Duas pessoas tão diferentes

Majime gosta de muitas coisas. Ele gosta de ler, gosta de palavras, gosta de dicionários. Gosta de observar pessoas, gosta de observar detalhes, gosta de entender significados. Gosta de poesia, gosta de escrever. Gosta do trabalho que ele tem. Gosta da Kaguya.

Apesar de gostar de muitas coisas, ele não tem o costume de esforçar-se muito por todas elas. O “estudo de pessoas” de que gosta se satisfaz com uma mera observação das filas de passageiros saindo de trens e lotando escadas rolantes. Ele não tem o costume de escrever. Ele trabalhava em uma editora de livros sim, o que parece perto de seus gostos, mas era mero vendedor, o que não combina nada com ele, e nada fazia para mudar isso – estava mais próximo de ser demitido do que de receber qualquer promoção ou chamar a atenção de algum chefe. Foi a providência divina que colocou Nishioka e Araki em sua vida.

E ele gosta da Kaguya, mas não foi capaz de se declarar de frente. Escreveu uma longa carta (na hierarquia das coisas, essa certamente lhe pareceu menos difícil), a entregou e fugiu. Fugiu mas ficou esperando que as coisas acontecessem sozinhas. Mas as coisas do mundo teimam em não acontecer sozinhas.

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Ou talvez não, bobalhão

Ou talvez não, bobalhão

Já pode-se traçar mais um paralelo entre Nishioka e Majime. E um paralelo mesmo, dois caminhos disjuntos que jamais se cruzam: o Nishioka é alguém que faz e acontece, ao contrário do Majime, que é alguém que pensa e espera. Quando a crise se instalou no departamento com a ameaça de cancelamento do dicionário, Nishioka não teve dúvidas e simplesmente queimou algumas etapas do processo editorial para tornar A Grande Travessia em fato consumado. Isso poderia ter dado errado. Isso custou caro para o Nishioka.

Ao mesmo tempo, o Nishioka é alguém que não tem o costume de pensar. Ele foi incapaz de perceber o valor de um diamante bruto quando um lhe foi esfregado na cara. Achou que era só um pedaço engraçado de carvão. Me refiro, claro, a quando ele conheceu o Majime por acaso. Um exemplo mais eloquente e completo da personalidade do Nishioka é sua relação com Miyoshi: dane-se o que os outros esperam ou achariam. Eles sentem conforto na presença um do outro, é conveniente morarem juntos, então juntos eles moram. Com o devido cuidado para não serem descobertos, lógico, mas ele tem dificuldades para ir além da superfície.

Uma caloura da sua faculdade, que o acompanhou até a vida adulta, entrou na mesma empresa que ele, no exato departamento onde ele próprio queria entrar, e agora vive com ele como um casal moderno. E mesmo diante de todos esses fatos ele estranhou que ela o tenha ligado do trabalho. E mesmo diante de todas essas evidências ele ainda teve um breve momento de realização: Ó, então a Miyoshi se preocupa com ele! Preciso dizer mais sobre a visão curta do Nishioka? Mas sem dúvida ele é alguém que faz.

Ao contrário do Majime, que por isso mesmo quase entrou em curto-circuito quando soube que o Nishioka deixaria o departamento de dicionários. Como assim? O que ele faria dali por diante? Aliás, ele teria que fazer mais coisas dali por diante?? Isso o aterrorizou por alguns minutos que sem dúvida devem ter-lhe parecido anos, mas pensador que é, logo encontrou a resposta: sim, ele vai precisar fazer as coisas. Simples assim. Complicado assim. E inevitável também.

Ele demorou um pouco mais, mas acabou percebendo ainda naquela noite que havia outras coisas que ele também precisava fazer se queria esperar algum resultado. Depois de um pesadelo acordado, Majime absorveu a lição aprendida com o Nishioka e entendeu que, no trabalho ou no amor, se ele queria algo, ele precisava fazer. Ele já havia entregado uma carta para declarar seu amor por incapacidade de fazer uma declaração mais direta, e depois disso tudo o que fez foi errado.

Fugiu após entregar a carta mas ficou a noite inteira esperando por uma resposta. Como não veio naquela madrugada ainda a resposta para uma enorme e prolixa carta de amor de quinze páginas, ele se deixou pautar pelo medo e em seu coração transformou possibilidade em certeza, passando a fugir sistematicamente da Kaguya para evitar escutar a recusa, que ele sem dúvida considerava muitíssimo provável. É interessante que até ele se achasse um idiota por agir assim. Mas não é como se ele conseguisse ser diferente. Não até saber como o Nishioka fez o que tinha que fazer e se sacrificou para salvar seu projeto no trabalho. Não até entender a necessidade da atitude.

Então, finalmente Majime reuniu forças para cobrar uma resposta direta da Kaguya. Mas ai! Ela não havia entendido a carta! Como já era imaginável, aliás. Ao descobrir que aquela carta era sim, enfim, uma declaração de amor, foi a vez da Kaguya fugir. Não para se esconder, mas para refazer o que era preciso: reler a carta, agora totalmente consciente do que estava lendo, mesmo que não fosse ainda capaz de entender tudo. O sentimento ela já havia entendido. Ela precisava ler para entender o próprio sentimento, do qual declararia depois já estar consciente pelo menos desde a roda gigante (ou seja, quase ao mesmo tempo que o Majime!).

Ela leu, retornou, e aceitou os sentimentos do Majime, pois eles eram também os seus. Algumas coisas às vezes nos caem no colo, talvez seu emprego dos sonhos te caia no colo como caiu no do Majime, mas isso não significa que será menos trabalhoso do que um emprego normal. A maioria das pessoas importantes em nossas vidas conhecemos por acaso, mas elas só se tornam importantes após fazermos coisas juntos das quais não queremos nos esquecer tão cedo. É importante saber a hora de fazer, como o Nishioka, e a hora de pensar, como o Majime. Você está mais para qual dos dois?

Tudo está bem quando termina bem

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  1. Sabia que não ia ficar decepcionado com a espera da resenha do “Mexicano”…Excelente analise do progresso dos personagens. Fiquei quase sem palavras!
    Majime agora se torna um personagem de saga heroica, viu o sacrificio do Nishioka pelo projeto, o exemplo do autor do Genkai e teve de entrar em termos consigo mesmo. A cena que ele se imbui desse “senso de missão” é das mais tocantes, como todas as cenas desse ep.

    Alias, quem viu o filme e vê esse anime…Chega a conclusão que o filme chega a ser uma comédiazinha romantica bobinha de “Sessão da Tarde” (esclarecimentos aos nossos amigos patricios do outro lado do atlantico é uma sessão de filmes na tv aberta do canal de maior audiencia daqui desse lado, só de filmes bobinhos). A Kaguya não é aquele mulherão que se vê no anime e os dialogos, precisamente na cena da resposta, são algo assim meio “duros”. Mas não se pode criticar, são formatos diferentes é gente de carne e osso contra a imaginação de outra pessoa (tambem de carne e osso) que pode imaginar aquelas cenas de uma outra forma (neste caso: melhor).

    Mas neste ep., e estamos falando de um anime, o que me impressionou foi que vc não notava as cores, a qualidade da animação etc etc…Vc presta atenção nos personagens, nos dialogos (exceeeepppcionaaaaiiiiissss), nos seus trejeitos, nos seus olhares…Era pura arte cinematografica (desculpe eu não me canso de dizer isto), você simplesmente esquece que é uma ANIMAÇÃO! Penso que se fizessem o filme de novo os atores aprenderiam muuuuiiiito com o anime. Talvez, não fosse mais uma comediazinha romantica bobinha (nada contra são otimos time wasters) e Fune wo Amu (the movie) entrasse para a lista de melhor filme estrangeiro no Oscar. E talvez até levasse a estatueta para casa…

    Só ficou uma decepção…Não é bem uma decepção…Teve uma cena em close quando o Majime tava folheando o Genkai dele houve um close em um ideograma, infelizmente não houve a tradução (nem em ingles). Não que isso seja uma tragédia, mas como esteve em close a tradução poderia melhorar mais o desfrute do episódio. Mas não prejudica o conjunto da obra deste ep. belissimo…Se alguem aí souber o que aquele ideograma quer dizer, este aqui gostaria muito de saber…

    Quanto a pergunta no final do nosso resenhista preferido…Só tenho a dizer…

    Me pergunto isso desde os meus tempos priscos…E vamos ao ep. 7!!!!

    • James poderias dizer-me se o anime vai conseguir chegar à parte em que o filme acabou, eu ainda não vi o filme completo, mas sei que vai haver um avanço no tempo entre certos acontecimentos, achas que o anime vai ser capaz de chegar ao dita cuja que é a publicação de A Grande Passagem. De resto excelente comentário James concordo com tudo o que escreveste, este anime merece todos os elogios possíveis, geralmente os estúdios não gastam muito da sua verba para este tipo de anime, mas este estúdio que eu não conhecia está a fazer um trabalho magnifico com este anime.

      • Bem, o desenvolvimento do anime está mais de acordo com o livro (pelos comentaristas do MyAnimeList que o leram). No filme, em comparação com o anime, houveram partes que sairam fora. Não dá para saber…Por isso, devido ao arco de tempo ser de dez anos, acho que vai ter segunda temporada pq até agora a Midori (revelar quem é dá spoiler no filme e no anime) não apareceu. Mas se estiver curioso veja o filme completo antes (ele tambem tem seus momentos bons) mas o anime o superou em todos!!!!

        E quanto ao estudio ZEXCS tem algumas boas no curriculo como “Say I love you” e. Mushi-shi, mas o resto é puro “mainstream”.

    • Obrigado pela resposta James, eu já vi um pouco do filme e gostei, agora só me falta tempo para ver o resto. Era bom que tivesse uma segunda temporada, quem sabe o estúdio aprove uma. Já ouvi falar que o Mushi-shi é muito bom um dia tenho que o ver.

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      Adoro analisar personagens. Provavelmente é o que eu mais gosto em qualquer anime, mesmo em animes de ação ou em comédias bobas (veja o meu esforço cobrindo Shomin Sample e One Punch Man ano passado, hehe).

      Mas não é verdade que eu não perceba a animação, eu percebo e muito, porque no caso de Fune wo Amu (e de Hibike! Euphonium) ela está ajudando a caracterizar os personagens, a dar a eles essa dimensão humana de que você fala. Fune wo Amu (e Hibike! Euphonium… me desculpe continuar citando-o, é que estou gostando tanto quanto mas ninguém está assistindo, ninguém está comentando, fico com abstinência, hahaha!) vem sendo genial!

      Obrigado pela visita e pelo comentário! =)

      • Prezado “Mexicano” acho que me expressei mal. Não estava citando vossa pessoa estava referindo a mim na terceira pessoa…Apresento as minhas desculpas pelo mal entendido…

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        E eu entendi isso, mas quis aproveitar o gancho pra falar sobre o assunto e estava morrendo de cansaço no meio da madrugada, eu que peço desculpas =D

  2. E para atiçar os fãs…No ep. 7 o Nishioka apronta uma que…Olha…Não é a toa que é “o garoto mais esperto da sala”…E a Remi está linda e vaporosa, essa menina estava mesmo precisando um momento Marisa…

  3. Já fazia um bom tempo que um anime me despertava tanto a atenção como este anime, este anime conseguiu desde o primeiro uma coisa que poucos animes conseguiram comigo, a ansiedade de ver o próximo episódio.
    O Nishioka não tenho mais nada a disser, nos últimos episódios ele ganhou o meu respeito, ele parecia uma coisa e saiu outra, aqui está o motivo de nunca julgar-mos um livro pela capa. Todo o esforço que ele faz para a concretização que é a edição e publicação de A Grande Passagem são dignas de nota. Concordo contigo quando dizes que o Nishioka é mais de agir e seguir avante com os seus planos independentemente do resultado, ao contrário do Majime que pensa e espera o melhor momento para agir.
    A melhor parte do episódio foi aquele momento em que o Majime ganha coragem e pergunta para a Kaguya se ela tinha lido a carta de amor que ele tinha escrito e ela cora e foge para o quarto para reler a carta, que momento mais lindo e acima de tudo adulto, não houve cá a Kaguya a fazer figuras, ela simplesmente corou e recuou para reler a carta do Majime lhe tinha dado. Naquele momento em que o Majime vai para o quarto a pensar que tinha sido rejeitado, foi uma tristeza, já que o Majime não está acostumado com as dores que o amor trás atrás de si. Aquela cena em que a Kaguya entra no quarto e fala com o Majime foi muito linda, principalmente nos diálogos simples, a iluminação, os olhares a maneira de estar da Kaguya tudo simplesmente tudo nestas cenas foram excelentes, como o James diz se fizessem um filme novo os actores com certeza iriam aprender muito com o anime.
    Respondendo à questão que colocaste na última frase do artigo, eu sou mais do lado do Majime, penso muito nas coisas, aguardo ou espero que as coisas estejam de feição para fazer determinada coisa, isto é um dos meus defeitos tal como o Majime se este não evoluir.
    Como sempre mais um excelente artigo de Fune Wo Amu Fábio.

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      Aquela cena do Majime e da Kaguya nas escadas foi um exemplo de animação incrível aplicada à caracterização dos personagens. Em uma comédia romântica boba teríamos as expressões clichê de constrangimento, com poucos quadros-chave e que não permitem aferirmos muita coisa sobre os personagens sobre elas. Mas em Fune wo Amu houve uma sequência de expressões, tanto da Kaguya quanto do Majime, que deram um pequeno vislumbre sobre o que se passava pela cabeça deles e o que estavam a concluir: a Kaguya tomou um susto, em seguida ficou envergonhada e tomada por uma sensação de urgência pôs-se a correr. Enquanto isso o Majime abordou-a com feição triste porém determinada, rapidamente transformada em surpresa reflexa por causa da forte reação da Kaguya, e que terminou em melancólica vergonha.

      Graças ao spoiler que o James deu em comentário no artigo anterior, eu já sabia desde o começo que o Majime não seria rejeitado, mas mesmo se não fosse o caso a sequência de expressões da Kaguya revelou que ela não tinha essa intenção. Já o Majime, pobre coitado, inseguro que já estava conseguiu apenas resignar-se com a negativa que ele acreditava ter recebido.

      Obrigado pela visita e pelo comentário! =)

      • Na hora que o Majime houve a Kaguya a dizer que também gostava dele, eu imaginava que o Majime ia ter um ataque, já que as probabilidades estavam contra ele. Outra coisa que mais admiro neste anime é a abordagem mais adulta nesta temática o amor, a Kaguya foge os clichês actuais das personagens femininas, é bonita e elegante, mas não de forma exagerada como a maioria dos animes de romance ou não em que as mulheres têm formas exageradas, por isso posso dizer que a Kaguya tem uma beleza natural e mais adequada à realidade.
        Já agora Hibike é bom, eu não vi a primeira temporada, mas a segunda parece que está a ser boa, não me lembro de nenhum anime em que tenhas dado tantas 4 e 5 estrelas por episódio como nesse anime.

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        A Kaguya segue o estereótipo da mulher japonesa ideal, ou Yamato Nadeshiko. Uma mulher comedida, prendada e bela (com longos cabelos pretos, como há de ser a beleza japonesa). Seu nome não é à toa, como já disse, é referência direta à Princesa Kaguya do Conto do Cortador de Bambus, história folclórica japonesa (que recentemente recebeu uma reinterpretação animada brilhante do estúdio Ghibli, pelas mãos do diretor Isao Takahata: O Conto da Princesa Kaguya; se ainda não assistiu, pare tudo e vá ver agora mesmo!). No Conto do Cortador de Bambus a personagem central Kaguya também é uma Yamato Nadeshiko.

        Mas há uma pequena subversão do estereótipo em Fune wo Amu, no sentido em que a Kaguya busca uma profissão masculina e é uma mulher independente.

      • Eu vi o filme O Conto da Princesa Kaguya no cinema (dos poucos filmes japoneses que vêm para cá) e amei, vi-o duas vezes no cinema e em ambas as vezes gostei do que vi, afinal é um filme do Ghibli. Já para não falar da excelente arte do filme que era muito fora do vulgar.

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        Eu vi em uma mostra, um cinema menor, e depois estreou em circuito comercial e assisti de novo em sala grande. Sensacional.

      • Aquilo que mais gostei do filme foi a arte, como hei-de pôr em palavras, a arte parecia uma pintura artesanal, cada frame do filme de certeza absoluta foi desenhado à mão (já se sabe que o Ghibli não gosta de usar computação gráfica), as cores tudo na arte desse filme é linda. Já para não falar a mensagem que o filme nos transmite, eu já conhecia o conto mas vê-lo animado foi muito bom. Eu vi o filme numa das maiores salas de cinema do país, eu desloquei-me duas vezes a Lisboa só para ver este filme, foram os 15 euros mais bem empregues na minha vida.

      • Pô…Foi mal aí…Não era minha intenção dar um spoiler, pensei que era um teaser…Desculpe, não irá se repetir da minha parte…

        Só para constar 1: já saiu o ep. 7 legendado em português…
        Só para constar 2: o “Conto da Princesa Kaguya” é realmente fantástico.
        Só para constar 3: um teaser do ep. 7…O Nishioka dá um Ippon num velhote (é serio!)

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        De boa, já tomei spoilers muito piores e preciso simplesmente saber lidar com isso. Ossos do ofício =D

        “O Nishioka dá um Ippon num velhote”

        EU FALEI QUE ELE É DO TIPO QUE AGE PRIMEIRO, PENSA DEPOIS, NÃO FALEI?? LOL

  4. No trabalho, Nishioka finalmente disse que seria transferido. Eles terão menos pessoas para lidar com o trabalho, além da revisão de outro dicionário. Terão que fazê-lo, apenas isso, não há o que dizer ou reclamar. A ansiedade, tanto no trabalho quanto em sua vida amorosa, fez Majime ficar impotente, seria o início de seu desmoronamento se não se acalmasse ao andar cercado de livros. Majime, então, pede à resposta de Kaguya. Então, ela sente o mesmo que ele. Veremos como o casal se comportará em diante.
    Vale complementar algo talvez interessante: o termo usado pelo Majime para carta de amor é “koibumi”, termo usado para soar algo arcaico, o que dá a entender que Majime, provavelmente por ler literaturas antigas, utiliza termos antigos e incomuns (à Kaguya, pelo contrário, usou o termo “rabu retaa” para carta de amor). Finalizando, acredito que sou mais para o lado do Nishioka. Sou ágil, sim, mas busco ter o mínimo de coerência de minhas ações antes de fazê-las, pelo menos.

    Fora isto, ótimo post. Até!

    • Imagina alguém tentando mostrar seus sentimentos por outra pessoa usando poesia medieval lirica galego-portuguesa com as letras (goticas) da epoca….Deve ser mais ou menos isso…

      • Chega a ser compreensível à Kaguya não ter entendido à carta. Acredito que o Nishioka, como conselheiro do Majime, vá lhe orientar sobre isso.

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        Bom, foi uma das primeiras coisas que o Nishioka percebeu na carta do Majime. Mas depois de ler tudo ele tacou o foda-se e decidiu que era melhor entregar daquele jeito mesmo – claro que ele tinha a vantagem de já saber que era uma carta de amor, coisa que a Kaguya desconfiou mas é complicado quando não temos certeza desse tipo de coisa. Você viu como ela passou o dia pensativa e um pouco para baixo também.

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      Tenho certeza que o Nishioka pretende deixar tudo no jeito pra eles só precisarem continuar de onde ele parou da forma mais fácil possível, hehe.

      E sim, foi bem interessante como a soma das angústias fez o Majime finalmente tomar uma atitude. Quanto ao Nishioka não havia nada que ele poderia fazer, exceto trabalhar. E se queria uma resposta da Kaguya, precisava ir atrás disso, né? De certa forma ele aprendeu a ser assim com o Nishioka.

      E também estou curioso para saber o que vai ser da relação entre o Majime e a Kaguya. Vão ir para a roda gigante todo fim de semana? LOL

      Obrigado pela visita e pelo comentário! =)

  5. E sai agora o ep. 8 (raw) vai ser mais humoristico…Um refresquinho depois da avalanche emocional do 6 e do 7. Neste vai aparecer a Midori….Ela vai dar o que falar…

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