Esse episódio foi excelente, em todas as esferas. Em geral há essa sensação em todos os animes que dão um pouco de espaço a personagens secundário (ou, neste caso, terciários), mas o ponto alto foi que no fim das contas foi justamente o casalzinho 20 que aprendeu uma bela lição de vida. Ou melhor, algumas lições de vida, dentre elas o conhecimento sobre como o trabalho do Suna é complicado, hehe.

Takeo tem alguns amigos, e Yamato, amigas. Os dois grupos já se encontraram em algumas ocasiões, portanto é óbvio esperar que ao menos um casal florescesse ali. Mesmo assim, é meio surpreendente descobrir que um deles já foi tão longe a ponto de saírem sozinhos, trocarem e-mails e estarem prestes a iniciar um namoro. A época não poderia ser mais propícia: natal, a data mais romântica do ano para os japoneses. E, ao saber do interesse mútuo que está rolando entre Nanako e Kurihara (cujos nomes eu só descobri agora, hehe), claro que ambos se juntam para bancar o cupido. Porque são bonzinhos. Porque são solícitos. Porque querem que todo mundo seja feliz para sempre como eles são. Oh, não me leve a mal, eu sei como é isso, bancar o cupido em conluio com alguém é praticamente uma obrigação quando se é adolescente, mas creio que a inexperiência dos dois os levou a fazer isso de uma forma bastante errada. Vamos à lista de erros, por atitude:

O plano era simples, todos iriam a um karaokê, se divertiriam e lá Kurihara pediria Nanako em namoro, certo? Béé, errado. Acontece que ele agia com ela, em grupo, de forma completamente diferente de quando estavam juntos. Era menos atencioso, mais piadista, tudo o que elas não esperavam dele. Até aí, normal até, muitas pessoas (homens, principalmente) agem de forma diferente dependendo da situação, e naquela noite em especial ele tinha todos os motivos do mundo para estar nervoso, então as expectativas não só da garota mas de ambos os cupidos se frustraram. Então, eles resolveram intervir – atenção aqui, galera, SEMPRE que estiverem bancando o cupido, NÃO FAÇAM como Takeo e Yamato. Sério. por favor. Desde o começo do passeio a sutileza havia corrido pra longe no lombo do cavalo da Celty, porque eles simplesmente são péssimos em disfarçar, mas só piora: forçá-los a sentarem juntos, a pegarem o presente um do outro, estimular um dueto musical, tudo isso pode parecer boa fé, mas tava na cara que estavam forçando a barra. Sério, cês nunca observaram o Suna não?

 

"Miga, apenas pare."

“Miga, apenas pare.”

 

As coisas pioram rapidamente quando Nanako e Yamato são encurraladas por uns mal encarados e, ao invés de ajudá-las, Kurihira resolve chamar Takeo (que já virou lenda urbana, lol). Sua enamorada não gostou nem um pouco disso e finalmente explodiu, com todo mundo aliás: com ele por tratá-la como apenas uma amiga, e com a amiga e Takeo por bancarem os cupidos presumindo que todos os casais no mundo não só são iguais, mas também que são exatamente como os dois. E ela está certa, foi desse erro de julgamento que tudo desandou; os dois não se tocaram de que, beleza, podem ser sinceros com seus sentimentos, dedicados, amorosos, com um namoro perfeito e super compreensivos, mas nem todo mundo é assim. Há pessoas tímidas, há aqueles que não querem ser ajudados, assim como há casais que preferem seguir seu próprio ritmo. Essa foi a base da lição que eles aprenderam com esse incidente, mas mais do que isso, eles aprenderam quando se deve e não deve interferir. Takeo já havia ativado seu modo “8 ou 80”, quando os lamentos do amigo o fizeram perder a paciência e gritar que não importa que ele é fraco, a garota queria que ele fosse salvá-la pessoalmente, e que ele precisa resolver as coisas como homem. Na real, mesmo que tenha entendido algo, não concordo nem um pouco com nosso protagonista: Kurihara estava mais do que certo e arrumou a melhor solução, já que se tivesse interferido sozinho as chances de tudo dar errado eram maiores. Queria que alguém sensato ficasse ao lado do pobre garoto e entendesse o seu lado.

Confusão resolvida, os dois se entendem e começam a namorar…de forma bem melosa, diga-se de passagem. A parte mais interessante é quando Nanako diz que o beijou já na noite de natal, reacendendo as neuras de Yamato sobre ainda não ter rolado entre ela e o Takeo. Aí, sim, tô com ela. Tá certo que os japoneses são mais recatos e tal, e as vezes que os dois tentaram não deram certo, mas poxa, já faz mais uns oito meses de relacionamento! Vão dizer pra mim que não surgiu mais nenhuma chance, sério? Bem, o episódio que vem se chama Meu Aniversário, e eu espero que os lábios dela sejam parte do presente, ou eu ficarei beeemem frustrada.

 

Tô sem paciência pra essas cenas caricatas dele. Sério, tô mesmo.

Tô sem paciência pra essas cenas caricatas dele. Sério, tô mesmo.

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