é a mensagem que vocês acham que o anime quis passar? Acho que não foi nada tão profundo, mas acredito que a intenção era de justificar a importância dos laços que se constrói com as pessoas, principalmente os de amizade – tão valorizados no anime.

Não se constrói um grupo sozinho, e nem se reconstrói um assim, tanto é que os esforços de todos foram importantes para que eles voltassem a ser uma guilda de verdade. Afinal, todos eles são amigos que ao se apoiarem se tornam capazes de superar quaisquer obstáculos. Não é à toa que são lendários; seja em seis, seja em sete, eles brilham!

Espero que vocês tenham curtido Subaru – eu particularmente o considero um bom entretenimento. Maiores comentários sobre o anime devem ser feitos em uma eventual resenha. Até outra aventura!

Vamos todos nos tornar lendas juntos!

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