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Que episódio! Que apresentação! Que recompensa para todas as nossas expectativas! Que aconteceu aqui???

Ah, calma. Essa primeira reação visceral não representa adequadamente o que foi esse episódio, e você que o assistiu sabe disso, não é? Euphonium amarrou suas últimas pontas soltas e empurrou toda a expectativa para o próximo e derradeiro episódio. O que será que vai acontecer? Eu tenho a minha teoria. Você tem a sua?

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Assisti juntos os episódios 11 e 12 com a intenção de escrever um artigo duplo, como o anterior, mas bom, se você já assistiu o 12 sabe que os dois são muito diferentes. Não teve como. Para não dizer que eles não têm nada em comum, devo dizer que fiquei ligeiramente frustrado com ambos.

Não, não são episódios ruins, nem de longe. Eu gostei deles. Apenas estão abaixo da média dessa segunda temporada de Euphonium até aqui. Mas ser abaixo da média quando essa média é quase a nota máxima (avaliei seis dos doze episódios com nota máxima, incluindo os três anteriores) tende a não significar muita coisa.

Enfim, esse foi o episódio-arco da Reina que eu havia conjecturado.

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Que anime deliciosamente previsível! Aconteceu tudo o que eu já havia dito que aconteceria antes mesmo desse arco se anunciar: a Kumiko descobriu os verdadeiros sentimentos de sua irmã, descobriu a verdade sobre a Asuka, e através dos paralelos entre as duas histórias foi capaz de salvar a veterana.

Euphonium não poderia ser mais óbvio nem se quisesse. O anime não é sutil. Mas ele não é expositivo, não é vocal, então ainda depende da atenção do espectador perceber ou não o que está acontecendo – e com um pouco mais de atenção, calcular o que vai acontecer. Se está acompanhando meus artigos deve se lembrar que eu  já havia escrito que o último conflito antes da apresentação final seria entre a Reina e a Kumiko, e seu estopim seria a Reina descobrir a verdade sobre o professor Taki. Esse conflito foi cuidadosamente construído nos intervalos do enredo do arco que se encerra nesses três episódios. O final do décimo episódio não deixa dúvidas. E eu ainda não assisti, mas já li que é exatamente disso que se trata o episódio onze.

Não é preciso ser profeta ou mago para perceber tudo isso. Basta ser bom observador e saber fazer as contas. A beleza de Euphonium está em seu enredo cuidadosamente calculado. Matematicamente calculado.

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E começou o muito aguardado arco do conflito pessoal da Asuka! E começou com tudo, hein? É como se toda a pressão acumulada desde a primeira temporada tivesse explodido de uma só vez na forma de um tapa na cara. Não que a Asuka fosse ficar para sempre na banda do clube do Colégio Kitauji, por razões óbvias, mas ainda assim o fim para ela está sendo certamente mais dramático do que seria para qualquer outra pessoa ali.

Sendo justo, sua mãe não está de todo errada em seu raciocínio, e só consigo discordar mesmo é de seus métodos. Mas eu já fui adolescente e ai!, sei que essa é aquela fase da vida em que a experiência de nossos pais pouco ou nada vale. Ainda sob suas asas já começamos a querer escolher nossos próprios caminhos, e isso é sempre receita para conflitos!

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Eu disse que o próximo conflito seria da Asuka, não disse? Bom, vá lá, isso era previsível. O conflito dela está em gestação desde a primeira temporada e nessa segunda vem se tornando mais aparente a cada episódio que passa. Como uma brisa que vira vento, um vento forte que não para, seguido de um céu que escurece e enfim a tempestade. Não é preciso ser exatamente o Cacique Cobra Coral para prever uma chuva dessas.

Mas não era tão óbvio assim que esse evento ocorreria em paralelo ao conflito da Mamiko, a irmã mais velha da Kumiko. Pois eu cravei que as duas coisas disjuntas tinham tudo a ver ao final do arco da Nozomi e da Mizore. Lá eu disse:

Desde a primeira temporada que vemos o quanto a Asuka se esforça e como parece haver um futuro sinistro à sua frente. Ela já é uma terceiro-anista, afinal. Terá que abandonar a música? Por causa da família? Muito provavelmente. Agora, pare e pense em outra personagem que é mais velha que a Kumiko, que já foi musicista mas desistiu, e que tem relacionamento tenso com sua família.

Não estou exatamente querendo me gabar (talvez só um pouquinho?), até porque esse episódio foi meio que apenas um interlúdio, nem começou o conflito direito, então ainda pode ser diferente do que eu estou imaginando, e também porque não era exatamente a coisa mais imprevisível do mundo. Faço isso para juntar as pontas, para retomar esse tema. Se bem que, como esse episódio, irei fazer primeiro um interlúdio (que talvez tenha muito a ver com o enredo principal).

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Eu queria colocar um link aqui para você ouvir a música do episódio enquanto lê o artigo porque ela é incrível, não é? Mas isso não é possível. Pesquisando, descobri que não é nenhuma peça pré-existente ou coisa assim, mas uma composição criada especialmente para o anime. Sensacional, não é? Dentro da história do anime, é uma peça criada pela compositora fictícia Namie Horikawa, e foi criada na realidade pelo compositor da trilha sonora de Hibike! Euphonium, Akito Matsuda. A tradução de seu título em japonês é o título desse artigo: Dança da Lua Crescente (三日月の舞 – Mikazuki no Mai).

E a KyoAni finalmente fez isso, não fez? Um episódio totalmente dedicado à música. Teve lá as cenas anteriores, mas foi tudo apenas para entrar no clima do grande espetáculo que foi a execução musical, sem nenhuma interrupção (odeio animes musicais onde personagens aleatórios ficam me explicando o que eu deveria estar sentindo; ora, calem-se e me deixem ouvir a música e sentir por mim mesmo!). Para não deixar dúvidas de que aquilo era o importante do episódio, o encerramento tocou logo em seguida. Depois retornou e teve a premiação, mas isso era favas contadas já, não é? Ou acha que havia qualquer possibilidade do Kitauji, no meio da segunda temporada, ser eliminado? Ora, é claro que não. Foi uma situação completamente diferente do final da primeira temporada, onde por improvável que fosse, ainda havia uma pequena chance de que saíssem derrotados. Então a música esteve misturada a um enorme drama e tensão. Agora não. Esse episódio serviu apenas para curtirmos a melhor música e a melhor animação de que o Kyoto Animation é capaz em um anime para TV.

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Nozomi e Mizore. A extrovertida e a introvertida. A pró-ativa e revoltada que foi uma das responsáveis (ou a grande responsável?) pelo êxodo do ano passado e a esforçada silenciosa que nem percebeu o que acontecia ao seu redor. Sopro de metal e sopro de madeira. Outras comparações entre os instrumentos que eu não tenho conhecimento suficiente para fazer. Duas grandes amigas. Uma dolorosa separação.

E apesar do título e dessa introdução eu vou falar mais sobre a Kumiko e a Reina nesse artigo do que sobre a Nozomi e a Mizore. Porque no final das contas, o drama dessas foi usado pelo enredo e em alguns momentos entendido pela própria Kumiko como uma comparação válida para a sua relação com a Reina. Artigo atrasado, episódios acumulados, mas pelo menos temos o benefício de eu poder tratar do arco inteiro de uma vez só, não é?

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