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Continuando com os artigos de Concrete Revolutio! Eu escrevi artigos episódio a episódio da primeira temporada do anime e escrevi as primeiras impressões sobre essa temporada. Escrevi até uma linha do tempo (vou publicar uma nova e mais completa assim que tiver tempo). E como gostei muito e continuo gostando, vou continuar publicando artigos episódio a episódio de Concrete Revolutio! Espero que você goste também!

Um dos arcos mais pungentes da primeira temporada envolvia uma banda musical, e a grande batalha final da temporada ocorreu sob música ao vivo. O subtítulo da segunda temporada é “A Última Canção”, e um dos grupos antagonistas da série é uma agência de talentos e o segundo episódio foi sobre o triste destino das Angel Stars, as estrelas da agência na primeira temporada. Dá para começar a ir especulando o que pode acontecer, não dá?

Enquanto o anime não entrar em nenhum arco mais relevante para o enredo central, especular é tudo o que podemos fazer.

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A Emi está participando mais nessa temporada

A Emi está participando mais nessa temporada

O segundo e o terceiro episódios tiveram em comum o fato de contarem uma história de forma linear, ao contrário do padrão de Concrete Revolutio até agora, e de serem, até prova em contrário, histórias laterais mais ou menos fechadas sem conexão direta com o enredo principal (o segundo talvez venha a ter), mas que revelaram um elemento que provavelmente vai ser bem mais importante ainda. A unidade temática entre os dois episódios diz respeito à ambição humana, um tema comum na época do anime, em torno dos anos 1960. Num caso um romance entre duas das Angel Stars é tragicamente encerrado para preservar a imagem do grupo e os lucros da agência e no outro uma antiga divindade é esquecida e sua floresta é derrubada para a construção de uma rampa de salto de esqui para um evento mundial.

O segundo episódio foi sobre a desgraça das Angel Stars. Foi provavelmente mais relevante para a história também, sendo elas personagens mais importantes que estão no elenco do anime desde a primeira temporada. O que já parecia provável desde o episódio anterior para mim (e desde algum momento da primeira temporada para os mais atentos ou mais especuladores) é confirmado: Jirou conseguiu controlar seu poder graças aos fumers. Quando eu soube da existência deles na primeira temporada e quando eu soube da conspiração deles, ainda estava inclinado a acreditar que eram uma espécie super evoluída e benevolente. Acabaram todas as minhas especulações nesse sentido nesse episódio, se redimindo na última hora apenas Akita, o chefe do Escritório de Super-Humanos.

Judas com cara de que não tá fazendo o bem

Judas com cara de que não tá fazendo o bem

Os fumers são de fato super evoluídos, mas dependem de um hospedeiro para sobreviver, então são essencialmente parasitas. E parasitas de cadáveres ainda por cima, não é possível sequer coexistência. O objetivo deles era desenvolver a espécie humana e criar super-humanos para que fossem um dia seus hospedeiros. Em outras palavras: estavam selecionando e aprimorando a espécie humana como pecuaristas fazem com gado. Por motivos que me escapam completamente à razão, o Akita desistiu disso na última hora e arquitetou um plano para que o Jirou matasse e absorvesse os três fumers. Será que isso também não é só parte de um grande plano de dominação fumer? Outra revelação é que o Mestre Última é supostamente um híbrido entre humano e fumer. Isso também não parece fazer muito sentido, mas apenas guardemos a informação.

Os fumers revelam suas verdadeiras intenções

Os fumers revelam suas verdadeiras intenções

Por fim e mais importante, o segundo episódio revelou que o sangue do Jirou está sendo usado para conceder super-poderes a outras pessoas, e quem fez isso foi ninguém menos que Judas, que na primeira temporada sempre esteve ao lado do Jirou. Na animação de encerramento do anime inclusive ele aparece no “Time Jirou”. Mas ele se chama Judas, e esse é um anime cheio de referências, então já sabe, né? Enfim, falei, falei, e não comentei sobre a história do segundo episódio em si. Bom, resumidamente, duas garotas membras da Angel Stars se apaixonaram e em circunstâncias misteriosas uma delas morreu (provavelmente foram forçadas a se separar e ela veio a se suicidar ou fugiu e desapareceu de alguma forma, o que justificaria melhor o comportamento de sua parceira nesse episódio) e a banda acabou desfeita. Apenas uma delas continua afiliada à agência e segue sua carreira solo, enquanto a parceira abandonada busca reencontrar sua amada caçando alienígenas – seu objetivo é encontrar um fumer. Houve um breve conflito, descobrimos de resto que o Cavaleiro Arco-Íris não era um super-humano, e elas fugiram.

O terceiro episódio foi bem pior. Animação nunca foi o ponto forte de Concrete Revolutio, o que ele compensa com estilização, mas nesse episódio nem uma Emi possuída por uma deusa salvou. Ok, ela salvou, estava bem bonita, hehe, mas o episódio foi muito mal animado. E a história foi bem fraca também. Um grupo de saltadores de esqui passou por uma operação para se transformarem em super-humanos exceto um deles, que estava com medo – e ele acaba me deixando em dúvida se o medo dele era a operação ou de representar o Japão no campeonato mundial. Foi bom assim. Por causa disso ele virou apenas um saltador de teste e os outros membros da equipe (exceto um) passaram a hostilizar ele. Até entendo, se sentiram abandonados e coisa e tal, mas isso foi mal desenvolvido (“mal desenvolvido” nível “não foi nada desenvolvido”) e eu não os conhecia e provavelmente não irei vê-los de novo, então absolutamente não consigo me importar com nenhum deles.

Foi bom assim

Foi bom assim

A ideia do conflito do terceiro episódio é interessante: uma antiga divindade esquecida aproveita um evento para causar na cidade de Sapporo às vésperas de um evento mundial. Mas o conflito em si é idiota: ela faz crescer flores na cabeça de todo mundo. Foi bom assim. Tudo bem, no final as flores se revelaram “antenas” pelo meio das quais a deusa controlou as pessoas e as levou até o local onde antes um ritual era realizado anualmente (não por acaso, na base da nova pista de salto de esqui) e as transformou em árvores … com uma clareira no meio. Era um “alvo” para um saltador. O antigo ritual dela, esquecido, era atingir uma flecha em um alvo. Deuses também sabem se atualizar aos novos tempos, só não gostam de se sentir excluídos, como você pode ver. Foi bom assim. Enfim, o saltador de teste realiza o “salto ao alvo” e aplaca a divindade. O que tudo isso tem a ver com a história? Apenas a pista nada sutil que a Emi deu no fim do episódio: “imagina se algo assim acontecesse em Tóquio”. Agora já sabemos quem será o vilão do arco final de Concrete Revolutio, não é?

A Emi ficou bonitinha possuída pela deusa

A Emi ficou bonitinha possuída pela deusa

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