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Esse nono episódio de Ballroom me cativou não só por ter sido centrado na personagem Mako – da qual gosto tanto –, como também por ter focado nela de uma forma atípica, onde foi o Fujita quem agiu como trampolim para alçá-la ao status de estrela. Foi um episódio muito bom, mas que, como tudo na vida, teve seus prós e contras, sobre os quais comentarei a seguir.

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É um, é dois, é três, AÇÃO!!!

O título desse episódio condisse perfeitamente com o que vimos nele, mas não ficou só nisso. Ao longo da dança solo do par principal pudemos ver como o Tatara interpretou o conceito de ser a moldura para desabrochar a flor que era sua parceira e como quem estava de fora interpretava isso de forma diferente. Foi interessante ver a diferença entre teoria e pratica, experiência e instinto, o choque entre essas facetas e como isso influenciou na dança.

O episódio todo foi focado no solo de valsa de Tatara e Mako, que no anime durou um minuto e para nós mais de dez. Sendo assim, foi extraído o máximo possível da cena, tanto de comentários da plateia quanto de pensamentos dos dançarinos, o que temperado com a bela trilha sonora ficou agradável de se ver; o problema mesmo foi a dança em si.

Na cena vemos a diferença entre um novato cansado e uma veterana a todo vapor!

Já é o nono episódio do anime e a fluidez nas cenas de dança continua no mesmo nível, a essa altura duvido que melhore e que em algum momento haja mais que alguns segundos de movimentos de dança fluidos, ao invés de cenas estáticas e closes de rosto e corpo. Dessa vez chegaram a mostrar um movimento de perna do Tatara tal qual era retratado no mangá e isso para mim foi meio idiota já que em uma animação poderiam mostrar a cena em movimento.

Pelo que percebi esse diretor é bem limitado, ele está seguindo fielmente o mangá e por isso – além, é claro, de dar menos trabalho – as cenas de dança lembram muito a obra original. O que é um erro de produção já que há uma diferença enorme entre as mídias que permite que o que não parece fluido no mangá – e nem teria como ser sem poluir quase todas as páginas com movimentos sobrepostos – possa parecer fluido no anime.

Menos pose e mais fluidez, seria bom…

Um exemplo de anime atual que melhora o original nas cenas mais importantes é Boku no Hero Academia – leio o mangá e vejo o anime – onde todas as cenas de ação costumam passar uma sensação maior de fluidez, são mais longas e mais impactantes que no original.

Não acho que isso esteja estragando o anime, mas por se tratar de um ótimo estúdio – que inclusive manda muito bem em todas as outras partes da animação – a decepção é inevitável. Acho que só posso lamentar e aprender a não esperar mais tanto dele quanto a isso.

Ao menos o acabamento final das cenas em destaque sempre é excelente!

Os diálogos em si durante a dança não foram um problema, mas acho que era possível mantê-los, e inclusive manter o tempo da dança, ao mesmo tempo em que se se mostrariam cenas mais longas e bem mais movimentadas. Se diminuíssem o tempo de cenas estáticas ou com o mínimo de movimentação e fizessem isso, eu não teria muito o que reclamar nesse quesito.

Enfim, agora voltando a falar da história – novamente o ponto alto do anime – e não da parte técnica, foi ótimo ver como a Mako foi a MVP desse episódio sem, contudo, ter tido um momento em que ela buscava isso diretamente. Não me levem a mal, não quis dizer que ela foi jogada no foco das ações sem fazer nada, a verdade é que ela foi posta lá pelo Tatara que dançou o tempo todo em favor dela, em prol de fazê-la mostrar seu melhor na dança. Ela correspondeu à altura e roubou a atenção da plateia no anime – e acredito que do telespectador também – passando a real sensação de que arrasou no salão.

Ela já é a Rainha do Salão no meu coração ❤!

A plateia toda percebeu isso e a ovacionou pela grande paixão e ótima técnica apresentadas, mas o mais importante foi ver que o Gaju reconheceu a irmã como dançarina, reconheceu seu talento e sua personalidade que se impôs e figurativamente foi muito bem representada pelas pétalas da cor de seu vestido. Elas transbordaram da moldura inundando o salão e arrebatando o coração de todos, deixando uma forte impressão da parceira perante o público.

Contudo, ao agir assim o Tatara praticamente se anulou na dança e foi relegado a um status apenas de suporte; ele se dedicou ao máximo para fazer a parceira brilhar e não para buscar um equilíbrio onde ambos alternassem o deleite dos holofotes. Sua atitude foi coerente com o que o personagem apresentou até aqui, e por ele ter ficado tão feliz quanto a Mako não acredito que ele tenha se arrependido por ter feito isso – e nem que vá posteriormente.

Fiquei tão feliz por ela quanto o Tatara ficou!

Considero essa atitude dele uma demonstração de amadurecimento já que reconheceu suas limitações técnicas e soube explorar o melhor dos seus instintos para dar tudo de si na dança, mas entendendo que já que o objetivo ali era derrotar a Shizuku, quem teria que ser melhor que ela era a Mako. Assim sendo, ele como líder teria que pavimentar o caminho onde ela pudesse mostrar todo o seu talento e esforço, o que ele fez e fez muito bem feito.

Acredito que esse arco se decidiu aqui, já que exatamente pelo Gaju ser um dançarino muitas vezes mais habilidoso que o Tatara é que a dança – por melhor que ela seja – dele com a Shizuku deve ser mais equilibrada, com ela não conseguindo ter uma performance melhor que a da Mako. A atitude do Tatara foi certeira – era realmente o máximo que ele poderia fazer nesse momento – e agora só nos resta esperar para ver como vai se dar essa decisão.

10 melhores lutas dos animes. Não, pera…

Outra coisa legal desse episódio foi a dança ter sido toda feita com o intuito de ser uma performance, de ser chamativa, de aproveitar todo o espaço do salão de forma a exaltar sua exuberância. Em uma série estranha onde eles alternaram movimentos básicos, movimentos “emprestados” do par Hyoudou-Shizuku e o bom e velho improviso; usar de todas as armas possíveis para exaltar os pontos fortes da rotina foi um ato inteligente e preciso.

Foi um episódio que, assim como o anterior, se sobressaiu no que tece as relações interpessoais, “tacando lenha na fogueira” que seria a competição e sendo até agora o maior clímax do anime. Um episódio bom e simples que trabalhou bem seu tema e conseguiu atingir um equilíbrio satisfatório entre o conteúdo e a forma, entre a flor e a moldura – tirando as cenas de dança das quais tanto reclamei e que não extraíram todo o potencial da situação.

Ótima cena que seria ainda melhor se tivessem mostrando a movimentação para chegar até aí

Uma coisa que tenho percebido são as constantes piadas envolvendo seios balançando e até nesse episódio a torneada que deram na bunda da Mako na hora da dança; sinceramente, não acho que tenha muito o que falar sobre isso não. É uma opção da produção de tentar sensualizar algumas partes, o que eu creio que em nada atrapalha ou acrescenta ao enredo. Se você não gosta acho que dá para relevar tranquilamente pela história.

Para quem, assim como eu, esperava mais das cenas de dança dou a dica de baixar a expectativa e se contentar com o que foi apresentado até então. É uma pena que o anime de dança da temporada sequer tenha as melhores danças dela – Shingeki no Babamut já teve uma dança mais bem animada que todas as de Ballroom até agora –, mas dá para vê-lo por outros fatores, a história está boa e interessante, e se você chegou até aqui com certeza vale a pena ir até o fim!

“Bitch, please! I’m fabulous!”

Antes de terminar a análise, só gostaria de citar como até eu que li o mangá me surpreendi quando eles tiveram que dançar a valsa e não o passo-rápido, pois não lembrava disso. Achei engraçada a cena e coerente já que foi decisão da Marisa-sensei, alguém com respaldo o suficiente para chegar no evento e fazer alguma mudança. Aliás, acho que ela fez isso pois percebeu que o Tatara se sentia mais desenvolto na valsa e queria vê-lo dançando-a no solo.

O interesse dela nele pode render algo de bom, vamos esperar para ver se sai algo disso. Sei que toda a expectativa que eu depositava no passo-rápido foi em vão, mas isso não foi algo ruim já que fez sentido ser a valsa e até deu para fazer um paralelo da evolução do protagonista, já que esse foi o ritmo que o introduziu a dança e o primeiro que ele aprendeu.

Como acho que ela vai voltar com o Gaju, vou sentir falta desse sorriso 😢

É isso por hoje, preparem-se para flashback episódio que vem e quem sabe o fim do arco da Copa Tenpei. Até a próxima dança!

Cada dia é um 6×2 diferente… Quero ver fazer melhor, Shizuku!”

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