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…ou: aquela que cuidará de parte dos shoujos.

 

 

WAT? Como assim, outra apresentação?

Bem pessoal, meu nome é Lidiane, mas assinarei os meus posts aqui no blog como Lidy. Conheço o Fábio há certo tempo nas redes sociais da vida e, ao saber que ele não escreveria sobre dois de meus animes favoritos nesta winter season de 2015, me ofereci para o cargo. Então, pelas próximas semanas, estarei fazendo comentários (nem sempre pontuais) a respeito de Kamisama Hajimemashita 2 e Kuroko no Basket 3. Talvez surja mais alguma função, talvez não, isto será definido com o tempo.

Mas bem, este é um post de apresentação, não é? Sejamos sucintos. Bem, tive contato real com animes/mangás aos 12 anos, por intermédio da minha melhor amiga, que simplesmente jogou no meu colo dezenas de volumes de Inu-yasha e Love Hina de sua coleção pessoal, como quem diz: “Tá aqui, leia e se vicie como eu.”. Na mesma semana, me fez assistir Naruto, levando a uma era de mais de meia década de vício pelo ninja de roupa de gari, que saudades… Mas bem, o plano dela deu certo. Me tornei uma acompanhante assídua de animes, e colecionadora inveterada de mangás, atualmente com um ou outro pezinho no mundo das action figures. Alguém me salve!  -q

Meus animes favoritos, meu top 5 não rankeado, são Natsume Yuujinchou (as quatro temporadas e o OVA), NANA, Chrno Crusade, Wolf’s Rain e uma das obras primas do Shinichiro Watanabe, Cowboy Bebop. Até pensei em fazer um post resumindo e recomendando cada um deles, mas resolvi deixar pra lá e, ao invés disso, fazer um pequeno TOP 5 dos animes que mais me agradaram em 2014. Vejam bem, os que me agradaram. Não esperem Tokyo Ghoul, No Game No Life nem famosos do tipo, já que não foi esse o critério que utilizei aqui (o que não quer dizer que eu tenha desgostado destes). Enfim, vamos nessa.

PS: Pode conter spoilers, mas tentarei me conter.

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1 – Gekkan Shoujo Nozaki-kun.

Gêneros: Comédia; Romance; Escolar; Slice of life. Episódios: 12.

 

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“Chiyo Sakura é apaixonada pelo seu colega de classe Umetarou Nozaki. Um dia, resolve declarar o seu amor, mas recebe como resposta um autógrafo. Confusa, ela acaba descobrindo que Nozaki na verdade é um famoso mangaká de obras shoujo, que assina como Sakiko Yumeno, então ela decide se tornar a sua assistente a fim de se aproximar mais dele.”

Este anime me pegou de surpresa, já que só tomei conhecimento de sua existência na semana em que foi concluído. Acabei recebendo um mar de recomendações, testei sem nenhuma expectativa e acabei assistindo todos os 12 episódios em 2 dias! Ficou aquela sensação de “Porque é que eu ignorei essa obra por tantas semanas?”. Eu costumo caracterizar Nozaki-kun como uma desconstrução do shoujo escolar tradicional, já que ele gosta de brincar com clichês. Se o Nozaki se aproxima, toca ou é gentil com a Sakura, é sempre com alguma segunda intenção. E não daquelas safadas ou sacanas, comuns a príncipes de shoujo típicos, mas em geral é algo relacionado ao seu manuscrito. O Nozaki, completamente o oposto do que se espera pra um cara que desenha shoujos, simplesmente não entende nada de romances e muito menos reações que causa na garota, e acaba por simplesmente deixar pra lá. Tenho um pouco de pena dela, na verdade, a Sakura realmente tenta ser notada mas acaba sendo em vão. Os personagens secundários também têm lá seu charme, como o pseudo-pegador Mikoshiba, a irritante Yuzuki, ou a sedutora tomboy Kashima-kun.

Claro, nem tudo é perfeito. A mangaká que gosta de tanukis deu origem a cenas bem entediantes ao meu ver, assim como a apatia da própria em relação a seu editor incompetente. Era proposital, sim, mas meio chato.

Avaliação final: divertido, garante risadas.

 

2 – Barakamon

Gêneros: Comédia; Slice of life. Episódios: 12.

 

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   “Barakamon conta a história de Handa Seishuu, um jovem e talentoso calígrafo que é enviado a férias forçadas após bater em um juiz idoso de competições de caligrafia. Ele acaba indo parar em uma cidade pequena numa ilha isolada, na qual a população vive de forma tranquila e aparenta estar congelada no tempo. Handa é obrigado a se adaptar ao local, a sua população sempre voluntariosa e, principalmente, às crianças e adolescentes que estão sempre invadindo a sua casa na intenção de se divertir. Ao mesmo tempo, ele se esforça para desenvolver o seu estilo de escrita particular e vencedor.”

Como resumir Barakamon: gostoso de assistir. É uma daquelas obras calmas e leves, perfeitas para se acompanhar deitada quietinha em sua cama, sem grandes pretensões. Deixe a voz da pequena Haru acalmar seu coração, as paisagens da ilha tranquilizarem sua alma, a escrita do Sensei (como Handa passa a ser chamado) encherem seus olhos. Handa, dia após dia, é arrastado a pescarias, caças a besouros, rituais de homenagem aos mortos, aulas de caligrafia particulares até acabar por se render e admitir que sim, ele gosta daquele lugar. Os episódios finais se tornam um pouco angustiantes, com a iminência da escolha óbvia que está por vir, e a necessidade de uma continuação fica no ar. E na espera.

Tecnicamente falando, há algumas falhas na animação, como eventuais erros de proporção, mas dá pra deixar passar. A trilha sonora e a dublagem são obras a parte, e o encerramento, visual e sonoramente lindo.

Avaliação final: gostoso, simples, recomendado a todos os públicos.

 

3 – Zankyou no Terror

Gêneros: Drama; Psicológico; Mistério; Terror. Episódios: 11.

 

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“Numa versão alternativa de Tokyo, um bombardeio súbito deixa a população em alerta. Os culpados? Nine e Twelve, dois garotos que simplesmente não existem perante a sociedade, que não deveriam estar vivos, que não possuem sequer um nome. Ao longo dos episódios, a dupla autointitulada Sphinx brinca de esconde-esconde com a polícia enquanto mostram o seu profissionalismo como terroristas. Seu objetivo? Um mistério. Mas a sua resolução certamente terá o preço de dezenas de mortes.”

Reação inicial: Que anime é esse? Há tempos eu não topava com uma história com qualidade tão boa, tanto em termos de roteiro quando em qualidade de animação. Cada semana demorava a passar, e a ansiedade por um novo episódio era enorme. Fiquei bastante frustrada quando descobri que a história era original, ou seja, nada de mangá para ler quando acabasse…e acabou. Um final meio previsível, porém fechadinho e bonitinho. Nada que desmereça a obra, nem um pouco.

Eu poderia comentar sobre a personalidade dos personagens. Sobre a ação ineficaz da polícia. Sobre a importância da presença da Lisa. Mas pra mim é complicado falar de qualquer uma dessas coisas sem soltar um spoiler, então ficarei na minha e deixarei no ar apenas a dica: assistam.

Avaliação final: empolgante, instigante, original, recomendadíssimo.

 4 – Samurai Flamenco.

Gênero: Ação; Comédia; Drama. Episódios: 22.

 

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“O modelo Mazayoshi Hazama cresceu fascinado com ideias e conceitos a respeito de super heróis defensores da justiça, tanto que um belo dia ele mesmo resolveu se tornar um! Sem poderes, sem tecnologia, sem nem mesmo um carro pra ajudá-lo a chegar mais rápido nas cenas do “crime” (jogar lixo no chão, roupar guarda-chuvas, pichar paredes…), seu único aliado é o policial Hidenori Goto. O dia a dia do herói é permeado de dificuldades, mas ele mantém o seu espírito sempre alerta!”

É um tokusatsu. Sem pessoas de verdade nem fantasias de monstros, mas é essa a impressão inicial que se tem de Samumenco. O roteiro é diferente, e chama a atenção. É engraçado ver o Hazama-kun se esforçando para tornar a cidade um lugar melhor para se viver, mas nunca sendo levado a sério (e com razão). Inclusive, o próprio Goto-san só o auxilia por temer que o garoto acabe se empolgando e indo longe demais. Mas o anime tem um algo a mais: uma quebra na metade nos episódios.  Uma mudança súbita e abrupta de roteiro e direção dos acontecimentos, que faz com que o espectador limpe a baba do canto da boca e torne a ficar empolgado. E é essa quebra que colocou Samumenco no meu TOP 5 de melhores animes assistidos em 2014.

Avaliação final: curioso, criativo, com um excelente final.

 

5 – Free! Eternal Summer.

Gênero: Comédia; Drama; Escolar; Esporte; Slice of life. Episódios: 13.

 

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“Continuação direta de Free!. Nesta temporada, com as diferenças resolvidas, sobra aos garotos do Iwatobi aprender a conciliar os treinos do clube com os estudos, a formatura iminente de dois de seus membros e a assustadora perspectiva de decidir o que fazer de agora em diante. Enquanto isso, no Samezuka, Matsuoka Rin tem seus próprios problemas ao reencontrar um antigo colega de natação, ao mesmo tempo em que se torna o capitão de seu time às vésperas de uma importante competição.”

Prevejo pessoas saindo da página, desistindo de ler a matéria, questionando meus gostos ou me catalogando como fujoshi. Sejamos claros: não sou fujoshi. E eu comecei a assistir Free sim, por causa do esporte, me traz nostalgia já que eu praticava o natação no passado. Sintam-se livres para acreditar ou não.

Free ES foi, e falo com sinceridade, um dos slice que assisti com mais empolgação a vida toda. Não por causa do fanservice, mas porque é sempre interessante quando se assiste ao desenrolar de situações tão cotidianas em shoujos escolares, mas do ponto de vista de garotos. Eles são menos sentimentais, o que é bom e ruim ao mesmo tempo. Uma garota, quando em apuros, conta para as amigas e pede conselhos, mas garotos não. Um bom exemplo é o motivo que fez Sousuke abandonar as piscinas (e confesso, a cena em que o Rin descobre foi uma das melhores da temporada). O Haruka, perdido em seu mundinho autista, se mostra arredio e até violento quando questionado sobre o que fazer no futuro, contrariando a imagem que se forma dele na primeira temporada. Pequenas coisas, comuns a adolescentes em final de período escolar, que molda o caráter deles. É interessante e até empolgante notar o amadurecimento de cada um deles do começo ao final do anime, de como a amizade entre um e outro se fortalece ou se espaça um pouco. Pode ser gay. Pode ser um pouco clichê. Mas nem por isso é ruim.

Avaliação final: leve, interessante, um bom anime pra se ver quando se quer se divertir.

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