Primeira semana da temporada que Shingeki no Bahamut não lidera, mas bem, essa semana não teve episódio novo de Bahamut, que tristeza. Em compensação tirei o pó de Akame ga Kill!, que eu estava deixando acumular episódios desde a virada da temporada. Mas que compensação o quê, todos esses episódios de Akame ga Kill! não valem um episódio de Bahamut. Diabos, todos esses episódios de Akame ga Kill! não valem um de Garo. Os episódios excepcionais de Akame ga Kill! devem se equiparar aos de Chaika, no máximo.  YowaPeda atinge seu ponto mais baixo de tédio, mas conheço o anime e tenho fé que ele vai conseguir piorar. Alguns que tiveram uma queda de nível na semana passada melhoraram nessa, outros tantos pioraram, essa foi uma semana com mais extremos, acima e abaixo. E uma surpresa no topo! Kiseijuu vai ter que continuar tentando.

18 – Yowamushi Pedal Grande Road, episódio 7

Chato demais, previsível demais, bocejei demais.

17 – Cross Ange, episódio 7

Se o roteirista tivesse se dado ao trabalho de revisar o roteiro acho que teria evitado o festival de inconsistências que foi esse episódio. A outra alternativa é que seja proposital mesmo, simplesmente porque não se importam. Tem peitos, para quê lógica? Leia meu artigo sobre esse episódio.

16 – Karen Senki, episódio 8

Mais um pedaço do passado do anime. É até legal, mas para um cenário futurista tecnológico ele está mágico demais.

15 – Selector Spread WIXOSS, episódio 8

Para um Angelic Layer sombrio das trevas negras do abismo sem fim da alma humana corrupta, ele tem combates de menos. E tira explicações do rabo demais. Nesse episódio contam a história por trás das batalhas entre selectors, e se tinha alguém literalmente no bolso da protagonista que sabia disso o tempo todo acho idiota que só agora isso esteja sendo revelado, principalmente porque foi à custa de interromper o combate do episódio. Como esperado, a protagonista finalmente tem sua primeira derrota.

14 – Akame ga Kill!, episódios 14 à 20

É tipo um Tarantino acidental e bem piorado. Eu entendo que o autor queira criticar as fórmulas clássicas do battle shounen, mas fazer isso extrapolando essas fórmulas não funciona quando a história é contada de forma seriada. Toda a ideia da redução ao absurdo é mostrar como algo levado ao limite não faz sentido, e portanto conclui-se estar incorreto no final, só que no formato seriado o final, bem como o início, é pouco importante. Essa conclusão não veio até agora e talvez não venha nunca, afinal o mangá prossegue e o anime terá um final original, então só o que temos é violência gráfica exagerada e gratuita e uma coleção de personagens extremamente estereotipados. Tem alguns pontos altos, ou menos piores, quando um combate é realmente bom (ao contrário da maioria) ou quando um momento emotivo consegue superar as limitações dos clichês aos quais o anime se auto-impõe. No geral, contudo, é menos do que medíocre. Se ele fosse como Tarantino e não se levasse a sério poderia ser melhor.

13 – Inou Battle wa Nichikou-kei no Naka de, episódio 7

O que aconteceu nesse episódio? Ah sim, foi o episódio da Hatoko, cada uma das meninas está tendo o seu. Mas jura que justo o episódio da única garota com a qual eu me importo (sou estranho, pode falar) e a única que tinha um conflito real não teve um final feliz? Te odeio, Inou Battle.

12 – Shigatsu wa Kimi no Uso, episódio 7

Não aconteceu nada nesse episódio. O Kousei ficou o episódio inteiro nervoso porque estava para começar a competição, e terminou o episódio nervoso porque a competição começou. Pelo menos é sempre bonito de assistir e tem umas montagens interessantes que não me deixam ficar entediado durante o episódio. Mesmo assim achei que fosse ficar mais abaixo na classificação. Tudo o que conseguiu ficar atrás dele é horrível. Leia meu artigo sobre o episódio da semana de KimiUso.

11 – Ookami Shoujo to Kuro Ouji, episódio 7

Erika finalmente cansou de ser machucada e humilhada por Kyoya e larga o rapaz problemático. O problema é que ela, que nunca havia precisado de romance em sua vida até esse ano, não consegue ficar sem um homem do seu lado agora, e por isso tenta desesperadamente se apaixonar pelo bonzinho Kusakabe, mas não conseguiu e decide, pasme, voltar a tentar fazer o Kyoya se apaixonar por ela. Ela nem precisou se esforçar muito porque o curto caso entre Erika e Kusakabe fez Kyoya ficar com ciúme e assumir que também gosta dela, mas já deu sinal de que não vai parar de maltratar a pobre garota, que agora não deve desistir dele tão fácil de novo porque, afinal, ele gosta dela. Corolário: se o garoto que você ama te ama também, tudo bem ele te maltratar e te humilhar, pelo menos ele te ama! Com os outros “probleminhas” você lida depois. Lixo.

10 – Terraformars, episódio 9

Episódio melhor que os demais em termos de ação, embora ainda falte muito para eu chamar isso de bom. De todo modo, foi um episódio com forte carga emocional centrada de novo no Adolf, e desde o episódio anterior conseguiram fazer eu me importar com ele. A Eva teve uma participação ativa também, o que é bom.

9 – Gugure! Kokkuri-san, episódio 8

Episódio realmente engraçado e que presta homenagem à Ranma ½, da Rumiko Takahashi, uma das minhas autoras prediletas, o que é sempre bem-vindo. Mas apela a preconceitos de gênero realmente constrangedores que, é uma pena, derrubaram sua classificação.

8 – Hitsugi no Chaika – Avenging Battle, episódio 7

É luta! É combate! É um torneio todos contra todos! No meio disso Chaika e Tohru arranjam tempo e um lugar sossegado para conversarem com Vivi e Nikolai. E o herói (o herói de mentira que tem título de herói, não o protagonista do anime) não está com apenas duas Chaikas: está com três! Me faz pensar se ele vem colecionando Chaikas através de torneios ou sei lá. E as Chaikas do herói tramam para capturar as Chaikas branca, vermelha e a Vivi. Um episódio divertido mas morno, tanto melhor que tenham dado um jeito de pular todo o resto do torneio.

7 – Akatsuki no Yona, episódio 7

O sacerdote conta toda o mito da criação do reino de Kouka, que a Yona já sabia de todo modo então ele não precisava ter contado, mas ele contou mesmo assim porque os espectadores não sabiam, e o importante desse mito é que a Yona precisa agora encontrar os descendentes dos guerreiros com sangue de dragão, senão ela vai morrer. Isso mesmo, segundo a profecia que o sacerdote recebe de deus a Yona precisa lutar, senão vai morrer, assim como o Rei Dragão do mito quase foi morto pelos homens. Outra coisa que Yona possui em comum com esse Rei Dragão é o cabelo vermelho, que quase todo episódio é citado então dá para assumir que seja algo muito incomum. Aposto que Yona é a descendente do Rei Dragão. Previsível, mas decente.

6 – Psycho-Pass 2, episódio 7

Kamui não age sozinho, o Togami descobriu que a Shimotsuki fuçou o quarto dele e aposto que ela está lascada agora por causa disso, e mais outras revelações marcam esse episódio, sendo que nele próprio não aconteceu muita coisa. Um episódio expositivo bem executado, apesar da falta de sutileza nas “dicas” do enredo. Escrevi um artigo sobre esse episódio.

5 – Fate/Stay Night Unlimited Blade Works, episódio 7

Combates fantasticamente animados, há detalhe, há capricho, há carinho mesmo dos animadores nessas cenas, o que leva a um resultado deslumbrante. Pena que o fiapo de dilema moral apresentado no episódio é uma óbvia falácia. Leia meu artigo sobre esse episódio.

4 – Garo: Honoo no Kokuin, episódio 8

Os combates de Garo podem não ser tão bons quanto os de Fate, mas o enredo é bem mais sólido. Esse episódio em particular se dá ao trabalho de tratar de fatos que aconteceram ao mesmo tempo que o episódio anterior, mas com outro personagem, German, o pai de Leon. O resultado final pode parecer uma história um pouco lenta, mas pelo menos é uma história que dá gosto de acompanhar.

3 – Amagi Brilliant Park, episódio 8

Sem comentários, é apenas hilário assistir Sento, Macaron, Tiramie e Moffle se passando por Kanie para que ele não estoure por faltas na escola.

2 – Kiseijuu, episódio 7

O arco da mãe terminou, na história do anime e na vida do Shinichi. Aliviado pelo fim de uma fase especialmente difícil e tensa de sua vida, ele desmaia e quando acorda é outra pessoa completamente diferente. É bastante denso para eu resumir nessas poucas linhas, então por favor leia o artigo que escrevi sobre esse episódio.

1 – Sanzoku no Musume Ronja, episódio 7

E o título de episódio de anime da semana vai para o episódio 7 de Sanzoku no Musume Ronja, o anime para TV do estúdio Ghibli. O enredo do episódio é relativamente simples, mas a forma como ele constrói em duas etapas a moral da Ronja é fantástica, não apenas pelos valores trabalhados mas pela forma como foram trabalhados, que permite que adultos e crianças assistam igualmente e cada um absorva aquilo que ele precisa absorver, algo tradicional em filmes Ghibli mas que não havia aparecido no anime até agora. Leia como isso foi feito no artigo que escrevi sobre o episódio.

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