King’s Raid: Ishi wo Tsugumono-tachi é um anime do estúdio OLM em parceria com o Sunrise Beyond (ex-Xebec) que adapta um jogo. Na história conhecemos Kasel, um aprendiz de cavaleiro que deseja ficar mais forte e tem um trauma do passado. Sua vida começa a mudar quando demônios aparecem na floresta e os amigos, que são cavaleiros, vão investigar em meio a uma conspiração por vingança e para tomar o trono.

O herói é bem clichê, tem até um passado traumático que vai ser explorado ao longo de sua jornada, afinal, ele vai enfrentar aqueles que tomaram sua família. É um garoto orfão que cresceu querendo ser cavaleiro, tem potencial, mas ainda está em formação e já vai ter que lidar com a morte do amigo e arriscar a vida, então, mesmo tendo o achado sem graça, eu dou um desconto, é um personagem ainda em construção.

Aliás, na maioria dos casos é assim, né, personagens “prontos” geralmente não permitem nem a paciência do público, você gosta ou não gosta. Quanto a trama, tem pontos interessantes como a vingança dos elfos negros e como se pode fazer um paralelo entre ela e uma provável vingança do protagonista. Ficou claro como os elfos negros sofrem preconceito e há razão em desejarem mudanças, ainda que dar um golpe…

Não acho que dar um golpe de estado seja a melhor saída, afinal, a aversão aos elfos negros não vai ser mudada com isso, pelo contrário, tende a piorar. Mas sim, é fácil falar observando de fora, é como escrever que o herói deve perdoar os demônios que mataram sua mãe, e ele não vai fazer isso, não prontamente. Além disso, compensar sofrimento é sempre assim, envolve querer infligir sofrimento a quem o fez antes.

A contratação do grupo de mercenários foi a jogada certa para enfraquecer e assustar as tropas do reino, dando brecha para a infiltração e futuro ataque dos elfos negros, o problema é que o nobre que a apoia pode muito bem só estar usando a “mão de obra”, o que você acha? Além disso, os demônios surgiram do nada por causa dos elfos negros ou não? Essa é uma ameaça paralela ao reino ou é a mesma coisa?

Não desgostei das heróinas (e vilãs) que apareceram ao longo da estreia, mas também não tenho nada a falar delas, eu prefiro destacar que mandaram uma unidade muito pequena para fazer reconhecimento e isso não faz muito sentido, né? Tanto que o grupo foi dizimado e isso escancarou a diferença de habildade a partir do líder. Se até ele morrer; como o prota, que é um mulambo em comparação, sobreviverá a algo?

O que deve salvá-lo é a party que vai formar e essa busca por uma espada poderosa, capaz de resolver todos os problemas desse mundo, citada na sinopse. Não que ela vá fazer isso mesmo, mas não duvido. O importante é que King’s Raid teve a estreia mediana que o público costuma esperar dessas adaptações de jogos que aparecem toda temporada e costumam não deixar saudades. Há exceções claro, será essa?

King’s Raid tem uma ou outra boa ideia e acho que é só. Tecnicamente não há nada demais a comentar, é um anime bem mediano. O roteiro é dos mais clichês para esse tipo de proposta e sequer me lembro da trilha sonora. Contudo, tem potencial de melhora e a prévia do próximo episódio me interessou um pouco, afinal, um grupo vai se formar e a aventura começará com um aprendiz, uma sacerdotisa e um cadáver? É.

Até a próxima!

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