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Se na primeira temporada Makishima questionava a capacidade e legitimidade de Sibyl para julgar o destino de cada pessoa, nessa segunda temporada Kamui questiona a imutabilidade de seus julgamentos. Makishima não se importava se as pessoas eram más ou não, ele apenas não acreditava que fosse justo uma entidade decidir isso sumariamente baseado em um mero diagnóstico das pessoas, sem que elas houvessem efetivamente cometido crimes. Kamui parece acreditar que qualquer pessoa pode mudar, mesmo aquelas dadas como perdidas pelo sistema, e tenta usa um maníaco para provar o seu ponto. Ainda é cedo para eu próprio ter certeza disso que estou dizendo, mas é o que absorvi do primeiro arco, introdutório. E como toda introdução está cheia de informações, confesso que ainda não sei como encaixar tudo o que acho que entendi. Então vou apenas explicar ponto a ponto, e esse texto deve ficar mais desconexo que a média dos meus demais artigos. Me desculpe, me aguente e me acompanhe.


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Kamui derrama lágrimas sinceras por Kitazawa

Kamui derrama lágrimas sinceras por Kitazawa

Aparentemente Kamui é capaz, de alguma forma, de se ocultar totalmente do sistema. Não é como Makishima, que quando ninguém desconfiava dele não era percebido porque seu estado mental era inalterável não importando o que ele fizesse, pensasse ou visse (e nisso Tsunemori é assustadoramente parecida com ele), e depois passou apenas a se esconder. Ele simplesmente não aparece, é um fantasma. Ele já havia dito isso no final do episódio anterior (algo como “não é porque algo é falso que signifique que não exista”), e isso foi um dos pilares desse episódio. Ele não é detectado. Ele não foi detectado no episódio passado, ele não foi detectado nesse episódio, e mesmo assim ele de alguma forma entrou nas instalações da segurança pública, fez o estado mental de Kitazawa, o terrorista do episódio anterior, voltar ao normal e o instruiu sobre como fugir e onde encontrá-lo. Se ele estivesse protegido pelo sistema Sibyl isso faria sentido, mas por que o sistema patrocinaria ações que colocam sua própria utilidade e competência em dúvida? O poder dele de entrar e sair de qualquer lugar como um fantasma é tão grande que ele entrou até mesmo no quarto de Tsunemori, onde deixou a sua mensagem “WC?” (que no final do episódio descobrimos significar “What Color?”, ou “qual cor?” em português. O Psycho-Pass do sistema Sibyl atribui cores aos números aferidos dos estados mentais das pessoas, daí a pergunta que debocha e menospreza desse sistema).

Tsunemori reflete (um pouco literalmente) sobre qual seria o significado do código deixado na cena do crime

Tsunemori reflete (um pouco literalmente) sobre qual seria o significado do código deixado na cena do crime

Falando na Tsunemori, apesar de ainda ostentar a aparência de funcionária perfeita e pessoa exemplar, há nesse episódio um pequeno sinal de que ela não seja assim, talvez, tão imune a tudo o que passou: ela começou a fumar o mesmo cigarro que Kougami, o executor com quem mais se involveu na primeira temporada e que permanece desaparecido. Bom, para ser justo ela não aparece fumando em momento algum, até onde posso dizer ela apenas deixa o cigarro dele aceso para sentir o cheiro. O que é ainda mais estranho, se você me perguntar. Acho que me lembro vagamente dela falando sobre o cheiro dele na temporada anterior, bem como dizendo-o para não fumar porque aquilo não lhe faria bem e coisa e tal. Agora ela acende o cigarro dele e fica sentindo o cheiro enquanto termina seus deveres em casa. O fato dela trabalhar como funcionária fiel do sistema Sibyl, o qual ela descobriu ser monstruoso, era algo que me incomodava desde o episódio anterior, mas se ela ainda não resolveu totalmente em sua cabeça as coisas pelas quais passou isso poderia fazer mais sentido.

Tsunemori interrogando de Kitazawa, com Togane de acompanhante

Tsunemori interrogando de Kitazawa, com Togane de acompanhante

E agora que ela no melhor de seu esforço possível acabou sendo indiretamente responsável pela morte de pessoas me pergunto se a personalidade dela não vai começar a se despedaçar. Indiretamente responsável? Claro que sim, não foi ela quem permitiu que Kitazawa continuasse vivo quando Sibyl havia determinado sua morte? Porque ela salvou uma vida, de um bandido, vários inocentes morreram, e companheiros seus de trabalho foram feridos. Ela é capaz de passar por isso tudo incólume? Tematicamente, me lembro que a temporada anterior sofreu sua grande reviravolta em uma batalha no subterrâneo, quando ela não pôde evitar que sua amiga morresse. Nessa temporada o segundo episódio é no subterrâneo e Tsunemori poderia ter evitado que pessoas morressem. Tsunemori poderia ter evitado que essas pessoas morressem, era o dever de Tsunemori evitar que elas morressem, mas ela escolheu dar uma chance para a pessoa errada. E ela fez essa escolha com pessoas a criticando e questionando o tempo todo: Aoyanagi da unidade dois e sua nova companheira a inspetora Shimotsuki.

O resultado da explosão que Kitazawa provocou

O resultado da explosão que Kitazawa provocou

Essas até agora foram as questões que achei mais relevantes. Além disso, acho importante comentar um pouco sobre o possível método para limpeza de estado mental, que pela propaganda exibida no começo do primeiro episódio e pelo envolvimento de uma empresa farmacêutica deve ter a ver com uma nova droga. Será que é possível também criar uma droga para que uma pessoa não seja detectada pela vigilância do sistema Sibyl? Um dos novos executores é de uma família ligada a essa farmacêutica, aliás. Ele parece confiar bastante em Tsunemori, ou pelo menos querer se envolver no trabalho dela, com certeza deve ser um personagem importante nessa temporada. Será que ele conhece o vilão? Ele foi o primeiro a se oferecer para matar Kitazawa, será que só queria evitar que ele desse com a língua nos dentes? O outro executor novato é um especialista em hologramas. Por legal que seja, soa como alguém descartável e marcado para morrer, uma pena para ele. Ele examinou e descobriu que o holograma usado durante a fuga de Kitazawa no primeiro episódio era muito mais complexo do que precisava ser se tivesse sido feito só para despiste, e diz que seria impossível fazer algo com aquele nível de detalhamento sem um modelo. Um modelo morto como provou ser o caso, mas um modelo: o holograma foi feito baseado em uma projeção de envelhecimento de uma garotinha que morreu com oito anos há quinze anos atrás. Isso fede à informação relevante para o enredo. E por último mas não menos importante (mentira, é bem pouco importante sim), a inspetora Shimotsuki fica corada quando Kunizuka fala com ela, será que teremos romance lésbico na história?

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