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O primeiro episódio, como já disse nas primeiras impressões, foi incrível. Eu gostei dos personagens, gostei do relacionamento entre eles, e claro, fiquei curioso com o que aconteceu no passado do Yakumo, do Sukeroku e da Konatsu. Mas minha curiosidade tem a ver com o meu interesse pelo presente e pelo futuro da história, quero saber o que aconteceu para saber no que isso afeta o presente e como poderá continuar afetando o futuro. Em outras palavras: a história que me interessa é do Yakumo já velho morando com a Konatsu e o Yotarou. Daí que pausar completamente essa história para contar a história do passado foi frustrante, por boa que seja essa outra história e por curioso que eu esteja sobre ela. Precisava mesmo ter sido dessa forma? Não poderia ter sido através de flashbacks curtos ao longo do episódio, ou de vários episódios? Se era absolutamente necessário um episódio só para contar essa história, não poderia ter sido um só? Quero dizer, estou achando legal contar o passado inteiro dos dois então garotos, mas era mesmo necessário contar tudo isso? Bom, o próximo vai ser só do passado deles também, se o flashback acabar nele não reclamo mais. Eu reclamo demais, não é?

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Eu me esqueci dos nomes de garotos deles, então me perdoe, usarei os nomes artísticos depois de adultos mesmo, ok? Enfim. Yakumo era filho de uma gueixa e ganhava a vida dançando no cabaré, até sofrer um acidente que o deixou coxo. Como tinha alguma relação com a mãe do garoto, o então mestre Yakumo (é um título, enfim) acolheu o garoto, que sequer estava interessado em rakugo mas não é como se ele tivesse muitas opções na vida. Certamente nenhuma melhor ou sequer não muito pior. Sukeroku era só um moleque de rua que havia perdido os pais (ou foi abandonado por eles, não sei), e assistia rakugo dos bastidores porque era amigo de um zelador do local ou algo assim que o deixava entrar, mas ele morreu, e aí ele decidiu que queria fazer rakugo também. Os dois chegaram ao mesmo tempo, o convidado mas desinteressado e o determinado porém indesejado. Bom, não foi indesejado por muito tempo, de todo modo, mas o ponto que o anime faz aqui é que o Sukeroku realmente é parecido com o Yotarou – ou, cronologicamente falando, o Yotarou é que é parecido com o Sukeroku.

O pequeno Sukeroku se apresentando para convencer o mestre Yakumo, parecido com o Yotarou

O pequeno Sukeroku se apresentando para convencer o mestre Yakumo, parecido com o Yotarou

O Yakumo era muito melancólico e fechado, porque foi abandonado, porque não queria estar ali, porque não queria fazer aquilo, porque o que ele gostava (gostava?) de fazer já não era mais capaz, etc. O Sukeroku no começo pareceu que iria piorar a situação para ele, porque além de tudo teria que lidar com um companheiro inesperado e que era melhor do que ele. Mas, e acho que isso é parecido com o Yotarou também, em sua relação com a Konatsu, ele era tão animado e tão bem intencionado que acabou conquistando e ajudando o pequeno Yakumo. Ajudando na medida do possível, claro. De alguma forma os dois treinaram sob o mestre Yakumo e se tornaram, segundo seu julgamento, capazes de se apresentar abrindo o seu espetáculo. Os dois cometeram muitos erros, mas o Sukeroku pelo menos conseguiu arrancar risos da plateia.

Os dois garotos no banho, e o Sukeroku tentando animar o Yakumo de alguma forma

A apresentação do Yakumo foi um desastre. Terá sido apenas porque estava super nervoso? Ou em parte porque ainda não estava convencido de que era aquilo que ele queria fazer? De todo modo, foi horrível. Ele não esqueceu de parte alguma da história, se o treino até tarde da noite serviu de algo para ele foi para isso, e praticamente não gaguejou também. Mas sua voz e ritmo eram monótonos. Eu que não conhecia a história que ele estava contando e que estava lendo as legendas, o que separa um pouco a atuação do conteúdo, até achei graça das piadas e ri em alguns momentos. Mas imagine para quem só estava escutando ele contar aquela história com aquela entonação. Pior ainda: como arte tradicional, creio que a maioria dessas histórias já sejam bem antigas e conhecidas do público. Então imagine você ir ao teatro para assistir uma nova montagem de uma peça que você já conhece, ou melhor ainda, para falar em termos que todo mundo entende hoje em dia: imagine um remake de filme. Nesses casos, quando a história já é conhecida, o espectador não se importa tanto com qual é a história, mas sim em como ela é contada. É aí que existem remakes de filme bons e ruins. É aí que existem apresentações boas de rakugo e existe o Yakumo nesse episódio.

Sukeroku não ficou feliz com seu nome artístico atribuído pelo seu mestre (que não era Sukeroku)

Sukeroku não ficou feliz com seu nome artístico atribuído pelo seu mestre (que não era Sukeroku)

Enfim, tudo muito interessante, parecem haver mais paralelos entre as duplas Yakumo-Sukeroku e Konatsu-Yotarou do que o primeiro episódio deu a entender, mas o que realmente me deixou curioso sobre o passado ainda há de ser contado. No próximo episódio, espero. E parece ter sido uma espécie de triângulo amoroso entre os dois e a futura mãe da Konatsu, no melhor estilo Professor Snape, Thiago e Lilian Potter. A Konatsu até odeia o Snape Yakumo, eu realmente não poderia pensar em comparação melhor a essa altura. Quem será o mestre rakugo das trevas?

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