Bom dia!

O Café com Anime é um bate-papo descontraído sobre animes da temporada entre mim e meus colegas Vinícius, do FinisgeekisDiego, do É Só Um Desenho, e Gato de Ulthar, do Dissidência Pop.

Acabou Animegataris!! E veja como foi nosso último bate-papo sobre ele abaixo:

Fábio "Mexicano":
De forma alguma foi um episódio ruim, mas foi meio que mais do mesmo que já havíamos visto no anterior, não? Sem mencionar como alguns elementos do enredo parecem ter sido encerrados de forma bastante insatisfatória. Quero dizer, o cara que pegou a boina no primeiro episódio explodiu e desapareceu. O Nakano fez tudo isso só porque queria mudar de nome (e eu juro que só começaram a chamar ele de Aurora no final do anime).
Vinícius Marino:
É a sina de histórias que querem pagar de “diferentonas” e “muito loucas”. É bem difícil equilibrar enredos non-sense com referências e twists. Se não é feito do jeito certo (e raramente é) o resultado é essa conclusão de Animegataris: uma boa ideia que parece soltar umas peças pelo caminho, tal como o mundo “apagado” de que a própria Mimoa tenta fugir.
Fábio "Mexicano":
Pessoalmente, acho que o clima de “terror” foi a melhor parte desse episódio final.
Vinícius Marino:
Foi mesmo. O problema é que, como tudo nesse arco final, parece ter caído de paraquedas. Olhando como um todo, o anime parece bem desbalanceado. Alguns episódios muito lentos, arcos desnecessários, explicações pouco elaboradas de coisas interessantes. Em alguns momento, senti como se os criadores não soubessem aonde queriam ir.

Eu entendo – e admiro – a proposta de contrariar nossas expectativas. No geral, gostei bastante dessa conclusão. O problema é que o “normal” que foi “contrariado” não era lá tão interessante para início de conversa.

Menos slice-of-life, mais metacomédia. Menos conflitos descartáveis com o conselho estudantil, mais pirações de David Lynch!

Fábio "Mexicano":
Seria bem mais difícil, acredito, fazer um anime que fosse inteiro pirado como os dois últimos episódios, ou que a piração surgisse pequena e fosse crescendo de forma sorrateira. Mas ninguém disse que as melhores histórias são as mais fáceis de contar…
Gato de Ulthar:
Mantenho o entendimento de meus caros colegas. Bom, esse não foi um último episódio memorável, e deixou um certo gosto amargo na boca, embora Animegataris tenha se mostrado um anime até bastante apreciável. Para mim, o melhor do episódio foi esta cena:
Diego:
Acho que o episódio 11 foi o ápice da série, e os criadores não realmente souberam dar uma sequência satisfatória à coisa. Francamente, a maluquice até soou mais “normal” do que o que vimos no episódio passado. É uma pena, sobretudo porque parecia que o anime já estava com a faca e o queijo na mão. Ainda foi divertido, ainda teve algumas piadas legais (adorei o eye catch rsrs) e ainda teve ótimas referências (“minha broca é a broca que irá perfurar os céus!” kkkkk). Mas para o que foi o episódio 11, eu esperava mais.
Vinícius Marino:
Nem tudo na vida pode ser um Twin Peaks….

E falando em Twin Peaks (ou bizarrices em geral), vocês perceberam que o cara da boina virou o novo diretor da escola? O busto do antigo incumbente foi substituído pelo dele.

Gato de Ulthar:
Foi muito esquisito o reboot na vida da Minoa.

Inclusive a inserção de novos personagens do clube de Animes.

Fábio "Mexicano":
Ah, teve só um personagem novo no clube, e ela nem abriu a boca.
Vinícius Marino:
Entendi que foi a substituta do Neko-senpai, que não existe mais. E que, por sinal, usa neko-mimi
Diego:
Idem aqui. Pra mim foi a substituta do Neko-senpai. Mas aproveitando que estamos falando do final do episódio, de fato esse reboot na realidade foi meio esquisito. É como se nada daquilo tivesse acontecido, então?
Fábio "Mexicano":
Não sei se foi um reboot, mas bem, se foi, é assim que reboots funcionam. Como se tornou uma realidade na qual o Conselho Estudantil nunca atentou contra o Clube de Animes isso muda muita coisa, e talvez tenham achado que seria estranho se a Minoa apenas voltasse para a escola e tudo tivesse acontecido de forma diferente. Nunca ter acontecido talvez seja uma escolha melhor.
Gato de Ulthar:
Mas é um tanto triste né? Todas as memórias boas foram apagadas… Se bem que foram revividas de outra forma.
Fábio "Mexicano":
Vamos encerrar com o RPG Derradeiro!

Você descobre que está mesmo em um “mundo anime”. A física é mais ou menos a de um mundo toon (como Roger Rabbit) mas a estética é diferente. E mais: como um “personagem consciente” (será que você existe mesmo? Você se pergunta…) você tem algum poder sobre esse mundo, agora que realizou isso – tudo depende da sua força de vontade. Mas o mundo vai acabar. Não em um bilhão de anos, não em mil anos, não no ano que vem, não sequer na semana que vem ou amanhã: o mundo já está acabando. Está perdendo cores, está perdendo detalhes, está perdendo figurantes. Você está sozinho. O que você faz?

Vinícius Marino:
Faria que nem fez o Sultão em certo conto de Sandman do Neil Gaiman. Invoco Morpheus, o rei do mundo dos sonhos, e lhe proponho uma barganha: dou-lhe toda a realidade se ele prometer transformá-la em um sonho. O mundo volta ao normal e eu volto a ser um cara qualquer. O universo maluco de Animegataris, no entanto, existirá para sempre, acessível com uma reles soneca.
Diego:
Se tudo depende da minha força de vontade, eu usaria estes novos poderes para fazer com que o mundo não acabasse. E se isso não funcionar… bom, aí ferrou 😃
Gato de Ulthar:
Não sei o que conseguiria fazer. O mais provável é que eu deixasse o mundo acabar ☹️ Entretanto, faria o possível para fugir dali.
Fábio "Mexicano":
Graças ao plano do Vinícius e a vontade do Diego, o mundo está salvo, parabéns a todos 😃
Fábio "Mexicano":
Foi bom assistir e conversar sobre esse anime com vocês, agora que venha a próxima temporada, obrigado a todos que nos acompanharam até aqui, por favor continuem conosco que vem animes novos para o Café com Anime!

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