Os prós e contras de focar em secundários existem, como em tudo na vida. No caso desse episódio, acho que isso me pegou mais porque eu não estava esperando por um episódio focado nos secundários, ainda mais quando esse episódio não se fecha em si, como foi o do Julian.

Em todo caso, o episódio em si não foi ruim, e mesmo que não tenha agregado ao status atual da trama, temos que entender que uma boa história não é só seu presente, ela também deve assentar o terreno para acontecimentos futuros. O chamado “desenvolvimento de personagem”.

Dessa vez tivemos uma dupla dinâmica, Mittermeyer e Reunenthal, cujo principal contraste é a forma como se relacionam com mulheres. Um (aparentemente) só namorou uma mulher na vida, sua esposa, e o outro não confia em mulheres porque acha que todas são como a mãe.

Não foi o clichê do coração partido, mas a história do Reunenthal não deixou de ser “pitoresca” ao seu modo. A do Mittermeyer já foi mais clichê e bobinha. Em algum momento pensei que a esposa dele, a Evangelin, tivesse um caso com o Reunenthal, mas acho que fui longe demais…

Enfim, se um é imaturo por não ter tido muitas experiências diferentes na vida, o outro é imaturo por estigmatizar as mulheres por uma experiência pessoal sofrida na infância. E nisso correu grande parte do episódio, com muita narração, troca de afagos e “rivalidade”.

Uma coisa que ficou bem clara foi a amizade dos dois e seus valores. O Mittermeyer tem suas virtudes e isso o complicou ao lidar com nobres podres, como nobres sempre são, já o Reunenthal poderia ser babaca (ele é nobre de nascença), mas é um bom amigo e militar.

O breve aprofundamento desses personagens veio para equilibrar as coisas entre Aliança e Império, evidenciando como eles devem desempenhar um papel ainda mais importante de agora em diante na trama. Coisa que deve acontecer com o Julian também.

Como último adendo, achei bacana ver o Reinhard não prevendo a bomba. O cara é humano, poxa. Além disso, a forma como ele deve interceder para salvar o Mittermeyer deve justificar a lealdade feroz dele e do Reunenthal e levantar ainda mais a bola de quem a gente sabe que merece.

Até a próxima!

P.S.: Foi bom ver o Siegfried de novo, ainda que em flashback. Inclusive, sua ausência da trama só reforça a necessidade de dar mais espaço aos outros homens de confiança, ainda mais quando sentiram na pele um pouco do que motiva o Reinhard a querer mudar o Império por dentro.

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