Oregairu terminou. Foram anos acompanhando as “aventuras” românticas e juvenis de Hachiman, Yukino, Yuigahama e Iroha. O final poderia ser bem diferente do que foi, mas independente disso, ele seria ótimo e o autor provavelmente conseguiria fechar de maneira digna em todos os sentidos. Foi o que aconteceu e no fim, já começa a bater a saudade de ver mais sobre a vida desses jovens que tiveram uma juventude tão anormal (ou talvez nem tanto).

O episódio 11 acabou sendo a casa do clímax. Trouxe a resolução final de Hachiman e “fechou” todos os outros desenvolvimentos praticamente. Com isso, o episódio 12 foi o pós batalha, onde tudo estava resolvido e nós veríamos apenas o que veio depois do resultado final.

A verdade é que a escolha pela Yukino era um tanto óbvia e quem não torcia por isso, apenas negava a realidade. As personalidades deles dois se completa (e a história reforça isso), ainda que o detalhe mais evidente seja o clichê da primeira garota que aparece ser a vencedora. A verdade é que a grande maioria das obras de romance caem nesse clichê que nem é um ponto negativo, mas acaba sendo meio pobre.

Nos últimos anos, eu me recordo de apenas uma obra que fez o oposto disso, que foi Go-toubun (sim, spoiler). Devem ter outras, claro, mas tamanha a raridade dessa decisão explica bastante o quão comum é esse clichê. Por outro lado, ainda que a obra tenha seguido esse caminho, não deixou de ser ótimo tudo o que envolveu a decisão do autor e claro, do Hachiman.

Particularmente eu sempre torci para a Yuigahama e até mesmo a professora ao invés da Yukino. Na verdade em vários momentos até a Iroha ficou na frente no meu ranking de preferência. Mas a verdade é que eu conseguiria ficar satisfeito independente da escolha final, pois todas as personagens tem seus méritos. E isso é algo que realmente me deixa satisfeito em Oregairu: você consegue ficar feliz independente do final.

Aliás, algo que eu realmente gostei foi que após a confissão, a postura e a apresentação da Yukino ficaram bem melhores, deixando um clima melhor entre os dois e até mesmo na obra como um todo. Foi a confirmação final de que tudo estava bem, resolvido (até certo ponto) e aquela era a resolução final da história. Com isso, tudo começou a cooperar após essa mudança, do clima entre os personagens até o clima da história.

Mas e como ficaram as “derrotadas”? Bom, foi bem melhor do que eu esperava, sinceramente. Iroha até o fim não admitiu, ainda que tenha deixado evidente para Komachi e Yui o que ela sente. A professora que nunca foi uma possibilidade também teve uma conclusão ótima, que merece destaque e por fim, temos a Yui, logo a maior concorrente da Yukino.

Assim como esperado ela chorou. Fez isso não só porque perdeu, mas por perceber que não conseguia expressar seu maior e mais importante desejo. Chorou porque mesmo tendo uma paixão verdadeira e profunda, não conseguiu colocar em palavras quando mais precisou. A verdade é que ela queria tudo, mas sabia que não iria conseguir aquilo que mais desejava. Restou aceitar e buscar aquilo que ainda dava para ter: a amizade com a dupla.

Tivemos também a despedida da professora. Foi muito melhor do que eu imaginei, sem sombra de dúvidas. A importância dela na história e principalmente, na trajetória do Hachiman é impossível de medir. Desde o início ela foi uma amiga que ajudou muito mais do que ele precisava e no fim, suas palavras foram decisivas para ele finalmente dar um passo para frente com Yukino. Ela acabou sendo a personagem mais importante dessa história.

Agora resta ver se teremos novidades sobre a obra como por exemplo histórias paralelas onde a decisão do Hachiman é diferente. Eu realmente gostaria de ver isso, inclusive acho que deveria ser obrigatório isso ser feito em obras com mais de uma protagonista feminina. Mas mesmo que não tenha, eu estou realmente satisfeito com o fechamento, ainda que não tenha sido como eu desejava.

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    Nossa, sim, a primeira temporada é bem animadora rs. Eu lembro que quando comecei, vi as duas temporadas numa tacada só de tão empolgado que estava.

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