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De certo modo, esse episódio 4 foi o melhor até então, mas não diria que foi perfeito. O episódio em si começou muito bem, mas se perdeu no fim com uma ação mal animada e mal desenvolvida. Apesar dos pesares, eu farei vista grossa e irei falar apenas do lado positivo deste episódio, só pra variar um pouco.


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O objetivo deste episódio claramente foi de mostrar que Mahmut ainda é ingênuo e fraco (não necessariamente em uma batalha) para obter novamente seu título de Pasha. Na verdade, a questão é: o personagem sempre foi assim, então como diabos ele virou Pasha antes? Eu não faço ideia do que aconteceu para ele se tornar Pasha, mas isso não deixa de ser uma espécie de furo, não concorda comigo? Aliás, se ele virou Pasha apenas pelo seu “talento”, então o Neymar já pode virar imperador do Brasil — caso a monarquia volte.

Com o decorrer do episódio, Mahmut vai até a vila onde nasceu e lá encontra Suleyman — um sobrevivente do massacre sofrido pelos Tughril. É explicado que Suleyman só escapou da morte porque não estava na vila no momento, ele estava em uma nação conhecida como Florença (Itália?), e por conta disso, ele se sente culpado por não ter sido capaz de fazer algo para salvar seu povo. Portanto, assim como Mahmut, Suleyman possui cicatrizes emocionais envolvendo esse incidente do passado.


Além de começar o desenvolvimento de Mahmut, este episódio também serviu para mostrar o quão incrível é Zaganos. O personagem, desde sua adolescência, sempre pensou no melhor para sua nação, e até mesmo — como primeira atitude no cargo de Pasha — criou uma rede de espiões para que nada o pegasse de surpresa, consequentemente impedindo que sua nação (Turquia) também seja pega desprevenida. No início do anime, Zaganos foi apresentado como uma espécie de inimigo de Mahmut, e o próprio protagonista sustenta emoções negativas com relação a Zaganos, mas… Não é bem assim! Zaganos não quer o mal de Mahmut, na verdade, ele quer apenas o melhor para sua nação. Sendo assim, ao ver a cegueira de Mahmut — ocasionada pelos seus fortes sentimentos — ele não se conteve e agiu contra Mahmut no Divan. Porém, ele não se desfez do garoto, deu uma chance para ele melhorar, dando a ele o trabalho de reunir informações com seus espiões espalhados por todo o continente (?).

Mahmut, por enquanto, é apenas um herói rebelde que não ouve ninguém e faz apenas o que dá na cabeça, e é justamente por isso que ele não pode voltar a ser um Pasha tão cedo. Tenho certeza que o encontro com Suleyman — um personagem muito carismático, por sinal — fez Mahmut começar a pensar de uma nova forma, fazendo ele evoluir um pouquinho. Esta viagem possuí apenas dois objetivos: reunir informações e a busca por uma redenção. A redenção de Mahmut seria justamente o apoio que ele dará a sua nação com as informações recolhidas, além da sua evolução e amadurecimento como personagem — e ser humano. Concluindo, o episódio em si não foi ruim, apenas não foi incrível. No próximo episódio, Mahmut irá para a cidade portuária de Fenícia, e conforme o preview, provavelmente vai rolar alguma confusão grande. Agora que Mahmut pode ver o mundo com seus próprios olhos, tenho certeza que o protagonista irá evoluir, só não sei se isso será algo realmente positivo para o seguimento da série. Afinal, não adianta o protagonista ser perfeito se o plot do anime for abaixo da média, como está sendo neste exato momento.


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