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Sabe o Haizaki? Pois é, um canalha. Do tipo que só quer mesmo é ver o mundo queimar, ou seja, um personagem relativamente comum em boa parte dos shounens. Os flash backs que estão sempre nos servindo mostram que esta criatura peculiar sempre trouxe problemas ao Teiko, e rivalizava com o Kise antes mesmo de conhecê-lo. Mas ele, ao meu ver, tem uma característica curiosa: o cabelo. Quem conhece ao menos em parte a cultura e costumes japoneses sabe que características físicas que fogem ao padrão (cabelos negros, pele branca) são vistas como sinal de rebeldia e estrangeirismo. Quem as porta, recebe tratamento diferenciado do das “pessoas normais”, sendo que os que optam por tal mudança chegam a ser temidos. No próprio anime do Kuroko, em certa fase da vida, o capitão Hyuuga teve o cabelo tingido de loiro mas mudou de ideia ao se tornar mais certinho. Mas o Haizaki seguiu o caminho oposto doa que querem parecer assustadores: nos passado seu cabelo e sobrancelhas são platinados, mas no presente ambos são castanhos. Qual a cor original, eu não sei dizer. Mas não deixa de ser interessante.

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Voltando ao presente, o jogo se inicia. E Kaijo marca. No basquete, quem marca a primeira cesta do tempo costuma ter a vantagem da liderança, já que a quebra do placar mexe com o psicológico dos jogadores e bagunça o ritmo do jogo. Haizaki até tenta contra-atacar, mas Kise o impede e eleva ainda mais o moral do time. O Fukuda Sogo está em apuros, ainda mais quando o seu principal jogador é hostil, egoísta e desprovido de qualque espírito esportivo. Empurrões, roubadas de bola e marcação inadequada geram um clima tenso e um grupo completamente fora de harmonia, sem ganas de vencer. Ele chega ao cúmulo de dar um tapa em um de seus senpais! Cara, como assim? O pior é que eles são bons no que fazem, mas Haizaki é melhor, assim como a Geração dos Milagres. Então, acaba subjugando todo o time. Eles não precisavam daquilo, mas a vontade de vencer pelo visto é maior do que o espírito de equipe. Alguém aí falou em Aomine? Kuroko no Basket traz a impressão de que jogadores acima da média tendem a ser egoístas e babacas, e isso está começando a encher o saco.

 

Roubar um passe de seus próprios colegas de time? Tá certo então...

Roubar um passe de seus próprios colegas de time? Tá certo, então…

 

Mas opa, temos uma mudança. Haizaki põe as garrinhas de fora e mostra o seu talento: ele é capaz de copiar as jogadas que tenha visto. Semelhante ao Kise, porém com um detalhe adicional que o torna potencialmente mais talentoso: o moreno é capaz de adaptar as jogadas ao seu próprio ritmo. Essa diferença de milésimos de segundo desestabiliza o time adversário e traz uma vantagem absurda ao Fukuda Sogo, que agora domina completamente o jogo. Foi uma sacada esperta, que torna o episódio mais verossímil, além de tornar mais palpável a rivalidade de ambos. Ao fim do segundo tempo, não só o outro time está bem a frente da Kaijo, como também está controlando completamente o ritmo da partida. Isso é ruim. A alma de Kise está fervendo, ainda mais quando recorda que no passado ele foi derrotado e perdeu a sua namorada para o rival. Opa, aí está a motivação que eu esperava! Se bem que é uma motivação meio idiota, já que faria mais sentido ele se irritar com a garota, mas são adolescentes de 16 anos, a última coisa que se espera deles, é coerência.

 

Uma garota que escolhe um cara desses não merece o seu esforço, Kisecchi.

Uma garota que escolhe um cara desses não merece o seu esforço, Kisecchi.

 

Mas o fogo não basta. Kise está no chão. E cada fibra do meu ser crê que, desta vez, a sorte não está ao lado do loiro, e ele não tornará a jogar contra o seu Kurochin no Campeonato de Inverno. É que nem a morte do melhor amigo do protagonista do battle shounen: doloroso, porém um mal necessário.

 

A face da derrota.

O doloroso sentimento de inferioridade.

 

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