Bom dia!

Esse episódio foi mais uma grande confusão, como não poderia deixar de ser, mas agora pelo menos temos uma noção melhor de quem é quem ali e quais suas ligações com os demais. Até aí tudo dentro do esperado.

O que eu não esperava era que o anime elevasse o tom. Apesar de assassinos e assassinatos, apesar do sangue e das torturas, Hakata tem um ritmo leve, descontraído, praticamente uma comédia. E eu nunca esperaria que um anime assim me chocasse como me chocou ao final desse episódio.

Esclarecendo: não foi exatamente uma “reviravolta” nem nada. Não é de verdade algo inesperado para esse tipo de cenário e de história. Não acredito que o ritmo do anime vá mudar. Nem mesmo o Ling vai mudar (você sabe que eu estava me referindo ao assassinato da irmã dele esse tempo todo, certo?). Essa foi apenas a forma que o anime encontrou para lhe dar um pretexto para, provavelmente, se unir ao detetive Banba de forma permanente. Então não estamos aqui falando de algo “chocante” como quando falamos de certo evento chocante de Madoka Magica, por exemplo. É outro tipo de choque. É empatia com o personagem, revolta pelo que aconteceu. Que um anime com um enorme elenco e diversas linhas narrativas simultâneas consiga fazer algo assim logo em seu segundo episódio é certamente elogiável.

No episódio de estreia eu fiquei com a impressão errada, achando que todo mundo nesse anime era um assassino – com as óbvias exceções do detetive, o hacker, o policial, enfim, você me entendeu. Eis que esse episódio vem e me diz que eu estava errado – um núcleo inteiro de personagens que eu acreditava ser assassinos na verdade são apenas “vingadores”. Um deles é especializado em tortura. Eles não matam as pessoas. Bom, não necessariamente. De todo modo, não são assim tão assassinos (mas mataram uma pessoa desconhecida nesse episódio).

Nesse quadro, o assassino é a vítima

Enquanto isso, o assassino profissional da empresa de assassinos profissionais que cometem assassinatos profissionalmente continua sendo o pateta do anime (e ainda não assassinou ninguém, embora achem que ele já assassinou até quatro pessoas, dependendo de para quem você perguntar). Saitou escapou dos torturadores – que são apenas vingadores, não assassinos(!), mas seu alvo foi morto pelos assassinos de estimação do prefeito. Eu achei que ele havia sido contratado pelos capangas do prefeito para aquele assassinato, mas não. Quem foi que o contratou então? De todo modo, mesmo não tendo sido ele, seu chefe achou que fosse e o pagou pelo serviço – uma quantia tão obscena de grande que ele perdeu na hora o escrúpulo e saiu para farrear. Ei, ele é um bobalhão, mas pelo menos não é mais virgem! Uma pena (para ele) que tenha se tornado bode expiatório da máfia.

Logo o Ling estará na cola dele, e tenho certeza que é exatamente isso que seu ex-chefe quer. Se for para eu especular um pouco mais, apostaria que o Banba vai impedir o Ling de matar o Saito, e aí de alguma forma eles vão passar a trabalhar juntos e etc. Eu quase teria pena do Saito se ele não fosse o típico personagem criado pra gente rir da desgraça dele. Depois de tudo o que aconteceu ele ainda vai ter que se esconder da polícia e da máfia e vai ser perseguido por um assassino travesti que já é normalmente nervosinho mas agora com a morte da irmã (que acredita ter sido trabalho dele) está full pistola. Sua esperança? Um detetive excêntrico.

Além dessa cara de sabichão, o que mais o Banba sabe fazer?

Detetive excêntrico? Em ficção isso costuma ser pleonasmo. O Banba é carismático, tem tendência a se concentrar de forma excessiva em coisas absurdamente triviais, parece ser rico e, claro, tem um coração de ouro. Quero ver suas habilidades de dedução em jogo ainda. Me impressione, detetive Banba! Até agora seu “método de investigação” tem sido perguntar pro Enokida, o hacker que mora em um cyber café (até que me provem o contrário, ele mora lá).

Do outro lado, a máfia e o prefeito. Atores independentes mas que estão acostumados a fazer negócios. Me pergunto qual a extensão da parceria entre eles. Em outra nota, me pergunto se a pobre mulher vendida para o filho do prefeito terá alguma participação na história maior do que ser amarrada e torturada até a morte. Bom, por hoje é isso, até o próximo artigo!

Boa sorte, garota!

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