Nos últimos anos várias obras com a temática isekai foram lançadas. Isso definitivamente não é uma novidade e para muitos, já se tornou comum até demais. Com isso, cada vez mais essa temática vem amadurecendo ao explorar diferentes possibilidades, afinal, ter sempre a mesma base não dá, certo? Pois bem, dentre os novos “subgêneros” que foram criados temos o de otome games, como é o caso da obra deste artigo.

Antes de mais nada, seria interessante explicar o que são os otome game, certo? Bom, basicamente são jogos direcionados para o público feminino onde você controla uma “heroína” que provavelmente vai estar rodeada de rapazes lindos e que são opções para você se relacionar (ficar com todos é uma opção também hehehe). E nos isekais desse tipo, o formato se mantém, apenas adicionando o fenômeno isekai.

Otome Game Sekai (ainda não tem uma abreviação, infelizmente) é uma história que foge até mesmo dos outros isekais de otome game. Ou melhor, talvez pela estrutura que a história apresenta ele nem deveria ser considerado um otome game, ainda que o mundo onde tudo acontece seja de um otome game. Sim, bem confuso né? Mas vamos facilitar isso aqui para poder seguir.

A história gira em torno de Leon, um trabalhador japonês que reencarnou num mundo de otome game. Para o seu azar, nesse mundo os homens são completamente dominados pelas mulheres e com isso, ele acaba tendo alguns desafios bem complicados. Pense na nossa sociedade alguns séculos atrás quando o pai mandava sua filha casar com algum velho que tem dinheiro e ela não podia recusar. É nesses moldes que esse mundo funciona.

Com isso, ele obviamente tenta fugir disso e felizmente existe algo que pode ajudá-lo: seu conhecimento sobre o jogo. O motivo disso é que ele completou o game e por isso, conhece bem o mundo onde se encontra e o que pode fazer para sobreviver nessa realidade complicada. Nisso, a jornada dele é iniciada com alguns eventos bem interessante e até mesmo inesperados.

O primeiro ponto que chama a atenção são as conquistas que ele obtém logo de cara usando seu conhecimento sobre o jogo. É curioso ver que logo de cara o protagonista tem riquezas, poderio militar e tudo isso só foi possível porque havia sido obrigado a jogar em sua vida anterior. A parte boa é que de certa forma mostra que o mundo onde a história se passa possui uma gama bem ampla para explorar.

A sociedade é naqueles moldes do século 16 aproximadamente mas com magia no meio. Em contrapartida, há resquícios de uma civilização avançada em tecnologia que por algum motivo foi extinta. Nos 14 capítulos do mangá até então disponíveis não houve uma exploração nessa parte, mas se tiver certamente vai ser outro adicional extremamente interessante. 

De qualquer forma, a história acaba passando grande parte do tempo na academia de magia, instituição que Leon conseguiu entrar após suas conquistas (e para fugir de um casamento indesejado). Lá, ele obviamente é apenas um nobre sem importância e para piorar a situação, é homem. Com isso, ele usa o ambiente escolar para duas coisas: aprender mais sobre esse mundo e se manter longe dessa situação com as mulheres.

Mas ele acaba se envolvendo com algumas personagens chave do jogo, o que acaba atraindo atenção em cima dele e de seus feitos. Outro ponto interessante é a presença de outra pessoa que está na mesma situação que ele, ou seja, jogou o game e reencarnou nele. A diferença é que ela é uma mulher e usa seus conhecimentos para mudar a história ao seu favor.

Aliás, vale destacar também a personalidade do protagonista. Apesar de ser um cara mais na dele, o Leon simplesmente ignora certas hierarquias e confronta qualquer um que lhe incomodar. É como se ele não se importasse de sofrer algo por ter enfrentado o rei, por exemplo. No contexto da história isso acaba sendo bem divertido, pois essa personalidade acaba sendo um ponto positivo que vai contra o que se espera, gerando uma comédia interessante.

Outros detalhes interessantes é a presença de mechas na obra e com isso, obviamente temos batalhas de mechas, afinal, não poderia faltar né. Ainda não explicaram bem como que eles funcionam, mas parece ter relação com magia e a civilização antiga que foi destruída. Ah, um adendo importante é que a obra tende a ser um harém e caso você não goste, talvez essa obra não seja recomendável para você. Então, sim, temos um isekai de otome game onde o detentor de um harém é um protagonista masculino e a protagonista do jogo faz parte dele. Não faz muito sentido, mas é assim que é.

Enfim, esse artigo acabou sendo uma pequena introdução sem spoilers sobre a obra. Se você ainda não viu/leu algum isekai de otome game, talvez esse seja um bom ponto de partida, ainda que seja diferente do restante. E claro, se você cansou de ver a mesma coisa sempre nos isekais, esse aqui é uma bela alternativa!

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