Bom dia!

Liz to Aoi Tori, também chamado em inglês de Liz and the Blue Bird, o que nos dois casos se traduz como Liz e o Pássaro Azul, é um filme anime de 2018 do estúdio Kyoto Animation. Faz parte da franquia Hibike! Euphonium, mas não é realmente necessário nenhum conhecimento prévio dos demais animes da marca.

É uma história sobre duas adolescentes no último ano do ensino médio e que fazem parte da banda marcial da escola: Mizore, a oboísta, e Nozomi, a flautista. Como tal, temas musicais tem tudo a ver com Liz to Aoi Tori.

Há também temas literários: dentro da obra, “Liz to Aoi Tori” é o nome de um livro que conta uma fábula sobre uma garota solitária que um dia depois de uma tempestade encontrou uma garota caída na frente de sua casa. Essa garota era na verdade um pássaro azul.

A banda está ensaiando uma peça musical baseada nesse livro e de mesmo nome, e que também tem tudo a ver com a relação de amizade entre as duas protagonistas. Fábula, música e angústias adolescentes são as notas que compõem esse anime que é música para nossos olhos.

Quando o filme começa, a história já começou. Quando ele acaba, ela ainda não acabou. Há uma multidão de personagens secundários que interagem com Mizore e Nozomi. A narrativa é lenta e intimista, bastante focada no turbilhão de emoções que as protagonistas experimentam. Em particular, Mizore, que se for para ser o mais correto possível, é a verdadeira protagonista de Liz to Aoi Tori, sendo Nozomi a deuteragonista.

A narrativa acompanha muito mais a Mizore do que a Nozomi. Vemos muito mais a Mizore olhando para a Nozomi do que o contrário. Como consequência, vemos a Nozomi mais pelos olhos da Mizore do que de um ponto de vista neutro.

É um anime que sem dúvida deve agradar quem gosta de slice of life mais dramático, embora não seja de forma alguma um slice of life. Eu escrevi logo acima que a história não termina com o fim do filme, mas o conflito principal termina sim, e isso é importante.

Antes de tudo, Liz to Aoi Tori é sobre uma ideia. Você deixaria ir embora alguém que você ama? Não falo apenas de amor romântico, porque não é o caso aqui, mas sem dúvida a amizade entre Mizore e Nozomi é tão forte quanto uma paixão avassaladora.

É natural querermos ter sempre perto de nós aqueles que amamos, de uma forma ou de outra. Mas isso nem sempre é bom para eles. É possível amar de verdade e mesmo assim fazer o mal para o objeto de nosso afeto? É justo? E se ele estiver pronto para abandonar tudo só para ficar ao nosso lado?

No livro, Liz encontrou a garota (que era o pássaro azul) e passaram a morar juntas. Elas eram felizes assim. Liz finalmente tinha companhia, e o pássaro azul a amava também e era feliz ao lado dela. Não obstante, elas tinham naturezas distintas e pertenciam a mundos distintos.

 

Liz e o Pássaro Azul

 

O pássaro azul não reclamava, mas não podia evitar olhar para os outros pássaros voando no céu. E ficou confusa quando Liz disse a ela que não viajava no inverno, mas o enfrentava ali mesmo. Pelas manhãs, quando Liz ainda estava dormindo, o pássaro azul abria a janela e alçava voo, retornando antes de Liz acordar.

Elas eram felizes, mas mesmo assim o pássaro azul estava efetivamente preso dentro da gaiola do coração de Liz. O pássaro azul podia voar muito mais, muito mais longe e muito mais alto, mas estava presa a Liz, que começou a ficar cada vez mais dolorosamente consciente disso.

Tanto Nozomi, que já conhecia a história, quanto Mizore, que a leu ao longo do filme, não puderem evitar senão identificarem naquela fábula uma metáfora para a própria relação entre elas, que estão juntas desde antes de entrarem no ensino médio, quando começaram a tocar na banda marcial de sua escola primária, após Nozomi convidar Mizore para isso.

Mizore sempre foi muito introvertida, e esse convite de Nozomi foi como um novo mundo que se abriu para ela. Ela se tornou dependente de Nozomi. Gostava de tudo sobre ela, fazia tudo por ela, junto com ela. Ela se identificou imediatamente com a Liz do livro, pois via Nozomi como seu pássaro azul de quem ela não queria se separar.

Nozomi bastava para ela. Não fazia questão de estabelecer laços com outras pessoas.

Não é que ela seja anti-social, mas sim que reconhece que é extremamente tímida e acredita que, por isso, ela seja muito “chata”. Que sua presença perturbe os outros. Apenas Nozomi a aceita e gosta dela como ela é, ou é nisso que ela acredita. Mizore rejeita as seguidas tentativas de Ririka, uma primeiro-anista que também faz parte da banda, de se aproximar dela. Não quer perturba-la.

Ririka eventualmente consegue atravessar essa barreira, e essa é uma subtrama importante que está no filme para dizer à Mizore que ela tem outros lugares no mundo, não precisa ficar para sempre e o tempo todo ao lado de Nozomi.

 

Ririka conseguiu se aproximar um pouco de Mizore

 

Nozomi, por outro lado, é extrovertida. Faz novos amigos fácil. Já chegou a sair da banda no colégio quando elas estavam ainda no primeiro ano e retornou depois. Tudo sem avisar Mizore, que nunca se ressentiu mas até hoje se sente insegura quanto ao episódio.

É muito boa amiga de suas companheiras do naipe das flautas, e passa com elas mais tempo do que a Mizore gostaria. Conhece o livro Liz to Aoi Tori desde criança e sempre gostou dele, embora mais de uma vez tenha feito a ressalva que preferiria um final feliz.

 

Nozomi e as demais flautistas

 

Ela parece se identificar com o pássaro azul, e portanto, quando ela diz para Liz que preferiria um final feliz, está passando para ela a mensagem de que não é infeliz “presa” para sempre ao lado da amiga.

Conforme os dias passam e a banda ensaia Liz to Aoi Tori para uma apresentação que se avizinha, também se avizinha a formatura do ensino médio para os terceiro-anistas. É o caso de Mizore e Nozomi. Essa apresentação será a última delas na banda marcial do Colégio Kitauji.

Mizore não quer que esse dia chegue nunca. É algo normal, não é? Ao fim do ensino médio, nos separamos da maioria ou de todos os nossos amigos até então. Mizore e Nozomi já tinham caminhado juntas mudando de escola uma vez, será que iriam continuar juntas depois?

O que elas querem fazer depois de formadas? Vão fazer faculdade de quê? Tentarão seguir carreira na música e, portanto, ir para uma escola superior de música? É o que querem? Elas têm talento para isso? A banda delas almeja o primeiro lugar no concurso nacional de bandas marciais colegiais, então é certo que muita gente ali tem talento e talvez até pretenda seguir tocando.

É o que elas querem? Uma professora auxiliar, na verdade uma música especialista em instrumentos de sopro, sugere a Mizore que vá para uma faculdade de música. Ela é alguém em posição de perceber quando alguém tem talento suficiente para isso. Ela não faz essa sugestão para Nozomi.

Quando Mizore conta, relutante e ainda indecisa, Nozomi diz que quer ir para essa tal faculdade de música também, e é só aí que Mizore decide seguir estudando música. Mas fica muito mais do que a suspeita de que Nozomi não quer de verdade ir para essa faculdade. Ela gosta de tocar, mas no fundo intui que talvez isso não seja o que ela quer para a sua vida. E a professora não ter conversado com ela sobre isso a deixou insegura também.

Em todo caso, Mizore está determinada e ficar com Nozomi, não importa o quê.

No livro, Liz toma decisão diferente: ela liberta o pássaro azul. Mizore é incapaz de entender isso. Por que Liz deixaria ir embora alguém que ela ama, e que a ama também? Qual é o real sentido disso? Por que Mizore iria querer se separar de Nozomi? Se Nozomi quisesse ir embora talvez ela reconsiderasse, e com efeito ela tem essa insegurança desde que Nozomi saiu da banda, anos atrás. Para Nozomi isso já é passado. Não tanto para Mizore.

Mizore se identifica com Liz, e não entende porque Liz deixou o pássaro azul ir embora. Quando a sugeriram que tentasse analisar a situação do ponto de vista contrário, do pássaro azul, a coisa começou a ficar mais clara.

 

Liz diz para o pássaro azul ir embora, mas ela não quer

 

A verdade é que o pássaro azul não queria ir embora. Liz não deixou que o pássaro azul fosse embora, porque ela não queria ir embora de todo modo. Era feliz vivendo com Liz, e não pensava duas vezes antes de abrir mão de todo o céu para viver engaiolada nessa amizade com a humana.

Liz percebeu isso. E o que Liz fez não foi deixar o pássaro azul ir embora, mas convencê-la de que deveria ir embora. O lugar dela era o céu, um lugar mais longe e mais alto, onde Liz jamais poderia acompanhá-la. O pássaro azul era o pássaro azul, gentil e belo, porque ele vinha do céu. E Liz não queria mais roubar isso do pássaro azul.

Entender isso fez Mizore perceber que, o tempo todo, era ela o pássaro azul. E que Nozomi estava sofrendo para deixá-la partir, ir embora e alçar os grandes voos que só o seu talento especial para o oboé permitia. Um ensaio da banda, no qual Mizore deu tudo de si e impressionou a todos os presentes, levando os mais sentimentais às lágrimas, deixou isso muito claro.

 

A performance de Mizore impressiona e toca o coração de todos

 

A adolescência é uma fase curta da vida e que passa em velocidade alucinante. É tão cheia de encontros quanto de partidas. As amizades verdadeiras que se consiga fazer durante ela, porém, podem ser duradouras, mesmo que cada um siga um caminho diferente na vida. Ainda que Mizore voe pelos céus com a música de seu oboé e Nozomi fique apenas a escutá-la da terra, o relacionamento entre elas para sempre será especial e durará tanto tempo quanto tiver que durar.

  1. E X C E L E N T E! ! ! Só isso…Ouvi dizer que este filme está tentando uma nomeação ao Oscar de Animação. Aguardemos até Janeiro….Muita expectativa!!!

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Olá James, tá bonzinho?

      Liz to Aoi Tori é mesmo um filme muito bom, tanto como parte da franquia Hibike! Euphonium, quanto como filme independente, e ele pode ser assistido mesmo por quem não é iniciado na franquia e sequer dá spoilers sobre ela. Vale muito a pena!

      Está na lista de pré-indicados ao Oscar, mas qualquer coisa pode ir parar nessa lista, isso não significa muito. Vamos mesmo aguardar para ver se chega à seleção final. Creio que não, acredito que Mirai no Mirai, que foi indicado ao Globo de Ouro, tem muito mais chance. Preciso assistir esse, mas ainda não saiu em disco, então sem chances por enquanto.

      Obrigado pela visita e pelo comentário! 😃

  2. Prezado muito obrigado pelo seu tempo e atenção ao velhinho aqui….Mas se for entre Liz e Mirai eu sou mais Liz com certeza(a fluidez dos dialogos é mais intensa)….Mas o que queria mesmo era poder ir a um cinema preparadão em som e poder curtir naquelas poltronas confortaveis essa obra maravilhosa….E quem sabe encontrar os amigos do Anime 21 por lá! Ia ser legal!

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Você conseguiu assistir Mirai no Mirai já? Foi para os cinemas em julho, eu acho. E Mamoru Hosoda é um bom diretor, tenho boa expectativa de seus trabalhos

  3. Terminei agora o filme e bem, os receios que eu tinha desde do trailer (design, som e vozes) não se fizeram presentes, o design foi um pouco mais maduro se comparado a Hibike Euphonium (tiraram o moe). A animação é linda, em especial nas partes da fábula (aquele tom de azul presente na fábula é lindo), o som dos instrumentos e os seus design são lindo e por fim e a única coisa que posso reclamar do filme é a falta de qualidade da actuação das seiyuu (em especial a seiyuu da Mizore, voz mais genérica que aquela é impossível).
    Não me alongando muito, gostei imenso da história, as transições entre a fábula da Liz e do Pássaro azul e a realidade da Mizore e Nozomi foram lindas, fiquei tão absorto pelo filme que o mesmo passou a voar, quando começa a tocar a ending nem queria acreditar que o filme tinha terminado, queria ver mais da Mizore com a Nozomi. A forma como a Mizore foi desenvolvida foi muito boa, no começo ela era muito introvertida, sempre fechada em copas e foi mudando gradualmente até ao ponto de ela se dar com as colegas (aqui as personagens secundárias foram essenciais e fizeram bem o seu papel). Por outro lado a Nozomi não tem muito o que se falar, ela é a típica personagem extrovertida, que é admirada pelas suas kouhai e respeitada, essa personalidade meio que ia dar aso a um drama manhoso, mas ainda bem que assim não foi (a forma como a Nozomi e a Mizore se resolveram foi linda, aquele abraço e troca de palavras foi bem bonito).
    Antes de terminar, tenho que elogiar a seiyuu da Liz, para uma menina de 14 anos tem uma voz bem bonita, ela dublou a Liz e o Pássaro Azul com mestria. Outra coisa que também tenho que elogiar e terei que dar o braço a torcer, desta vez a Kyoani esteve bem em todos os campos, sendo que a animação da fábula me marcou bastante, que coisa linda (ainda tenho que descobrir que nome tem aquele tom azul usado na fábula).
    Como sempre, mais um excelente artigo Fábio.

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Olá Kondou, tá bonzinho?

      Eu te disse que o filme não devia nada à animação da série para TV! É diferente sim, mas para o tom da história, muito mais intimista, combinou muito bem. Os tons saturados transmitem a sensação de calor (é verão durante a história) bem como aquela sensação de sufocamento quando o ar está muito quente e seco, parado. Não só por causa da estação, Mizore e Nozomi encontravam-se também sufocadas por estarem metaforicamente paradas. Tudo está mais chapado também, com menos profundidade, o que coopera para tornar as cores mais saturadas sem que tudo fique parecendo muito colorido, brilhante, além de ser mais adequado a uma história contada mais de “perto”, com predomínio de close-ups e poucas tomadas abertas. Foi uma história bem pequena, só de duas personagens no meio de uma banda de dezenas, para as quais aquilo foi muito grande, foi tudo no mundo, e contada bem “perto” de seus corações.

      Quanto às dublagens, bom, talvez não fossem as melhores dubladores disponíveis mesmo, até porque elas são personagens secundárias da história principal, e são relevantes em apenas um arco na segunda temporada, então seria compreensível se elas tivessem menos experiência, mas acho que não é só isso. Foi uma interpretação mais simples, bem diferente do teatral que estamos acostumados a escutar normalmente em animes. A dubladora da Mizore (Atsumi Tanezaki) em particular parece especialista em personagens com vozes monotônicas. Acredito que seu maior papel recente tenha sido a Chise, de Mahoutsukai no Yome, que, convenhamos, é bastante “quieta” mesmo falando o tempo todo, com explosões emocionais de tempos em tempos. Ela já interpretou também a Lisa, protagonista de Zankyou no Terror, e na falta de uma está fazendo duas nessa temporada: a Yuri de Double Decker e a Futaba de Bunny Girl. Tenho certeza que você consegue ver a semelhança entre essas personagens. Mas ela já interpretou também personagens animadas como a Asako, de Tonari no Kaibutsu-kun, a Mei, de Haifuri, a Mayu, de Death Parade, e recentemente a Claire, de Harukana Receive.

      Já a garota que narrou o livro é uma surpresa mesmo. Miyu Honda tem apenas 14 anos e nenhum outro trabalho de dublagem, não sei se é porque está em começo de carreira ou se porque sua área de atuação é outra, tendo feito uma participação em Liz to Aoi Tori por competências particulares suas que a habilitaram para o trabalho essencialmente de uma contadora de histórias.

      Obrigado pela visita e pelo comentário! 😃

  4. Eu vi todos os anime que citaste da seiyuu Atsumi Tanezaki e devo dizer que a actuação dela em Zankyou no Terror foi excelente, como Chise foi ok, a voz dela nessa personagem funiconou bem e na Futaba de Bunny Girl sou neutro (não quero que a minha embirração pelo anime afecte a minha opinião sobre a melhor personagem do anime). No começo de Liz to Aoi Tori só não gostei muito da voz da Mizore pois me parecia muito arrastada, aqueles silêncios da personagem antes de dar uma resposta me matavam, mas mais adiante no filme, quando a Mizore passou expressar-se mais ai sim a minha opinião mudou (se a seiyuu tem talento, tem que falar).

    A garota que narrou o livro, espero que num futuro próximo tenha mais papeis, sério se ela trabalhar a sua voz (se ela estudar representação, ela conseguirá se tornar uma dubladora de topo) ela conseguirá alcançar o topo sem problema, mesmo só fazendo narrações (quantos dubladores bons não deixaram a sua marca a fazer narrações nos animes).

    Eu não acho que a maioria dos seiyuus hoje utiliza uma abordagem mais teatral na sua performance, a dublagem de hoje dos animes é bem mais solta e natural do que a dublagem dos anos 70, 80 e 90, onde tudo era muito teatral (isso notava-se mais nas personagens femininas em cenas de drama).

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Eu acho que a dublagem da Mizore seguiu, do começo até o fim do filme, seu estado de espírito. Realmente não me incomodou em momento nenhum.

      Quanto à dublagem japonesa, acredito que seja sim, bastante teatral. É uma questão de ritmo. Enquanto o idioma português é relativamente complexo e até mesmo algo musical, poético por si só, tanto o padrão europeu, quanto o brasileiro, quanto qualquer de seus dialetos, no japonês o ritmo é fixo, cada sílaba tem a mesma duração, sílabas com vogal dupla têm duração dupla, e é isso aí. Varia um pouco dependendo do dialeto, mas não muito. Isso é muito perceptível em dublagens ruins ou amadoras. Nessa temporada, tem a Maki, em Sora to Umi no Aida, que está péssima. Você provavelmente já assistiu Vidas ao Vento (As Asas do Vento, em Portugal), o último filme do Miyazaki, e deve saber que o protagonista foi dublado por Hideaki Anno, um amador em termos de dublagem. Nos dois casos é perceptível que eles estão fazendo pouco mais do que apenas ler as falas. É só assistir um vídeo de um noticiário ou programa de auditório japonês qualquer para ver que é daquele jeito que japoneses falam nas ruas. Hideaki Anno e Maori Komeno (a dubladora de Maki, seu primeiro trabalho como dubladora, aliás), não são teatrais, estão falando como quem fala normalmente.

      Em compensação, e isso a gente nota principalmente em programas de auditórios, mas também em filmes e outras mídias, japoneses transmitem muita emoção através de expressões faciais e de movimentos do corpo. É a forma que desenvolveram para transmitir emoções com um idioma tão rígido. Para o teatro isso não é o bastante. E daí surgem as pronúncias exageradas, enfeitadas, estilizadas. Note que isso acontece no ocidente também, mesmo com nossos idiomas naturalmente mais capazes de transmitir emoção. E, como é natural que seja, é algo transportado para o anime.

      Bom, isso é apenas como eu interpreto, de todo modo, posso ter escrito um monte de porcaria, hehe.

Comentários