O Kageyama está pegando fogo, e está justo no momento em que a equipe mais precisa dele. Essa partida está quase acabando, cada ponto ganho é uma vitória e cada perdido é uma derrota. E um ponto pode custar muito mais que apenas um ponto.

É por isso que a Inarizaki logo coloca em quadra alguém com bastante calma e paciência. O Kita responde ao chamado e ajuda bastante sua equipe, mostrando novamente o quão competente ele é. Mas não faz nada de muito impressionante também.

Até porque esse foi o episódio da Karasuno, que mesmo nas dificuldades (e principalmente nelas) mostrou seu poder coletivo e individual. Até o capitão da equipe teve seu pequeno momento. E nesse caso há muito de coletivo, porque ele apenas representou aquilo que a sua equipe pensa. Se são pontos que a equipe precisa então são pontos que ela irá buscar.

A coisa mais bonita daquele ataque sincronizado da Karasuno é sem dúvidas o fato de que os próprios pensamentos dos membros da equipe estão também sincronizados, com cada um completando a frase do membro anterior. O espírito de todos eles estão unidos por uma mesma causa; pontuar.

Ainda assim, há momentos em que a confiança de seguir em frente naquilo que tanto acreditamos não caminha em nossa direção. Tentamos e tentamos mas não conseguimos dar o passa que tanto precisamos dar. Foi o que aconteceu com o Tanaka nesse episódio. Ele sentiu o medo de falhar. Mas por fim acreditou no julgamento do Kageyama e deu um salto de confiança.

Essa cena foi muito linda, muito importante para o Tanaka e talvez ainda mais para o Kageyama. Porque ela demonstrou toda a evolução dele até aqui, deixando clara as suas três etapas. Na verdade teve outra cena que também ilustra isso muito bem. Que é quando o Kageyama levanta para o Tsukishima que não consegue cortar. O antigo Kageyama culparia quem falhou mas o Kageyama atual culpou a si mesmo.

Ele era o rei da quadra, ele era um monarca que comandava todos os seus súditos com mão de ferro. Eles tinham a obrigação de se adaptarem aos seus levantamentos. Depois, ele deixou de ser o rei da quadra, pouco a pouco sendo influenciado pelo desejo das outras pessoas. E então ele se tornou o “bom garoto” que o Atsumu observou.

Mas agora ele não levanta mais como os outros querem e sim como eles precisam. Ele voltou a ser o rei da quadra, mas um rei que conduz seus súditos e os eleva tirando o potencial máximo de cada um deles. Se no início ele obrigava os outros a se adaptarem aos seus levantamentos então agora ele adapta os seus levantamentos para os outros de forma que sejam o mais eficiente possível.

E se não bastasse tamanha evolução ele ainda domina completamente a partida após isso. Depois de tantos episódios com o Atsumu brilhando com seus diversos levantamentos o Kageyama mostrou que também é um levantador valoroso. E tem que ser mesmo, somente um gênio para lidar com um baixinho de cabelo laranja que corre e pula para todos os lados sem parar.

Ainda que a palavra “gênio” talvez os ofenda quando dita levianamente. O Kita teve dois grandes diálogos nesse episódio, ambos completamente correlacionados. Ele refletiu sobre o “não precisamos de memórias” tendo em vista aqueles aficionados por se desenvolver, que imediatamente após o fim do hoje tudo o que querem é o dia de amanhã. Ele encontrou vários deles dentro daquela quadra.

Pessoas que se dedicam ao máximo a uma coisa e respiram-na desesperadamente com toda a força de seus pulmões. Não podem ser resumidos à palavras como “talento”. Não é que não exista, mas pode ter certeza que ele não cai do céu. O talento tem a sua importância mas ele apenas não cria gênios. Aliás, parte dessa ideia foi comentada quando eu falei sobre a paixão que o Atsumu tem sobre o vôlei.

Enfim, esse foi um bom episódio. Mesmo com os probleminhas da animação eu adorei esse episódio. Espero que os outros sejam ainda melhores. Até mais.

Comentários