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Um aviso se você caiu aqui vindo de uma busca online e realmente estava procurando por uma receita, no sentido de receita culinária (vivemos tempos de MasterChef, afinal): ainda que certamente amido de batata tenha a ver com esse artigo e ainda que seja usado no preparo de algo comestível, na verdade esse é um blog de anime (aqueles desenhos japoneses) e esse artigo trata das minhas opiniões e impressões sobre um episódio de um anime chamado Shimoneta (na verdade essa é só a primeira palavra do nome dele, o nome inteiro é mais longo que o de Dom Pedro I – tá, isso é exagero, mas é bastante longo sim) onde amido de batata é usado para fazer um, hmm, “brinquedo sexual” (as aspas na verdade são desnecessárias, é literalmente isso, mas eu fiquei com vergonha de dizer desse jeito para um completo estranho que nem sabe do que eu estou falando e espera algo totalmente diferente). O anime é muito bom, ele trata de censura versus perversão sem ele próprio ser (muito) pervertido, se gosta de animes ou se está curioso, recomendo que assista. E leia meus artigos sobre ele depois!

Se você já conhece o blog ou se mesmo sem conhecer veio procurando pelo anime mesmo, está no lugar certo!

Esse foi um episódio de ligação, e como tal, o menos impactante de todos desde o começo. Precisou chegar à metade para Shimoneta não chocar em um episódio! Quero dizer, até acontecem coisas chocantes, mas elas já estão dentro do que era esperado para a série dado tudo o que aconteceu até aqui. E o que aconteceu? A Kajou decidiu fabricar brinquedos sexuais e o Tanukichi foi voluntariamente forçado a testá-los. Parte do episódio foi piadas bobas e pervertidas em cima dessa ideia, onde a Kajou e a Saotome cozinharam onaholes (eu não sei se existe uma tradução boa para isso; em inglês, é um neologismo formado pela junção das palavras onanism, que significa onanismo, masturbação, e hole, que significa buraco; se não conhecia, aposto que consegue visualizar o conceito agora) com amido de batata. Há vídeos disso na internet, a coisa é séria, parece que seus usuários são bastante satisfeitos. Caso não queira procurar na internet para não deixar rastros no histórico (e não saiba usar o modo anônimo do browser), há um vídeo ensinando a fazer um no final do episódio também, caso você seja daqueles que para de assistir quando começa o clipe de encerramento. Dá uma olhada lá. Enfim, não aparecem cenas explícitas do Tanukichi testando, e nem fica claro se ele realmente testou, admito que fico curioso para saber quão longe ele foi.

Na segunda parte, pediram (significando mandaram o Tanukichi pedir e ele pediu) para a Fuwa fazer vibradores ovais (conhecidos em inglês como bullets, eggs, entre outros nomes), porque ela é a cientista então tudo remotamente relacionado à ciência ou tecnologia é ela quem tem que lidar de alguma forma, e isso inclui soldar placas de circuito e juntar as peças que fazem de um vibrador um vibrador. O resultado final ficou parecido com a cápsula plástica do Kinder Ovo onde o brinquedo fica guardado, só que ao invés de um brinquedo, dentro havia um motor acionado remotamente sem fio (bullets costumam ser ligados por fio aos seus controles, não por serem de baixa tecnologia, mas para diminuir o risco dos usuários acidentalmente perderem o brinquedo dentro do corpo – tente imaginar) que faz o aparelho todo vibrar. Por meio de uma série de eventos melhor descrita como “a Anna ficou com ciúme, apareceu de repente enquanto o Tanukichi conversava com a Fuwa que estava convenientemente vestindo apenas seu jaleco sem nada por baixo e o garoto escapou do mau entendido com outro mau entendido – ele inventou que estava pedindo para a Fuwa uma opinião sobre o que dar de presente para a Anna” (ufa!) o brinquedo acabou ficando com a presidente do Conselho Estudantil, que gostou tanto do “presente” que recebeu de seu “amado” que fez dele o pingente de um colar que acabou ficando convenientemente grande demais, deixando o vibrador no meio dos peitos dela. E a piada do final do episódio foi o Tanukichi ter ativado-o sem querer (lembra que era sem fio?) e o controle ter quebrado, não desligando mais, deixando uma Anna terrivelmente excitada até o fim do episódio quando conseguiram quebrar a coisa.

Para você ser como o episódio fez o enredo avançar, eu não escrevi mais nada aqui além de seu resumo. De fato um episódio de ligação, divertido, mas apenas isso. Para não dizer que não houve nada relevante, além do fato dos brinquedos sexuais poderem ser usados mais vezes no decorrer da história, o destaque mesmo ficou para o ataque de ciúme. Não o da Anna. O da Kajou. Ela já não havia gostado do vibrador ter ficado com a Anna, embora tenha entendido a situação, mas não entendeu quando o acidente manteve-o ligado e a Anna ainda mais “ligada”: de alguma forma parece ter achado que o Tanukichi fez de propósito e ficou chamando-o de pervertido e dando indiretas bem diretas para ele até o fim do episódio. Foi ciúme mesmo? Eu já havia ficado com a impressão que ela tinha ciúme do Tanukichi com a Anna em outro episódio, não lembro porquê, e agora acho que foi mais óbvio. Mas por que ela tem ciúme? Ela gosta dele de alguma forma? Ela gosta da Anna de alguma outra forma que não apenas como amiga (vai saber)? Pode ser ciúme só da situação? Lembro sempre que ela em mais de uma ocasião estimulou o Tanukichi a partir pra cima da Anna, então esse suposto ciúme destoa um pouco desse comportamento. Por outro lado pode não ser ciúme, talvez ela realmente fique chocada com as coisas que o Tanukichi está fazendo (que ela acha que são de propósito) e o ache um tarado pervertido e esteja reagindo como uma garota normal em qualquer outro anime reagiria – e nesse anime não existem garotas normais nesse sentido, repare nas reações de todas as outras que não a Kajou. Ah, e enfim a garota de cabelo ruivo da abertura apareceu, mas não se juntou à gangue ainda. Parece ter ligações pessoais com membros importantes do Esquadrão de Moralidade (ou sei lá qual o nome deles).

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