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Esse episódio não foi exatamente o que eu esperava, mas isso não foi algo ruim, já que o plot twist da verdadeira Kiriyume foi trabalhado de forma satisfatória e pode não ter me rendido lágrimas, mas conseguiu me cativar de verdade. É hora de Tenshi no 3Px3 aqui no Anime21!

Confesso que exatamente por o anime ser simples não prestei atenção na roupa da Kiriyume, no quão estranha era a história do templo, na semelhança dos olhos entre a garota e sua mãe ou em qualquer outra pequena pista que o anime pode ter deixado para o que vimos agora: a Kiriyume ser a sacerdotisa do dragão, alguém que sequer pode falar com gente de fora da ilha.

Tradição é uma coisa complicada de se discutir e de se quebrar, esse episódio não vai a fundo nisso até pela estrutura desse arco – afinal eles só iriam passar uns dias na ilha, fazer o show e ir embora –, mas ao menos consegue tocar no assunto com seriedade, fazendo com que o telespectador se envolva na questão. A única coisa que achei confusa, ou um “furo” mesmo, foi o fato dela poder falar com pessoas de fora da ilha pela internet e não pessoalmente.

Nem falei dela no artigo, mas ela merece um print porque disse tudo! Best girl!

Pensando bem, isso deve ter sido estabelecido antes mesmo de existir internet e por isso há essa brecha que permitiu a formação da conexão entre a Kiriyume sacerdotisa reclusa e o Nukui adolescente ex-recluso. Sendo assim, não dá para considerar um furo – duvido que haja alguém para atualizar regras de sacerdotes de templo para os dias atuais, né –, de roteiro e mesmo que se possa considerar um furo nas regras do templo só posso agradecer por ele existir, se não nem teríamos esse arco, afinal. De toda forma, com essa dúvida meio que sanada posso focar no resto do episódio.

Explicações sobre a situação da garota vieram e por mim foram muito bem-vindas já que eram necessárias e ajudaram a me deixar menos confuso. A situação dela é bem complicada e nesse episódio ela não foi resolvida – e se fosse seria algo bem forçado, sejamos honestos –, mas ao menos o Nukui se esforçou para ajudá-la e de novo tomou uma decisão sensata ao não tentar provocar a ruptura total da tradição, mas também não desistir do seu laço com a criança.

Ele pode não ser super carismático ou divertido, mas sempre age muito bem nas horas certas!

A cena em que ela desce do templo e vai até o show foi meio jogada, pois elas contarem que ela apareceria só de ouvir a música mesmo após tanto relutar o contato não parece realista. Em compensação, o arranjo da música tocada com o povo local ficou excelente – era inclusive a que encerrou o belíssimo sexto episódio –, só me fazendo lamentar não terem tocado ela inteira. Além disso, a resolução da situação com as garotas tocando e ela desenhando foi bela e tocante, sem apelar para o drama conseguiram dar significado aquele desfecho e assim colorir um pouco a vida cercada de restrições da Kiriyume.

Olhando agora para o que foi apresentado nesse episódio, cai por terra a ideia que eu tinha da Kiriyume gostar dele romanticamente. O que acontecia é que ela sentia falta dele, ela tinha ciúmes da banda por ela ter tomado o tempo e a atenção de seu amigo. Mas não é como se o laço criado entre os amigos virtuais houvesse se rompido e apesar de singela e rápida a conversa deles conseguiu deixar isso claro. Ele não desistiu daquela que desenhava para suas músicas e ela não desistiu daquele que a deu alegria e companhia quando ela mais precisava.

Deve ser muito difícil carregar todo esse peso nas costas…

Como disse antes, o final do episódio foi lindo sem necessariamente ser melodramático, e o episódio todo também teve uma abordagem mais séria – como no sexto – sem, contudo, deixar um clima estranho. A partir do momento em que as coisas ficaram mais claras quanto a nova personagem, a troca de “gênero” no anime não ficou abrupta, o que foi necessário e bom.

Não posso esquecer de falar da Yuzuha, que foi sensata ao manter sua lealdade à sacerdotisa ao não tentar se envolver demais na situação, mas não deixou de apoiar o cenário ao qual ela mesma acreditava que faria a garota mais feliz. Ela foi uma boa personagem que, mesmo sendo menos explorada nesse episódio, não foi apenas usada e deixada de mão pelo roteiro.

 

QUE MÚSICA! QUE FORMAÇÃO!! PERFECTION!!!

Outra coisa que havia me confundido era a imagem virtual da Kiriyume ser ela ou a Yuzuha, e pelo que vi nesse episódio acredito que se tratava dela mesmo. O problema é que o anime realmente fez de tudo para fazer parecer que era a Yuzuha e apesar de nesse episódio ter pontuado algumas coisas que deram base para não ser ainda assim o final do episódio passado ficou meio jogado para o telespectador. Eu não acho isso tanto um problema porque ainda assim, mesmo sendo uma aparente predileção por ser uma loli da parte de quem escreve, o episódio foi relevante ao seu modo. Ele trabalhou personagens e também temas interessantes.

Tenho que dizer que me surpreendi com a revelação daquela moça ser a mãe da Kiriyume, mas agora isso faz sentido com o fato dela ter levado o Nukui e as garotas até o templo antes e até com a própria realização do festival que visava – por parte dela – ir aos poucos preparando o terreno para mudanças sociais mais profundas na ilha. Aí sim está a ruptura da tradição, só que sensatamente ela foi exposta para ser tida a longo prazo e feita não só por agentes externos como os visitantes, como também por gente daquele grupo que gostaria de ver as coisas serem diferentes.

Ela tem uma personalidade forte que me cativou de verdade!

Achei isso realmente muito bom, pé no chão, coerente e verossímil, algo que me faz levar o anime a sério e ver que ele é bem mais que só piadas sexualizando lolis. Pensando nisso, talvez a nova personagem ser uma criança não é tão forçado já que o fato dela, mesmo criança, ter que continuar com a obrigação de sacerdotisa inevitavelmente passada pela mãe causa certo choque. Dá um tom mais pesado a essa tradição e mostra melhor como ela interfere na liberdade pessoal da pessoa que tem que mantê-la. Isso impacta o telespectador e facilita a assimilação da ideia de que ela, mesmo tão nova, se apoiar tanto em uma relação virtual é bem plausível. Aliás, até a sua atitude mais arrojada e aparentemente madura pode ser justificada por ela ter que ser solitária e reclusa desde que nasceu.

Viram como dá para tirar muita coisa interessante desse anime? Dá até para apontar que ele aborda bem essas coisas, não todas, mas no geral o saldo é positivo e ele consegue ser minimamente satisfatório em criar um enredo interessante e sério quando deseja. Isso me deixa feliz, pois é por momentos como esses que ele supera as expectativas que tinha para ele.

Relações virtuais são tão verdadeiras quanto quaisquer outras! É o que eu, assim como eles, penso!

Tirando pequenos errinhos bobos e um background que poderia ter sido um pouco melhor construído esse episódio foi muito bom, fechou bem esse arco e novamente me faz não ter muita ideia do que vai acontecer em seus últimos três episódios. Só tenho certeza de que agora sei que posso esperar algo de bom deles – espero até que a Kiriyume apareça de novo em sua “forma verdadeira” apesar de achar isso difícil de acontecer.

Por hoje é “só”! Espero que tenham curtido esse episódio e que estejam gostando do anime. Até a próxima fãs da Lien de Famille!

Aguardo ansiosamente por esse dia! Torço por ela!! #ForçaKiriyume!!!

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