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O título desse artigo era a dúvida da Hime e a piada final de Centaur no Nayami. Quero dizer, a piada foi essa pergunta ter ficado sem resposta, não é? Ou teve resposta? Dá pra discutir um pouquinho sobre, mas isso parece tão pouco depois de todos os temas interessantes, provocantes por vezes, que esse anime teve, mesmo que ele tenha sido no geral bastante aleatório e sem compromisso com nada.

Um episódio com duas esquetes, como de costume. Dessa vez as esquetes não tiveram nenhuma relação uma com a outra. E se dependesse só da primeira eu teria ficado bastante frustrado. O que deveria ser irônico, já que teve mais piada e mais ação?

Na primeira esquete eu achei que as garotas estivessem jogando vídeo game. No final, era só um roteiro estilo RPG de vídeo game que a Akechi escreveu. Adequadamente vulgar, com roupas derretendo e etc. Teve lá a sua graça, achei divertido como absolutamente todas as garotas pareciam deslocadas, com a Nozomi aparentemente mais à vontade, mas no fundo fiquei com a impressão que ela estava só forçando. Mas não foi o suficiente para me entreter. Até mesmo a vilã final ser a Manami não me impressionou nem um pouco. Acho que gostei da forma meio desleixada com a qual a Kyouko fazia sua magia e das danças totalmente inúteis da Sassassul (que era uma sacerdotisa, não uma dançarina). Mas é isso aí. Só.

A empolgação é contagiante

Ah, não, teve um momento que eu quase achei mais legal, próximo ao nível médio normal do resto dos episódios: quando a Hime perguntou se não teria problema com a sociedade protetora dos animais atacar um monstro. A resposta foi à altura: não teria problema nenhum matar o monstro porque ele era formalmente humano, e não animal. Ah bom! Matar seres humanos tudo bem! Isso foi uma piada padrão de Centaur no Nayami – a única do episódio inteiro.

Melhor vilã

A segunda esquete foi apenas um torneio de queda de braço entre as garotas da sala. Só isso mesmo. Mas não obstante a monotonia, foi bem divertido ver todas as personagens do anime ali de uma vez só – bom, todas as da turma da Hime, pelo menos. E por que não os garotos? Quem liga pros garotos! Onde eles estavam? Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe. Já disse e repito: Quem liga pros garotos?

A representante da classe tá se divertindo pra caramba com essa bagunça aí

Desde o começo eu já sabia que a Hime iria ganhar. Não apenas porque ela é a protagonista, o que aliás não deveria ser garantia de algo desse tipo em um slice of life, mas porque ela é a única centaura da turma. Ela tem a força de um cavalo, tem noção disso? O anime tem, e retratou centauros várias vezes como guerreiros e soldados. Isso não é à toa. Não só isso, mas ela é atlética – e treina especialmente seus braços ao praticar arquearia. Já tentou atirar uma flecha com um arco? É preciso muita força! Ela atira várias em sequência, correndo, e com precisão. Ela é muito forte. E é muito forte com os braços também.

Quando vi que a Manami estaria do outro lado da chave, também logo previ que a final seria entre as duas: Hime e Manami. Foram os dois núcleos do anime, afinal de contas. Se me perguntar, gostei muito mais das histórias da Manami do que das histórias da Hime. E nesse episódio não foi diferente: eu estava mais interessado na Manami do que na Hime, ainda que estivesse me divertindo com a pobre protagonista perguntando de novo e de novo porque diabos elas estavam fazendo aquele torneio em primeiro lugar e sendo sumariamente ignorada.

Qualquer um desenvolve vários tipos de “força” nessas circunstâncias

A Hime é meio de ir na dos outros mesmo. A Manami, por sua vez, é bem diferente. Ela é a “mãe” de sua casa, cuida de suas irmãs, apoia seu pai, ajuda financeiramente trabalhando como sacerdotisa do templo. Ela é a mesma Manami que disse, noutra ocasião, que o mais importante para ela é a família e que ela não está tão interessada assim nas besteiras de adolescentes colegiais. Mas ela é uma adolescente colegial e já se comportou como uma algumas vezes. Esse episódio foi mais uma dessas ocasiões: mesmo sendo representante da sala, não se preocupou nem um pouco com a “bagunça” que todas as suas colegas faziam, muito pelo contrário, participou ativamente até o final.

O que não quer dizer que tenha se esquecido de sua família, bem o oposto na verdade. Enquanto ela disputava, fazia questão de dizer como sua força vinha de sua experiência cuidando das irmãs mais novas. E até mesmo sentiu como se suas próprias irmãs tivessem sido derrotadas no final pela Hime. Eu assistiria um anime só da Manami sem pensar duas vezes.

A Inukai teve um pouco de destaque sem ser como coadjuvante da Akechi. Queria ver mais dela também

No final, a protagonista venceu, e o texto escrito sobre a tabela meio que fez graça disso, não é? “Vitória da heroína”, “Como esperado, a Hime venceu”. Heroína pode ser sinônimo de protagonista feminina. Então a Hime venceu, como esperado, porque ela é a protagonista. E venceu da Manami, a segunda personagem mais importante do anime. Centaur no Nayami terminou com um episódio meio fraco e foi uma bagunça do começo até o fim, mas eu gostei.

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