Bom dia!

Gosta de animes sobre artes? Quaisquer artes? Alguma arte?

Esse artigo é o sexto e último de uma série de listas para animes de todos os gostos artísticos, porque existem muitos animes sobre o tema. Nesse artigo: artes tradicionais japonesas.

Listas da série:

6 Animes de artes ocidentais
6 Animes de artes “de otaku”
6 Animes de artes tradicionais japonesas
13 Animes sobre idol femininas
10 Animes sobre idol masculinos
14 Animes musicais

Finalmente, depois de um mês e meio, chegamos ao final da série de listas sobre animes artísticos. Foram 55 animes no total, de diversos gêneros, em artigos escritos por 3 redatores diferentes e contando com a ajuda de vários outros membros da equipe. Você gostou do resultado? Espero que tenha gostado. Se não viu o resto da série ainda, clique nos links acima para ler os demais artigos!

Animes musicais são animes sobre música ou em que a música seja um tema central do enredo. Não tem mistério. É uma arte como qualquer outra, e como escrevi na primeira lista, música só não está incluída noutro artigo porque existem muitos animes musicais, de forma que compõem um subgênero próprio.

De fato, música inclui também os animes de idol, que optamos por subdividir ainda mais, por motivo semelhante: existem muitos animes sobre idols e eles compõe um subgênero a parte. A diferença é simples: idols cantam e dançam, mas não tocam outros instrumentos e nem as bandas que compõem suas músicas costumam ficar visíveis nas apresentações, mas em compensação são artistas mais dinâmicos, trabalhando frequentemente como atores ou atrizes e modelos.

Nessa lista você verá então animes sobre bandas, sobre instrumentistas, de diversos gêneros musicais e de diversos gêneros de anime também.

 

Beck

Hard rock

Beck

Começar a lista em grande estilo!

Beck é a história de como Koyuki, um adolescente que sentia que estava sem rumo na vida, sem futuro, sem coragem para se declarar à garota por quem estava apaixonado, sem sonhos ou desejos, e para coroar, sofrendo bullying na escola, descobriu o rock e como isso mudou tudo.

Não foi uma mudança instantânea, claro, na verdade foi um processo. Enquanto ele aprendia mais sobre rock, como tocar e como cantar, ele aprendeu mais sobre si mesmo. Superou algumas coisas, consertou outras.

Com um grupo de desajustados, como sói ser o caso de bandas de rock, pessoas que talvez não olhassem para a cara umas das outras se não compartilhassem essa paixão e esse sonho, Koyuki conquistou a fama em palcos cada vez maiores e o amor onde ele nunca o teria descoberto não fosse pela banda.

A música do anime também é incrível e o anime presta homenagem a várias lendas do rock.

Leia aqui a resenha de Beck.

 

Fuuka

J-Rock

Fuuka

Outro adolescente que encontrou seu lugar no mundo graças à música.

Yuu não tinha grandes problemas na vida, mas não tinha uma vida especialmente interessante também. Até que Fuuka caiu em cima dele. Literalmente.

A garota amava música e tinha uma voz divina, mas por alguma razão ela nunca havia sequer pensado em tentar cantar em uma banda. Yuu deu a ela essa ideia quase sem querer, depois de ficar impressionado com o canto dela, e Fuuka o arrastou para esse mundo!

O anime tem um triângulo amoroso e clichês de comédia romântica cansativos, mas enquanto Fuuka está em cena sempre vale a pena.

Leia aqui as primeiras impressões de Fuuka.

 

Kokoro ga Sakebitagatterunda

J-Pop

Kokoro ga Sakebitagatterunda

Música é também comunicação.

O que fazer quando um trauma na infância continua te machucando até a adolescência, mas nem a sua própria mãe te entende? Jun Naruse viu o pai traindo sua mãe e nem sabia o que isso era. Ela não tinha como saber que contar tudo iria causar a separação dos pais. A culpa foi dela? O pai disse que era. Ela trancou sua voz.

Sem falar, sua mãe nunca a entendeu. O peso da separação, a pressão de criar a filha sozinha, e ainda isso, uma filha “muda”, fez com que ela nunca entendesse Jun e, com o tempo, passasse a machucá-la com suas palavras também.

É essa Jun retraída, quebrada, magoada, que graças a Takumi descobre que, se não consegue falar, talvez consiga colocar para fora o que está em seu coração cantando. Os dois, além de Daiki e Natsuki têm a tarefa de montar um musical com toda sua turma na escola.

Cada um deles têm seus problemas de comunicação e ao longo do filme irão resolvê-los ao mesmo tempo em que realizam a empreitada com seus colegas. As músicas são incríveis e, como esperado, têm tudo a ver com a história do filme. Se você não se emocionar nem um pouco é porque tem coração de pedra.

Leia aqui a resenha de Kokoro ga Sakebitagatterunda.

 

Detroit Metal City

Death metal

Detroit Metal City

Negishi é um jovem adulto doce, que gosta de coisas delicadas e tranquilas.

Ele também é Johannes Krauser II, o vocalista da banda de death metal Detroit Metal City, auto-proclamado um demônio que veio do inferno para destruir o mundo.

Não, o Negishi não gosta disso. Como ele acabou nessa situação? O anime não conta. Mas essa vida dupla do protagonista o coloca em situações hilárias todos os episódios – e, em alguns episódios, em situações positivamente inspiradoras também, conforme ele precisa ajudar seus fãs sem quebrar a máscara de demônio homicida.

E para quem gosta do gênero musical um pouco mais extremo, as músicas são muito boas também.

Leia aqui a resenha de Detroit Metal City.

 

Interstella 5555

Música eletrônica

Interstella 5555

Um longo clipe animado em forma de história de um álbum eletrônico do Daft Punk.

A arte da lenda do mangá e anime Leiji Matsumoto é um ponto positivo por si só. Se já assistiu algum anime dele, como Capitão Harlock, Space Battleship Yamato ou Galaxy Express 999 irá reconhecer as inspirações para os personagens de Interstella imediatamente.

E, como seus clássicos, Interstella 5555 também é uma história espacial. Uma banda de uma galáxia distante é sequestrada por um produtor inescrupuloso da Terra, que faz lavagem cerebral neles e explora seu talento.

Conseguirão recuperar suas memórias e retornar ao seu planeta natal? E o que será de seus fãs na Terra caso isso aconteça?

 

K-ON!

J-Pop

K-ON!

Um dos principais atrativos de histórias que têm a música como foco são os desafios que os personagens enfrentam ao fazer parte de um grupo musical, quer seja banda, coral, ou um grupo idol. Esses desafios são, geralmente, relacionados ao foco na carreira, problemas pessoais, entre outras coisas.

Esse não é o caso de K-ON!.

O anime foge das características supracitadas ao apresentar um lado que nem sempre recebe tanta a atenção em histórias sobre músicas, que é fazer música sem compromisso. As protagonistas desse simpático slice of life musical não estão preocupadas em seguir uma carreira musical de sucesso.

As únicas preocupações que elas têm é se apresentar nos festivais culturais da escola em que estudam. Isso pode ser entediante para alguns, mas para outros pode ser divertido graças à proximidade que o público vai tendo com as personagens com o passar dos episódios. Até dá vontade de fazer parte do grupo e fazer às mesmas atividades divertidas que elas fazem.

Enfim, K-ON! é um anime sobre jovens (no caso, garotas) aproveitando a vida escolar tendo a música como um pano de fundo.

 

Fukumenkei Noise

Noise rock

Fukumenkei Noise

Fukumenkei Noise é um anime musical com uma enxurrada de sentimentos.

Além das letras das músicas terem significados marcantes para cada personagem, também tem uma história acalentadora sobre a protagonista – Arisugawa Nino – e dois meninos que fizeram parte de sua infância: Yuzuriha Kanade e Sakaki Momo.

Os três se reencontram seis anos depois, após de uma série de eventos, e a música acaba trazendo dramaticidade, não só pela união de um deles, como também o ciúme que o outro tem, e Nino vai decidindo o seu caminho a partir de reviravoltas. O começo é lento, mas depois entendemos o jeito de ser de cada um e a história vai se tornando algo bem bacana.

Um drama romântico cantado em músicas tão boas quanto angustiantes.

Leia aqui as primeiras impressões de Fukumenkei Noise.

 

Sakamichi no Apollon

Jazz

Sakamichi no Apollon

Dizem que uma parte de aprender a tocar jazz é aprender a se comunicar com os outros músicos através de seu instrumento. Sakamichi no Apollon certamente acredita nisso.

O anime conta a história de Kaoru Nishimi, um pianista e aluno de primeira classe que se muda para outra cidade quando começa o ensino médio. Ansioso e temendo ser rotulado como um excluído, ele se mantém invisível, ou pelo menos tenta até que os problemas o encontrem.

Seu colega delinquente Sentarou toma uma afeição inexplicável por Kaoru e o apresenta ao mundo musical do jazz, fazendo a vida de ambos dar um giro de 360º.

A animação das sequências e a própria música encapsulam perfeitamente as emoções desses personagens, retratando o desenvolvimento de cada um deles ao longo da trama, sendo por vezes mais importante do que o diálogo. Além disso ele ainda conta com a composição da incrível Yoko Kanno – fazendo parceria mais uma vez com o diretor Shinichiro Watanabe -, trazendo referências à lendas do jazz, como Art Blakey e Chet Baker.

 

Shigatsu wa Kimi no Uso

Música erudita (piano e dueto piano e violino)

Shigatsu wa Kimi no Uso

Senta que o drama ainda está pouco.

Kousei era um prodígio no piano quando criança, em parte graças ao treinamento extenuante de sua mãe. Porém, ela adoeceu e eventualmente morreu, mas não sem antes sofrer muito, definhar lentamente e descontar sua frustração no filho. Os ensaios se tornaram cada vez mais torturantes e a música de Kousei nunca era boa o bastante para ela. Ele nunca mais quis saber de tocar.

Até que conheceu Kaori. A garota que amava tocar violino do jeito que queria fez questão de trazer Kousei de volta ao piano e aos palcos. Até aí tudo bem.

O garoto ainda estava tocando meio a contragosto e recuperando o tempo perdido sem ensaios, começando devagar a se lembrar da alegria de tocar, quando problemas românticos começam a preencher seu coração. E um trauma do passado volta para lhe assombrar.

É difícil de dizer se a melhor música de KimiUso são os duetos de Kousei e Kaori ou as performances ao piano do protagonista. Ainda bem que você não precisa escolher porque tem tudo isso no anime.

 

Nana

Punk rock e J-Rock

Nana

Alguém aí falou em drama?

Nana e Nana vieram do interior para Tóquio. As duas têm o mesmo nome, a mesma idade, se conheceram por acaso no trem, ambas têm histórico de problemas românticos, mas não poderiam ser mais diferentes em todo o resto.

Isso não impediu que se tornassem grandes amigas e que estivessem lá uma para a outra quando necessário a maior parte do tempo. Bom, mais ou menos metade do tempo do anime. Depois o melodrama chega para ficar.

Angústia. Sofrimento. Bem, o que eu posso dizer? A maior parte do anime é bem positiva até, alternando entre o drama e a comédia romântica. Mas no meio do anime Nana mergulha no abismo da melancolia.

O clima no anime melhora um pouco depois, mas a angústia nunca passa por completo e não dá para se livrar da sensação constante de que algo muito ruim pode acontecer a qualquer momento.

Poderia ter mais música também, mas as que têm valem a pena.

Leia aqui a resenha de Nana.

 

Show By Rock!!

J-Pop

Show By Rock!!

Depois de uma sequência de animes dramáticos é bom colocar um mais alegre aqui. Meu coração já está começando a ficar apertado.

Cyan é uma garota normal que foi parar no mundo de Midi City quando foi jogar um game mobile de ritmo. Uma vez lá ganhou orelhinhas de gato e uma guitarra cor de rosa que às vezes fala e tem vontade própria.

Ela acaba em uma banda com Retoree, Moa e Chuchu, e as quatro decidem conquistar Midi City com sua música! Ou pelo menos tentar, antes que um plano maligno cubra a cidade de trevas.

Além da Plasmagica, a banda da Cyan, que toca várias vezes ao longo dos episódios, Show By Rock!! tem várias outras bandas que fazem turnos tocando nos shows e festivais do anime. Tem música para todos os gostos, desde que seu gosto seja por J-Pop.

 

Nodame Cantabile

Música erudita (piano)

Nodame Cantabile

Nodame Cantabile trata da vida de dois jovens que trilham o caminho da música erudita. Nodame é a protagonista e conhece Chiaki por acaso, começando não só uma bela parceria, mas um romance bem incomum e divertido.

Chiaki possui a disciplina, esforço e ambição pra alcançar suas metas como músico, já Nodame nenhum dos três, contando apenas com um dom único que move o coração daqueles que a ouvem.

Nesse desenrolar cheio de descobertas e aprendizados, nossa dupla muda a si e inspira aqueles ao seu redor a fazerem o mesmo. O anime conta com 3 temporadas que cobrem várias fases da vida de todos os personagens que fazem parte desse universo e desenvolve de forma leve porém madura tudo o que propõe.

 

Piano no Mori

Música erudita (piano)

Piano no Mori

Kai é uma criança que nasceu num lugar simples e humilde, sem esperanças ou grandes sonhos, nutrindo apenas um amor pela música erudita que adquiriu através de um piano que encontrou abandonado na floresta próxima a sua casa. Esse instrumento pertencia a Ajino, um talentoso pianista que tinha perdido a vontade de viver e de se dedicar a música que tanto amava.

Além deles, Amamiya é um menino prodígio que cresceu aprendendo a tocar piano desde cedo, mas no entanto sua vida e habilidades como pianista ficam limitadas pelo meio em que vive. Essas três vidas distintas possuem um mesmo elo e é através dele que vão desconstruindo as camadas que os sufocam, avançando e renascendo em meio às dificuldades da vida real e aos seus demônios interiores, tudo isso usando somente o poder transformador da música.

Piano no Mori possui uma excelente trilha erudita, nas apresentações os personagens executam várias peças bem conhecidas de piano e mesmo os instrumentais de fundo nas cenas têm sua beleza e compõem muito bem toda a ambientação do anime.

Leia aqui as primeiras impressões de Piano no Mori.

 

Hibike! Euphonium

Música erudita (orquestra de metais)

Hibike! Euphonium

A saga de Kumiko, que havia decidido abandonar a música quando entrou no ensino médio por causa de uma frustração no primário. Entrou em uma escola sem tradição na música, mas, ela não sabia, com muita gente cheia de vontade de mudar isso.

E é assim que ela volta a tocar seu bombardino e reencontra Reina, que toca trombeta e ficou muito mais frustrada do que Kumiko no primário. A frustração de Kumiko é mais consigo mesma por não ter ficado tão frustrada quanto suas colegas ficaram, em especial Reina.

Mas essa é uma escola sem tradição, afinal, ainda que tenha um punhado de instrumentistas muito bons, em variados níveis de motivação. Problemas adolescentes de todos os tipos se imiscuem e se entrelaçam aos problemas típicos de uma banda de metais. O objetivo? Chegar ao torneio nacional e vencer!

A música é sensacional, e só não consegue ser melhor do que a animação, que eu juro pelo que você quiser que eu jure, é a melhor que o estúdio Kyoto Animation já fez. E estou falando de um estúdio que já é famoso por suas boas animações. Os personagens simplesmente ganham vida na tela. Visão e audição se combinam em um espetáculo multi-sensorial difícil de ser superado.

Leia aqui as primeiras impressões da primeira temporada de Hibike! Euphonium.

Leia aqui as primeiras impressões da segunda temporada de Hibike! Euphonium.

Leia aqui a resenha de Liz to Aoi Tori, spin-off de Hibike! Euphonium.

 

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