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Bom, minha avaliação final, devo dizer logo de início. Só posso esperar que a Lidy não discorde muito de mim, hehe. Como de costume em temporadas de inverno (não costume do blog, porque essa é nossa primeira, mas se você acompanha anime há alguns anos sabe que é tendência da indústria mesmo) não houve muitos animes que despertassem grande entusiasmo desde o começo, e boa parte dos que despertaram mais ansiosidade eram animes que haviam começado ainda na temporada de outono de 2014 ou continuações. No geral, avalio como uma temporada com alguns poucos animes muito bons, um punhado de animes muito ruins porque foram um tédio só, e uma vasta maioria que foi assistível mas não deve deixar memórias muito duradouras. A avaliação final de cada anime não foi fácil (até escolher as imagens para o banner que ilustra esse artigo foi difícil), e como esperado a minha classificação difere enormemente da enquete (que teve muitos votos a mais dessa vez, obrigado!), mas com alguns pontos de concordância importantes. O resultado da enquete está logo depois das minhas avaliações, que estão logo abaixo desse parágrafo!


Anime21 Diário

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22 – Koufuku Graffiti

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Um tédio no começo, um tédio no meio e um tédio no fim. Teve um ou outro ponto alto, com dramas e questões humanas, mas mesmo esses no fundo serviram apenas para prolongar episódios absolutamente sem graça de um bando de garotas ginasiais comendo e gemendo sensualmente para a audiência pervertida ouvir.

21 – Shinmai Maou no Testament

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Ação e muita perversão. Sem censura, e as vezes mesmo com censura, confesso que há algumas cenas excitantes. Mas na maioria das vezes é tão sem graça ou simplesmente infantil. A ação não é grande coisa e a história não se destaca por nada em particular. Apenas está lá, ligando as demais cenas de perversão ou de ação ou de um pouco de cada, misturado. Vai ter segunda temporada e eu com certeza não vou assistir.

20 – Dog Days”

Por que eu continuo assistindo Dog Days…?

19 – Binan Koukou Chikyuu Bouei-bu Love!

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Esse tinha uma proposta interessante ligeiramente subversiva e haviam relações humanas de verdade entre os personagens, mas nada disso foi explorado, foi tudo desperdiçado em uma coleção de episódios com piadas sem graça e conflitos e combates no mais das vezes chatos. E, segundo a Lidy, fanservice para garotas costuma ser menos explícito para funcionar, então me pergunto se não levaram à risca a proposta de apenas substituir mulheres por homens em uma série de garotas mágicas. O que quero dizer com isso é: foi só uma grande piada (sem graça). Mesmo o fanservice não tinha intenção de ser fanservice, mas de fazer troça do fanservice normalmente visto em animes do gênero para homens (tá, oficialmente eles são para garotas, mas a gente sabe que não é tão simples assim).

18 – Sailor Moon Crystal

A única coisa legal em Sailor Moon Crystal, e com isso quero dizer única coisa que não foi um tédio mortal, foi a formação da equipe. Cada uma das sailors pôde participar, mostrar sua força e ser importante. Infelizmente isso foi em temporadas passadas. Nessa só tédio mesmo. Todas as sailors se tornaram inúteis e só a Sailor Moon resolvia tudo de alguma forma misteriosa depois de chorar muito e de todas suas amigas fracassarem.

17 – Rolling?Girls

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O arco final foi divertido, e teve uma reviravolta interessante. O início mostrou uma luta bem legal da Maccha Green. Tudo o que aconteceu no meio foi dispensável. Até houve em alguns arcos algo um pouco mais legal, mas como eram arcos auto-contidos no fim das contas tudo isso significou nada. Até porque as protagonistas em si não evoluíram nada. Só o final salvou mesmo, senão Rolling Girls estaria algumas posições abaixo dessa já péssima posição.

16 – Cross Ange

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Veio da temporada anterior completamente desacreditado após desperdiçar uma ideia inicial bacana com episódio iniciais ultrajantes e uma continuação sem sentido, as vezes entediante e com personagens absolutamente detestáveis e que não mudam nunca. E devo dizer: cumpriu a expectativa e continuou igualzinho até o fim. Não tem uma só pessoa (ou dragão) que preste em Cross Ange, e os conflitos são absurdos. Mas devo dizer, isso pelo menos serve para manter a atenção, é algo como “vou assistir só para ver o que vão ter coragem de fazer agora” e “não acredito que fizeram isso”, frequentemente seguido pela expressão adverbial “de novo”. No arco final, ele ousou tocar em teorias físicas que poderiam ser interessantes mas aquilo foi só alarme falso, foi tudo uma porcaria como vinha sendo desde o início. Não recomendo a ninguém, exceto a quem quiser se sentir constantemente ultrajado por um anime, porque nisso Cross Ange é muito bom.

15 – Shigatsu wa Kimi no Uso

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Na temporada anterior ainda dava para ter esperança que haveria algo de musical nesse anime. Balela, se gosta de música, se gosta de animes musicais, nem chegue perto de KimiUso. E como drama ele é tão apelativo (e tão errado de várias formas) que se você der um passo para trás e não deixar ele apertar seu coração à força para te arrancar lágrimas, você vai perceber o quanto ele é absurdo e todos os furos do enredo. É como filmar alguém dando uma surra em um cachorrinho e depois publicar na internet falando “que absurdo, vocês não ficam tristes com isso?” ao invés de, sabe, tentar fazer algo a respeito na hora. Claro, em ficção não há nada “que se possa fazer a respeito”, mas o melodrama e o sensacionalismo são idênticos. Pelo menos é muito bem desenhado e dá para gostar de alguns personagens, apesar de tudo.

14 – Tokyo Ghoul ?A

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Esse é um caso complicado. Online, principalmente entre quem leu o mangá, o sentimento geral é de que foi ruim, bem ruim, muito ruim. E concordo em grande parte com isso, embora eu próprio não tenha lido o mangá. Acho que a maioria das pessoas nesse caso acha que ruim é quando é diferente do material original que já conhece, e eu acho isso sem sentido, quero dizer, para que adaptar de um meio para o outro se o original já é o pináculo da perfeição? Ou ainda, por que desperdiçar a oportunidade de contar uma história para ao invés disso apenas repetir feito papagaio uma história que se lhe foi contada? Parece que a produção de Tokyo Ghoul estava bastante preocupada com isso, então desde o começo anunciaram (e o próprio nome indica a diferença) que essa segunda temporada seria uma história original, seria diferente do mangá. E que o autor do mangá estava pessoalmente envolvido com o enredo dessa nova versão. No final, eu achei ruim por duas razões. Uma é a óbvia, e acho que ninguém discorda de mim nisso: a produção foi muito ruim, a animação foi péssima. Isso não é subjetivo. Um personagem deslizando quando deveria estar andando ou com o rosto deformado são defeitos, são erros, e ponto. E eu não gostei da mensagem que Tokyo Ghoul passou. Admito que ela foi bastante consistente e que fez sentido com a narrativa complicada dessa segunda temporada, e essa é a razão pela qual eu não coloco o anime ainda mais abaixo na minha classificação. Mas simplesmente não gosto da mensagem de desesperador fatalismo que essa segunda temporada passou. Entre a grande massa anônima, aquela que não opina nem em blogs nem em redes sociais, contudo, Tokyo Ghoul foi um sucesso fenomenal, como o resultado da enquete mostra. Por fim, há quem tenha visto no final uma indicação de que haverá mais uma temporada, baseada na continuação do mangá original, Tokyo Ghoul:re. É possível, mas não será cedo: esse mangá tem apenas dois volumes publicados até agora. Eu chutaria que foi uma propaganda do mangá, do tipo “a história não acaba aqui, compre o novo mangá” muito mais do que indicação de terceira temporada.

13 – Akatsuki no Yona

O problema de Yona foi um só: ritmo narrativo. Teve lá um problema ou outro em alguns arcos, mas ao longo de toda a série se teve uma coisa só que sempre incomodou foi o ritmo da narração. Episódios inteiros dedicados a andar no mato, outros de boa ação alucinante, e o quarto dragão que nunca aparecia! No final, no fim do último episódio, ele aparece do nada para todo mundo e diz “ei, eu sou o quarto dragão e tenho fome, posso me juntar a vocês?”. Mas a história da princesa mimada que tem sua vida mansa destruída da noite para o dia e passa a depender da proteção dos poucos que permanecem ao lado dela enquanto conhece a realidade de seu país e precisa decidir o que fazer a respeito é sim uma boa história e com personagens cativantes. Vejo muita gente comparando Arslan Senki, da nova temporada, a Kingdom. Estão errados. Arslan Senki é igualzinho Akatsuki no Yona. E eu não esperava, mas se for para acreditar na enquete, Yona tem uma base de fãs respeitável e silenciosa.

12 – Aldnoah.Zero

O cenário é fascinante e os dramas e catástrofes humanas são bastante reais. O racismo é tratado de forma um pouco maniqueísta, contudo. O problema maior de Aldnoah.Zero é o quanto o enredo dele depende de seus protagonistas, e não no bom sentido, mas na pior definição possível que “armadura do protagonismo” pode ter. Isso está levemente atenuado nessa temporada quando se compara com a primeira, mas em compensação a motivação dos personagens se torna mais absurda. O final pelo menos foi razoável, embora ainda tenham ficado muitas questões em aberto e muitos conflitos em potencial perigosos como fios desencapados em uma sala cheia de gás inflamável.

11 – Durarara!!x2 Shou

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No começo, no meio e em grande parte do fim foi como a temporada anterior: uma confusão absurda com uma enorme quantidade de personagens interagindo das formas mais inesperadas em um enredo nem sempre linear. Os personagens continuam todos unidimensionais e imutáveis, mas a graça de Durarara não está nas transformações humanas de todo modo. Só que a história dessa vez não foi tão divertida assim e o final ficou aberto demais e dependeu demais da agência de atores externos aos núcleos protagonistas. Assistirei as duas próximas temporadas, em julho desse ano e janeiro de 2016.

10 – Junketsu no Maria

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Quem escreveu essa história não tem a menor noção do que é e muito menos do que foi o cristianismo. Para japoneses isso não deve fazer diferença, mas para mim, que embora agnóstico (as vezes ateu) cresci em uma cultura essencialmente cristã isso tudo soa estranho, incompleto, meia-boca, ou puro ataque gratuito e sem razão. A forma como o anime lida com o pacifismo não é muito melhor. Mas tem personagens divertidos, que dá vontade de se torcer, faz pensar (nem que seja para refutar o que o anime diz ou para preencher as gigantescas lacunas que ele deixa) e, no fim das contas, diverte.

9 – JoJo’s Bizarre Adventure – Stardust Crusaders

Luta contra personagens absurdos atrás de luta contra personagens absurdos. Ao contrário da maioria dos fãs, os poderes especiais não me comovem, mas me divirto bastante com o humor de JoJo. Talvez no combate final as coisas comecem a ser mais consequentes? Porque se tem uma coisa que me tira completamente dos episódios de JoJo Stardust Crusaders é saber que ninguém vai morrer nunca. Isso contrasta com o Battle Tendency, que continua sendo meu JoJo predileto.

8 – Sanzoku no Musume Ronja

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O que esperar de um anime infantil sobre valores familiares, sobre crescer, sobre responsabilidades e sobre, como não poderia deixar de ser, o certo e o errado? Ronja é uma resposta muito boa, e ciente de que é um anime infantil e portanto seus adultos são incrivelmente caricatos é possível que qualquer um aprecie o crescimento de Ronja e Birk.

7 – Assassination Classroom

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Com muita comédia, uma história forte sobre escola, educação e os valores que estão em jogo nisso. Como ensinar? O que é aprender? O que é um bom professor? Usando um ser super-poderoso e o assassinato como metáforas, cada episódio de Assassination Classroom é uma aula. O professor Koro precisa lidar com seus alunos, das mais diversas origens e com as mais diversas personalidades e educar a todos sem precisar fazê-los mudar quem são, sem oprimí-los ou forçá-los a nada. A educação é um processo natural para Koro. Mas ele próprio é cheio de defeitos e precisa lidar com eles também. O professor tem que aprender também, com o agravante que não tem alguém que vá lhe dizer o que é o certo. Ainda em andamento e cada vez melhor.

6 – Yoru no Yatterman

Comédia pastelão com uma história sólida sobre superação contra todas as expectativas e o dever que cada indivíduo, por mais fraco que seja, tem de combater a opressão, sem que esse dever em si se torne uma obrigação opressiva por si só. Combates malucos sobre dramas pessoais sensíveis e uma das protagonistas mais altruístas que eu já vi. Provevelmente o anime mais subestimado da temporada. Se tiver tempo, dê uma chance para Yoru no Yatterman.

5 – Kamisama Hajimemashita 2

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A deusa humana está de volta! Eu não ia nem assistir porque não havia visto a primeira temporada, mas as boas impressões sobre ela vinham de todos os lados então a assisti, me apaixonei e assisti a segunda temporada também. Não mudou muita coisa na prática, mas nós e o Tomoe pudemos conhecer um pouquinho mais sobre a Nanami, que continuou sendo a deusa sempre otimista e sorridente que aprendemos a amar na primeira temporada. Um pouco mais de destaque para o mundo dos deuses, um pouco menos para o mundo real, e o relacionamento entre o casal protagonista parece não ter apenas estagnado, como recuado um pouco.

4 – Yurikuma Arashi

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Não foi pungente nem confuso como eu esperava que fosse, mas ainda assim foi uma boa história sobre liberdades e sobre amarras artificiais que a sociedade impõe e que forçam a guerra de todos contra todos. Todo amor é válido, deixem as ursas lésbicas em paz! Adicionalmente termina com uma provocação: é inútil opor-se. Mesmo sujeitos ao ostracismo e à aniquilação, as pessoas continuarão amando quem elas amam. As personagens protagonistas são todas adoráveis, cada uma a sua própria maneira, e não tem como não torcer por elas. Em estrutura de conto de fadas, felizmente Yurikuma Arashi entrega o final feliz que todos esperam, mas sem dizer que a grande bruxa má foi derrotada porque ela não foi, ela continua existindo dentro da cabeça de cada um de nós.

3 – Garo: Honoo no Kokuin

Outro anime subestimado, esse vindo direto da temporada anterior. Sem poupar ninguém, nem mesmo o espectador, a história segue implacável até o final ensinando o verdadeiro heroísmo. Leon não perdeu pouco na primeira metade, e nessa segunda ele perde muito mais mas não há nenhuma mensagem demagógica a dizer que aprendemos através da perda (oi, KimiUso!). Elas simplesmente acontecem, e o que diferencia umas pessoas de outras é a forma como elas lidam com isso. Leon comeu o pão que os horrores amassaram, ele ainda não estava pronto, talvez nunca ninguém esteja totalmente pronto, mas isso foi apenas mais razão ainda para que ele seguisse o caminho do heroísmo sem pestanejar. A chance de fracasso existe a cada novo confronto, mas nem isso deve abalar o herói de verdade. O mundo é cruel, a vida parece não fazer sentido, mas é por isso mesmo que heróis precisam existir e existem, e ser um herói também significa acreditar que mesmo onde você falhar, aparecerá outro que terá sucesso.

2 – Kiseijuu

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Um anime com muitas considerações sobre o que é ser humano e sobre o lugar do ser humano na natureza, graficamente pesado, psicologicamente tenso, mas que entrega suas mensagens com esperança e sem grande dificuldade. Nesse sentido ele é uma obra prima da narrativa. Seu protagonista nem sempre é alguém com quem se possa identificar, ele é falho até demais, dá raiva de algumas de suas decisões, mas como podemos julgá-lo? Como ele pode julgar os outros, parasitas ou não? Como uma pessoa pode julgar qualquer outra? Nunca saberemos o que se passa no íntimo solitário de outra pessoa, e no fundo nós mesmos estamos sempre solitários porque não há mais ninguém no vazio de nossas mentes além de nós mesmos. Mesmo assim, ou talvez exatamente por isso, queremos, precisamos desesperadamente alcançar outras pessoas, conhecê-las, amá-las, tê-las por perto. Mas só quando descobrimos e aceitamos que mesmo juntos estamos sempre sozinhos é que conseguimos avançar na vida.

1 – Death Parade

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Esse é quase uma unanimidade. Eu achei-o o melhor da temporada, os leitores que votaram na enquete acharam-no o melhor da temporada, várias pessoas online acharam-no o melhor da temporada. Em essência, ele trata do mesmo grande tema de Kiseijuu: é impossível conhecermos e nos conectarmos de verdade com outra pessoa. Os juízes de Death Parade recebem as memórias de uma pessoa (podem receber todas as memórias, como no caso final onde Decim recebe as memórias da Chiyuki) e mesmo assim não conseguem compreendê-las totalmente, não conseguem alcançá-las, perscrutá-las, analisá-las. Ainda que isso seja por projeto (os juízes não devem ser humanos e etc), os casos que eles julgam mostram como mesmo as pessoas são incapazes desse feito. E narrativamente, o anime é construído de forma que nem nós, espectadores, consigamos entender de verdade as almas sendo julgadas. A mensagem final é um pouco desesperadora, mas creio que a lição seja justamente aprendermos a aceitar isso.

Outras considerações

Você sempre pode revisitar os saldos semanais para ver qual foi a minha avaliação de cada episódio, inclusive dos animes que eu não cubro com artigos dedicados.

É notável que Death Parade, Kiseijuu e Tokyo Ghoul lidem com o tema da solidão e da incapacidade de nos conectarmos de verdade com outras pessoas. E no fundo, a conclusão dos três é a mesma: é mesmo impossível e não há nada que possamos fazer a respeito senão aceitar. Kiseijuu faz isso de forma otimista, dizendo que tudo bem, podemos viver juntos mesmo assim, basta conversarmos. Tokyo Ghoul é absolutamente pessimista, dizendo que mesmo o diálogo é impossível na prática; ainda que duas pessoas consigam conversar, elas estão dentro de uma sociedade maior que elas e tudo o que conseguirem sozinhas será em vão e efêmero enquanto for contra o que a própria sociedade determina. E Death Parade, por sua vez, não é nem um nem outro, ele não se ocupa de julgar isso, apenas afirma de forma categórica o quão impossível é as pessoas entenderem umas as outras, ficando a interpretação final sobre se isso é bom ou ruim para o espectador.

Nas relações entre sociedade e indivíduos, há paralelos entre Tokyo Ghoul e Yurikuma Arashi. De novo, Tokyo Ghoul é pessimista; mesmo que ele não te diga para desistir (e a cena final é quase uma mensagem de esperança), ele diz sem espaço para dúvidas que é inútil contrariar a sociedade. Yurikuma diz o exato oposto: é inútil a sociedade contrariar os indivíduos. Mesmo oprimidos, massacrados, eles irão seguir seu caminho eventualmente. A sociedade é que tem que aprender a lidar com isso.

E Kuroko no Basket 3 não está nessa lista porque eu não o assisti, não posso classificá-lo, portanto. Mas fico curioso com o que a Lidy diria sobre ele, se bem que ainda não acabou, então não sei se há uma mensagem intermediária digna de nota. Mas ele esteve presente na enquete, afinal ela é para todos os leitores do anime21, não só os leitores dos meus artigos.

Resultado da enquete popular

Não vou tentar analisar nem nada, quem sou eu para saber o que se passa na cabeça de outras pessoas, não é mesmo? Agradeço mais uma vez a todos que responderam essa enquete, bem como a todos os que estão lendo esse artigo e a todos os que já leram qualquer artigo no anime21, e apreciem o resultado da enquete popular de melhor anime da Temporada de Inverno de 2015. Entre parênteses, a porcentagem de votos obtidos:

  1. Death Parade (12%)
  2. Tokyo Ghoul ?A (10%)
  3. Shigatsu wa Kimi no Uso (9%)
  4. Akatsuki no Yona e Kiseijuu (8% cada)
  5. Assassination Classroom (7%)
  6. Kuroko no Basket 3 (6,5%)
  7. Durarara!!x2 Shou (6%)
  8. Kamisama Hajimemashita 2 (5,5%)
  9. Junketsu no Maria e Shinmai Maou no Testament (5% cada)
  10. Yurikuma Arashi (4%)
  11. Sailor Moon Crystal (3%)
  12. Aldnoah.Zero e Garo: Honoo no Kokuin (2% cada)
  13. JoJo’s Bizarre Adventure – Stardust Crusaders e Sanzoku no Musume Ronja (1,5% cada)
  14. Binan Koukou Chikyuu Bouei-bu Love!, Cross Ange, Dog Days” e Yoru no Yatterman (1% cada)
  15. Koufuku Graffiti e Rolling?Girls (0% cada, ninguém votou neles mesmo)

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