Estamos recrutando redatores, clique aqui e se candidate, vagas limitadas!

Quarto artigo que eu escrevo dessa série de primeiras impressões. O primeiro foi sobre Gangsta, Game of Laplace e Okusama ga Seito Kaichou!, o segundo sobre Gate, Classroom Crisis e Symphogear GX, e o terceiro sobre Charlotte, Rokka no Yuusha e Shimoneta (nome enorme suprimido). Leia todos eles! E leia também o artigo de primeiras impressões que a Lidy escreveu sobre Dragon Ball Super.

Nesse artigo descrevo minhas primeiras impressões sobre Ushio to Tora, Jitsu wa Watashi wa e Non Non Biyori Repeat. Ushio to Tora e Non Non Biyori Repeat foram basicamente o que eu esperava, o primeiro um battle shounen com estética da década de 1990, bastante interessante (tinha que ser para justificar ganhar uma animação quase vinte anos depois de sua conclusão), e o último continua sendo a série feel good que eu conheci e adorei em sua primeira temporada. A única surpresa é que Repeat não se passa após a primeira temporada de Non Non Biyori, ou pelo menos esse primeiro episódio não. Se continuar assim a série irá parecer ainda mais parada no tempo, mantendo perfeitamente a sensação que se espera de um slice-of-life bucólico.

Já Jitsu wa Watashi wa foi uma grande surpresa. O traço feio não me agradava desde os trailers, e a sinopse não ajudava. Pois eis que pelo menos esse primeiro episódio me pareceu uma comédia romântica bastante decente! O casal até tem química, não parecerá forçado quando ao final da história eles finalmente ficarem juntos. Enfim, para entender porque achei isso de Jitsu wa Watashi wa e o que achei das outras duas séries também continue lendo esse texto!


Anime21 Diário

Informe o seu e-mail para receber gratuitamente as atualizações do blog!


Ushio to Tora, episódio 1 – Unindo todos os seus estúpidos

Se tem uma coisa que chama a atenção de cara em Ushio to Tora é seu traço. É uma série da década de 1990 e, ao contrário de por exemplo Kiseijuu, não atualizaram o traço para fazer o anime. Quero dizer, não busquei o traço do mangá para descobrir se está muito diferente do anime, mas o anime certamente tem cara de estética anos 1990 com técnicas de animação atuais. O protagonista (Ushio) incomoda um pouco não pelo traço datado, mas porque ele próprio parece uma pessoa mais velha do que é. Acho que é o formato do rosto, não sei direito, mas ele parece já ser um adulto quando na verdade ainda é só um adolescente – inclusive e principalmente no comportamento. Ah, o comportamento do Ushio. Ele é comilão, briguento, impulsivo e vive gritando. Um típico protagonista de battle shounen, como havia dito. Ele encontra o Tora preso no porão de sua casa (um templo) e em momento algum se assustou. Está certo que o Tora estava preso, mas até que o próprio demônio-tigre dissesse isso o Ushio não sabia ao certo. E bom, atitudes que ele tomaria depois deixaram claro que em momento algum ele sentiu medo do Tora.

Mas ele é meio burro. Bom, acho que isso também é esperado de um protagonista desse gênero de história, então está tudo bem. Enfim, ele é meio burro, ou melhor, acho que ele é muito burro. Quando o Tora pediu para ele o soltar pela primeira vez e ele perguntou o que o demônio faria depois de solto, ele disse com todas as letras que a primeira coisa que faria seria comer ele. E depois sairia comendo pessoas e causando terror e destruição em geral pelos arredores. Pois é, o Tora é bastante burro também. E tendo ouvido essa resposta o Ushio decidiu não soltá-lo. Que inesperado! Mais tarde, quando o miasma liberado pelo Tora e solto nos arredores pelo Ushio quando abriu o alcapão do porão onde o demônio estava preso começou a atrair uma multidão de outros demônios, Ushio apenas pediu para o Tora prometer que iria matar todos eles se o soltasse, e ele prometeu, lógico. E mais lógico ainda não tinha intenção nenhuma de manter sua promessa, se Ushio não tivesse a lança ele teria sido morto. Como Ushio tinha a lança ele dominou Tora pelo medo e junto com ele destruiu todos os demônios que apareceram, e depois o manteve refém sabendo que mais demônios provavelmente aparecerão.

E assim um moleque burro e um demônio-tigre mais burro ainda unem suas forças (que felizmente superam em muito suas burrices) para combater demônios. Isso se eles não se matarem antes. Um começo divertido que apresentou os personagens e o básico do cenário, e os inimigos a partir de agora devem vir em ordem crescente de desafio como em todo bom battle shounen até que uma história coesa comece a se formar. Recomendado.

Jitsu wa Watashi wa, episódio 1 – Uma garota real

Vendo as imagens eu achei o traço e os personagens desse anime feios. Assistindo os trailers eu os achei horríveis. Particularmente a garota protagonista – não tem nenhuma garota particularmente bonita ali, mas a principal é uma das mais feias. Então eu assisti esse episódio e escutei a voz aguda irritante dela e aí ela começou a realmente me dar nos nervos. Mas daí ela interagiu com o protagonista e … bem, nada mais disso pareceu uma escolha estética especialmente errada. Pelo contrário, voz e aparência estranhas (e toscas) colaboram ativamente para construir a personagem Shiragami, a vampira de cabelos verdes por quem o protagonista se apaixona. Bem, por tudo o que eu disse até agora e pelo que eu direi adiante certamente ficará parecendo que eu não tenho garotas reais, comuns, em alta conta, mas o que eu quis dizer é que Shiragami não parece uma princesinha idealizada ou garota quase perfeita fora de série que quase todas as comédias românticas têm hoje em dia. Ela é gente como a gente, cheia de defeitos e com um lado adorável também.

Já estava na sinopse mas só assistindo para perceber que eles levam a sério a característica definidora do Asahi: alguém que não consegue mentir ou guardar segredo. Não é que ele seja boca aberta ou fofoqueiro, mas sim que ele é completamente incapaz de blefar. Seu rosto diz tudo, sempre. Se quer saber algo que ele sabe, faça a pergunta certa e ele não vai conseguir mentir. Ele vai tentar, se for uma situação em que acha que deva mentir, mas será infalivelmente traído por sua linguagem corporal. A coisa é tão tensa que ele já levou fora de garota para quem nunca havia se declarado, simplesmente porque não conseguia esconder que estava sempre olhando para ela com “aquela” cara e ela percebeu e deixou claro que não queria nada com ele. É nesse clima que seus amigos o convencem a se declarar para Shiragami, depois dele achar por meses que estava escondendo deles sua nova paixão. Eles sabiam até a época exata em que ele havia se apaixonado.

Não vou narrar os detalhes porque eu e você já sabemos que a Shiragami é uma vampira, mas basicamente embora ela curse o colégio ela perde muitas atividades e oportunidades de socializar em geral pela necessidade de ocultar sua verdadeira natureza. Eis que ela está sozinha na sala de aula após as aulas acabarem, como ela sempre faz, e decide esticar suas asas vampíricas, normalmente bem escondidas nas costas. Nesse exato instante é claro que o Asahi recém convencido a se declarar entrou na sala e os dois entraram em pânico. Ela é um pouco desajeitada no trato com outras pessoas e um pouco lerda para perceber as coisas. As vezes bastante lerda, pois eis que para o espanto de Asahi ela já havia percebido que ele vivia olhando para ela, mas ao contrário da outra garota, não tinha a menor ideia de que ele estivesse apaixonado por ela. Compreensivelmente, ela acreditava que ele havia de alguma forma percebido que ela era uma vampira, mas mesmo os sinais óbvios de que ele está apaixonado por ela durante essa conversa (como quando ele disse que ela é bonita) passaram completamente despercebidos para Shiragami. Os dois, de um jeito estranho, se completam.

No final Asahi consegue resolver o primeiro conflito – porque foi descoberta, Shiragami teria que sair da escola, esse é o trato com seu pai. Ele a disse o óbvio: basta que ela mantenha isso em segredo de sua família. A graça toda, lógico, é que o próprio Asahi, justo o Asahi, precisará manter esse segredo também. Adorei esse primeiro episódio, mas não sei se devo ter alguma expectativa pela série ainda. Pela animação de abertura parece que será um harém, e pela cena no final do episódio parece que poderes acima da compreensão de pessoas comuns irão se intrometer. Pode virar uma bagunça, mas mesmo haréns bagunçados as vezes podem ser bons quando conseguem manter seus protagonistas verdadeiros e interessantes até o final. A ausência de ecchi nesse episódio é um indício de que JitsuWata pode ser mais comédia do que apelativo, o que na minha avaliação também é algo positivo.

Non Non Biyori Repeat, episódio 1 – Recomeço

Ao invés de continuar de onde a temporada anterior parou, Repeat voltou tudo no tempo e começa sua própria história antes mesmo do Non Non Biyori original. Renge acabou de ganhar uma mochila porque vai começar a cursar a escola! O episódio então se dedica a tudo o que aconteceu no dia anterior e no primeiro dia de aula e cerimônia de entrada da Renge (e da Natsuki, que acaba de entrar no ginásio embora não tenha mudado de escola). Não há mesmo nenhuma novidade aqui, é tudo mais do mesmo, o mesmo cenário, o mesmo clima, as mesmas personagens, tudo absolutamente igual. Para uma série que não se propõe chegar a lugar algum isso não é exatamente um ponto negativo.

Pelo contrário, como eu já adiantei, isso me deu a total impressão de que estou de novo no mesmo lugar, com as mesmas garotas, na mesma época. Não é apenas como se nada tivesse mudado, mas sim que nada mudou mesmo. O tempo em Non Non Biyori está parado, assim como seu cenário rural que parece não mudar nunca.

Minha única preocupação durante o episódio todo era se a Hotaru iria aparecer. Eu não achava adequado que ela aparecesse. Ela foi a protagonista da primeira temporada, e talvez volte a ser nessa segunda temporada também, mas esse episódio era da Renge. Se a Hotaru aparecesse, aluna nova que ela é, fatalmente roubaria parte da atenção para si. Felizmente ela só aparece brevemente no final do episódio e não interagiu com ninguém ainda, foi apenas para mostrar que ela está ali, que ela existe. Fico pensando como será o próximo episódio … no ponto onde pararam não dá para pular a entrada dela na escola, mas isso já foi contado na primeira temporada. Suponho que seja contado de novo mas por outro ponto de vista. Talvez a Renge vire mesmo a protagonista da segunda temporada.

  1. Posso até acompanhar Jitsu wa, mas é com um belo olhar de decepção. Vários personagens foram descaracterizados ;__; (Shiragami e Asahi, por exemplo – Até então, apenas na aparência, mas já me deu um certo desconforto) E cacete, que voz chata escolheram pra ela. Quando eu estava lendo o mangá, não imaginava sendo tão aguda, muito menos irritante, mas enfim… talvez eu me acostume. Aaaah, e é isso. Só queria compartilhar esse desabafo :<

      • (êta delay)
        Cara, agora até parece que combina, mas… como posso dizer? acho que essa voz ficou muito “estereotipada”. Daqui um tempo, se eu não me adaptar, esse anime só vai me trazer decepção (a Shiragami não é desse jeito o tempo todo, cara.) ;__;
        Ok. Certo. Estou exagerando. Mas ainda não consigo aceitar o que fizeram com os meus lindos personagens. Eles ficaram tão… feios (?). ps: Mikan e Sakurada ficaram perfeitos.
        Voltando ao ponto… É o caso do Gin em Shokugeki no Souma. Na primeira vez, a voz do Dio no Gin parecia não encaixar, mas já nesse último ep. eu pude ver que ficou até legal. Espero que eu mude minha visão de novo…

      • Fábio "Mexicano" Godoy

        Bom, eu gostei do que eu vi no primeiro episódio. Não posso dizer nada pelo que irá acontecer ainda, e não estou esperando muito de todo modo, a animação de abertura e o final desse episódio não foram exatamente animadores para mim. E se você já conhece do mangá (e assumo que você gosta do mangá, ainda por cima), é natural que sua experiência e a minha sejam diferentes. Em parte, essa é a graça de assistir animes e conversar sobre eles, e é para isso que eu criei esse blog: para expôr as minhas opiniões, impressões, e conversar com outras pessoas para saber o que elas acharam também =)

Comentários