[sc:review nota=5]

 

 

O título deste artigo nada tem a ver com o episódio em si, mas sim com o que eu senti ao assisti-lo. Talvez também tenha relação com o que a própria Yamato sentiu durante ele, mas no caso dela seria mais desolação mesmo. Eu até já falei sobre isso algumas vezes, mas insisto em dizer: se o anime fosse menos caricato, ou a Yamato tivesse a personalidade um pouquinho mais forte, ela teria perdido a paciência com ele. Eu perdi, e por pouco não a recuperava. Mas nossa pequena é uma fofa que jamais faria isso, então as coisas acabaram muito bem para todo mundo. Felizmente.

É aniversário do Takeo. Ele pessoalmente não tem grandes planos para a data, mas pelo visto todo mundo ao seu redor tem, ainda mais considerando que é no dia 1  de janeiro. Seus antigos colegas aparecem em sua casa com presentes e tal, Suna também dá algo, mas ninguém tem planos maiores do que sua doce namorada: Yamato finalmente decidiu que quer beijá-lo. Certo, não é lá uma grande novidade, mas depois de duas tentativas frustradas e descobrir que os seus amigos acabaram de começar a namorar e já se beijaram, ela enfim decidiu tomar as rédeas. O problema é que o fofo do seu namorado não está na mesma sincronia que ela, e acha que o período ideal para um casal se beijar pela primeira vez é no outono do terceiro ano (eu não entendi bem se era no terceiro ano de namoro ou do ensino médio deles). Ora, se Suna já achou esse pensamento meio bobo, o que dirá da garota e seus hormônios em fúria? Ah, mas vai ser preciso bem mais do que isso para dissuadi-la.

 

E do melhor presente da festa ele não terá lembranças...

E do melhor presente da festa ele não terá lembranças…

 

Os dois fazem todo aquele ritual tradicional japonês de início de ano, como a ida ao templo e a retirada do papel da sorte. Mas é à tarde que a verdadeira magia acontece, com direito aos dois sozinhos no quarto e a bênção da sogrinha. A lista de presentes da pequena pode não ser impactante e nem chamativa como a que ela ganhou em sua vez, mas é inesquecível à sua maneira, desde o telefonema dado à meia noite até o bolo do mesmo tipo do primeiro que ela confeitou para ele. A cereja do bolo (com o perdão do trocadilho acidental) seria o beijo que ela deu nele quando fechou os olhos para fazer o pedido. Um beijo lindo, dado no momento certo, uma cena de aquecer o coração apesar da desproporção anatômica. Mas Takeo não sentiu. Dentre todas as coisas que poderiam dar errado no primeiro beijo de um casal romântico que se ama, essa eu nem coloquei no meu bolão. Sabe a carinha de decepção de de não saber o que fazer da pobre Yamato? Pois é, é a minha.

Em geral eu penso que Takeo e Yamato deveriam envolver menos o Suna e outras pessoas em seu namoro, tanto por ser meio inconveniente quanto por dificultar o amadurecimento dos dois, mas dessa vez, nossa, eu fiquei tão feliz por ela ter consultado os irmãos Sunakawa antes de atacar sexualmente investir no seu homem. Afinal, de que outro jeito Takeo teria descoberto que o que ele pensava ter sido um inseto pousando em seus lábios (???) foi na verdade a tentativa de concretizar carnalmente o amor de ambos? Claro que ele corre até, e pede desculpas. E pede para fazerem de novo, tudo certo desta vez. E os dois finalmente dão o seu primeiro beijo de verdade, de forma consciente, e bem antes do outono do terceiro ano, hehe. Sério, o puritanismo de algumas pessoas ao redor do mundo sempre me surpreende, e me pergunto se Takeo realmente suportaria aguentar tanto tempo caso fosse realmente necessário. De início, eu diria que não, mas considerando a forma como o amor dele evoluiu eu aposto que sim. Por ela, ao menos. Só queria que, na próxima vez que o casal quiser estreitar seus laços e dar mais um passo no relacionamento, eles conversem um com o outro primeiro. Evita confusões.

 

Agora sim, a cena pela qual esperamos por tanto tempo!  <3

Agora sim, a cena pela qual esperamos por tanto tempo! <3

 

O fechamento do episódio ficou a cargo do hilário agradecimento de Takeo a Suna, por mais uma vez ajudá-lo com a namorada. É notável como o pobre loiro fica assustado com qualquer aproximação inferior a um metro por parte do outro, e quer que o chão se abra e o engula antes de voltar a tocar no assunto “beijo”, ainda mais vindo dele. Ele preferia que o assunto fosse esquecido do que receber aquele agradecimento empolgado por ter sido cobaia de testes, hahaha. Só tomara que essa tenha sido a última vez que o Takeo usa o Suna como cobaia antes de fazer algo com a namorada, porque senão… Não, melhor nem pensar nisso.

 

"Não mim toque, tarado!"

“Não mim toque, tarado!”

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