A cultura pop nos ajudou a moldar o ideal de um herói. Ele ficou conhecido como aquele ser poderoso que protege os fracos e oprimidos do mal, e foi justamente este o foco deste episódio de My Hero Academia. Seguindo os passos de All Might, nosso protagonista está cada vez mais próximo de se tornar um herói de verdade, não apenas pela habilidade, mas também por suas ações.

No último episódio, chegamos a ter elementos sobre o passado de Kota, o menino que odeia individualidades, mas nasceu com uma. No ataque dos vilões ao acampamento, foi uma bela sacada colocar o garoto de frente com o assassino dos pais, mas é claro que não veríamos uma luta entre eles, sendo esperada a chegada de Izuku, como a abertura do anime previu.

A profecia foi cumprida

As lutas emocionantes de My Hero Academia estão de volta. Apesar de termos bons episódios nesse início de temporada, eu ainda sentia falta de uns Smashs. Dessa vez, além de um One For All: 100% que, segundo Izuku, tem o mesmo poder do All Might, o que chamou atenção mesmo foi o One For All: 1.000.000% Delaware Detroit Smash. Pra quem está acostumado com shonens, sabe que quanto maior for o nome da habilidade, melhor ela é. Essa, especificamente, me fez lembrar bastante de Dragon Ball, como o Kaio-Ken Kamehameha x20 e coisas do tipo.

Cá entre nós, mesmo que seja legal ver Izuku superar cada vez mais seus limites, usar um poder dez mil vezes mais forte que o anterior logo em seguida é um pouco de apelação. Além disso, se o One for All: 100% corresponde ao poder do All Might, podemos dizer que o nosso protagonista já conseguiu superar seu mestre?

Em vários momentos dessa luta entre Izuku e Muscular, eu senti que alguém apareceria para ajudar o herói, como normalmente acontece em batalhas onde o inimigo é mais poderoso, mas aqui foi diferente. O mais importante para Izuku era proteger Kota e, derrotando o vilão daquele jeito, conseguiu também mudar um pouco o que ele pensava sobre heróis. O final foi bem bonito, onde o garoto chama Izuku de “meu herói”, pois ali ele entendeu os valores sobre justiça que o anime tanto insiste em destacar. A semente foi plantada, agora é ver como isso vai se desenvolver.

Além deste confronto, vale lembrar que diversos outros vilões estão atacando o acampamento ao mesmo tempo. Apesar de não receberem destaque – ainda – tivemos uma ideia melhor sobre eles. Por exemplo, temos Spinner, que aparentemente segue os ideais de Stein, pois está praticamente fazendo cosplay do icônico vilão da temporada anterior. Sua arma chama bastante atenção, já que parece ser uma espada formada por diversas outras espadas. Conceitualmente parece interessante, mas só saberemos sua utilidade quando ele entrar em um combate de fato.

Nós também descobrimos que a habilidade que atrai pessoas funciona de forma semelhante a um imã e, à primeira vista, não parece ser necessariamente uma individualidade, mas sim um objeto com essa capacidade. O que me deixa curioso é o motivo dele estar coberto.

Desta vez, parece que o motivo dos vilões estarem atacando é Bakugo, como Muscular disse para Izuku. Durante todo o anime, sempre imaginei que ele seria o personagem com potencial para ir para o lado negro da força, principalmente pela sua personalidade, mas algumas de suas ações no decorrer da trama me fizeram mudar de ideia em relação a isso. Portanto, no momento não vejo um motivo específico para irem atrás de Bakugo.

Esse episódio deixou claro que o anime está novamente indo para o lado mais sombrio e dramático da história, sem economizar em cenas violentas ou na quantidade de sangue exposto. Para se ter uma ideia, neste episódio teve até uma mão decepada. Inclusive, o alívio cômico Mineta, que estava aparecendo bastante até agora, resolveu desaparecer.

De quem é essa mão?

Outro destaque está na qualidade visual, que fica ainda mais evidente nas lutas. Os golpes têm o impacto devido, a animação está fluida e também posso destacar a beleza nas individualidades, como o fogo azul de Dabi. Tecnicamente, não há do que reclamar.

O episódio ainda fez uma observação interessante em relação a diferença entre os alunos da Turma A e B. Basicamente, o motivo da Turma A ser melhor que a Turma B é porque ela passou por mais dificuldades. Ainda na primeira temporada, os alunos foram atacados por vilões, e isso vem se tornando recorrente. Portanto, ou eles morrem lutando, ou ficam mais fortes na marra para sobreviverem.

Esta é uma ótima justificativa para mostrar a diferença de nível entre os alunos, mas parece que a Turma B passará por uma prova de fogo agora, e espero que eles tenham seus momentos para brilhar neste arco. Não acredito que o roteirista tenha colocado eles na floresta sem um bom motivo.

Queria muito que fosse uma referência, mas acho difícil

Plus Ultra!

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