Bom dia!

Está oficialmente aberta a segunda temporada do Café com Anime! Para quem ainda não conhece o projeto, o Café com Anime é um bate-papo sobre alguns animes da temporada entre eu (o Fábio “Mexicano” Godoy) e o Diego, do É Só Um Desenho, o Vinícius Marino, do Finisgeekis, e o Gato de Ulthar, do Dissidência Pop.

Cada blog irá hospedar os bate-papos semanais sobre os episódios de um anime diferente. Aqui no Anime21 eu vou cobrir Violet Evergarden, e meus amigos… leia a conversa sobre nossas expectativas para a temporada (que começou dia primeiro de janeiro e terminou hoje, dia dez) para descobrir o que cada um deles irá cobrir!

Diego:
Olá a todos \o/ Diego aqui, do É Só Um Desenho. Começa um novo ano, e com ele também uma nova temporada de animes. Mas enquanto os novos títulos não lançam, vamos aproveitar o momento para discutir nossas expectativas para a temporada por vir. Em especial, falemos um pouco sobre os quatro novos títulos que pegamos para o nosso Café com Anime, e aproveitemos para conversar um pouquinho sobre as expectativas para a segunda metade de Mahoutsukai no Yome, que seguiremos acompanhando agora em 2018. Mas antes, querem todos se apresentar novamente, para eventuais recém-chegados?
Gato de Ulthar:
Olá a todos! Aqui quem fala é o Gato de Ulthar, eu sou o humilde dono e redator do blog Dissidência Pop! Para quem já acompanhava o Café com Anime, sabe que eu já participei na temporada passada hospedando em meu blog nossos bate-papos sobre Mahoutsukai no Yome. Estou muito entusiasmado com essa nova possibilidade de dar prosseguimento ao projeto. Como Mahoutsukai no Yome será finalizado com 24 episódios, continuaremos com sua análise semanal. Fora esse caso, pegaremos animes novos para comentarmos semanalmente.
Fábio "Mexicano":
Bom dia! Sou Fábio de Godoy, o Mexicano (só no apelido), redator e fundador do Anime21. Na temporada passada cobri dois animes aqui no Café com Anime, o maluco Animegataris, que gostei muito, e, bem, Kujira, que me fez decidir cobrir só um anime na próxima temporada, digamos assim.
Vinícius Marino:
Olá! Eu sou Vinicius Marino do Finisgeekis. Tive o prazer de cobrir Girls’ Last Tour no último Café com Anime, que se provou uma de nossas maiores surpresas. Estou felicíssimo por participar de novo, em especial porque essa temporada envolve a sequência de um de meus animes mais queridos de todos os tempos.
Fábio "Mexicano":
Cópia xerox você quer dizer, né? 😛
Vinícius Marino:
Não se pode ter tudo. Ah, quem eu estou querendo enganar? Estou falando de Sakura, é claro.
Vinícius Marino:
E já que estamos falando dela, deixa eu desabafar de uma vez. Eu sou SUPER fã de Sakura. Faltei na aula naquela quarta-feira de 2000 para assistir à estreia no Cartoon Network. Programei o VHS para gravar cada episódio, pois estudava à tarde, e Sakura passava às 16h30. Pedi para minha mãe fazer um deck de Cartas Clow para mim – tudo artesanal, antes do merchan original chegar em peso no país. Eu ainda o tenho, e uso as cartas como marcador de livro. Quando a série acabou no Brasil, eu chorei feito um bezerro desmamado.

Se meu eu de 10-11 anos recebesse a notícia de que Sakura iria voltar, mesmo que 15 anos depois, ele pularia de júbilo. E eis que Sakura voltou, mas como um soft-reboot. Vou ser sincero, não poderia estar mais apreensivo.

Fábio "Mexicano":
Nunca assisti Sakura, eu tinha preconceito na época porque era “coisa de menina”, e achava muito engraçado um amigo meu que era super fã de Sailor Moon. Anos depois, já sem preconceito, li o mangá. É bem legal sim.
Vinícius Marino:
Eu acho que essa foi a maior força de Sakura: era um anime shoujo que tinha grande apelo a meninos. Eu, mesmo, fui pego desprevenido. O Cartoon o vendeu como “desenho de menino”, seguindo a linha do licenciamento americano, que mutilou Cardcaptor Sakura a uma série abreviada chamada “Cardcaptors” para “vendê-lo” a um público misto. (No Brasil, ele manteve o corte original, mas mudou o título a Sakura Card Captors). Quando eu liguei a TV e encontrei ISSO, fiquei tão assustado que desliguei na hora:
Vinícius Marino:
Mas eu perseverei e sou grato por tê-lo feito. Sakura se tornou o maior crush da minha infância, e Cardcaptor Sakura, um dos meus animes favoritos de todos os tempos.
Fábio "Mexicano":
Ok, o Vinícius tinha ciúmes do Yukito e do Shoran 😃
Vinícius Marino:
Pior que não tinha. Os dois eram EXCELENTES personagens masculinos. Outra peculiaridade em relação aos desenhos “de menina” da época, cujas personagens do sexo oposto muitas vezes só serviam para embelezar o cenário (idem para mulheres em desenhos “de menino”). Eu REALMENTE me reconhecia nas personagens e continuei me reconhecendo a cada vez que eu a assistiria de novo, com o passar dos anos. Aos 11 anos, eu me identificava com o Shoran. Aos 18, com o Touya (um dos melhores personagens da série, hands down). Hoje… nem sei. Como historiador, talvez me encontre no Fujitaka (pai da Sakura) que era arqueólogo haha.
Fábio "Mexicano":
Desde que não se identifique com o professor Terada…
Diego:
Eu acompanhava bastante Sakura quando criança, por algum motivo nunca tive grandes reservas com relação a “desenho de menina” X “desenho de menino” (lembro de uma época acompanhar inclusive Mew Mew Power, quem ai lembra dessa coisa? 😃). Sabendo da continuação/ soft-reboot eu fui dar uma olhada no anime antigo de novo. Vi só alguns episódios, mas vou dizer que ele ainda se sustenta muito bem, tanto como um desenho para crianças quanto como um anime para relaxar e se divertir. Se essa nova temporada conseguir capturar esse espírito talvez não seja nada excepcional ou altamente memorável, mas pode ser ao menos gostosinho de assistir.
Fábio "Mexicano":
Mew Mew Power? Eu sei que tem Tokyo Mew Mew, mas o nome dele na TV aqui não era Super Gatinhas?
Diego:
Ah, confundi então XD (faz o quê, uma década? Dá um desconto, posso errar os nomes ‘3’ kkkk)

Mas sim, me referia às Super Gatinhas mesmo..

Ahhhh, Mew Mew Power era o nome do desenho nos Estados Unidos. Bom, ao menos não tirei isso do absoluto nada 😃: Wikipédia – Tokyo Mew Mew

Fábio "Mexicano":
Está aí uma coisa nova que sabemos 😃

Um mahou shoujo estilo clássico feito pelo Pierrot, deve ter sido um dos últimos

Diego:
Acho que ele nem chegou a ser exibido por completo aqui no Brasil – ou pelo menos eu nunca vi o final. Mas isso também já é uma tangente na nossa conversa 😃 Voltando à Sakura, eu só digo que espero que essa continuação faça jus ao nome da franquia, porque de decepções já me bastou Kino no Tabi na temporada passada x_x
Fábio "Mexicano":
Se tivesse uma segunda temporada de Tokyo Mew Mew pra você cobrir, né, faria sentido 😃
Gato de Ulthar:
Acho que fiquei um pouquinho perdido na conversa né? ^^
Mas bem, eu estou ansioso por Sakura Card Captors, também fui um fã do anime quando criança. Eu até comprei as revistinhas que vinham com as cartas Clow e aprendi a ler o futuro nelas! Eu tinha vergonha de confessar que gostava de Sakura na época em que meus colegas só viam Cavaleiros do Zodíaco e outros animes de “meninos”. Hoje em dia vejo como isso é idiota, mas bem, são coisas de criança, né?

Sim, o anime parece mais do mesmo, mas e daí? O anime original funcionou e funciona tão bem! Uns quatro ou cinco anos atrás eu assisti novamente a série com meu irmão mais novo (queria que ele tivesse a experiência de assistir esse anime clássico) e foi surpreendente, Sakura foi melhor do que eu me lembrava, e não é todo anime nostálgico que proporciona isso. Revi Cavaleiros do Zodíaco uns anos atrás e achei um pouco vergonhoso…

Gato de Ulthar:
E outra coisa que eu quero. Eu gostaria que esse anime expandisse um pouquinho o universo estendido da Clamp. Lembrando que com Tsubasa Reservoir Chronicles e XXX Holic a maioria dos animes/mangás da Clamp foram enfiados no mesmo universo, e tivemos uma pitada do que aconteceu com a Sakura e o Syoran…
Fábio "Mexicano":
Você acha que farão isso com esse Sakura?

Eu tenho sentimentos mistos a respeito. Por um lado é uma ideia que soa legal, por outro Tsubasa é tão confuso que sei lá.

Gato de Ulthar:
Bom, não precisa ser nada muito aparente. Se respeitarem o multiverso da Clamp já está de bom tamanho. ☺️

Eu adorava certos crossovers que Tsubasa proporcionava. Tipo, Syoran e Sakura indo na padaria onde trabalha a Kobato!

Vinícius Marino:
Eu também tenho sentimentos mistos. Por um lado, um soft-reboot me traz o mesmo gosto amargo de Star Wars: O Despertar da Força. Um culto à “nostalgia” que prova, pela sua própria exisatência, que o material de origem está exaurido. Por outro, acho o multiverso da CLAMP não só confuso, mas empobrecedor para as próprias obras.
Vinícius Marino:
Deixem eu explicar: não vejo nada de errado no cross over. Mas aquela mitologia “Tsubasa” com clones de clones, twists em cima de twists, filhos perdidos e tudo o mais me pareceu digno daquela fase do Homem-Aranha que entrou para a história por ter afastado milhares de leitores da Marvel:
Gato de Ulthar:
Nunca li Homem-Aranha, então não posso opinar sobre essa saga dos clones, e nem se afastou ou atraiu alguém. Sei também que é um assunto off-topic e não é necessário começar uma discussão sobre isso aqui, mas eu achei a nova saga de Star Wars O Despertar da Força muitíssimo superior aos filmes dos anos 2000 🙂

E sim, o final de Tubasa, com clones de clones de clones, e tudo explicado nos últimos capítulos ficou com cara de solução novelesca, mas mesmo assim, achei um mangá razoável, com momentos notáveis e uma ideia bastante promissora.

Gato de Ulthar:
E provavelmente não veremos nada disso em Sakura, foge da proposta do anime completamente. Além disso, duvido que o enredo evolua tanto ao ponto dos protagonistas chegarem até a idade adulta, o que descaracterizaria.
Fábio "Mexicano":
Acho que a questão sobre a nova trilogia de Star Wars nem é ser bom ou ser ruim. Quero dizer, chegamos a esse ponto falando sobre Sakura, que todos aqui esperamos que seja bom! A questão é fazer mais do mesmo. A trilogia prequel de Star Wars acrescentou algo novo, enquanto a sequel é claramente uma ode à trilogia original.

Mas Star Wars não é nosso assunto, e sim animes, né. Mais especificamente, nossos animes 😃

Fábio "Mexicano":
Gato, você vai continuar cobrindo Mahou Tsukai no Yome, para a alegria dos fãs de magia e folclore europeu, certo?
Gato de Ulthar:
Mas é claro! Eu não iria abandonar um anime como esse na metade, né? Estou contente com a possibilidade de dar prosseguimento a ele. Pode não ser o anime mais empolgante do mundo, como na opinião do Diego, mas é uma obra de qualidade muito boa, com um “backgrounding” maravilhoso.

Enfim, é o paraíso para apreciadores de folclore!

Fábio "Mexicano":
Provavelmente dá pra escrever um livro – Folclore conforme visto em Mahou Tsukai no Yome (fica a dica de conteúdo aí pra você)
Gato de Ulthar:
Essa é uma boa ideia! Talvez no final do anime eu faça pelo menos um texto sobre as referências folclóricas mais notáveis!
Diego:
Mahoutsukai não me empolga, mas nem de longe é ruim. E o episódio 12 foi certamente o ponto alto do anime até agora. Mantendo essa qualidade, acho que ainda tem grandes chances de surpreender
Fábio "Mexicano":
Quem sabe até comece a empolgar, não é?
Diego:
Assim eu espero 😃
Vinícius Marino:
Eu compartilho do entusiasmo do Gato. Mahoutsukai no Yome é um dos melhores mangás seriados que li em memória recente, e o anime está fazendo um excelente trabalho de adaptação.
Gato de Ulthar:
Eu não li o mangá, mas mesmo assim me parece um anime bem consistente. Até despertou meu desejo de lê-lo, ainda mais com a bela edição da Devir que está sendo publicada (meu próximo sonho de consumo).
Gato de Ulthar:
Mas temos mais uma novidade vinda de mim!

Como no Café com Anime passado, quando o Fábio pegou dois animes para publicar no seu blog, resolvi fazer a mesma coisa. Bem, isso não foi meu plano inicial, mas fui “forçado” pelo destino. Ou melhor, fui forçado pela estreia de um anime que quero muito ver e que combina bastante com o Dissidência.

Junji Ito Collection.

Gato de Ulthar:
Como Mahoutsukai é um anime de 24 episódios e não quero abandoná-lo (isso nunca me passou pela cabeça), pegarei também esse anime citado acima. Para quem não conhece, Junji Ito é um mangaká famoso que escreve muita coisa bacana de terror, sendo os seus mangás mais famosos: Tomie, Uzumaki e Gyo. Esse anime vai adaptar vários contos do autor, algo nunca antes visto, a não ser uma péssima, diga-se de passagem, adaptação de Gyo alguns anos atrás.
Fábio "Mexicano":
Gyo é tipo uma história de zumbis só que com peixes..

É bem legal! E eu li alguns contos do Junji Ito, tem pra todo gosto de horror. O cara respira horror.

Comprei o Fragments of Horror que saiu pela Darkside, é bem legal, com histórias bem variadas. Algumas delas podem chegar a esse anime.

Diego:
Eu sinceramente não sei o que esperar desse anime. Conheço muito bem a fama do Junji Ito, mas é bem raro que histórias de horror me agradem. Se for uma espécie de Yamishibai (quem aí viu isso?) com mais tempo por episódio e uma maior verba talvez sirva pra dar umas risadas, mas sei lá.
Vinícius Marino:
Agradeço o Gato por ter escolhido esse anime, pois sempre tive curiosidade para conhecer o Junji Ito, mas nunca me demovi para tanto (sim, podem me julgar).

E de fato, é a cara do Dissidência.

Fábio "Mexicano":
Como eu disse, Diego, o Junji Ito escreve horror de vários tipos. Não sei se um anime de 12 episódios fará justiça a sua obra. Mas o Gato pode explicar melhor do que eu.
Gato de Ulthar:
Bom, Junji Ito é por muitas vezes associado ao grande mestre do horror H.P. Lovecraft, isso em virtude de seu estilo, que pode ser descrito como “lovecraftiano”. Ou seja, tanto Junji Ito como Lovecraft trabalharam em suas obras um tipo de enredo no qual o “perigo” ou o “mal” é algo além da compreensão humana, como um terror cósmico, uma maldição antiga, seja o que for. O diferencial reside justamente que essa ameaça não é necessariamente explicada, já que o ser humano envolvido é apenas uma peça insignificante perante a grandeza do universo, quase sempre passivo, onde suas ações em nada mudam o resultado pré-determinado por forças além da compreensão, por isso, Uzumaki, a obra máxima de Ito, é tão semelhante ao clássico de Lovecraft Nas Montanhas da Loucura.
Gato de Ulthar:
E, até o presente momento, Lovecraft foi muito pouco adaptado e o que foi adaptado nunca foi muito bom. Espero que esses contos de Junji Ito tenham um destino melhor!

E por sinal, tenho algumas pistas de quais contos vão ser abordados, acabei de ver o trailer legendado e ele dá uma luz ao assunto. Aparentemente serão adaptados Tomie, Modelo Fashion, Mulher-Lesma, A Maldição Egoísta de Soichi (o moleque dos pregos na boca), Contos de Oshikiri e o Belo Jovem da Encruzilhada.

Já li alguns destes muitos anos atrás e pelo que lembro são bem legais. E mais uma coisa que Ito é parecido com Lovecraft, ambos dão prioridade a pequenos contos e histórias curtas.

Fábio "Mexicano":
Pelo que eu li, disseram explicitamente que aparecer em trailer não é garantia de ir para o anime. Tudo pra deixar a gente na curiosidade até o lançamento de cada episódio ☺️
Gato de Ulthar:
Sério? Se for é melhor ainda, eu gosto da sensação de suspense!
Fábio "Mexicano":
Combina com Junji Ito, certamente 😃
Diego:
Vou dizer que a perspectiva de não ter nenhuma explicação para acontecimentos altamente bizarros não é realmente uma que me agrade. Claro, esse é um recurso bastante usado no horror e no terror, a velha ideia de que o desconhecido assusta muito mais justamente por ser desconhecido, e que qualquer explicação automaticamente diminui o potencial amedrontador do que acontece. Mas isso é a teoria, enquanto que na prática a falta de explicações costuma me ser bastante frustrante, então vou para esse anime sem nenhuma expectativa.
Vinícius Marino:
Não sei se você já leu Lovecraft, Diego, mas a ideia é que as coisas TEM um sentido. Ele só é impossível de entender. Muitos dos contos dele terminam com o protagonista tendo uma “epifania” do que realmente está acontecendo e pirando em consequência.
Gato de Ulthar:
Justamente isso. Vou até citar o próprio Lovecraft: “A emoção mais antiga e mais forte da humanidade é o medo, e o mais antigo e mais forte de todos os medos é o medo do desconhecido”. Mas é bom termos alguém descrente como o Diego, as conversas ficarão mais animadas.
Fábio "Mexicano":
O gênero mais “próximo” do horror é o suspense, acho que para alguém que entende mal o horror o suspense é uma boa comparação. No suspense há uma explicação – a história é sobre buscá-la, afinal. O horror é chegar no final e descobrir que a busca foi inútil, que não há nada que você possa fazer mesmo sabendo a verdade.
Gato de Ulthar:
E em muitos contos do Lovecraft nem chegam a ser descritas nenhum criatura ou ser abismal, apenas o protagonista vê algo que não devia ser visto e fica doido ou super amedrontado, como bem o Vinicius ponderou.

Boa comparação Fábio.

Diego:
Bem, não posso dizer que minhas expectativas aumentaram, mas entendo o que querem dizer rs. Em todo caso, vamos ver, talvez o anime me surpreenda e eu acabe gostando, apesar do meu ceticismo.
Fábio "Mexicano":
Bom, deve ser um conto por episódio, não vai dar tempo de te entediar pelo menos
Diego:
Será? Deve ser um anime regular de 12 episódios, não? Imagino algo mais puxado para o que foi Mononoke (alguém assistiu?), com “arcos” de 2 ou 3 episódios, cada qual com uma história auto-contida.
Fábio "Mexicano":
Tem muita coisa do Junji, e muitos contos são bem curtos.

Talvez possa ter um ou outro arco, mas não descarto sequer a possibilidade de episódios com mais de um conto, como esquetes

Gato de Ulthar:
Penso como Fábio. Por exemplo, Tomie pode ser arrastado por uns 2 ou 3 episódios facilmente. Se adaptarem Gyo também. O restante dos contos são menores, podendo ter 1 por episódio ou até mais por episódio. O do moleque dos pregos pode durar uns 2 também.
Fábio "Mexicano":
Acho que você pode gostar, Diego. Você não gosta pelo menos de suspense? ☺️
Diego:
Oh bem, esperemos então para ver.

E falando em suspense: Kokkoku! É o anime de cuja discussão o É Só Um Desenho será o host. Eu o selecionei por parecer ser o mais diferente dentre os animes da temporada – que pelo visto foi dominada pelas meninas fofinhas e os animes mais atmosféricos (não que eu esteja reclamando). Que esperam desse título?

Gato de Ulthar:
Esse é um mistério para mim. Enquanto eu já conheço Sakura e tive contato com mangás do Junji Ito, eu nunca havia ouvido falar do mangá de Kokkoku.
Fábio "Mexicano":
Espero superar minha quinta série interior e não pensar besteira pronunciando seu título.
Diego:
Eu juro que não consigo pensar besteira lendo (ou pronunciando) esse título .-. Aliás, como uma curiosidade sobre ele, em japonês o título é escrito 刻刻, que se traduz literalmente por “momento a momento” (que é, aliás, o seu subtítulo oficial em inglês). The more you know \o/
Fábio "Mexicano":
Como você pronuncia? Aqui é “Cococú” ou “Cocôco”.
Diego:
Eu pronunciaria “cô côcú”. Dá pra ver algo nível 5ª série aí, mas francamente, pra mim o salto mental da palavra para isso é muito maior do que apenas vê-la como mais uma palavra japonesa qualquer rs
Fábio "Mexicano":
Ahhh sim, pra você é proparoxítona, faz sentido. Mas enfim, deixe eu deixar de bestagem, quer contar aí do que é esse anime?
Diego:
Adoraria… se eu fizesse a mínima ideia do que ele é 😛 Aparentemente, e lendo a sinopse do My Anime List, o anime começa quando um rapaz é sequestrado. A família tem então 30 minutos para se encontrar com os sequestradores, e eis que o avô da protagonista tem um objeto mágico (eu presumo) capaz de parar o tempo. Mas oh, aparentemente os vilões também podem se mover num mundo com o tempo parado, então… é, francamente falando, a sinopse parece mais o resumo do primeiro episódio do que realmente uma sinopse da história.
Diego:
Mas ei, o trailer foi legal. O visual parece interessante, em termos dos truques de câmera usados, que sugerem uma direção mais dinâmica, e eu curti o pouco da trilha sonora que foi mostrado. Parece que vai ser uma boa história de suspense e ação.
Fábio "Mexicano":
Eu tenho problemas com sinopses assim, elas não ajudam a imaginar o que deve ser. Bom, é uma ficção científica que lida com o tempo.
Diego:
Não sei se chamaria de ficção científica não. Me pareceu pender bem mais pra fantasia. O que para o tempo é uma pedra mágica, e o trailer inclusive mostra um monstro meio árvore do tamanho de um prédio.
Fábio "Mexicano":
Toda ciência suficientemente avançada parece magia 😛
Vinícius Marino:
Para mim, esse anime é uma incógnita. Gosto da premissa de manipulação temporal, mas o sangue no trailer indica que pode descambar a uma gorefest. Isto não necessariamente é ruim, mas também não necessariamente é bom.

E mesmo o conceito pode derrapar se for esticado à exaustão. Sobretudo por se tratar de uma fantasia, não de uma ficção científica.

Vocês me conhecem. Sabem que sou da filosofia que as coisas não precisam fazer sentido sempre. Mas se existe um gênero em que a gente espera o sentido é justamente o suspense. Então vamos torcer para o anime ser coeso, ou pelo menos ter outros atrativo além de nos fazer especular sobre possíveis twists.

Gato de Ulthar:
A minha impressão é a mesmo do Vinicius, de um suspense com um pouco (ou muito) de “gore”. Como suspense, se faz imprescindível que a trama faça sentido e fique tudo bem explicado. Mas fico receoso, tramas com viagens temporais ou manipulação de tempo são sempre perigosas.
Fábio "Mexicano":
Eu acho que não vai ter gore, só violência mesmo. E tô com um medo danado porque não sei que linha de suspense essa história vai seguir. É capaz de não fazer nada direito
Diego:
Também não espero gore não. Parece que teremos algum nível de violência, mas dentro dos limites da razão considerando o tipo de história. Dito isso, com o pouco que nos foi dado acho que não realmente vamos ter muito o que especular até sair o anime. Então, prosseguindo… Fábio, gostaria de falar sobre a sua escolha? 😃
Fábio "Mexicano":
Eu tenho uma confissão a fazer:

Sou fanboy do Kyoto Animation. Eu meio que tenho uns estúdios assim que só de ver que eles estão envolvidos em algo, eu assisto, mormente Trigger, Shaft, Mappa (ok, esse começou a me decepcionar), e o maior de todos, KyoAni.

Fábio "Mexicano":
Assisto até os animes ruins do estúdio, só porque sim. Nos últimos anos, só não assisti a segunda temporada de Free, porque nunca vi a primeira. Mas assisti bombas do calibre de Amagi Brilliant Park e Myriad Colors Phantom World, e igualmente assisti Hibike! Euphonium e Kobayashi-san Chi no Maid-dragon.

Desde meados do ano passado o próximo anime do estúdio já está em evidência. E tem gente já dizendo que ele é o “melhor anime do ano” sem sequer ter estreado. Pra essa gente, eu só tenho a dizer: seu modinha de merda. Viu um trailer bonito, uma garota loira misteriosa, um cenário intrigante, e já tá todo assanhado. Eu assisti a porcaria de Amabura com mais entusiasmo do que muita gente vai assistir esse anime agora, só porque era do KyoAni.

Fábio "Mexicano":
Acredito que vá ser muito bom. Mas seja bom, seja ruim, estou aqui, venha Violet Evergarden!
Gato de Ulthar:
O maior hype da temporada, e por isso tenho minhas ressalvas, mas estou minimamente convencido que será algo bem assistível.
Fábio "Mexicano":
Vai ser bom, só confia. E se for ruim vai ser bom também.
Gato de Ulthar:
Está bonito pelo menos, visualmente já me agradou.
Fábio "Mexicano":
Falando no diabo, trailer com legenda em português… de Portugal 😃 Acaba de sair, ou algo assim:

Fábio "Mexicano":
Já me apaixonei, acho que as legendas deveriam ser em português de Portugal.
Diego:
Bom, quem leu a novel no qual o anime é baseado diz que ela é boa, e pelos trailers ao menos podemos contar com a excelente animação tão típica da KyoAni. Minhas expectativas, no então, estão bem moderadas. Enquanto eu espero um espetáculo visual, eu não realmente sei o que pensar do roteiro (a sinopse do MAL certamente não ajuda nesse quesito). Ao menos a novel original está finalizada, então é provável que tenhamos um final conclusivo.
Vinícius Marino:
A última vez que eu vi um anime promissor com uma produção top e um visual surpreendente ele se chamava Children of the Whales. Vocês sabem como essa história terminou.

Então não, não estou entusiasmado por esse lançamento. A despeito de me parecer uma série primorosa da cabeça aos pés.

Fábio "Mexicano":
Bom, mas Kyoto Animation não é … quem era mesmo?

J.C.Staff! Nossa, por algum motivo eu achei que fosse um estúdio mediano qualquer. Bom, mas é um estúdio genérico que anima qualquer coisa.

Para o bem ou para o mal, o KyoAni só adapta as próprias light novels de sua divisão editorial. É tipo um truste de produção de animes, controla o produto desde a origem.

Gato de Ulthar:
Eu tenho mais confiança na Kyoto Animation do que na maioria dos estúdios. Ela (quase) sempre faz algo moderadamente apreciável.
Fábio "Mexicano":
Mas também fizeram Myriad Colors, né. Prefiro não botar a mão no fogo, mas que se reconheça que a novel de Violet Evergarden em si ganhou prêmios, e o anime está em produção já há algum tempo, a estreia foi até adiada – o que não necessariamente é um sinal positivo, mas vamos ver. Gostei bastante do que vi no trailer. Não só está bonito como o tema é bom.
Gato de Ulthar:
O fato de ser adiada a estreia pode ser até algo positivo, pois demonstra que o estúdio não queria entregar algo “nas coxas”.
Fábio "Mexicano":
Pode ter sido essa a razão, sem dúvida. Estamos na torcida por algo assim, hehe
Fábio "Mexicano":
Mas bom, falamos como é bonito, como é KyoAni, etc..

E a história, vocês viram? Que acham?

Vinícius Marino:
Pareceu-me uma mistura de I.A Inteligência Artificial e Valkyria Chronicles. Olha, eu tenho um fraco por dramas sobre “máquinas” aprendendo sentimentos. Gostei até de Plastic Memories (Sim, me julguem). É portanto exatamente meu tipo de história.

A direção de arte também é muito interessante. Parece quase um electropunk, ambientado num início de século XX.

Diego:
Francamente falando eu não tenho a menor ideia do que esperar da história, em parte porque, como eu disse, a sinopse do MAL não é exatamente muito clara em termos de sobre o que ela será. Ficou soando como um slice of life dessa protagonista meio (totalmente?) máquina, em uma nova cidade em um período pós-guerra… ou qualquer coisa do tipo. Acho que vou ter de esperar o primeiro episódio para ter uma opinião sobre o que esperar do roteiro.
Fábio "Mexicano":
Eletropunk, era essa palavra que eu estava procurando 😃 Sim, o cenário é muito interessante, mesmo que a história seja apenas “normal” esse mundo deve fascinar um bocado.

Quanto ao gênero, é meio que o inverso do power fantasy, não é? Não é a pessoa normal que torna-se poderosa e importante e vai lutar para mudar o mundo, mas alguém que voltou dessa luta e não está sabendo lidar com sua vida nova e normal. É um tipo de história que me atrai bastante também.

Gato de Ulthar:
Eletropunk pra mim é um gênero musical também!

De gêneros literários eu já havia visto steampunk, dieselpunk e biopunk. Mas Violet não se encaixaria em um steampunk mesmo?

Fábio "Mexicano":
Eu estava tendendo para dieselpunk, mas não me parecia correto. Eletropunk faz mais sentido.

E justo você foi esquecer do cyberpunk, Gato?

Diego:
Não lembro de ter visto vapor ao nível que justificasse steampunk, então acho que eletropunk soa o nome mais apropriado mesmo.
Gato de Ulthar:
Nem digo pelo vapor, mas pela estética vitoriana que deu para perceber.
Vinícius Marino:
Pode ser só eu, mas para mim esse uniforme evoca mais uma Primeira Guerra (ou mesmo um período entre guerras). O que casa com a aparente proposta “anti-power fantasy” da obra. Este foi um período da história extremamente pessimista, que mostrou como podemos ser impotentes para resolver as coisas.
Gato de Ulthar:
Bom, então categoricamente seria um dieselpunk, que se passa mais ou menos no período Entre-Guerras.
Diego:
Vamos e venhamos, essas classificações não realmente fazem muita diferença em relação à obra em si. Seja lá o que Violet for, acho que podemos todos concordar que, esteticamente, e julgando pelos trailers, o negócio está lindo 😃 kkkkk
Fábio "Mexicano":
Será violetpunk, pronto.
Gato de Ulthar:
Justo.
Diego:
Bom, acho que já podemos ir encerrando por aqui 😃 Digam então, querem deixar suas considerações finais sobre o que esperam dessa nova temporada – tanto de animes, como do nosso Café? /o/
Gato de Ulthar:
+ animes como Girls’ Last Tour e – animes como Kujira.
Fábio "Mexicano":
Eu não gosto de estabelecer um nível pessoal tão alto assim, assisto de tudo, e não sou muito exigente com temporadas. Isso dito, achei essa mais fraca que a média, mesmo para uma temporada de janeiro, que já costuma ser mais fraca. Por outro lado, conforme os animes vão estreando, tenho visto coisa aqui e ali que podem ter potencial, então talvez eu tenha sido pessimista demais? Pelo menos as nossas escolhas eu acho que serão divertidas, e são bastante ecléticas.
Diego:
É a nossa maior força, né? Somos bem ecléticos em termos de anime, então garantimos um bom espectro de opções 😃 Sobre a temporada, por agora eu estou bem em cima do muro para com ela. Teve alguns títulos cujo primeiro episódio já me agradaram bastante, mas ao mesmo tempo não vi ainda nada que considere excepcional. Mas, por outro lado, ainda falta estrear alguns animes que eu estou bem interessado, então vai ser esperar para ver.
Gato de Ulthar:
Não costumo acompanhar muitos lançamentos das temporadas, mas o Café com Anime propicia pelo menos uma análise aprofundada de vários lançamentos que talvez eu não fosse ver se não fosse o projeto. Assim, de qualquer forma, creio que estamos no lucro!
Vinícius Marino:
Espero altas aventuras, grandes emoções e épicos facepalms!
Diego:
Justo xD. Bom, é isso ai. Temporada começou e logo mais começam também nossos debates. Vejo a todos no É Só Um Desenho para as conversas sobre Kokkoku 👋
Fábio "Mexicano":
No Anime21 é Kyoto Animation: Violet Evergarden ☺️
Vinícius Marino:
No Finisgeekis, Cardcaptor Sakura: Clear Card Hen
Gato de Ulthar:
E no Dissidência Pop continuamos com Mahoutsukai no Yome e começamos Junji Ito: Collection!

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