Quando assumi Nanatsu no Taizai: Imashime no Fukkatsu, já sabia da grande responsabilidade que assumiria por se tratar de uma obra adorada por muitos fãs e por mim também. Após um episódio sensacional como esse só se confirmam as expectativas, onde foi possível um desenvolvimento na relação atual de King e Diane, além de podermos ver o grande poder de nosso pecado do Orgulho, Escanor.

Na primeira parte do episódio, tivemos o que fiz menção em meu artigo anterior, a luta complicada de King e Diane contra as criações de Dolor e Gloxinia. Apesar de esperar bastante dificuldade, não imaginava que King precisaria utilizar todas as configurações de sua lança espiritual. Era lógico que o nosso querido Rei das fadas faria de tudo para defender Diane e isso comoveu o coração dela, que passou a tentar entender o sentimento que ela havia vivenciado com ele. Voltando a focar na batalha, King mostrou tudo o que tinha e chegou em seu limite, em um possível confronto contra outra dupla ele não haveria de resistir. Já Diane conseguiu imitar as criações de Dolor, no entanto sem a mesma força. O que nos faz ver que ela pode despertar poderes ainda mais fortes daqui para frente.

King e sua lança espiritual.

Dando uma parada no desenrolar do torneio, acompanhamos a reunião de alguns cavaleiros sagrados com o líder Denzel. Com as informações que foram dadas, percebemos que o reino de Camelot foi completamente dominado por apenas um ser e o nome dele é Zeldris, o irmão de Meliodas. Por essa cidade ser a segunda mais forte em questão de combate(ficando apenas atrás de Liones), é evidente agora o quão poderoso Zeldris é, já que derrotou um exército todo sem sofrer nenhum arranhão. Ainda é impossível tomar parâmetros do poder de Zeldris e de Meliodas, já que não tivemos um duelo direto, mas o que fica na cara é que esse mandamento irá dar muito trabalho aos nossos heróis.

A reunião com Denzel.

Ainda na conversa com Denzel, mais alguns pontos importantes foram levantados, o primeiro deles é que Liones provavelmente será a próxima vítima de uma invasão de Zeldris. Isso coloca o pai e a família de Elizabeth em risco, e todo o povo da cidade também, é claro. Sem nenhum pecado capital para defender o reino de Liones, é bem plausível que ele seja exterminado rapidamente, como foi o de Camelot. O outro ponto importante levantado é que Denzel disseminou a mensagem de que Gowther foi um mandamento e que sua eliminação é de suma necessidade, já que, caso suas memórias voltem aquele seu passado demoníaco também retornará.

E por falar em Gowther, acompanhado de Jericho ele deveria enfrentar Escanor e Hawk. Como havia citado em meu artigo anterior, se houvesse a luz do Sol o pecado do Orgulho não seria derrotado por ninguém, mas sem ela qualquer um é mais forte que ele. E como ainda estava de noite, Gowther tinha plena vantagem sobre nosso querido porquinho e Escanor; mesmo com Jericho tentando pará-lo ele foi para cima com tudo.

Gowther resolveu vencer Escanor com seu golpe mais forte, que é quando ele destrói a mente de seu oponente. Ao utilizar seu poder, o pecado da Luxúria fez nosso Leão ver todo o seu passado, do qual é interessante destacar que ele apanhava de seu irmão, até que certo dia resolveu se defender e com apenas uma mão quebrou o braço dele, sendo expulso de casa e salvo de ser morto pela população por uma maga. Essa é a essência do sentimento de Escanor por Merlin, ao vê-la, ele lembra da maga que o salvou e além, é claro, de Merlin ser muito bonita e ter conquistado o lado masculino de Escanor.

Eis o maior erro de Gowther, tentar usar as memórias de Merlin para destruir Escanor. O sentimento de nosso pecado do orgulho fica nítido agora: é amor, ele realmente nutre esses sentimentos por Merlin. E foi através deles que Escanor começou a retornar a consciência e fez a luz surgir a partir de todos os seus sentimentos por Merlin e surgia a frente de Gowther, o homem mais forte de todos. Essa é a verdadeira descrição do ditado “o feitiço virou contra o feiticeiro”, o que era para ser a fonte de derrota de Escanor, passou a ser seu maior combustível para buscar a vitória. Um Sol em plena noite. É, caro(a) leitor(a), Escanor está em um patamar absurdo de poder.

Ao aumentar seus poderes Escanor surpreendeu a todos, inclusive a Gloxinia e Dolor. Seu tesouro sagrado tem a habilidade “carregar e disparar” e foi ela que ele utilizou para disferir o seu golpe. Nesse momento em que estava assistindo o episódio comecei a procurar a câmera escondida, pois achei que era pegadinha. Escanor que aparentava mirar seu poder em Gowther na verdade mostrou todo o poder de seu orgulho atingindo brutalmente os dois mandamentos que comandavam o torneio. Isso era algo que vinha me questionando: por que não atacar os mandamentos diretamente? A resposta que geralmente dava: “Para poder manter a premissa de um battle shounen”, no entanto nem isso é barreira para o homem mais forte de todos, que novamente quebra clichês e dá uma pequena amostra de seu gigantesco poder.

Meliodas e Ban observando o poder de Escanor.

Como fã da obra, esse episódio me deu mais vontade de ver Escanor em seu reencontro com Merlin. Por falar nele, o ataque de Gowther possivelmente não será o suficiente para matá-lo. E se o ataque de Escanor tivesse mirado Gowther, ele teria dizimado não só ele, mas também Hawk e Jericho, algo que não está à altura das atitudes de um guerreiro.

Na preview do próximo episódio, fica nítido que será o começo da grande batalha entre os pecados capitais e os mandamentos. E pelo título também é possível ver que Meliodas passará a mostrar seu verdadeiro poder demoníaco. Fica a dúvida se a luta será entre Meliodas contra todos os mandamentos ou se os outros pecados vão estar em condições de lutar. Uma outra dúvida é a respeito de Gowther: será que ele vai recordar de seu passado? E o que fará caso isso aconteça? O próximo episódio promete muito.

Essa foi a análise do episódio de Nanatsu no Taizai: Imashime no Fukkatsu, que foi sensacional e é mais uma amostra de como essa obra é boa e de quanto ela promete em seu futuro.

Para finalizar o artigo, utilizarei a frase de nosso querido pecado do Orgulho, Escanor:

“É a hora de julgar o pecado de quem brinca com o coração dos demais.”

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