Sabe aquele anime que faz chacota com quase tudo e parece mais um “enlatado genérico” sem profundidade ou carisma, mas, na verdade, tem sim seu charme todo especial e no fundo – se você ver com boa vontade e atenção – quer dizer várias coisas que valem o tempo do telespectador? Se você procura um anime assim para assistir pode parar a busca e gastar seu tempo com esse aqui!

Tudo o que você precisa é de uma irmã mais nova é adaptação de light novel e em seus 12 episódios trata justamente da vida de excêntricos autores de light novel, como eles interagem entre si e com pessoas de fora do ramo, como eles lidam com o trabalho e quais são suas histórias de vida – e seus dramas – que definem quem eles são e influenciam diretamente no que escrevem em suas novels.

A forma como a metalinguagem é explorada ao longo da obra com certeza é um de seus pontos positivos, mas seu maior ponto positivo é não depender só dela para ser interessante e se apoiar mais em uma história bem escrita e convincente que apresenta personagens divertidos e que podem te cativar se você der credito a eles mais do que a “fanservice referencial” para fãs de outras obras.

As piadas e situações que beiram o nonsense – ou são completamente isso – desse anime podem te tirar um pouco dele e te fazer torcer o nariz para o que está sendo apresentado ou para a forma como está sendo apresentado, mas se você pensar que isso também é uma forma de demonstrar “personalidade criativa” e que o que parece que não vai dar em nada resulta em boas histórias que não precisam ser profundas demais e nem são tão rasas para te cativar, vai ver que se dissecada a primeira e talvez até a segunda camada o que sobra no anime é algo que vale a pena o seu tempo.

A obsessão por irmãs mais novas do protagonista não é só algo que dá um diferencial a história, mas também uma característica que faz sentido narrativo e temático, o que as vezes falta em muitas obras, mas tem de forma satisfatória nessa. Contudo, nem tudo são “espinhos disfarçados” nas rosas e o fato de o anime terminar em aberto – apenas encaminhado algumas resoluções quanto a alguns personagens e deixando outras para uma possível segunda temporada – pode não agradar a muitas pessoas, mas é honesto dentro das limitações do formato de 12 episódios e é melhor do que tentar contar mais história em pouco tempo – o que poderia resultar em um final forçado e/ou incoerente.

Imouto sae Ireba Ii é uma obra incomum que não pede mais do que boa vontade do telespectador e dá mais do que ele espera se estiver desatento. Uma das formas mais fáceis de “entrar no anime” é se o seu senso de humor “bater” com o da obra, mas não se preocupe, pois mesmo se você não curtir as piadas e as personalidades “peculiares” dos personagens ela ainda pode te agradar pelo seu drama na medida certa – nem exagerado e nem muito amenizado –, por falar muitas coisas interessantes envolvendo a criação de histórias e como é possível ser um adulto decente capaz de conciliar tanto o bom senso com a capacidade de sonhar no que tece a todos os aspectos da sua vida.

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    Na verdade eu sempre pensei sobre irmãzinhas mais novas assim como na primeira cena do anime, só faltava uma obra prima que retratasse o amor que sinto por essa criaturas maravilhosas chamadas de irmãzinhas mais novas. Adorei o fanservice referencial, foi perfeito e natural, adorei a personalidade da garota de cabelo branco, jovem, independente e que sabe o que quer e não tem vergonha de pedir o que desenha não é senpai: ” Vamos fazer sexo?” quisá as garotas aprendessem a ser tão simples e desenroladas assim, foi muito divertido o desenho animado e é 10/10 com certeza”

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