O último episódio de My Hero Academia acabou de forma bem tensa, e este começou exatamente com a mesma tensão. Tivemos Tokoyami tentando controlar seus poderes, Uraraka tentando controlar seus sentimentos e uma equipe improvável tentando proteger Bakugo. Será que algum deles conseguiram seu objetivo? Vamos comentar sobre isso no artigo de hoje.

My Hero Academia fora de contexto

Mesmo que o começo do episódio tenha como foco Tokoyami e o descontrole de Dark Shadow, vale destacar o papel de Shogi. O personagem nunca havia recebido algum tipo de destaque no anime, até porque ele tem uma individualidade meio esquisita. Cá entre nós, ele não é o ideal de super-herói que imaginamos, né?

Descobrimos uma característica peculiar de sua individualidade, que não apenas se regenera, como duplica seus órgãos em seus braços. Isso me lembra a regeneração das caudas de lagartixas, que também partem do mesmo princípio, apesar de não se duplicarem. De todos os vinte alunos da Turma A, Shogi era o mais improvável que eu imaginaria nessa situação, o que é bem interessante, pois damos espaço para um personagem apagado tentando torná-lo mais interessante, ao invés de colocar Iida para ajudar Bakugo. Aliás, onde está o Iida?

Outro aluno que mostrou que tem muito a oferecer e merece mais destaque é Tokoyami, que poderia vencer qualquer um tranquilamente usando o Dark Shadow. Essa individualidade sombria e descontrolada me lembrou Venom: o nêmesis do Homem-Aranha. Os dois contam com essa característica de tentar tomar o controle do seu hospedeiro. Além disso, a forma como Dark Shadow ataca os inimigos e se molda no corpo de Tokoyami também lembra o vilão da Marvel. Provavelmente foi algum tipo de inspiração, pois as semelhanças não param por aí: o som também irrita ambos.

Desde o início da primeira temporada, Izuku vem tomando decisões importantes e decisivas para sua vida e de seus amigos. Desta vez, as opções eram ajudar Bakugo ou Tokoyami. A solução para isso foi bem pensada, sem deixar nenhum dos dois para trás. E com isso surgiu uma das equipes mais improváveis do anime até então: Shogi, Tokoyami, Izuku, Bakugo e Todoroki – e um peso morto.

Enquanto isso, finalmente fomos devidamente apresentados à Toga, a vilã bizarra – porém fofa – que tira o sangue dos seus inimigos. Eu não sei vocês, mas eu tenho uma certa fobia à agulhas, então ela é uma vilã que eu realmente teria medo na vida real. Além disso, podemos perceber que ela é uma “Steinzete”, assim como Spinner, mas no caso da Toga, parece que ela também é apaixonada por ele. Enquanto Stein usava o sangue dos seus adversários para paralisá-los, o que será que a Toga faz com o sangue dos seus oponentes?

Se o ponto fraco de Dark Shadow é a luz, o de Uraraka é o Izuku. Esta já é a segunda vez no anime que alguém fala sobre ele indiretamente e ela fica sem reação. Está praticamente escrito na testa dela que gosta do Izuku, mas a gente vai ter que esperar um tempo até que ela crie coragem pra demonstrar isso explicitamente, até porque ela não consegue expor seus sentimentos. Se eu fosse ela, faria isso logo, já que a partir deste episódio ela ganhou uma adversária na batalha do amor. Toga, a vilã maluca – mas estranhamente fofa – se apaixonou por Izuku à primeira vista, mesmo ele estando surrado e cheirando a sangue. Bom, para alguém que se apaixona pelo Stein, não é nenhuma surpresa.

Agora tá explicado

Para completar, achei bem legal a forma como a Uraraka desviou do golpe da Toga com uma arma branca. É interessante, pois ela não usou uma individualidade ou qualquer tipo de poder especial, mas sim um treinamento de defesa pessoal que qualquer um pode aprender, inclusive você. Vale lembrar que isso foi ensinado para ela durante o período do estágio, mostrando mais uma vez que aquele momento foi muito importante no anime para todos os personagens, não só para o protagonista.

Isso nos leva ao Bakugo e o motivo para os vilões estarem atrás dele. Mesmo que ainda não esteja explícito, ainda acho que deve ter relação com sua personalidade explosiva se encaixar melhor com um vilão e não com um herói. Isso me lembra seu período no estágio, onde ele aprendeu a ser um herói “comportado”. Eu não gostaria que o anime fosse para esse lado, senão teríamos algo parecido com a trama de Naruto, onde o protagonista tenta levar seu amigo para o lado do bem, mas ele tem a essência de um vilão. Espero que isso não aconteça em My Hero Academia.

Além de Toga, também fomos apresentados a outro vilão, o Mr. Compress, que tem a habilidade de transformar as pessoas em bolinhas? Se for mesmo isso, é uma individualidade bem útil quando o objetivo é capturar um inimigo.

Outro vilão da Vanguarda que achei interessante – não pelo poder, mas sim pela personalidade – é Twice. Aparentemente ele tem dupla personalidade, além de ser extravagante, o que me lembrou outro personagem da Marvel: Deadpool. Só faltou quebrar a quarta parede.

Por fim, outro vilão que me chamou atenção foi Dabi, que revelou ser o único que pode se comunicar com um Nomu. Isso mostra o quanto ele é importante nesta equipe de Vanguarda e como Shigaraki deve confiar nele. Ou seja, Dabi é um daqueles vilões que provavelmente vão dar muito trabalho no futuro, ou melhor, que já está dando trabalho desde agora.

Quem realmente senti falta neste episódio é Iida, que poderia fazer a diferença em diversos momentos, como já citei nesse artigo e até os heróis citaram no episódio. Minha aposta é que ele aparecerá no último instante para impedir os vilões de fugirem, já que eles podem se teletransportar a qualquer momento. Porém, se levarmos em conta a presença do rastreador implantado por Yaoyorozu, alguém deve ser capturado no fim.

Guardem esta cena. Ela será útil no futuro

Plus Ultra!

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