Tempo, tempo, mano velho, falta um tanto ainda eu sei. Nosso mestre tem que terminar o 7º volume de sua obra, ou será o fim do mundo.

Sorte para quem tem sorte, destino para quem tem destino, e uma linda coroa para nossa jovem princesa. Hime tem problemas ao se controlar e acaba comendo todo o chocolate, sua grande consciência se propaga em direção a seu pai, que reconhece humildemente possuir o mesmo problema.

Kakushi precisa adiantar o seu trabalho, mas não tem motivação ou energia, todos temos dias assim, entretanto, ao se dar conta de que é um exemplo para sua filha, que também sofre, de um modo particular, com semelhante ansiedade, ele percebe o seu equívoco. Sua redenção é sua obrigação, ser um norte de persistência e consistência lhe é algo inevitável. Para consolidar o futuro emocional e psicológico de sua Hime, ele deve perseverar.

 

 

Sua firmeza reflexiva é condicionada pelos ares divinos que abençoam a pequena e adorável Hime. A vitória é apenas um dos elementos que prosperam em sua existência. Mesmo que seja uma modesta viagem de férias, tanto Hime quanto Kakushi, tem que aproveitar essa brecha familiar para fortalecer os laços e as memórias.

A energia necessária para superar as responsabilidades a tempo, acabam esgotando nosso grande mestre, mas de joelhos ou não, ele se reergue e recupera a sua saúde. Temos que destacar que o amparo de sua equipe e de suas amáveis seguidoras, foi um fator indispensável para a sua recuperação. Os mantras fortificaram o seu espírito inflando poder em sua vitalidade.

Rumo ao prometido réquiem, a família, composta por pai, filha e o pequeno cachorro, adentram o descanso merecido. Mas não existe lamento algum, muito pelo contrário, é a vida em sua plenitude e intensidade máxima. Hospedados, abraçam o mistério do submundo, entre almas e entidades poderosas, visitam àqueles que uma vez resplandeceram sob a luz do sol. Os escritores lendários nunca esquecidos em sua prodigiosa obra herdada pelos vivos.

 

 

Suas assistentes, sempre gentis e proativas, o acompanham para proteger e zelar por nossa Hime nos momentos íntimos de higiene, mesmo que, a independência e maturidade da pequena surpreenda a todos. Elas podem aproveitar os bons ares do descanso junto ao seu grande líder.

Os segredos locais, que pressionam o peito de todos os nossos companheiros de resort, são expelidos, e descobrimos o significado pungente, mais explícito impossível, que nos acompanha desde o princípio desta obra. Kakushigoto se revela, o nome implica uma coisa, e apenas uma, o esconder. O mestre camufla sua profissão, mas é por um bem maior, certas coisas devem ser reveladas no momento adequado. Por exemplo, o fato de que o fantasma residente no quarto ao lado, nada mais é do que a fé em sua permanência dentre o plano terreno.

 

 

Kakushi e Hime sabem bem que todos os fantasmas estão presentes, mesmo que invisíveis, e assim também se apresenta o “Kakushigoto” do mestre, seu fantasma particular que o assombra e o nutre em vida, o predestinado ciclo de criatividade que um dia irá o abandonar.

Nesse episódio nos é apresentado que o futuro a tudo apaga, mesmo que a tudo realize. O que será de nosso protagonista, o que será de nossa Hime? Logo tudo será revelado.

 

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