Screenshot_7

O episódio desta semana, em comparação ao episódio passado, conseguiu melhorar em certos aspectos, mas algumas coisas ainda ficaram confusas. Apesar dos pesares, em contrapartida, outras coisas (relacionadas aos personagens) foram explicadas nas entrelinhas.

Curta o anime21 no facebook:

O episódio se inicia com Hanasaki checando a bolha protetora de Kobayashi. Após uma medição com uma fita métrica, ele afirma que a distância que se deve evitar Kobayashi é de 30 centímetros. É interessante de se notar que novamente Hanasaki encostou na bolha de Kobayashi e nada de mais grave aconteceu, apenas um arranhão. Qual é o problema? Kobayashi não consegue controlar os seus poderes, isso é afirmado algumas vezes durante os últimos episódios, então por que diabos esse tipo de coisa acontece?

Ambos estão no escritório de Akeshi. Inoue e a coruja de Noro (meio de comunicação da garota NEET) também estão lá. Algo curioso de se notar é que Inoue continua usando uma cadeira de rodas, e agora surge a dúvida: ele usava cadeira de rodas desde o episódio 1? Eu não me lembro de ver ele usando uma. Caso não usasse anteriormente, quer dizer que o real motivo para ele estar usando uma cadeira de rodas foi a perda de sua perna para a bolha de Kobayashi (que naquela ocasião ultrapassou muito mais que 30 centímetros). Entretanto, percebe-se que ele já colocou uma outra perna (ou a mesma) no lugar, sendo assim, por que será que ele ainda está usando uma cadeira de rodas?

Akeshi chega no escritório e, através de seu diálogo com Inoue, dá a entender que o mesmo é uma espécie de aprendiz do Akeshi. Talvez todos ali sejam aprendizes ou tenham sido aprendizes de Akeshi. Essa seria uma boa explicação para dividirem o mesmo escritório e para a boa relação entre eles.

Logo após Akeshi chegar, uma senhora chega no escritório, e pede ajuda para que encontrem o filho dela, um campeão olímpico de canoa que se tornou um NEET por motivo de sei lá. Não bem explícito para quem foi o pedido de “ajuda”, se foi para o Clube de Garotos Detetives ou se foi para Akeshi, mas creio que tenha sido para o Clube, já que foram os mesmos que botaram a mão na massa.

Um fato interessante é que Hanasaki, com sua boa falta de educação, questiona o motivo da senhora não ter ido na polícia ao invés de procurar uma agência de detetives. Ele não está errado, a polícia claramente pode ser “mais útil” nesse tipo de situação, mas aparentemente algumas pessoas não possuem tempo (?) para ir em um delegacia explicar tudo. No caso da senhora, seu marido está doente, então ela não pode ficar fora por muito tempo.

Apesar de achar o filho um inútil, percebe-se que a senhora possui um enorme afeto por ele. Ainda mais agora que seu marido está doente, sua “carência” e “dependência” aumentaram de forma considerável, e com o sumiço do seu filho, isso fez ela ficar um tanto quanto abalada.

Ao ver o sofrimento da senhora, Kobayashi diz para ela morrer, pois isso iria acabar com o mesmo. Nessa mesma lógica idiota, Kobayashi só quer morrer para acabar com seu sofrimento. Certo, eu concordo que se ele morrer, todo o seu sofrimento vai embora, mas… e depois?

Após o fim do diálogo, Kobayashi, Inoue e Hanasaki partem para a investigação com o apoio a distância de Noro.

No meio da rua, eles encontram a detetive policial que interage com Akeshi no primeiro episódio durante o ataque do robô descontrolado. Após uma curta conversa, ela diz que um médico legista desapareceu e está a sua procura.

Seguindo com as investigações, após um esporro de Inoue, Kobayashi fica triste e acaba fugindo. Inoue não aceita a permanência de Kobayashi na equipe pois ele é praticamente inútil, apenas atrapalha. Sinceramente, eu concordo com o Inoue, mas ainda acho que ele está sendo “birrento” demais.

Hanasaki, como sempre, foi à procura de Kobayashi, e através de um GPS, rapidamente encontrou-o. Ele estava em uma espécie de beco perto de uma ponte, e embaixo dessa mesma ponte havia alguns mendigos. Ao perguntarem sobre o homem desaparecido, todos foram muito rudes com os garotos, mas um deles lhes informou sobre Persephone, uma organização que acolhe e cuida de NEETs.

O Clube de Garotos Detetives, então, seguem até o prédio da organização. Lá, eles são impedidos de entrar, mas Hanasaki e Kobayashi conseguem  se infiltrar no prédio escalando o mesmo (sem ninguém perceber). Esse tipo de situação, ao meu ver, é meio forçada. Entretanto, não tem o que fazer, era uma das únicas soluções para os garotos conseguirem entrar no prédio.

Dentro do prédio, Kobayashi e Hanasaki iniciam a procura pelo homem NEET desaparecido. Após interagir com alguns ”hóspedes” e fugir de guardas, Hanasaki se distancia da missão principal para ajudar um velho NEET que estava sendo levado por alguns médicos.

Hanasaki e Kobayashi invadem o laboratório para o qual foi levado o velho NEET e lá descobrem que na verdade aquela organização traficava os órgãos dos NEETs que vivem no prédio. Noro consegue adentrar no laboratório/sala e através de sua coruja grava o que estava acontecendo e envia para a polícia e para os NEETs que viviam lá, que por sinal, não sabiam que aquele tipo de coisa acontecia.

O médico legista que supostamente havia desaparecido, na verdade, estava trabalhando em conjunto aos cirurgiões daquela criminosa organização.

No fim, todo mundo foi preso e o homem NEET desaparecido foi encontrado. Aparentemente, o Demônio de Vinte Faces irá aparecer novamente no episódio 4. Entretanto, me arrisco a dizer que ele apareceu anteriormente neste episódio, creio que ele era o mendigo que revelou a existência da organização criminosa para Kobayashi e Hanasaki.

Concluindo, esse episódio foi melhor que o anterior, mas não foi algo incrível. Apesar de Trisckter ser um anime de mistério, isso não está sendo bem “colocado”, pois os “mistérios” apresentados até então são no mínimo muito ruins. Espero que isso venha a melhorar com o passar do tempo, porque ninguém merece assistir um anime de mistério “sem” mistério algum.

Esse episódio, como eu disse anteriormente, explicou algumas coisinhas simples nas entrelinhas, mas também me deixou bastante confuso em certas situações. Então, me surgiram algumas dúvidas enquanto assistia ao episódio:

  1. Por que traficar órgãos de NEETs? Pela lógica, eles não seriam pessoas não-saudáveis?
  2. Kobayashi é yandere? Suas atitudes demonstram isso.
  3. Por que diabos a bolha de Kobayashi não fere Hanasaki?
  4. Por que Inoue continua usando uma cadeira de rodas?
  5. O dinheiro da senhora foi para o Clube de Garotos Detetives ou para Akeshi?
  6. Quem é o Demônio de 20 Faces? Ele, assim como Kobayashi, também possui poderes?

Claro, existem muitas e muitas outras dúvidas em relação a Trickster. No meu primeiro artigo sobre o episódio 1, eu citei várias dúvidas que também tive com o decorrer do episódio (no próximo artigo, eu reúno todas as perguntas). Até então, acho que apenas uma foi respondida, mas não tenho certeza. Espero de verdade que Trickster consiga se desenvolver bem, pois digo e repito: o anime tem potencial.

 

Revisado por Tuts

 

 

Gostou desse artigo? Compartilhe:

  1. Infelizmente, mesmo depois de três episódios, acontecimentos que valorizem qualquer um dos personagens principais para o telespectador são escassos. Alguns momentos, como o Hanasaki sendo influenciado pelo cão morto ou o Kobayashi comentando sobre a sensação de “formigamento” de ser ferido são como lágrimas na chuva quando o resto da caracterização principal da dupla consiste em Hanasaki pulando e rindo em busca da próxima emoção e Kobayashi repetindo como ele quer morrer e como as coisas não são culpa dele.

    Mas o próximo episódio é promissor, ou pelo menos me parece, com a aparição do Demônio de Vinte Faces. Como já disse anteriormente, tenho suposições de que à bolha é um poder temperamental de Kobayashi, talvez não ferir Hanasaki seja uma consequência da confiança que Kobayashi está tendo no Hanasaki. Ainda não entendo o motivo de o Inoue continuar de cadeira de rodas, mas, por agora, só estou esperando se alguém vai ter a decência de presentear o Kobayashi com um par de sapatos.

    Fora isto, ótimo post. Até!

    • Eu concordo com você, a tristeza de Hanasaki (em relação a cadela morta) e a cena na qual Kobayashi se feriu são coisas que eu deixei de comentar, pois (para mim) foram tão rasas que não vi motivo para citar.

      Sobre a bolha ser um poder temperamental, eu também cheguei a pensar nisso durante o episódio 2, mas esqueci de comentar. Entretanto, é uma teoria válida, vamos ver se futuramente ela será comprovada~

      Ver o Kobayashi descalço até agora também me deixa incomodado, mas pelo visto acho que ele vai continuar sem sapatos…

Deixe uma resposta