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Para fechar com chave de ouro a incrível bola de neve de artigos atrasados sobre Kekkai Sensen & Beyond: eu vos apresento o primeiro arco dessa segunda temporada! Foi o primeiro arco, não foi? Bom, enfim, foi a primeira história dessa temporada que se estendeu por mais de um episódio! Apesar do mini-arco não ter sido ruim, existe algo nele que não me agradou muito, que por motivos óbvios apenas explicarei após esta introdução chinfrim!

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É sabido que Leo é um garoto de muitos amigos… Mentira, não é sabido não, na verdade, parece que a cada episódio aparece um personagem bizarro diferente chamando ele de amigo, sendo que nunca havia aparecido antes. Minha memória é uma droga, eu admito isso em bom alto tom, mas juro por todas as divindades existentes em Hellsalem’s Lot que não sabia da existência desse tal de Riel. Sério, QUEM DIABOS É RIEL?!

Me joguem pedras! Me coloquem na fogueira! Me enforquem! Porém, antes desses atos medievais, eu imploro, me deem uma luz e me digam quando esse personagem apareceu antes! Eu definitivamente não tenho qualquer confiança na minha memória, mas tenho quase que certeza absoluta que esse projeto de Lula Molusco com osteogênese imperfeita nunca apareceu antes. Me desculpem, senhoras e senhores leitores, mas eu pouco me importei com o Riel em meio a sua crise, pois EU NUNCA VI ELE ANTES! Não, isso não é uma atitude desumana. Claro, se eu vejo um desconhecido na rua passando mal ou algo do gênero, é óbvio que irei ajudá-lo, demonstrando importância com aquele ser. Entretanto, meus caros leitores — que provavelmente já estão de saco cheio dessa encheção de linguiça — a situação do Riel é completamente diferente pelo simples fato dele não existir na realidade. Não, gente, personagens de animes não existem na nossa realidade. Na verdade, eles existem, só que não na terceira dimensão. ENFIM! Continuando com esse monólogo péssimo, o que quero dizer é que eu nunca vi esse personagem na minha vida antes e esse arco inteiro me obrigou a me preocupar com ele, sendo que eu não senti a mínima preocupação para com ele. A partir do momento que um arco se foca em um personagem, ele necessariamente precisa ser um personagem — pelo menos — conhecido, caso contrário, não terá tanto impacto quanto teria com um personagem já conhecido por todos. Óbvio, existem casos e casos; já vi animes onde existem arcos focados em personagens novos, mas a questão é que nesses arcos temos uma quantidade considerável de episódios para vermos o desenvolvimento desses personagens e nos acostumarmos com eles. Outro fato também que pesou contra o Riel é que o personagem não é nada carismático.


Bom, como já disse antes — em uma tentativa falha de demonstrar ódio pelo universo — esse arco foi focado nesse bicho da foto acima, mas também tivemos um outro plot no meio disso tudo, que no fim se conectou a esse Riel. No início do episódio, Leo se encontra com Li Gado, um hiper médico que luta contra patógenos.

EI, MICHI-KUN! Essa é uma boa chance de você aumentar a sua autoestima explicando algo óbvio! Me ilumine e me explique: o que são patógenos?! 

Patógenos são organismos que possuem a capacidade de adoecer um hospedeiro. Existem duas classificações de patógenos, que no caso, é o patógeno primário e o oportunista. O primário é o tipo de patógeno que causará doença, mesmo que o organismo esteja saudável. Já o oportunista fica no seu organismo esperando ter uma chance para atacar, essa chance sempre surge quando sua imunidade está baixa, por exemplo. Nessa arco de Kekkai Sensen, pudemos ver um exemplo claro de patogenicidade, que é a capacidade do patógeno provocar alterações no hospedeiro infectado; isso acontece quando o Riel é infectado pelo Gemnemo e acaba se transformando naquele projeto de Leo Stronda.

Voltando ao foco do artigo — se é que ele tem um foco — esse tal de Li Gado que encontrou com o Leo tinha como objetivo capturar Gemnemo, que por sua vez, acaba encontrando o Riel e utilizando-o como hospedeiro. Após muitas poucas e boas, o Riel acabou gigantesco e começou a destruir a cidade loucamente, fazendo com que a Libra fosse obrigada a agir. No fim, Gemnemo foi derrotado e Riel se tornou uma formiga-sei-lá-o-que.

De certo modo, esse arco foi bom. O melhor dele em si foi ver o Leo se esforçando ao máximo para conseguir de alguma forma ajudar o seu amigo. Perceberam que ultimamente ele vem utilizando os Olhos Divinos quase que sempre? Na primeira temporada, ele só usava os olhos uma vez ou outra, agora quase todo episódio ele os utiliza. Isso é muito bom, sabia? Apesar dele querer se livrar desses olhos o quanto antes, pelo menos aos poucos ele está aprendendo a controlá-los de forma mais eficiente. Aliás, o combo dele com o Sonic para derrotar o Gemnemo certamente foi algo muito interessante. Sério, pelo menos o macaquinho não é apenas a mascote que é utilizado para alívio cômico; o simples fato dele ser útil de alguma forma já é algo muito bom. Mas, nem tudo são flores, como já deixei subtendido antes, esse arco teve um problema, que foi justamente o Riel. A partir do momento que não consegui me preocupar com ele, mesmo com o arco quase que me obrigando a fazer isso, creio que de alguma forma os episódios falharam. Outra coisa que também não colou foi a “grande amizade” entre o Riel e o Leo, que até então nunca havia sido mostrada antes (não que eu me recorde). Apesar desse arco ter sido bom, ele não foi tão impactante quanto deveria.

Detalhes técnicos

Errata: no artigo anterior (episódio 7), eu disse que não havia sakuga no episódio, mas acontece que havia, sim, sakugas. Das três existentes no episódio 7, apenas uma tinham os autores conhecidos, sendo eles: Hideki Kakita e Keiichiro Watanabe. Caso queira ver as outras duas sakugas do episódio, cliquem: 1 e 2.

Bom, nesses dois episódios tivemos oito sakugas, sendo que duas delas foram feitas por Takashi Mitani, que até então não havia feito nenhuma sakuga para Kekkai Sensen. Anteriormente, Takashi Mitani estava trabalhando em outros animes animados pela Bones, como por exemplo: My Hero Academia 2, Mob Psycho 100Concrete Revolutio. Sendo assim, pode-se dizer que Takashi Mitani já é da “casa” e trabalha especificamente para a Bones. As outras sakugas ficaram nas mãos de Hiroaki Takagi, Hideki Kakita e Keiichiro Honjo; o restante não possui autores conhecidos. Aliás, vale notar que tanto o Hiroaki Takagi quanto o Keiichiro Honjo também ainda não haviam participado de Kekkai Sensen. Na verdade, Hiroaki Takagi acabou de começar, ainda é um iniciante, já Keiichiro Honjo tem um pouquinho a mais de experiência; anteriormente ele trabalhou em Gintama. Para ver as outras sakugas, basta clicar no nome do artista, que daí você vai ser redirecionado justamente para a sakuga que ele fez.

Curiosidade

Nesse episódio, tivemos uma citação a Paul Cézanne, também conhecido como pai de todos. O francês foi o principal responsável pela transição artística do século XIX para o século XX, fazendo o impressionismo dar lugar para o pós-impressionismo, tendo o cubismo como carro chefe. Não necessariamente estou dizendo que foi Cézanne que criou o movimento cubista, mas ele com toda certeza foi o principal influenciador para isso acontecer. No caso, o homem que fundou o movimento — no meio das artes plásticas — e o fez ascender de forma estrondosa foi Pablo Picasso. O cubismo é um movimento artístico que nasceu no século XX, tratando da natureza por meio de formas geométricas. A principal influência para o surgimento do cubismo foi obra “Apples and Oranges”, de Cézanne, a mesma que aparece em Kekkai Sensen. A pintura retrata formas da natureza como esferas.


Nota: não sou nenhum especialista em arte, apenas sei algumas coisas. Caso eu tenha dito alguma besteira, pode comentar me consertando, pois errar também é aprender!

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