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Bem-vindo a mais um artigo de primeiras impressões de animes da temporada do Anime21! Esse é o terceiro do tipo nessa temporada de outubro de 2015, e antes dele vieram:

Leia os dois e fique atento para os próximos! Para o artigo dessa vez eu decidi assistir dois animes que eu não pretendia assistir inicialmente. Essa temporada está com poucos animes interessantes para o meu gosto, e além de tudo está começando muito devagar, então eu meio que tive que apelar, né? Hehe. Mas não é o que eu mesmo vivo recomendando? Dê uma chance para os animes! Para ser capaz de dizer isso, eu próprio devo fazer o mesmo. Então, além do anime que eu já pretendia assistir de todo modo escolhi outros dois já lançados e que eu achei que poderiam ter algum potencial (nem que fosse potencial para eu zombar deles). Mas olha só: não me arrependi. Assim reitero meu conselho de sempre: experimente animes novos, dê uma chance a eles. Que tal começar com esses três, hehe? Leia e decida se vale a pena!

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Comet Lucifer, episódio 1 – O mecha surpresa!

O subtítulo que estou dando a essa avaliação não se refere à surpresa do pobre operador do mecha-aranha no final do episódio, quando confrontado por um mecha desconhecido. Não, nada disso. É a minha própria surpresa com a descoberta que Comet Lucifer é um anime de mecha. A sinopse não dizia nada a respeito, e o fato foi sorrateiramente ocultado de todos os trailers que assisti. De repente, mechas! Logo na animação de abertura, sério mesmo. Fiquei aturdido um pouco, ri um pouco, e pensei “ande Comet Lucifer, me surpreende mais que tá pouco”.

Estava pouco nada. Antes mesmo da abertura Comet Lucifer já havia começado me surpreendendo com um observatório com maquinário steampunk, operado por um legítimo cientista steampunk. No final dessa breve cena uma panorâmica na cidade relativamente normal, contemporânea, mas que tem a Torre de Sauron no meio. Mas não é bem lá que o protagonista vive, aquilo parece ser o centro da cidade, onde ele vive deve ser um subúrbio ou bairro afastado qualquer (ou não tão qualquer assim) com ruas e casas com arquitetura europeia do século XIX – ou seja, de volta ao steampunk? Mais ou menos, já que aquela arquitetura não é exclusiva do estilo. E até as pessoas se vestem de acordo com a época que o visual evoca (não todas; notavelmente, os protagonistas e outros garotos que deverão interagir mais vezes com eles adiante são uma exceção). Em uma perseguição frenética pela cidade, grandes encanamentos expostos feitos de aço patinável e até um vazamento de gás adiante: tudo com muita cara de steampunk conforme normalmente visto em JRPG.

Para coroar, os mechas no final. Barulhentos, animalescos: o antagonista parecia com uma aranha, conforme eu já adiantei, e o mecha que defendeu os heróis lembrava vagamente um réptil, e emitia sons de um grande predador felino. Bem animados (3D CG). E eu falei e falei tudo isso sobre a aparência e o estilo do anime porque não há muito mesmo o que falar da história por enquanto. Uma garota misteriosa com um mecha misterioso? Isso me lembra Eureka Seven, e fiquei com a sensação de que pode mesmo ser algo semelhante.

High School Star Musical, episódio 1 – Super Sentai

Idol é um gênero que eu não costumo assistir. Só assisto quando tem alguma substância a mais, o que não é o caso de High School Star Musical, ou Star-Mu para os íntimos (e para as montagens de imagem em que o nome inteiro ficaria comprido demais). Mas resolvi assistir e achei divertido. Desde o começo do episódio ficou claro quem seriam os cinco da banda protagonista, e como um super sentai, tem que ser cinco e codificados por cor. Eu já sabia que esse episódio serviria apenas para apresentar cada um deles, e me deixei levar com despreocupado abandono.

O ponto alto foi o número musical do Conselho Kao, que fez um caô quando entraram na escola mesmo, com direito à estudantada se alinhando para formar um corredor de passagem e tudo o mais. A música foi um pouco nada a ver, e não me atraiu mais do que qualquer outro jpop genérico me atrai (e não me atraem nada), mas a coreografia no cenário da escola tornou a cena mais convincente e me fez sentir que aquilo era, de fato, um musical. Não sei se os demais episódios terão fôlego para manter esse ritmo, porque é muito mais caro produzir um clipe musical animado do que uma sequência de animação dublada normal, e esse próprio episódio já deu sinal disso no final, quando o número musical do protagonista foi completamente genérico, sem levar em conta o local onde ele estava, quase como se pudesse ser usado como clipe mesmo da música ou ser repetido em qualquer situação nos episódios porvir, inteiro ou parcialmente.

Mas ai, o número musical do Conselho Kao foi muito bom, servindo inclusive para introduzir dois personagens chaves do conselho: o rígido e ordeiro, que liderou a coreografia na escadaria diante dos olhos de todos, e o livre e rebelde que dançou e cantou sozinho na sala do conselho. Eu que nem pretendia assistir agora vou tentar a sorte. Prevejo muito drama fácil (e artificial) entre os membros da banda protagonista, com pelo menos dois deles já definidos como sendo possuidores de personalidades complicadas. E claro, como é um anime cheio de garotões bonitões espero insinuações e fanservice pra fujoshis se esbaldarem, mas desde que eles não tirem as roupas e comecem a lamber uns aos outros eu não vou me incomodar. Ok, lamber sem tirar as roupas também está fora de questão.

Rakudai Kishi no Cavalry, episódio 1 – Um em um milhão?

Se tem um subgênero que me irrita por ser apenas uma repetição de clichês com personagens rasos, sem nenhum atrativo em especial mas que, no entanto, inunda temporada atrás de temporada com vários representantes, é a escola de magia. Acho que é trauma, porque alguns anos atrás eu tinha apenas começado a assistir animes da temporada e peguei um desses, porque ué, eu gosto de magia, é um gênero legal, por que não? E ele não foi legal. Na temporada seguinte assumi que tinha apenas dado azar e assisti mais dois. Não havia sido apenas azar. Desde então evito animes com a sinopse genérica “protagonista vai para uma escola de magia/herói/guerreiro mágico/whatever, conhece umas gatas com personalidades copiadas diretamente do TV Tropes e eles enfrentam dificuldades genéricas”. Às vezes me pergunto, terá Harry Potter algo a ver com a ascensão desse subgênero no Japão? Ora, as histórias do bruxo britânico se encaixam exatamente no subgênero escola de magia. Em algumas delas até mesmo o grande nêmesis do herói é o grande vilão da série e do mundo, à Voldemort.

Bom, não importa. Se Rakudai Kishi está nesse artigo é porque, ao contrário do meu instinto natural, eu o assisti, não é mesmo? E surpresa das surpresas, eu gostei. Claro, todos os clichês estão ali. Mas eu não tenho nada contra clichês em si, e fazer uma história totalmente sem clichês é impossível, por mais que você se esforce vai acabar usando algum porque entranhou o conceito na sua cabeça. Esse é o poder dos clichês e é por isso que eles são usados e são necessários. Assim, a Stella é uma tsunderê de cabelo vermelho que é uma princesa de um país estrangeiro, e o Ikki sem querer a vê semi-nua logo na primeira interação entre os dois. Tudo conforme o esperado.

Foi na comédia que eu comecei a gostar de Rakudai Kishi. Em seu frênesi tsunderê a Stella diz coisas absurdas demais até para uma tsunderê dizer e nem cora com isso. Quero dizer, corada ela normalmente fica, mas de raiva ou de vergonha, hehe. Logo no começo do combate entre os dois uma cena introspectiva da princesa, breve mas que me fez olhar para ela de outra forma: por ser talentosa, as pessoas costumam atribuir todas as suas façanhas a seu talento, menosprezando todo o esforço que ela faz para estar na posição em que está. Opa, isso não foi parte do clichê! Não é muito, mas a princesa aqui tem uma personalidade, tem identidade própria. Não explica porque ela é tsunderê, mas como isso é feito pela comédia (e comédia engraçada de verdade, não com uma garota constrangedoramente espancando um garoto) eu só vejo vantagem.

E nada disso é aleatório também, já que ela é o total oposto do Ikki: ela é a melhor, ele é o pior. Ele se esforça, mas não importa quanto esforço ele faça, nunca é reconhecido porque não tem talento nenhum. Não vou ser romântico como o anime parece ser e comprar a ideia de que qualquer um pode fazer qualquer coisa só com esforço (eu nunca poderia ter me tornado campeão mundial em maratona, ou em pingue-pongue, ou pebolim, ou em qualquer coisa física, na verdade, não importa quanto me esforçasse para isso caso na idade correta tivesse desejado), mas isso é anime, é ficção, e a maior parte do público-alvo é jovem, adolescente em muitos casos, essa é uma mensagem totalmente compreensível.

O melhor ainda estaria por vir, contudo. Adicionando à personalidade da Stella, a princesa fica sim constrangida em situações que sugiram contato físico, como é de se esperar também para o clichê que ela representa, mas isso não é levado à ferro e fogo. No final do episódio não apenas ela se interessa fisicamente pelo protagonista (e já havia dado sinais sutis disso no começo do episódio), como vai adiante e toca suas costas e seu peito nus enquanto ele dorme. Está aí algo que definitivamente não se vê todo dia em animes (exceto hentais ou extremamente pervertidos), e ainda que eu saiba que é fanservice, que nada é de graça, isso deu mais verossimilhança à sua personagem, fez eu vê-la mais como humana do que como um clichê.

Será que estou diante de um caso raro de anime de escola de magia que realmente é bom, em meio a tantos outros ruins? Eu não me apressaria muito em afirmar isso, há muitos episódios adiante e muita coisa ainda pode acontecer. Mas estou inesperadamente empolgado.

  1. Eu aqui de novo!
    De novo, dos três animes assisti dois. Mas conhecidencias a parte, vou começar o meu comentário sobre o que assisti.

    Comet Lucifer, admito que não prestei atenção à abertura (estava fazendo pipoca), por isso acabei me surpreendendo pois quando vi os Mecha achei eles até que legais além de bem animados (não costumo gostar de CG porque as vezes parece algo artificial no anime, sabe? Parece que não faz parte) o que me surpreendeu. O cenário também é muito bonito. Quanto a estória tenho que esperar os próximos episódios para ver.
    High School Star Musical eu não assisti, mas tenho que concordar com você, ver caras se lambendo, não importa a situação, é bastante desagradável…
    Rakudai Kishi no Cavalry foi um sopro de ar fresco no clichê das tsunderes sem personalidade que só sabem corar e espancar o protagonista. Quanto a estória tenho que aguardar para ver.
    E respondendo a sua resposta ao meu comentário, gosto muito do conteúdo do site! É bom ver as opiniões dos outros quanto aos animes, meus amigos não assistem…
    Bem, até!

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Seja sempre bem-vindo!

      Sim, eu quase comentei de como o 3D dos mechas estava muito bom mesmo. O movimento muito fluido e sem parecer ser um elemento colado por cima da animação depois (o que de fato foi). Sobre história, acho que nenhum primeiro episódio está entregando muita história. Estão se esforçando para mostrar personagens e cenário com o maior impacto possível (e Concrete Revolutio foi o que fez isso da forma mais divertida, embora possa ter errado um pouco na dose; leia o artigo também!).

Comentários