Bem, eu não tinha nenhuma intenção em escrever sobre o novo anime de Dragon Ball, em parte porque eu nunca fui lá tão fã da saga assim, em parte por preguiça mesmo, mas principalmente porque eu não gosto da dublagem original e DE-TES-TO a voz japonesa do Goku. Mas fui desafiada, e bem, não costumo resistir a desafios, hehe. Então aceitei o papel, mas já fiquem previamente avisados de duas coisas: posso ser bem crítica de vez em quando, e posso ocasionalmente deixar acumular episódios pra escrever sobre eles de uma vez. E sim, todo mundo sabe sobre que tipo de episódios eu estou falando. (Cof cof, cinco minutos que duram 20 episódios).

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Segundo artigo da minha série de primeiras impressões. No anterior tratei de Gangsta, Game of Laplace e Okusama ga Seito Kaichou!, dê uma lida nele se ainda não o tiver lido.

Não deu para ter uma ideia bem formada sobre do que se tratarão, afinal de contas, Gate e Classroom Crisis. Symphogear GX por outro lado, inclusive e principalmente por ser uma nova temporada de uma franquia já estabelecida, é bem menos misterioso. Gate é sem dúvida um anime militar e tenta ter uma dose de humor, embora não tenha funcionado muito bem nesse primeiro episódio. Classroom Crisis não consigo dizer o que ele seria “sem dúvida”. O primeiro episódio tem uma dose razoável de ação, mas muito me faz crer que esse não será o tom da série, o que me deixa com a dúvida de qual será, então, esse tom. Symphoger GX é só questão de descobrir o vilão e suas motivações, o que já começou a ser feito nesse próprio episódio (a menos que haja um vilão por trás do vilão, o que não é impossível). Mas bom, chega de generalizações. Leia a seguir minhas opiniões sobre cada uma dessas estreias:

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Se você leu e guardou na memória meu artigo do episódio anterior, eu dizia que ao contrário de todos os outros salões, Jaheim era o único que não carregava o nome de um dos mundos da cosmologia nórdica. Isso só alguém que pesquise um pouco ou conheça a mitologia em questão poderia saber (é uma pesquisa de dez minutos, de todo modo), mas havia um outro sinal que qualquer um poderia reparar: Jaheim era também o único salão que não era guardado por um guerreiro deus, mas pelo Kamus, um cavaleiro de ouro. Jaheim e Helheim eram os salões que mais chamavam atenção, mas o mistério de Helheim estava mais ou menos compreendido, ou encaminhado nessa direção. Jaheim era apenas uma esquisitice a espera de uma explicação. E ela veio! Parte considerável da diversão de uma série que usa elementos de conhecimento público é usar eles para encontrar elementos que destoam e tentar especular tendências. Cavaleiros do Zodíaco sempre foi legal por causa disso.

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Os Nakiri são pessoas esquisitas, em muitos sentidos. Erina tem uma personalidade complexa, e é a única antagonista do Souma que realmente quer que ele seja expulso, sem usar daquele discurso pífio e clássico “Não perca antes de ser derrotado por mim”. Seu avô, o diretor da escola, tem um jeito todo divertido de avaliar os pratos quando ele trabalha como juiz (quem não lê o mangá, torça pra dar tempo de animarem as Eleições de Outono, apesar de eu achar que não vai rolar). Pra ficar mais interessante, um terceiro Nariki aparece pra encher o saco de Souma. Ou melhor, uma Nakiri. Seu nome é Alice, é prima e concorrente de Erina e, sim, é aquela garota branquinha que estava analisando todos os pratos dos concorrentes na competição. O fato de ela quase ter acertado sobre a eliminação do garoto já é prova de que ela não é uma competidora qualquer, mas somando-se isto ao prato que ela apresentou ter conseguido o segundo lugar (Perdendo pra, surpresa, Erina), já dá pra ter uma ideia de que ela é uma cozinheira sensacional. Aliás, a sua especialidade é uma das mais interessantes, e seu sombrio ajudante também protagonizará alguns dos melhores duelos. Mas, por enquanto, vamos deixá-los passeando por aí e lembrar que, opa, nosso protagonista está novamente com a corda no pescoço, e ignorar minha chateação pelo fato de as músicas não terem mudado, hmpf.

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