Iwakakeru: Sports Climbing Girls é um anime sobre escalada competitiva animado pelo estúdio Blade (que até então só havia animado obras oriundas da China) que adapta o mangá de Ryuudai Ishizaka finalizado em 4 volumes. É sinal de final fechado? É.

Na história acompanhamos Konomi Kasahara, uma garota que era viciada em jogos até ter que dar uma parada para estudar e entrar no colegial, no qual busca um novo hobby ao qual se dedicar. Ao acaso ela encontra encontra Jun Uehara e experimenta o esporte que ela pratica, a escalada esportiva.

Jun dificulta a prova de admissão de Konomi no clube da escola para testar sua seriedade, mas é usando sua a habilidade e experiência como quebra-cabeça que Konomi provará seu valor e encontrará seu espaço.

O primeiro episódio segue bem comum até a metade, mas é de se destacar duas qualidades do anime já aí, a consistência da trama e a boa animação dado que é um anime esportivo no qual essa parte será exigida constantemente.

Konomi é uma ex-viciada em jogos que rapidamemte vê semelhanças entre a escalada e os quebra-cabeças, ganhando certa vantagem, a qual calha muito por compensar sua total inexperiência.

Jun já é antipática e se opõe a ideia de recrutar sem tanto critério. Na verdade, ela vai além e se incomoda com cada reação da novata, passando do ponto em alguns momentos.

Não à toa propõe um desafio em que uma deveria sair do clube com a derrota e reage de forma irritadiça mesmo quando é mais simpática. Uma típica tsundere, ainda que suas demonstrações de hostilidade não sejam exatamente tão gratuitas.

Mesmo que a Jun passe um pouco do ponto é de se frisar sua paixão e comprometimento com o esporte, o que traz um contranste com o talento e “leveza” da Konomi, provocando o sentimento de oposição que germina entre as duas, mas só é regado mesmo pela senpai. Senpai no esporte, ambas são primeiranistas.

É legal ver a Konomi tateando as pedras e a própria escalada e gradativamente, ainda que bem rápido, ir pegando o jeito da coisa; por instinto, mas também por atenção e esforço.

A sua maneira ele também dá sinais de que respeita o esporte, só que é uma total novata, então é normal que associe a algo que ela gosta, ao qual é acostumada, e se divirta mais que qualquer coisa. Por isso vejo como intransigência a atitude da Jun, passa do ponto, é imaturidade dela.

Ao mesmo tempo em que ela tem a mesma idade da Konomi, então parece exagerar em uma rivalidade que sequer teria a possibilidade de se definir logo não fosse o desafio desmedido que a Jun propõe e é o grande acontecimento do episódio.

Repare como a construção é toda bem básica, mas, ainda que uma personagem não seja nada razoável, a construção da situação é consistente, e por que não interessante?

Dá para ver que a aptidão e o talento da Konomi para codificar obstáculos, memorizar padrões e flexibilizar ações a dá uma grande vantagem, mas a falta um entedimento quase que didático dos fundamentos e outros macetes necessários para que explore ainda melhor suas qualidades.

Sendo assim, imagino que ela vá se destacar ainda mais a medida que for se aprofundando na escalada, afinal, quase empatar em uma corrida com alguém que pratica a anos é um mérito grande, não à toa tem seu valor reconhecido.

Claro, ponderando as vantagens que recebeu para igualar um pouco a disputa. A ideia da esportista que usa habilidades adquiridas anteriormente a prática do esporte e que encaixam tão bem no contexto, nas características do esporte, com certeza é um acerto de Iwakakeru, que não é um esportivo inovador, mas acerta no que deve acertar, e erra no que pode errar, para prover divertimento com bastante consistência.

A animação não é top de linha, mas ao menos nessa estreia anima pela consistência e beleza. Temia por ser um anime alternativo de um estúdio com pouca rodagem, mas o único anime em que dei uma olhada desse estúdio também era visualmente interessante, então pode ser que deem conta. Espero que sim.

A direção é esperta e sabe em que partes deve pôr a câmera em que lugar e como dar ideia de movimento sem precisar esbanjar animação (portanto, dinheiro) com isso. Eu diria que Iwakakeru cumpriu bem seu papel em todos os aspectos dada a expectativa e o nível que animes com essa pegada costumam ter.

A escalada competitiva certamente é um esporte alternativo, mas passa longe de ser desconhecido e pode ser interessante acompanhar a experiência de praticantes colegiais nele, até pelas competições que virão.

No fim do episódio se sabe que uma já está marcada e é para o dia posterior, o que denota que a fórmula de aprendizagem praticamente autodidata deve se manter por mais um tempo e ainda pode render algo de interessante; seja afim de apontar no que a Konomi vai precisar melhorar se quiser competir para vencer, seja afim de afirmar o que ela já consegue fazer bem feito, pois ela é um prodígio, ainda mais para quem não vem de clube esportivo, isso é fato.

Iwakakeru: Sports Climbing Girls é um feijão com arroz com um tempero bom dentro do campo dos animes de esportes e mal posso esperar para ver por quais caminhos a história escalará. Rumo ao topo? Veremos. Eu decidi apostar minhas fichas no anime, e não é porque ele tem o nome do meu nick não, juro.

Até a próxima!

P.S.: O encerramento foi o que de mais sexista teve o episódio e, ainda assim, acho que dentro de um tom aceitável, sem exagerar na exposição de pele ou nos ângulos de câmera constrangedores que costumam ser uma realidade em um anime que envolve garotas fofas e corpos bem esbeltos. Espero que mantenha essa pegada, pois por mais que goste de fanservice, já deu para ver que não precisa disso para agradar o público, pode é prejudicar a experiência de quem vê.

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