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Essa semana consegui assistir tudo o que passou e que eu estou acompanhando. Comecei ainda a assistir Ninja Slayer, agora que finalmente os fansubs começaram a fazer (na verdade começaram semana passada, mas não tive tempo de assistir). Mas nem foi uma semana tão boa assim. Mesmo os poucos animes que foram realmente bons, no geral apenas fizeram muito bem aquilo que se espera deles, sem grandes reviravoltas ou inovações. Quem vinha sendo ruim continuou bem ruim, e um triste número de animes bons ou pelo menos medianos não me convenceram essa semana. Guardando as lágrimas para as notas sobre cada episódio, encerro esse breve parágrafo introdutório. Abaixo o que eu pensei de cada anime nessa semana pouco inspirada.

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24 – Denpa Kyoushi, episódio 5

Comparando com os seus episódios anteriores eu até achei que foi uma evolução. A história de um garoto que se tornou órfão de pai e de ideais e por isso se desviou na vida é uma boa história, ainda que seja apresentada de maneira forçada. Ainda assim, foi bem ruim e fez por merecer o último lugar.

23 – Re-Kan!, episódio 4

Retomou o formato episódico dentro do episódio como se fosse uma sequência de esquetes que tanto me decepcionou no primeiro episódio. E não poderia ser pior: além de tudo foi o obrigatório episódio de praia. Só não ficou em último porque eu não dropei Denpa Kyoushi.

22 – Gunslinger Stratos, episódio 4

Quanto drama forçado após a morte da Shizune. E o Kyouma do outro mundo também morreu, então eu acho que ao invés de se odiarem o Kyouma desse mundo e a Shizune do outro deveriam quitar dessa batalha obviamente manipulada pelos corvos e se aposentar juntos em uma ilha no Caribe. E acho tão sem sentido a forma como guerreiros dos dois lados se ressentem pelas mortes e juram vingança, como se não estivesse implícito que pessoas teriam que morrer. Ou isso ou comecem a decidir jogando pôquer, caramba. Não sou insensível, claro que eles devem lamentar as mortes, mas um soldado inimigo não é nem mais nem menos inimigo depois de matar um soldado aliado seu.

21 – Seraph of the end, episódio 4

Leia o artigo da Myunna sobre esse episódio.

Claro que o Mikaela não morreu. Claro que ele virou um vampiro. Claro que há uma grande conspiração por trás dele, do Yuichiro e de todas as crianças do orfanato deles, e claro que isso está diretamente relacionado a tudo o que aconteceu, incluindo o fim do mundo. O protagonista é simplesmente importante assim, o mundo gira ao redor dele, civilizações nascem e morrem por causa dele e guerras são travadas por sua causa.

20 – Plastic Memories, episódio 4

Leia o meu artigo sobre esse episódio.

Um episódio normal, até parecido com o primeiro episódio na forma, mas o moleque é simplesmente chato demais (e a giftia dele também, a seu modo). Fora isso, me parece que o episódio serviu para abastecer o armorial do espectador com uma boa quantidade de Armas de Chekhov (artigo em português ou entrada no TV Tropes em inglês sobre a Arma de Chekhov).

19 – Nagato Yuki-chan no Shoushitsu, episódio 4

Foi um episódio onde, efetivamente, não aconteceu nada. Um legítimo slice-of-life. Exceto que ele construiu a tensão para uma grande catarse no final que eu achei bastante ruim. Nagato Yuki-chan no Shoushitsu significa O Desaparecimento de Nagato Yuki-chan, e tem esse nome não porque ela desapareça, mas porque é um spin-off de O Desaparecimento de Haruhi Suzumiya, no qual a Haruhi efetivamente desaparece e essa é toda a trama da história. Esse anime é para ser uma realidade alternativa “e se” onde todos vivem eternamente na realidade paralela do Desaparecimento original. A personagem Yuki tem grande e importante participação no original, onde a personalidade dela é mais ou menos essa desse spin-off, mas pelos acontecimentos até agora, especialmente desse episódio, poderia muito bem se chamar O Sofrimento de Nagato Yuki-chan, ou O Desaparecimento mesmo no sentido em que ela deixa de ser a protagonista, substituída pela Haruhi. Adequado, se for pensar bem, mas eu não estou gostando.

18 – Ninja Slayer, episódios 1 a 3

Demorou a ser legendado por fansubs em português, e eu poderia ter assistido em inglês mas não vi mérito em assistir e comentar sobre algo que apenas uma pequena parcela dos meus leitores poderia assistir. De todo modo, a animação é bastante tosca mas isso nem chega a ser um grande problema já que é intencional. A história é fraca mesmo, e não sei se a tentativa de aumentar a profundidade dela no terceiro episódio vai melhorar ou piorar o resultado final.

17 – Kekkai Sensen, episódio 4

Leia o meu artigo sobre esse episódio.

Sério que ainda estão apresentando personagens? E tem mais no próximo episódio? Bom, pelo menos já deu para entender que vampiros serão os principais antagonistas do anime.

16 – Show by Rock!!, episódio 4

Mero episódio de ligação onde as garotas do Plasmagica vão para o show de uma banda super popular e no final decidem compôr uma música nova. Enquanto isso mais detalhes sugerem alguma ligação entre o Rom e a banda Trichronika.

15 – Fate/Stay Night Unlimited Blade Works, episódio 16

Leia o meu artigo sobre esse episódio.

Assumiram que o Shirou tem problemas mentais, o que é uma coisa boa. Por outro lado levaram um episódio inteiro para partir para o próximo conflito, e não é como se tivessem gastado o tempo fazendo muitas coisas úteis. O Shirou parece conseguir decifrar objetos magicamente só de olhar para eles e assim descobre o poder do Gilgamesh, ele e Rin forjam uma aliança com o Lancer, ele mostra ciúmes além da conta e completamente fora de hora pela Rin, e o Archer conversou amenidades com o Kuzuki.

14 – Arslan Senki, episódio 4

Leia o meu artigo sobre esse episódio.

Um episódio inteiro para me convencer que o Narsus é muito inteligente e muito sensível (e que provavelmente uma coisa é consequência da outra), e por isso ele pinta quadros que o anime se nega a mostrar. Vai ver são feios de doer mesmo como o Daryun sugere. Depois de capturar um bando de emissários de Karlan em um poço no meio de sua sala e de Arslan prometer fazê-lo pintor oficial da corte, Narsus concorda em se unir ao grupo.

13 – Punch Line, episódios 3 e 4

Os episódios ficaram um pouco menos divertidos que o segundo conforme toneladas de elementos foram apresentados loucamente um após o outro. Espero que os próximos episódios se dediquem a explicar o que está acontecendo, as relações entre os elementos e suas consequências mais do que adicionar ainda mais elementos à trama.

12 – Etotama, episódio 4

Como eu havia imaginado, a Uri-tan não morreu mesmo. O drama pela morte dela nem durou muito, já que logo no começo do episódio o Takeru descobriu que ela estava viva. E a Nya-tan também já sabia, mas havia esquecido de falar. Todas as outras garotas-bichinho que vivem atormentando ele também não se deram ao trabalho de ir lá avisá-lo. Poderiam ter avisado logo depois da morte, né? Enfim, o enganado de verdade aqui foi o espectador. Mas isso não chega a ser atípico em Etotama, então tudo bem. O episódio se dedicou depois a discutir a personalidade (ou a falta de uma personalidade fixa) da Nya-tan, mas claro que eu não acho que ela não tenha personalidade. Sua mutabilidade é sua personalidade. A utilidade foi revelar de que lado cada garota do zodíaco está em relação à entrada da Nya-tan no horóscopo. E para não perder tempo a Nya-tan ganhou uma luta contra a coelha Usa-tan.

11 – Assassination Classroom, episódio 15

Leia o meu artigo sobre esse episódio.

Episódio tenso onde as semelhanças e diferenças entre o professor Koro e o diretor Asano mais uma vez ficam expostos. Não vou me alongar muito porque o artigo sobre esse episódio acabou de ser publicado poucas horas antes desse, clique no link acima para lê-lo, por favor.

10 – Dungeon ni Deai o Motomeru no wa Machigatte Iru Darouka, episódio 5

Leia o meu artigo sobre esse episódio.

Dungeon tem seu primeiro episódio de ligação e ele não é ruim. Um episódio com menos elementos certamente seria melhor, mas ainda assim achei-o bom. Estou ansioso (e triste) para ver a traição da Liliruca.

9 – Knights of Sidonia 2, episódio 3

Falando em episódios de ligação, olha aí mais um, essa semana foi pródiga! Certamente por isso o nível geral caiu. Mas é aquele momento da temporada em que episódios assim são necessários, então fazer o quê. Em Sidonia, os velhos do Conselho são assassinados e aparentemente existia uma instância representativa nos moldes de um parlamento, que foi fechado também. Assim, a capitã Kobayashi se torna a ditadora inconteste de Sidonia e sua primeira ação é ordenar um ataque preventivo a uma grande colmeia de gaunas, mas eles se antecipam ao seu movimento e atacam preventivamente Sidonia antes.

8 – Hibike! Euphonium, episódio 4

Leia o meu artigo sobre esse episódio.

A banda é um reflexo da protagonista Kumiko, e a protagonista Kumiko é um reflexo da banda. Ambas estão divididas entre querer se esforçar e só querer se divertir, e ficam assustadas e preocupadas com os métodos do professor Taki, mas no final do episódio estão com um pouco mais de vontade de se esforçar.

7 – Triage X, episódio 4

Achei esse episódio psicologicamente muito forte. A Mikoto com certeza já matou muita gente e já passou por muita coisa, mas ela nunca tinha passado pelo que ela passou nesse episódio: ver uma amiga sua (ainda que fossem amigas há pouco tempo, o passado parecido as aproximou rapidamente) ir tão longe no que ela acredita ser o caminho errado (o caminho da vingança), não conseguir impedi-la e ainda ser obrigada a testemunhar seu suicídio. No final, fica a impressão de que torcida por toda essa pressão insuportável ela possa ter abandonado o Black Label e se unido a outra organização – uma que é sinistramente associada pela narrativa ao tráfico da droga que ela vem combatendo desde o início da série.

6 – JoJo’s Bizarre Adventure – Stardust Crusaders, episódio 41

Não esperava ver Kakyoin derrotado tão rápido, embora fosse óbvio que ele seria derrotado. De novo, veja a Arma de Chekhov – se apareceu um boneco dele, esse boneco precisava ser usado. Repare como não foram mostrados bonecos do Jotaro e do Joseph Joestar, embora obviamente eles devam existir. Mesmo assim, fiquei temporariamente decepcionado porque de novo era o Jotaro quem iria resolver o problema. Mas a forma como o jogo se desenvolveu (e ele ainda não acabou) foi muito interessante, tensão forte o tempo todo enquanto os combatentes tentam ler um ao outro (e isso é quase literal aqui) e o espectador tenta ler a ambos.

5 – Sailor Moon Crystal, episódio 21

Esse episódio valeu uma classificação alta pela representação metafórica bem executada das angústias adolescentes de garotas, que é afinal o que o gênero garotas mágicas faz mais do que qualquer outra coisa. A insegurança, tristeza e impotência da Usagi e da Chibiusa são de partir o coração, e bem fáceis de relacionar com garotas reais no mundo real. No mesmo episódio, a própria Black Moon é revelada como uma organização que transborda rebeldia adolescente e representa o que de mais cruel um jovem é capaz por causa disso – jovens se lançam facilmente em empreitadas destrutivas ou auto-destrutivas quando acreditam que estão fazendo o certo, sem se importar com quem eles precisem prejudicar para isso. E o Milênio de Prata, em contraste direto, representa a utopia juvenil da vida eterna em um mundo perfeito.

4 – Kyoukai no Rinne, episódio 4

Leia o artigo da Lidiane sobre esse episódio.

Agora está com mais cara de Rumiko Takahashi, talvez? Romance sim, como poderia faltar romance! Só não espero desenvolvimentos realmente românticos, porque isso sim seria atípico. Ao invés, o romance será apenas mais um pretexto para piadas – e para o clássico rival no amor podre de rico.

3 – Houkago no Pleiades, episódio 3

Em mais um episódio Houkago no Pleiades desenvolve um anime de garotas mágicas perfeito até o último clichê, mas sem que isso fique incômodo, artificial ou entediante. As personagens são vivas e divertidas, algumas têm conflitos mais interessantes e são mais desenvolvidas do que outras, mas nenhuma é só mais uma menina colorida em cima de uma vassoura voadora. E a protagonista, ainda que melodramática, parece uma garota real, tendo dúvidas reais que garotas têm. E como protagonista, a parte mais interessante da história acontece com ela e é ela quem ajuda as outras quando elas têm problemas – sem no entanto resolver tudo por elas, o que tornaria o anime chato.

2 – Ghost in the Shell: Arise – Alternative Architecture, episódio 4

Um encerramento de arco onde tudo no final fez sentido – inclusive o arco anterior, que é cronologicamente posterior! A Major Kusanagi estava infectada pelo vírus Fire Starter (que é pivotal no primeiro arco também) e por isso seus sentidos e sua memória estavam sendo manipulados. Descobrindo isso ela consegue recuperar suas memórias verdadeiras e resolver o caso da morte de seu ex-comandante.

1 – Ore Monogatari!!, episódio 4

Leia o artigo da Lidiane sobre esse episódio.

Ok, assumamos isso: Ore Monogatari, antes de ser um romance, é uma comédia. E falando sério, o que esperávamos vendo alguém como o Takeo como protagonista? Simplesmente não é romântico imaginar ele em cenas realmente românticas. De verdade. Tente imaginar agora ele se aproximando delicadamente da Yamato e gentilmente a beijando. Não dá pra levar a sério! Fica parecendo deslocado, sei lá. O Takeo é uma caricatura, e isso não significa que ele não possa ser romântico, só não vai funcionar ele sendo romântico de formas convencionais. E por isso Ore Monogatari é uma comédia, onde podemos rir enquanto esse romance não convencional entre Takeo e Yamato se desenvolve. Adicionalmente preciso deixar anotado aqui: Takeo deve ser um binbougami (divindade japonesa que atrai miséria e má sorte) ou ter um do lado dele o tempo todo.

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