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Falar em “felicidade” depois de tudo o que os personagens de Grimgar passaram durante o anime todo parece até irônico né? Deveria ter sido o artigo de primeiro de abril, hahaha! Bom, tem a ironia também, mas além disso estou zombando do gênero fantasia comparando-o aos contos de fadas, já que no fim das contas não deixam de ser praticamente irmãos, não é?

E o final foi feliz. Todos estavam felizes e sorridentes, e nenhum espectador teve traídas suas expectativas positivas (os que tinham expectativas negativas em relação ao Ranta, por outro lado, foram traídos sim, mas já não era mais o meu caso). Foi um episódio basicamente só de ação, é até difícil escrever exatamente sobre ele. Vou falar bastante sobre os personagens então, quem eles eram e quem eles são agora.


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Todos eles chegaram em Grimgar confusos, assustados. E já confusos e assustados eles ainda foram rejeitados pelos demais que chegaram com eles, que preferiram formar grupos com outras pessoas … aparentemente mais fortes? Menos choronas? Vai saber. O fato é que eles eram os rejeitados, e se o Manato não tivesse ficado com eles todo mundo teria ido pro vinagre rapidinho.

Ranta

Se a liderança do Manato foi fundamental para eles sobreviverem e aprenderem a se virar inicialmente, foi a morte do Manato que deu propósito a eles, por trágica que tenha sido. Até então eles eram como crianças acostumadas a andar pelo mundo segurando na mão dos pais. Foi difícil, mas curiosamente foi a fase em que eles estiveram mais sintonizados entre si. Graças ao senso de propósito, sem dúvida, mas parcialmente talvez graças a um problema externo também: a Mari.

Shihoru

Shihoru

Muito já foi falado sobre a Mari em artigos anteriores sobre episódios focados nela, mas vale dar uma resumida: ela também veio de um grupo que sofreu uma tragédia, como o grupo do Haruhiro, mas ao contrário deles, a tragédia dela foi muito maior porque o grupo foi praticamente dizimado, restando vivos apenas ela e mais um sujeito. Para agravar ainda mais a situação, pareceu-me que ela estava apaixonada pelo líder do grupo, que morreu. Imagine se ao invés de apenas o Manato tivesse morrido todo mundo exceto a Shihoru e o Moguzo. Acho que a situação da Mari era mais ou menos essa.

Moguzo

Moguzo

Outros grupos já haviam desistido da Mari, e ela não se importava muito com isso. Quero dizer, por um lado ela se importava, ela é um ser humano e queria que alguém se importasse com ela, queria que não desistissem dela, mas por outro lado ela não queria se apegar a ninguém por medo de se machucar de novo se voltasse a perder a pessoa, daí ela desenvolveu uma personalidade horrível. Por causa da situação particular que o grupo do Haruhiro vivia e da insistência do próprio Haruhiro, eles conseguiram se entender e resolver seus problemas de relacionamento. Cada um ajudaria o outro a superar seu trauma depois.

Yume

Yume

O Ranta foi quem mais deu o que falar nesses últimos episódios, e quem mais deu motivo para ódio e ressentimento durante todo o anime. Ele é uma pessoa difícil de lidar mesmo, é mal educado e desrespeitoso com os outros. Não revela seus verdadeiros sentimentos e age como se não se importasse com os sentimentos dos outros. Ele é o que parece ser: um crianção que não sabe como lidar com a situação. Quer chamar atenção, quer ser admirado, querido, mas tem um tipo de “orgulho” (não sei se é bem isso) que o impede de buscar isso de forma honesta. Se faz de durão, mas é uma máscara para esconder seu lado frágil (ele é o segundo personagem que mais chorou no anime inteiro, atrás apenas da Shihoru; pense nisso). Ao mesmo tempo, ele confia de verdade em seus companheiros e gosta deles. E gosta particularmente da Yume, que não à toa é seu principal alvo.

Mari

Mari

A Yume que sempre pareceu forte e que, bem, é forte mesmo. De verdade, não vi nenhum momento de fraqueza dela. Ela até mesmo aguentou a zombaria do Ranta a maior parte do anime quieta, só se enfurecendo quando ele ultrapassou todos os limites para observá-la e a Shihoru nuas no banho. Foi apenas nesse último episódio que ela revelou que a zombaria dele a incomodava de verdade. Eu vi o Ranta incomodar a Shihoru logo no primeiro episódio, mas nunca teria imaginado que a Yume se sentia realmente mal com o que ele dizia. Quero dizer, ela ficava com raiva sim, mas sempre achei que fosse apenas porque ele obviamente a estava agredindo, não porque ela se sentisse atingida de verdade. E eu achava que ela gostava do Haruhiro, mas me parece agora que era apenas um traço de sua personalidade extrovertida que a parecia fazer especialmente próxima do protagonista (que era quem, afinal de contas, o anime focava, de forma que tivemos poucas chances de vê-la agindo de forma mais íntima com os demais personagens).

e Haruhiro. Próxima aventura?

e Haruhiro. Próxima aventura?

A Shihoru encerrou seu arco de desenvolvimento com a vingança contra os goblins que mataram o Manato, e o Moguzo sempre foi o gigante gentil do grupo. Já chegaram fortes a esse arco, e foram fortes até o final. Do Moguzo era o esperado, mas confesso que fiquei surpreso em ver a Shihoru conjurando confiante magias de ataque poderosas.

E o líder, o Haruhiro. Ele demorou a aprender que jamais seria como o Manato, mas que ainda assim ele poderia ser um bom líder, à sua própria maneira. E quem o ensinou isso foi o Ranta. O Ranta ainda o “salvou” nesse episódio final quando o ordenou que sobrevivesse. Ele próprio, o Ranta, um sobrevivente (a fuga dele foi espetacular, convenhamos), estava ordenando ao Haruhiro que sobrevivesse, como se fosse questão de vontade. E pode não ser só vontade, mas é preciso vontade também, não é? O Haruhiro disse no episódio anterior que confiava que o Ranta sobreviveria porque ele era “sortudo”, mas lógico que não foi apenas sorte que tirou o Ranta do apuro em que ele estava. Com sua vontade redobrada, Haruhiro lutou, e então a sorte sorriu para ele: ele enxergou o caminho que deveria fazer com sua lâmina para matar o chefão. Ele conseguiu, seus amigos o salvaram, eles ficaram ricos com a recompensa. E parece que vai mesmo rolar um sentimento entre ele e a Mari, não é?

Grimgar é uma história sobre um grupo de jovens que são jogadas em um mundo estranho e mortífero. Precisam matar ou morrer todos os dias, literalmente. E precisam aprender a conversar, confiar e compartilhar os sentimentos uns com os outros para sobreviver. Manato era um bom líder, mas embora ele não se visse como alguém acima dos demais, todos os outros olhavam para cima em sua direção esperando obter respostas. Ele os protegeu até a morte como um pai. No final eles conseguiram sobreviver como companheiros, como irmãos, como amigos de verdade, apesar de todas as diferenças.

Esse casal é de verdade, né?

Esse casal é de verdade, né?

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        Não sou fã não, acho que é difícil para alguém de fora do grupo gostar dele. Como eu disse noutro artigo o Ranta é como aquele seu amigo que só fala e faz merda, que te deixa com raiva ou com vergonha alheia com mais frequência do que seria saudável, mas que é seu amigo, então você aprendeu a lidar com ele e a depender dele no que ele tem de bom.

  1. Confesso que passei mais tempo torcendo para que o Ranta morresse do que qualquer outra coisa, mas reconheço a importância dele para o grupo, especialmente nesse último arco. Não consigo vê-lo como par romântico de ninguém, muito menos da Yume que é uma das minhas personagens favoritas da temporada. Eu não shippava Haruhiro e Mary (torcia por Haruhiro x Yume), mas olha essa última imagem do artigo!!! Como alguém pode não shippar esses dois depois de ver uma cena dessas?!? *——–* Preciso da segunda temporada pra ontem!!!! s2

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      O Ranta gosta (ou pelo menos sente-se atraído) pela Yume, isso é um fato, hehe. Ela se incomodar com ele pode ser duas coisas: ou ela se sente insegura consigo mesma e por isso ele a machuca, ou ela se sente triste quando _ele_ a ofende. Essa segunda possibilidade você sabe pra onde leva, né? Mas acho que Grimgar tem mais cara de harém (até a gatuna mestra do Haruhiro sugeriu isso), então é mais provável que a Yume tenha uma quedinha pelo protagonista também.

      E sim, o desenvolvimento do relacionamento entre o Haruhiro e a Mari nos últimos episódios, sem palavras, só com gestos, foi bonito de se assistir, hehe.

  2. Apreciador das Coisas (mas apenas apreciador mesmo)

    Não foi o melhor, mas foi o meu preferido da temporada. 🙂 Nem lembro quando foi a última vez que eu simplesmente senti um certo prazer ao assistir episódio por episódio; nada de vontade de querer o próximo, ou me empolgar com cada capítulo, mas sim aproveitar os breves 24 minutos que cada episódio pode oferecer.
    Mesmo Erased com todo o seu suspense não me cativou tanto quanto Grimgar.

      • Apreciador das Coisas (mas apenas apreciador mesmo)

        Eu preciso assistir Rakugo (assim como muitos outros dessa temporada dele, mas Rakugo principalmente – apenas pela forma como é tratada a vida) :0
        A temporada de Janeiro foi fraca pra mim, assisti só quatro. hahahahaha

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