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As coisas estão novamente em movimento. Como o próprio Satoru disse, a vida da Kayo está em movimento agora, conectada com o futuro. Fico satisfeito em saber que ele não esqueceu das outras vítimas, mas ele ainda continua um bocado despreparado para o que está tentando fazer.

Normalmente às segundas, nessa semana o artigo de BokuMachi sai na terça e a partir da semana que vem sairá sempre aos domingos. Isso faz parte da redistribuição dos artigos que decidi fazer agora, já no fim da temporada eu sei, mas me incomodava que os artigos de Bubuki Buranki estivessem saindo no mesmo dia que o próximo episódio.

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A pequena Kayo costumava proteger sua mãe

A pequena Kayo costumava proteger sua mãe

Parece que está tudo resolvido com a Kayo. Será que está mesmo? Será que o professor-assassino irá desistir dela? Bom, ela foi morar longe, então quem sabe. Um pouco mais da história da garota é contada: seu pai maltratava sua mãe e a Kayo costumava protegê-la, até que a avó por parte de mãe da Kayo convenceu a filha a se separar dele. Em algum momento depois disso ela já estava tão quebrada psicologicamente e se sentia tão esmagada por ser uma mãe solteira que começou a maltratar a filha. A Kayo a protegia quando menor, se colocava na frente dos golpes do pai para isso, mas ela já sofreu tanto que não consegue sequer olhar para mãe enquanto ela chora. Me pergunto se um dia é possível que volte a haver carinho entre as duas. Mesmo achando que a mãe não merece, penso nisso pela Kayo. Acho que isso a tornaria mais forte e feliz. Mas bom, depende dela não ser assassinada em primeiro lugar, né?

O professor continua esguio como sempre. A primeira coisa que ele fez foi perguntar para o Satoru onde a Kayo estava escondida, e o garoto contou na maior inocência do mundo: no ônibus. Depois o Satoru vai lá com o Kenya e o Hiromi e nota a distinta ausência de todo o material que o assassino estava escondendo e nem desconfia. Não é como se muitas pessoas soubessem que a Kayo havia sido escondida ali, não é? Ele até mesmo foi capaz de perceber que quem quer que tenha ido lá tomou o cuidado de disfarçar suas pegadas, o que aumenta a chance de ser alguém próximo, conhecido, e que sabia que o Satoru tinha uma boa chance de voltar ao local. Mesmo assim, o Satoru não chega sequer perto de desconfiar do professor.

O ônibus foi esvaziado e o Satoru permanece sem ideia de quem é o assassino

O ônibus foi esvaziado e o Satoru permanece sem ideia de quem é o assassino

Depois, o Satoru descobre sem querer que o porta-luvas do carro do professor é lotado de doces. Uma criança pode não entender muito bem o que isso significa, mas ele não é uma criança, mentalmente já tem quase 30 anos e deveria ser capaz de reconhecer um dos sinais internacionais mais óbvios de um sequestrador de crianças. Mesmo assim, ele compra barato a mentira do professor, que diz que ele havia sido fumante e desde então se tornara viciado em doces. A história se sustentaria se os doces não ficassem guardados no carro (imagine o professor tentando atender o chamado do vício quando o carro estiver estacionado longe e ao sol) e se ele não tivesse disfarçado de forma constrangedora, socando vários doces na boca. Foi um comportamento suspeito demais combinado a uma pista já suspeita.

Hiromi super feliz porque o Satoru está preocupado com ele

Hiromi super feliz porque o Satoru está preocupado com ele

Por todo o seu comportamento e falta de perspicácia o Satoru parece ser mesmo uma criança tentando fazer trabalho de gente grande. Claro que ele não cresceu para ser um investigador e eu duvido que suas experiências como mangaká fracassado ou entregador de pizza fossem suficientes para prepará-lo para isso, mas ainda assim há coisas que ele deveria saber e conseguir perceber apenas por ser um adulto. Mas até agora ele tem sido uma frustração nesse aspecto.

Pelo menos está se esforçando em coisas que uma criança pode fazer. Ele não tem como ter certeza que os próximos alvos serão os mesmos. Quero dizer, como ele pode saber que o assassino já tem uma lista de alvos pré-determinados ao invés de apenas decidir um após o outro? Nesse caso, apenas por ter salvo a Kayo o Satoru já pode ter mudado muita coisa. Mas para uma criança esse tipo de pensamento seria avançado demais, não é? Ele está tentando se aproximar da Aya Nakanishi, uma vítima que estuda em outra escola, e tem mantido o Hiromi sempre por perto. O garoto é tão fofo com o Satoru! Eu sei que ele ainda é muito novo e apenas parece garota, mas acho que o anime está tentando dar a entender que ele vai crescer e se descobrir homossexual mesmo, hehe.

Vou deixar essa aqui, porque se for pro professor mudar de alvos, já tenho uma ideia...

Vou deixar essa aqui, porque se for pro professor mudar de alvos, já tenho uma ideia…

  1. Nesse processo de investigação em animes sempre sinto como se a policia do japão fosse tão inútil! É como se apenas jornalistas,qualquer pessoa aleatória interessada conseguisse chegar perto do mistério.
    Eu tava pensando isso ,que alguém tem que morrer naquela linha do tempo,se a Kayo sobreviveu,alguém tem que tomar o lugar dela,e se for aquela menina,bom o Satoru vai ter um pouco de trabalho para conquista-la,pq no momento que ele defendeu a Kayo dela acho que ela vai ficar um pouco distante dele…E meu Deus realmente o protagonista tá sendo muito burro! O nervosismo do professor naquela hora enfiando meio mundo de doces na boca foi algo muito escancarado de suspeito!O professor parece que está achando suspeito ele se aproximar de cada possível vitima.
    E mesmo sabendo do passado da mãe da Kayo não consegui sentir pena daquele choro. Fiquei com cara de bunda (não sei dizer outra expressão pra o que senti).Poxa,a avó da Kayo se sentiu culpada por forçar a filha a se separar do marido abusivo!Fiquei com mais pena daquela pobre senhora.

    Ps:Editei meu comentário antes de enviar,quase respondi algumas de suas dúvidas e hipóteses,mas seria um baita spoiler e não sou tão ruim assim.

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      >> Nesse processo de investigação em animes sempre sinto como se a policia do japão fosse tão inútil! É como se apenas jornalistas,qualquer pessoa aleatória interessada conseguisse chegar perto do mistério.

      Não é só no Japão não! Isso é um clichê de histórias de mistério e suspense: a polícia não resolve nada, quem resolve é o detetive. Eventualmente (principalmente em mistérios noir e hard-boiled, ou em ações dos anos 1980 e seus sucessores) o detetive É um policial, mas isso não significa que a polícia como um todo seja melhor.

      >> Eu tava pensando isso ,que alguém tem que morrer naquela linha do tempo,se a Kayo sobreviveu,alguém tem que tomar o lugar dela,e se for aquela menina,bom o Satoru vai ter um pouco de trabalho para conquista-la,pq no momento que ele defendeu a Kayo dela acho que ela vai ficar um pouco distante dele…

      Eu estou ligeiramente tentado a acreditar que o próprio protagonista precisa morrer para que ninguém mais morra. Não tenho muito à favor da minha tese além da história do Deus da Morte que ele contou (um mangaká, como ele queria ser, tem poder de vida e morte – sobre seus personagens – da mesma forma que um Deus da Morte). Sobre a garota, depois que o Satoru e o Kenya desmentiram e envergonharam ela na frente da sala inteira eu não duvido que tenha sido ostracizada pelas demais crianças (por algumas, pelo menos) ou se isolado delas, de uma forma ou de outra entrando na zona de alvos do assassino. Ela deve guardar algum rancor, mas a ausência da Kayo pode tornar a reaproximação fácil, se o Satoru tiver tato.

      >> E meu Deus realmente o protagonista tá sendo muito burro! O nervosismo do professor naquela hora enfiando meio mundo de doces na boca foi algo muito escancarado de suspeito! O professor parece que está achando suspeito ele se aproximar de cada possível vitima.

      Começo a acreditar que o professor já está suspeitando do Satoru sim. Ele não sabe o quê, mas tem algo no garoto. Sendo “algo” sobrenatural, como ele poderia conceber o que está acontecendo, não é? Mesmo assim o Satoru está de marcação cerrada. Imagino a reação do professor quando ele conseguir se aproximar da Aya – e talvez ele estivesse passando por ali de carro justamente para observar a Aya também, e daí pode ter estranhado a presença do Satoru?

      >> E mesmo sabendo do passado da mãe da Kayo não consegui sentir pena daquele choro. Fiquei com cara de bunda (não sei dizer outra expressão pra o que senti).Poxa,a avó da Kayo se sentiu culpada por forçar a filha a se separar do marido abusivo! Fiquei com mais pena daquela pobre senhora.

      Eu sinto pena das três, em diferentes níveis, mas não perdoo o que a mãe da Kayo fez com a filha. São coisas bem diferentes. Entender completamente aquele sentimento talvez seja algo apenas para uma mãe, talvez mãe solteira, e o anime não teve dúvida em sugerir isso quando colocou a avó da Kayo e a mãe do Satoru consolando a mãe da Kayo.

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