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É isso aí que está parecendo mesmo: vou começar a escrever sobre Ushio to Tora agora, quando ele retorna para sua temporada final, embora nunca tenha escrito nada antes além de primeiras impressões. É um anime bom baseado em um bom mangá battle shounen dos anos 1990 que eu nunca tive a oportunidade de conhecer antes, mas que tem uma história sólida, um enorme elenco de personagens coadjuvantes, tanto aliados quanto inimigos, ahn, ok, para você que nunca assistiu Ushio to Tora e está lendo esse artigo agora, vou escrever um resumo rápido e básico, mas antes de começar, talvez queira ler as minhas primeiras impressões da primeira temporada.

Ushio é filho único de um monge velho e que vive dando trabalho para ele, e eles moram em um templo. Um dia, enquanto ele está limpando um depósito anexo, encontra um alçapão e o abre. Lá dentro encontra um demônio laranja, um monstro que lembra vagamente um tigre, preso à parede do porão que até então ele nem sabia que existia por uma lança com ponta de pedra. O demônio está preso lá há 500 anos, e pede para Ushio soltá-lo para que ele possa devorá-lo (ele diz isso mesmo, não é do tipo de demônio bom em convencer as pessoas com palavras). Ushio se nega mas o simples fato do porão ter sido aberto atraiu centenas de demônios para as redondezas e eles começam a causar o caos, e aí o demônio se oferece para derrotar os outros demônios… se ele for solto. Ushio não tem escolha e remove a Lança da Besta que prendia o demônio, e descobre que com a lança ele próprio é capaz de lutar. Com os demônios todos derrotados Ushio usa a lança para domar o demônio felino que ele encontrou no porão, e eles passam a mais ou menos viver juntos (o demônio quer devorar Ushio e Ushio não quer deixar o demônio ir embora e devorar outras pessoas impunemente). Ushio passa a chamar o demônio de “Tora” (simplesmente “tigre” em japonês).

Com o tempo, outros demônios aparecem e Ushio descobre que ele, Tora e a Lança da Besta estão envolvidas em uma guerra milenar contra um demônio poderosíssimo chamado Hakumen no Mono que veio da China. Já no Japão, depois de uma guerra travada há séculos atrás na qual todos os demônios do Japão se uniram com os humanos de então o Hakumen fugiu e se escondeu nos pilares das ilhas japonesas, e por isso quando os demônios vieram para exterminá-lo a sacerdotisa Yuki criou uma poderosa barreira que os impediu de atingi-lo (ao mesmo tempo que o impediu de sair). Considerando aquilo uma traição, os demônios recuaram e nunca mais confiaram nos humanos.

Ushio parte em uma viagem para descobrir mais sobre sua mãe, que ele nunca conheceu, e a Lança da Besta, junto com Tora. No caminho descobre sobre Hakumen no Mono, descobre que foi o escolhido pela Lança da Besta para derrotá-lo de uma vez por todas, e através de suas ações de coragem e de bondade ele consegue unir novamente os demônios do Japão (os do leste e os do oeste) e os humanos. Quando estão quase prontos e animados para partir para a batalha final, Hakumen no Mono reage. Agora que chegou até aqui, se ainda não leu é uma boa ideia ler as minhas primeiras impressões dessa temporada.

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Não é como se o Hakumen no Mono tivesse sido passivo durante toda a temporada anterior, mas esses primeiros episódios certamente mostram uma sequência de ataques muito mais feroz do que tudo visto até então. Começou com uma lavagem cerebral que fez todo mundo se esquecer de Ushio e Tora, o que levou os demônios a entrarem em desespero e raptarem Mayuko e Asako, que tentou protegê-la. Mayuko, descobrem eles, é descendente de Jie Mei, que deu sua vida para a criação da Lança da Besta. O plano deles é justamente sacrificar Mayuko para criar uma nova Lança da Besta. Asako intervêm e se propõe a se sacrificar no lugar da amiga, e sua vontade de proteger é tão grande que, concordam os demônios, ela é um sacrifício aceitável e com a vantagem de manter Mayuko, capaz de criar poderosas barreiras, viva. Asako se atira na fornalha incandescente e Ushio chega no último instante para salvá-la, depois de conseguir atravessar um exército de demônios. Os dois saem com queimaduras graves, e Asako demoraria dias para acordar novamente, no hospital, confusa por ainda estar viva mas agora grata ao garoto que ela havia rejeitado antes quando perdeu suas memórias.

Ushio volta para casa com Tora, e Hyou, o exorcista chinês que está caçando o demônio parecido com Tora que matou sua família aparece. Em seguida vários demônios parecidos com Tora aparecem também, incluindo aquele que matou a família de Hyou, e os dois travam uma batalha que no final fica sem vencedor. Os demais azafuses (esse é o nome do tipo de demônio do Tora) se transformam em pedra, depois de ser revelado que eles na verdade são todos ex-portadores da Lança da Besta que se transformaram em demônios e de demônios se transformaram em pedra, aguardando o dia que o Hakumen no Mono despertaria mais uma vez para que eles participassem da batalha final. O Tora é um caso à parte por motivos misteriosos, e Guren, o azafuse que matou a família de Hyou, também, no caso dele por ter sido abordado por um dos avatares de Hakumen no Mono enquanto era pedra e convencido a trair sua missão.

Depois da lavagem cerebral e do envio do exército liderado por Guren, Hakumen no Mono enviou um de seus avatares disfarçado de Jie Mei para diversas autoridades militares japonesas e convenceu o governo a atacar um pilar próximo a onde ele é mantido preso – isso irá libertá-lo antes da hora e irá lhe dar ampla vantagem na batalha final! Enquanto isso, Ushio recebe dos cientistas da HAMMR a armadura do Devorador de Pedra, um dos primeiros demônios que ele derrotou. De volta ao templo, Guren ataca mais uma vez, dessa vez com um exército menor mas mais poderoso que o de antes, e destrói os azafuse transformados em pedra – que pedem para Tora vesti-los como uma armadura. Com suas novas armaduras, Ushio e Tora conseguem expulsar Guren mais uma vez – mas sua casa está destruída. E assim, deixando tudo para trás, Ushio parte para tentar impedir o ataque contra o pilar pelo governo japonês.

Ufa, basicamente foi um grande resumo, sem muita interpretação e opiniões. Me perdoe, mas isso é mais ou menos o que acontece quando preciso escrever um artigo condensando três episódios na reta final de um anime onde tanta coisa aconteceu. Aliás, aconteceu mais uma coisa que esqueci de citar: Nagare tentou atacar Ushio e Tora, afirmando ser um traidor que está lutando ao lado do Hakumen no Mono. Achei essa uma mudança de comportamento muito drástica e ainda não entendo como suas ações passadas podem fazer sentido para um traidor, mas vamos ver. Ushio to Tora tem um grande elenco, vários mini-enredos entrelaçados dentro do enredo principal, e o anime têm sido bastante feliz em mostrar a relação entre tudo isso, em descrever o que acontece e o que está em jogo ao mesmo tempo em que mostra episódios emocionantes. Acho que esse é o maior ponto positivo de Ushio to Tora: mesmo quando o anime precisa descrever, jogar toneladas de informações para o espectador, raramente ele diminui o ritmo para fazer isso. O anime não para. Descobrimos tudo enquanto Ushio, Tora e todos os demais continuam lutando desesperadamente. Bom, acho que no próximo artigo, que será sobre um episódio só, consigo oferecer minhas opiniões e interpretações com mais calma. Até semana que vem!

  1. Excelente matéria como sempre Fábio, sobre este anime não tenho muito a dizer, mas posso afirmar que é dos melhores battle shounens dos últimos anos. Este anime tem um protagonista bom, os personagens secundários nem digo nada, até agora para mim são todos bons (até os monstros). Só acho que o Ushio devia ter percebido que as duas garotas (Mayuko e Asako) estavam interessadas nele mas fazer o quê. E quando finalmente quando as coisas pareciam que iam correr bem entre o Ushio e a Asako, aconteceu aquela treta da perda de memória. Até agora acho que o anime em si é bastante bom, com boa história, bons personagens e já agora uma ambientação no Japão dos anos 90 e algumas vezes na China ancestral e o Japão antigo, a forma de se vestirem, o estilo de vida, eu acho que o estúdio de animação está a fazer o excelente trabalho neste anime e o trabalho dos seyuus nem digo nada.

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      Não é? Um dos melhores battle shounens, sem dúvida!

      Sobre o Ushio não perceber que as garotas gostam dele, bom, a Asako só esculacha ele e a Mayuko é bastante discreta porque está dando espaço pra amiga. Além disso, eles são todos muito novos e inexperientes. No final ele percebeu pelo menos o que ele sentia, mas aí… bom, aí agora a Asako tá desfilando feito múmia pela cidade, LOL

  2. vai ter artigos de Ushio to Tora? è oq , eu não estou feliz, não , não estou feliz…. KRALHO , UHU !!
    Fabio cara, vlw, artigos toda semana de um anime simplesmente ÈPICO, essa resmaterização impecavel , historia fóda , personagens carismaticos e que te prendem, e logo no primeiro episodio a Asako perder a memoria OMG!
    Tenho nem palavras mais, me desculpa se essa não é sua opinião ,mas para mim , esse anime é 10 !

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      Hahaha! Que isso! Adoro Ushio to Tora também, senão como acha que eu decidiria escrever sobre o anime apenas em sua reta final? =)

      É um excelente battle shounen, na minha opinião o melhor em exibição no momento.

Comentários