Entender esse universo dos Z/X não parece algo difícil, mas também não soa tão simples. A história se resume a explorar as batalhas entre essas “criaturas” e seus diferentes mundos – que são reflexos de uma Terra avançada -, pela sobrevivência do seu próprio futuro.

Os humanos aqui são apenas uma adição, já que foram abarcados no meio dessa guerra, mas ainda assim precisam lutar pelo mesmo objetivo dos outros. Com essas informações a estreia veio para entregar o necessário, e nos convencer de que vale a pena dar uma chance para as guerreiras que vão defender a humanidade, junto aos seus parceiros de outro mundo.

Para situar um pouco quem tem nenhuma ou pouca informação sobre esse universo, assim como eu, já vou adiantando algumas informações básicas. Esse anime supostamente seria uma sequência direta de Z/X: Ignition – lançado em 2014, com base no jogo original e que não vi ainda -, mas pelo que deu para ver é apenas uma história paralela a essa.

Utilizando alguns dos mesmos protagonistas para contar essa versão, como o trio das “A’s” (Azumi, Aoba e Ayase), juntamente com seus respectivos Z/X, esse anime remove os representantes masculinos e transforma o enredo para uma escola inteiramente feminina. Aqui várias garotas já tem um acordo com seus parceiros e entram na bagunça – curiosamente nem elas sabem dizer o que acontece de fato, ou como chegaram onde estão.

Facilitando um pouco o processo de absorção do enredo, o episódio se inicia com a Azumi resumindo alguns eventos que presenciou quando nova, com a chegada dos portais, a invasão dos Z/X e sua doença tempos depois – que a deixou em uma espécie de coma até que se recuperasse. No seu despertar ela faz um pacto com Rigel, adquirindo assim o poder para sobreviver e ao mesmo tempo fazer parte da batalha a qual ela só acompanhava de longe, como acaba dizendo.

Uma coisa que me chama atenção é que a Z/X da protagonista tem um comportamente muito divisivo, horas agindo como se fosse um mero guarda costas que recebeu a missão de protegê-la e não quer aproximação, enquanto em outros momentos se importa e é até mais maternal. A garota por sua vez, vê na companheira uma oportunidade maior, por ter passado a maior parte de sua vida sozinha – essa relação provavelmente vai movimentar boa parte da história.

Ao longo das cenas dentro e fora da Academia Fujimisaki, somos apresentados ao restante das garotas que integrarão o elenco principal, como as já citadas Ayase e Aoba – cuja “excelente” pilotagem rendeu um momento puxado para suas caronas -, assim como as novatas Ena, Yuni, Matoi e Shuri. Diferente de alguns vizinhos da temporada, apesar de terem várias personagens, a inserção dessas aqui foi um pouco menos incômoda, talvez pelo número levemente mais baixo.

Em um aspecto geral, essa série investe em uma base muito semelhante a que fora apresentada por Hina Logi: From Luck & Logic, trazendo garotas especiais e seus parceiros de batalha que precisam salvar tudo, se igualando até mesmo nas personalidades – a diferença é que o tom do outro é bem leve, enquanto esse tenta ser um pouco mais sério.

Agora fazendo um paralelo curioso/sem noção, em sua mecânica de “uso” os Z/X me lembraram de Pokémon – só que com designs mais humanizados e exigindo contrato -, pois eles ficam em cartas, só saindo quando tem que ser, além da Rigel agir como um Pikachu, não aceitando ir pra uma carta e circulando normalmente.

A escola em si é cheia de garotas de elite que formaram pactos – sendo escolhidas a dedo -, mas o seu pouco conhecimento e as estranhas conexões do diretor, me fazem pensar que existe algo por trás desse chamado, e um plano que não é benéfico para nenhuma delas, sinceramente. Não sei se ele tem aliados em outros mundos Z/X, porém não vejo suas ações como algo muito positivo.

No mais para criar um clímax, existe uma tentativa de empolgar trazendo um pouco de ação, com uma pequena batalha entre Matoi e Shuri, para no final isso se encerrar com um ataque alienígena. Apesar da confusão, o anime mostrou uma boa animação nesses momentos e acredito que não deve decepcionar nesse aspecto – o que é bom, já que é de batalhas que essa obra até então vive.

Achei estranho que na hora da necessidade nenhum dos outros Z/X se fizeram presentes, com exceção da Am que parece inútil e da Rigel. Será que a maioria também tá cagando e andando para suas duplas? Ninguém ter agido foi bizarro.

O ataque também meio que prova a minha razão em alguns aspectos na direção da academia. Notem que na invasão, os inimigos arrasam tudo e elas simplesmente ficam sem se defender, imagino que parcialmente por nervosismo e o restante por não ter chances de revidar pelas constantes explosões que saiam mandando tudo pelos ares.

O diretor até se mexe, mas não consegui ler nele uma intenção clara de alguém que realmente precisava proteger suas alunas. Primeiro porque já sabendo tudo o que aconteceu no passado, ele no mínimo deveria ter implantado ali um sistema de proteção qualquer, que assegurasse um plano B nessas condições.

Segundo, ele me pareceu muito calmo para a emergência da situação. Pode até ser uma viagem e no final não ser nada disso, mas por esse começo aí tem coisa, e acho que isso não deve demorar a se revelar – ao menos para quem assiste.

Enfim, Z/X: Code Reunion teve uma estreia ok e que preparou terreno para a ação que o seu enredo propõe. Não tenho muito o que dizer sobre as garotas, já que pouco mostraram, mas acredito que a soma do conjunto faz o anime merecer o benefício da dúvida e o teste dos três episódios.

Olha a arte dessa ending, um primor!

Agradeço a quem leu e até o próximo artigo!

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