O episódio dessa semana foi positivamente diferente do que estamos acostumados. É claro que os elementos de sempre continuaram lá, Umaru continua sendo o centro de tudo, mas já não há muito o que mostrar sobre ela para mantê-la com o monopólio do tempo sem tornar a história repetitiva. Portanto, dessa vez, houve uma distribuição equilibrada de tempo para vários personagens, então pudemos notar as conexões entre todos e ainda presenciar um desenvolvimento de história bem interessante e até com um certo tom de seriedade (quem diria, ein?!), e isso fez com que chegássemos ao final com uma inédita sensação de completude.

Como não poderia faltar, logo de início, temos Umaru protagonizando suas cenas de preguiça, birra e chantagem emocional. Porém, dessa vez seus artifícios foram mais pesados. Tanto que ela logo se arrependeu de ter agido de uma forma tão malvada com seu pobre irmão (Ou se arrependeu, ou sentiu medo dele se cansar da situação e deixá-la sozinha). Umaru não é uma pessoa ruim, é apenas imatura demais para perceber e controlar o próprio egoísmo. Se o Taihei conseguisse adotar uma postura um pouco mais firme, é provável que o comportamento dela melhoraria bastante. Prova disso foram aqueles poucos segundos em que Umaru acordou e não o viu em casa; se sentir sozinha naquele instante já foi o suficiente para ela repensar suas atitudes e se preocupar mais com ele. Pena que ele não nota o bem que o uso de um pouco de pulso firme poderia fazer e, por causa disso, está condenado a continuar passando por essas situações e nós a continuar presenciando isso (Não que seja totalmente ruim. Essas cenas sempre acabam mostrando algum resultado adorável, de um jeito estranho, mas ainda assim adorável. Nem sei porque critico o Taihei, tenho certeza que eu também não conseguiria parar de mimar a Umaru… haha).

Alguém passou dos limites.

Alguém passou dos limites.

Com os colegas de trabalho, Taihei continua sem conseguir impor suas opiniões ou vontades. Por isso, acabou tendo que receber seu colega Bonba (para dançar isso aqui é…) em casa e apresentá-lo a Umaru. Na sequência, descobrimos que ele é o irmão mais velho de Kirie. E que bom que isso foi mostrado e dito com todas as letras porque, se fosse depender da minha percepção, eu jamais descobriria. Fisicamente eles não se parecem em nada, se bem que isso já era de se esperar já que Umaru e Taihei também não possuem nenhuma característica marcante em comum. Já quando se analisa sob o ponto de vista da personalidade, até que a reação dele ao ver a versão chibi da Umaru foi bem similar à reação da Kirie, e ele também demonstrou uma certa bipolaridade enquanto estava no bar com Taihei; mas como ele é, na maior parte do tempo, relaxado e descontraído (o oposto de sua irmã), essas “dicas” não me fizeram passar nem perto de deduzir esse parentesco deles. Agora a questão é: de que forma essa aproximação vai afetar a vida de Umaru? Será que Bonba também vai querer passar a frequentar a casa de Taihei por causa da “fofura” de Umaru? Não sei exatamente o que esperar daqui para a frente, mas estou gostando desse envolvimento maior dos demais personagens.

Estou procurando semelhanças até agora.

Estou procurando semelhanças até agora.

Outra relação que demonstrou estar se desenvolvendo aos pouquinhos é a amizade entre “UMR” e Sylphynford. As duas parecem estar se encontrando regularmente no fliperama e, dessa vez, foram até uma loja de doces juntas. “UMR” já parece estar se sentindo muito à vontade com a companhia da nossa adorável doidinha do cabelo azul. Ela, por sua vez, estava querendo encontrar um específico doce japonês que Alex lhe deu no passado. Estou curiosa para saber a história desses dois, será que possuem algum parentesco ou seria apenas um amor platônico que surgiu de uma amizade? De qualquer forma, isso mostra o quanto todos os personagens estão conectados de um jeito ou de outro. Os colegas de Taihei são convenientemente ligados às amigas de Umaru, e nenhum dos lados têm ciência disso ainda. Ou seja, Umaru está construindo laços cada vez mais fortes com pessoas diferentes de um mesmo círculo social e, para cada pessoa, ela está mostrando uma personalidade diferente. Eu só consigo imaginar dois desfechos para isso: a Umaru adquirindo um grande amadurecimento através da convivência com tanta gente diferente, que demonstram que a aceitam exatamente da forma que ela quiser ser, e então usar isso como um apoio para escolher uma personalidade própria e revelar essa única personalidade para todos; Ou, a opção mais provável, algum dia todas essas pessoas se encontrarem com Umaru em um mesmo ambiente e ela se meter em um grande problema, sendo obrigada a revelar suas várias personalidades para todos.

O finalzinho do episódio foi o responsável pela pitada de seriedade a qual me referi no início do artigo. O Taihei se perde ao seguir um gato e então, ao passar por ruas onde há muito tempo ele não passava, começam a surgir lembranças de um passado distante em sua mente. Depois de muito esforço ele se lembra que andou por ali com sua mãe quando era criança. Apesar de rápidas, foram cenas muito bonitas e deixaram no ar um questionamento importante: o que aconteceu com a mãe deles? A impressão que temos é a de que ela morreu e, pela idade que Taihei aparenta ter no flashback, eu me pergunto se Umaru pelo menos chegou a conhece-la (ela pode ter morrido no parto). Talvez, fazer todas as vontades de sua irmã seja a forma que Taihei encontrou de “recompensá-la” por ela não ter tido a oportunidade de receber o carinho da mãe deles como ele recebeu. De qualquer forma, sinto que esse foi o melhor episódio até agora, pois soube manter a harmonia entre o humor, a história e o uso de personagens diferentes. Continue nos surpreendendo, Himouto!

Flashback de Taihei.

Flashback de Taihei.

Discussão