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Olá, você esperava algum outro redator já conhecido, mas sou eu, Kakeru17! De volta aqui para trazer a review do segundo arco de Jojo: Battle Tendency, que tem 17 episódios e complementa o primeiro anime de 2012.

Como comentei no post anterior, cada arco de Jojo possui um protagonista diferente e uma nova trama que não necessariamente tem relação com a dos anteriores, mas muitas vezes reaproveita personagens e reitera ideias e conceitos já utilizados, e sempre tem um Joestar como protagonista!

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Mas antes de falar sobre o anime, vou dar uma pequena sinopse para vocês:

49 anos após a aventura de Jonathan Joestar para derrotar o maligno Dio, somos apresentados a Joseph, seu neto de 18 anos que perambula pelas ruas de Nova York enquanto Straits – antigo companheiro de William Zeppeli e mestre de Hamon – usa a Máscara de Pedra para se transformar em vampiro, uma antiga raça – superior a humana – é despertada por Nazistas e ele tem a sua carteira roubada. O que pode acontecer agora? Espere e verá a nova lenda que se formará a partir de muito sangue, da malandragem e das reviravoltas do destino.

Mas me chame de FODA!

Vou começar falando um pouco sobre Joseph Joestar. O personagem é um verdadeiro bom-vivant despreocupado e brincalhão, o completo oposto do protagonista anterior, mas dono de um bom coração e dotado de um talento tão grande para se sair de situações problemáticas quanto para entrar nelas. E é em uma dessas situações que ele se encontra logo nos primeiros episódios, pois tem Straits em seu encalço para matá-lo, agora que este se transformou em vampiro e vê nesse novo Jojo uma ameaça a seus planos.

Somemos a isso o despertar da antiga raça que criou a Máscara de Pedra, os Homens da Pilastra (aka Pillar Men), que acordam de seu longínquo sono e cruzam caminho com Joseph e seu novo amigo e companheiro, Caesar Zeppeli – neto do mestre de seu avô e também um habilidoso usuário de Hamon –, e assim temos um prato cheio para mais uma grande aventura envolvendo os Joestar e os Zeppeli, a Máscara de Pedra, narrações nonsense e poses mais do que bizarras.

Quando o personagem é estiloso já sobe em 200% a chance de ser foda!

Aliás, é importante frisar que como se trata da mesma equipe técnica do primeiro arco, afinal é o mesmo anime, todas as suas características se mantêm – animação eficiente, trilha excelente, onomatopeias caricatas kkk, boa dublagem, etc –, valendo destacar a nova abertura, que diferente da primeira – que tinha todos os elementos de um rock clássico oitentista – agora apresenta uma pegada mais swingada de jazz, que exprime perfeitamente o tom dessa fase: sexy e imprevisível.

Só no estilo, só na malemolência!

Após derrotar Straits – esse não é um grande spoiler, afinal ele é apenas um vilão menor cujas ações servem como estopim para a história – Joseph parte para o México afim de resgatar Speedwagon – agora um velho milionário do ramo petrolífero – que se tornou refém dos Nazistas e lá adentra sozinho uma instalação militar de pesquisa e logo se depara com Santana – o nome dado ao espécime da raça sobre humana encontrada – e começa um embate, no qual, em um primeiro momento, tira uma com a cara do ser desconhecido, isso exemplifica bem o quanto esse Jojo é sem noção kkk, mas depois sofre e com ajuda vence o vilão.

Posso adivinhar quem você vai se pegar adorando mesmo sem querer

Nessa situação somos apresentados a Stroheim, um militar alemão que desenvolve uma estranha camaradagem com Joseph, e aparentemente morre para parar Santana. Depois desse acontecido somos apresentados ao Zeppeli da história, Caesar Zeppeli, que em um primeiro momento choca-se com Joseph, mas que começa a se aproximar dele após se depararem com os Pillar Men, um trio de seres fortíssimos que farão os papeis de vilões dessa saga e que assim que despertam mostram seu verdadeiro poder e quase liquidam os usuários de Hamon, sendo inclusive o Hamon a única coisa que pode acabar com eles.

AWAKEN MY MASTERS!!!

Por fim, essa primeira parte da história fecha com um acerto entre Joseph e os Pillar Men – de que ele teria alguns dias para se fortalecer e então oferecer a eles uma boa luta senão teria sua vida ceifada – e é após isso que temos o bom e velho arco de treinamento em que Joseph e Caesar partem para a Itália e lá encontram Lisa Lisa – uma forte e jovial mestra de Hamon que foi discípula de Straits e mestra de Caesar – que os faz passarem por um árduo treinamento afim de serem capazes de derrotar os vilões.

Diva Diva Divando Divosamente!!!!

É bacana ver que além de fortalecer o corpo e seus Hamons, os mocinhos também se fortalecem mentalmente e afiam suas vontades de derrotar o mal a frente, e assim sendo, quando são postos para lutar para valer – já chegando na reta final do arco – protagonizam boas lutas em que aliam estratégia a força bruta, ao menos Joseph já que Caesar acaba por…

Eu divarei!

Sim, novamente um Zeppeli acaba sendo relegado a uma posição de coadjuvante para que um Joestar brilhe e faça justiça pela sua morte, o que não é algo necessariamente ruim, mas que deixa o gosto amargo na boca do telespectador que queria ver um co-protagonista e não um “coadjuvante de luxo”, já que ao longo da história nos apegamos ao personagem e gostamos da sua rivalidade e camaradagem com Joseph, pois resulta em uma dupla que interage de forma natural e rende bons momentos cômicos e de ação.

Lágrimas masculinas caem automaticamente nessa hora…

Bem, continuando com a análise acho importante falar que o protagonista passa por um amadurecimento ao longo da história, ele deixa de ser um jovem imaturo e malandro para ser um jovem responsável e malandro – é sério, a força HUEHUE é grande neste ser kkk –, o que é legal porque mesmo com o personagem mudando ele ainda mantém características que são seu ponto forte e que lhe conferem grande carisma.

Inclusive é importante salientar que o ponto alto de todo o arco é Joseph Joestar (aka o “Jojo Brasileiro”), pois ele destona muito da maioria dos personagens que vemos em animes, já que seus pontos fortes são sua irreverência e sagacidade (e não bondade e honra como vemos na maioria dos casos). Ele é um cara forte e musculoso – dotado de um talento natural para o uso do Hamon –, mas que também usa de muita criatividade e estratégia para vencer suas lutas, desde desestabilizar mentalmente seus adversários – com o clássico bordão em que prevê as próximas palavras da pessoa à sua frente – a encontrar alternativas peculiares para se dar bem em quaisquer situações – suas lutas contra os vilões mostram bem isso. Ele é um personagem de personalidade e carisma únicos, e que consegue facilmente cair no gosto do público, principalmente dos brasileiros, suponho eu kkk.

Então, chegamos a reta final do arco em que, após derrotar dois dos três vilões principais – ACDC e Wham –, sendo importante citar a incrível luta com Wham em que Joseph “vinga” a derrota e morte de seu companheiro em um embate honrado e imprevisível, no qual aquele que era para ser um vilão mal acaba por se mostrar um adversário digno não de ódio, mas de profundo respeito, Joseph se vê frente a Kars – que derrota Lisa Lisa de forma covarde –  tendo que derrotar o grande vilão da história – agora transformado no “ser perfeito” após se valer da Máscara de Pedra – usando de tudo aquilo que tem de melhor: malandragem, a “técnica especial” dos Joestar e aquilo que só os melhores personagens têm, pura “sorte”.

Antes de terminar a review, falo também que existe uma história bem interessante que liga o passado de Joseph – que foi criado por sua avó Erina e nunca conheceu os pais – a um personagem apresentado ao longo da trama, o que é muito bom, pois vemos tanto o desenvolvimento de conflitos gerais quanto do background dos protagonistas, já que Caesar também tem esse desenvolvimento, em que conhecemos melhor seu passado convicções e objetivos. Mais detalhes sobre isso considero um spoiler que estragaria a experiência de você ver e curtir o desenrolar dessas histórias, então deixo para vocês conferi-las no anime.

O parceiro e rival que qualquer um desejaria!

E é assim que acaba a frenética e bizarra aventura de Joseph Joestar – o final é de certa forma clichê mas não deixa de ser bom –, não contarei mais nada do que acontece para não dar spoilers que estragariam a apreciação de um final tão ”épico”, mas afirmo que ao longo da obra você vai se deparar com os mesmos clichês que permeiam o primeiro arco, mas com muito mais reviravoltas – sabe aquele personagem que você jurava que estava morto e se pegou gostando sem acreditar que seria possível, então… – e momentos cômicos e literalmente “bizarros” que somados a batalhas emocionantes e bem inteligentes definem esse como sendo um anime Shounen imperdível para quem não se importa com situações tão constrangedoras quanto engraçadas, vilões de “tanguinha”, lutas cheias de zoeira, entre outras tantas bizarrices…

Resumindo, se você gostou de Phantom Blood vai adorar Battle Tendency – mas se não gostou é porque infelizmente Jojo não é para você – e se apaixonar de vez por esse universo em que tudo pode ser o que parece, mas também pode ser duas ou três coisas a mais que você jurava que não tinham nada a ver com nada kkk!

O que há em vermelho nessa imagem já diz tudo… JOJO!

Minha nota para o anime é 9, mas o envolvimento emocional é mais de 8.000!!!

Por que dar uma rasteira em um gato? POR QUÊ?! QUAL É A NECESSIDADE DISSO MDS KKK???!!!

 

P.S.: A técnica secreta dos Joestar: NIGERUNDAYO!!!

A legenda já diz tudo kkk…

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